Aparentemente a morte está de olho na presença de FINNEGAN BENNETT COOPER. Quando o vôo 317 caiu, FINN tinha apenas 20 ANOS e a floresta reconhece como O LOBO. Atualmente ele está com 35 ANOS e é conhecido como MARCENEIRO, algo esperado considerando a reputação marcada por ser METÓDICO, embora também seja RESILIENTE. Ele decidiu ficar em Hanover depois do resgate. A floresta lhe deseja boa sorte e tome cuidado com a morte, ou não!
༄ ⸺ TRIVIA.
Mora sozinho e tem como companhia uma cachorra golden chamada Nina.
Detesta falar sobre o seu passado e atualmente se apresenta como Cooper no lugar de Finn para evitar curiosidades a seu respeito.
Tem uma oficina de marcenaria em casa, onde restaura móveis e recebe diversas encomendas das cidades vizinhas.
Tem insônia, é ansioso e para relaxar e manter a mente ocupada, Finn costuma fazer crochê e participar dos bingos no asilo local. Para ele é terapêutico cuidar dos mais velhos.
Depois do resgate, Finn não manteve contato com nenhum dos sobreviventes. A última vez que foi atrás de alguém, foi de Ethan para tentar evitar o pior.
༄ ⸺ STORY.
Para alguns, ou melhor, para a grande maioria ter um filho homem é motivo de alegria, especialmente para os pais já que as mães, não todas obviamente, sempre esperam por uma menina para cuidarem como se fossem uma boneca. Finn não teve tanta sorte assim e, sinceramente, independente do seu gênero isso nunca mudaria o modo como seu pai lhe tratava dentro de casa. Sempre ouviu coisas como "é o jeito dele", "ele é assim porque te ama", mas Finn não conseguia acreditar. Nada parecia ser bom o suficiente para arrancar um sorriso de seu pai. Sua mãe, por outro lado, buscava compensar as falhas do marido com o filho, sempre lhe dando o dobro de atenção, carinho e principalmente amor. Era ela quem tentava remediar as brigas quando Finn não trazia um resultado acadêmico perfeito ou beirando ao impossível que seu pai queria, mas ele tentava. Céus, como ele tentava. Não era à toa que muitos o chamavam de nerd na escola e isso pareceu se estender ainda mais para a faculdade. Ali o peso era maior, tanto que ele assumia a frente nos trabalhos em grupo para que tudo saísse como o planejado. Não ligava, apesar de ser bem cansativo, de fazer tudo sozinho se isso fosse lhe render uma nota alta.
Sua vida não era problemática, tirando o pai carrasco, Finn foi uma criança alegre e que adorava usar da imaginação na hora de brincar. Mesmo repreendido – em muitos casos – não deixava de fazer aquilo que sentia vontade. Apesar da fama de nerd, tinha bons amigos no colégio e diversos conhecidos na faculdade, tanto que foram eles quem o incentivaram a cair de cabeça naquela viagem. Era a oportunidade perfeita para mostrar para seu pai – e para provar a ele mesmo – do que era capaz. Traumas? Medos? Ele não tinha nenhum, na verdade, seu último medo foi quando tinha oito anos e jurou ter visto algo na janela do seu quarto durante uma tempestade. Claro que sua mãe o convenceu de que aquilo era só fruto de sua curiosidade em assistir filmes que não condiziam com sua idade. Depois daquilo, Finn não teve medo de mais nada.
Por mais que não possuísse um diagnóstico, já que para seu pai frequentar terapeutas e psiquiatras era um desperdício de dinheiro, Finn sabia que era ansioso dada a pressão que sofria. Para reverter episódios de crises e externar o que sentia, passou a focar seu tempo livre em livros, desenhos e até artesanato. Claro, ele não seguiria nenhuma daquelas profissões porque o seu sonho era ter sua própria empresa de software, mas encontrou naqueles hobbies uma forma de terapia.
O Finn que retornou depois de sobreviver naquela queda não era mais o mesmo que seus pais ou amigos de faculdade conheciam. A alegria e inocências em seus olhos haviam desaparecido, suas noites de sono foram tomadas por pesadelos que lhe causaram insônia por anos. Seu rendimento e dedicação eram inexistentes, terminou a faculdade por terminar, por ouvir de seus pais que seria ótimo manter a mente ocupada com estudos. Eles se mudaram depois que Finn conseguiu seu diploma, buscando recomeçar em outro lugar onde ninguém os conhecia ou ficaria os enchendo com questionamentos que davam gatilhos em si. Seu sonho de ter uma empresa? Morreu naquela floresta junto com os outros, tanto que topou o primeiro trabalho em uma empresa e ali ficou por três anos.
Três anos foi o tempo que Finn levou para conhecer sua ex esposa, se envolver e até arriscar um futuro com a mulher. O problema? As perguntas. Durante o namoro ela evitava entrar naquela zona conturbada, respeitava quando evitava falar a respeito ou se abrir. Ele não conseguia fazer isso nem com sua psicóloga. Com o casamento as coisas se tornaram mais complicadas, seus momentos de silencio e até mesmo os pesadelos que lhe tiravam a paz passaram a incomodar a mulher. As brigas começaram cedo, ela dizia que aguentar um trauma que não compreendia era difícil, que ela tentava ajudar e era sempre empurrada para longe como se Finn não a quisesse por perto. Ele nunca a culpou por desistir, mas também não se esforçou para salvar o casamento quando a crise o afundou e o divorcio veio um ano depois.
Morar em Los Angeles também não ajudava, mesmo que no começo uma cidade enorme como aquela tenha contribuído com novas experiencias, Finn ainda se sentia sufocado no final do dia. Seus pais foram contra, mas ele retornou para Hanover mesmo assim. Com o dinheiro que tinha juntado alugou uma casa mais afastada do pequeno centro e no começo trabalhou como garçom no Molly’s até se estabelecer melhor. As pessoas já não eram tão curiosas assim, muitos até fingiam que aquele acidente nunca aconteceu só para evitar qualquer desconforto em sua presença. Seus antigos hobbies no final se tornaram o seu ganha pão. Finn passou a trabalhar como marceneiro na pequena cidade, especializando-se na criação de moveis e até objetos de decoração. Como passa tempo, para ajudar durante as noites em claro, se reuniu com um grupo de senhoras e se tornou o neto de todas elas durante as aulas de crochê. E vida parecia ir bem pela primeira vez em anos até a morte de Ethan.



















