19/02/19
Viajando com o pai, mãe e Julia. Paramos num pedágio onde tem bastante fila. Aproveitando-se da situação, o brasileiro resolveu fazer uma festa bem ali. Sim, no local do pedágio.
Quando chega a nossa vez uma van branca cheia de pessoas vestidas de branco começa cantarolar coisas que o pai e a mãe falam. Eles chamam a Julia e o pessoal da van cria uma melodia recitando o nome dela. Assim vai, até que acaba ficando meio irritante. Eu quero ir embora daqui rápido, então sento no lugar do motorista e vou embora. Sigo pela rua que a mãe me indicou, mas ela está fazendo um chimarrão e não presta muita atenção. Um carro que vimos anteriormente faz reflexo na parede de um prédio, como se tivesse reluzindo no oceano. É bem bonito e curioso. Começamos a subir um morro extremamente íngrime, eu estou no topo e nem consigo enxergar quando ele começa a descer.
Talvez seja porque ele não começa a descer.
Assim que se alcança o cume o morro acaba, e abaixo dele só existe o mar. Eu, obviamente sem esperar nada disso, jogo o carro dentro do mar. É desesperador. Eu já tenho medo do mar estando sozinha, que dirá dentro de uma caixa de metal que pesa quase uma tonelada. O pai calmamente diz “isso é comum aqui, é pra isso que eles instalaram esses cabos” e começa a puxar o carro pra cima se segurando nos tais cabos.
Caraca, teria sido tão mais fácil instalar placas avisando que o morro acaba aqui.
Pai, mãe e Julia puxam o carro enquanto continuo em desespero e aos prantos. Acordo chorando.













