Ó Oleiro eterno, Tuas mãos de fogo e ternura moldam meu barro frágil. Tu me lançaste ao mar do mundo como rede viva, para recolher pedras preciosas no fundo do caos. Limpa minhas malhas das algas do orgulho, das areias da vaidade, dos destroços do medo. Que eu seja cesto que acolhe o bem e mão que descarta o mal com coragem. Rasga-me, se for preciso, e refaz-me vaso novo, para que transborde a unção do Teu Espírito. Quando os anjos separarem o dia da noite, reconhece em mim a centelha que Te pertence. Arde em meus ossos o fogo que não consome, mas purifica. Faz de minha vida um tesouro onde o velho e o novo dançam na Tua glória. Amém.



















