𝕭em posicionada em cima de seu cavalo, está VELKAN SOREN SOLBERËN. Dizem que ela, com 26 anos, cursa a QUARTA SÉRIE. É bastante AMBICIOSA, mas também IMPACIENTE. Membro da INFANTARIA, espera-se que seja uma grande guerreira com sua arma! Sua reputação é conhecida além das fronteiras, e dizem que se parece com ADELINE RUDOLPH.
𖤝 resumo 𖤝 cnns
"and you see the things they never see, all you wanted I could be. now you know me, and I'm not afraid. and I wanna tell you who I am, can you help me be a man? they can't break me as long as I know who I am" (x)
𖤝 𝕾𝖚𝖒𝖒𝖆𝖗𝖞
Inspirações: Jim Hawkins (Planeta do Tesouro), Astrid Hofferson (HTTYD), Han Solo (SW), Evelyn O'Connel (A Múmia) , Ardeth Bay (A Múmia), Claire Redfield (Resident Evil)
𝕾arcástica e impaciente são os dois maiores traços de personalidade de Velkan. Tendo crescido roubando pra sobreviver e fugindo dos militares, ela teve (tem) muitos problemas com figuras de autoridade e frequentemente quebrava regras dentro do instituto, aprendendo da pior forma (porrada) que isso não era aceitável. Tem a língua solta e não se poda na hora de falar o que pensa, exceto na presença daqueles com patente mais alta e, é claro, dragões, já que jamais ousaria desrespeitar um. Com os nobres ela não tem tantas papas na língua assim, só o suficiente pra manter a cabeça no lugar. Relacionamento bom mesmo, imagino que só com os responsáveis por Sommerset, pois sabe como é bom o relacionamento com os changelings.
Em suma, Velkan é uma changeling que cresceu tendo migalhas de amor durante muito tempo, e entendeu que precisava fazer algo para merecer. Ela tem um passado (e presente) como boa ladra, tendo facilidade em entrar e sair dos lugares em silêncio para conseguir o que quer (e se a pessoa pagar bem, ela pode até considerar fazer um serviço pra ela. Tudo em total sigilo, é claro, afinal, ela precisa ganhar a vida. Ela finge que o pai não pode nem sonhar em saber, que a honra da família estaria em jogo, mas na verdade ele já pediu para que ela fizesse servicinhos pra ele também, então 'ta topando tudo e ele sabe de tudo também.
𖤝 𝕭𝖎𝖔𝖌𝖗𝖆𝖕𝖍𝖞
𝕰la não nasceu Velkan. Tampouco nasceu carregando um sobrenome tão grandioso quanto o que agora carrega orgulhosamente. Não, sua mãe a batizou como Soren e seu sobrenome já não mais importa, pois a mulher está morta. Há muito havia morrido para ela, mas morreu de fato numa noite em Sommerset, mas Velkan — Soren, na voz de sua mãe — mentiria se dissesse que a morte de sua progenitora a afetou como deveria, já que a mulher nunca se importou de verdade com ela, exceto quando aparecia em casa com algo valioso em mãos. Sua maior habilidade - e a única razão pela qual tinham algum dinheiro para comer, já que sua mãe era incapaz de durar em seus empregos - eram suas mãos leves que, com toda a prática, tornaram-se quase imperceptíveis ao surrupiar carteiras e objetos valiosos de bolsos alheios.
Soren, ainda criança, conhecia suas origens. Sua mãe fez questão de contar orgulhosamente que havia conseguido ter um membro da infantaria em seus braços, mesmo que por pouco tempo. A rejeição posterior, porém, a tornou amargurada e por vezes ela ignorava a filha por dias, até que a menina chegava em casa com algo de valor em mãos. Só então ela a banhava com atenção, carinho e histórias de sua herança changeling, detalhes que aprendera durante seu pouco tempo com o militar que Soren não havia chegado a conhecer.
Quando a mãe se cansou dela, porém, coincidentemente aos seus 8 anos de idade, a entregou aos militares para seu alistamento. Soren chorou, se debateu e implorou para a mãe que não deixasse que a levassem, não a separassem dela, mas a mulher lhe deu as costas em silêncio. Sem adeus. Sem qualquer resquício ou sequer evidência do amor que Soren acreditava existir.
Em Wülfhere, porém, o inesperado aconteceu. Notou os olhares demorados e inquisidores sobre si, vindos de um homem que, após perguntar aqui e ali, descobriu ser um dos capitães da infantaria; ele a observava com um interesse peculiar e à distância durante suas refeições e intervalos sempre que estava no Instituto, e após algumas semanas ele se aproximou. Após uma conversa inquisitiva sobre seu passado e suas origens, ele concluiu que suas suspeitas estavam corretas: Soren era sua filha.
A partir daquele momento, recebeu de seu pai um novo primeiro nome – Velkan –, e passou a carregar o sobrenome Solberën (e todas as suas expectativas) consigo. Mas ela rapidamente aprendeu que ser a filha de um capitão não seria fácil; se estar em Wülfhere por si só já era um trabalho árduo, ter o peso da condecoração de seu pai por sobre os ombros colocava tudo a prova; não podia decepcionar ou envergonhá-lo diante de todo o Instituto. Por isso, não somente ela se dedicou incansavelmente ao seu treinamento, mas também seu pai dedicou horas do próprio tempo para treiná-la pessoalmente quando podia estar na academia, o que a tornou uma guerreira letal, mesmo ainda em seus anos de aprendizado.
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A resposta dela fora mais espirituosa que Sigrid esperava. Poderia ignorar sobre a imperatriz e sobre a guerra caso a imagem não tivesse abandonado sua mente; em um de seus pesadelos, via sangue brotando do chão. No entanto, era muito mais fácil falar sobre a comida da academia, talvez um pouco mais confortável especular sobre as mazelas a respeito dos militares. Sigrid agora tinha um maior interesse nisso. "A comida lá não é muito boa?" Havia um toque de preocupação na voz, pensando em todos os seus conhecidos changelings. "Uma changeling falando que sente falta da academia... não deixe jamais que os outros ouçam isso." Proferiu com a brincadeira tomando a voz, não deixando que o riso transpassem. Não seria de bom tom rir na rua, não quando todos estavam disposto a lamentar pela soberana. "Eu estava andando rápido porque, bem, não tem estado muito seguro." Também não deveria estar sozinha aquela hora durante a noite, mas não traria atenção ou questionamento sobre si mesma. "Também quero comprar mais de algumas ervas e alguns lugares estão fechados durante o dia, abrindo apenas por alguns momentos da noite, desafiando a lei que dita o luto." Contou, a voz baixa sussurrada enquanto indicava ao lado uma casa simples com a janela acesa: o lugar de onde tinha comprado as ervas, mas ainda faltava sacro cardo. "Estou indo para outro lugar agora. Se houver um restaurante aberto, posso te dar uma refeição de boa qualidade. Você aceita?" Parecia um preço bom a pagar pela gentileza da outra.
Era estranho como falar sobre a Academia lhe trazia certa sensação de normalidade. Imaginava que, após meses vivendo no local e convivendo com os khajols, falar sobre Hexwood fosse ser razão de um sabor amargo aos lábios, motivo de rolar de olhos, zombarias e até mesmo calafrios. Mas agora, depois de tudo o que aconteceu, era estranho saber que pensava em Hexwood e na ilha de Ardosia com certo apego. Gostaria de poder voltar, já que Wülfhere - seu lar - ainda estava em ruínas. — Tão boa quanto a comida de um acampamento militar pode ser, mas não seria uma comparação justa com Hexwood. Vocês são nobres e nós... Bem. — Não procurou se estender no assunto, confiando que a outra entenderia. A preocupação dela, porém, não lhe passou despercebida. — Eu não conto se você não contar. — Respondeu à brincadeira dela, um meio sorriso pintando seus lábios à meia luz noturna. Quanto aos motivos alheios para estar pelas ruas durante à noite, Velkan pouco se importava; todos tinham seus motivos particulares e ela não se intrometeria nos por menores que faziam com que vagassem sob as estrelas e o silêncio. Mas o risco existia e isso ela não podia negar. — Você é muito gentil, mas não é necessário. — Velkan sorriu. —Permita que eu a acompanhe. Não preciso saber o que busca ou entrar com você aonde vai, mas é perigoso permanecer sozinha a esta hora.
Já estava ficando entediado de ficar os dez minutos que tinha pensado em ficar na cama, seu braço realmente estava começando a incomodar, já que não se permitia em ficar parado. Então ao ver as horas, decidiu ir dar um pulinho nos amigos que sabia que estaria livre. Não tinha certeza, mas lembrava que Velkan estava de troca de posição naquele momento, então pulou da cama (e quase cair para o lado por falta de balanço) e se pôs para o local. Seu rosto brilhava de felicidade ao ver a amiga a distância, acenando o braço bom para ela.
— Que? Não! Meu deus, imagina! — Riu da outra, se aproximando da outra, mas não parando, continuando acompanhando o passo da outra para onde quer que ela fosse. — Ah, lembra que eu queria tentar fazer a tática giratória prateada? — Derek falava muitas coisas e sobre varias coisas então era bem capaz disso ser só uma das suas asneiras.
— Então, não deu certo, bati na pedra e deu nisso. — Levantou o braço ruim.
A animação alheia era um claro contrastante diante de seu cansaço e ela sabia disso, especialmente pela expressão em seu rosto ao ouvi-lo falar. — ...giratória prateada. — Comentou, nada impressionada, os olhos oscilando entre o braço machucado e o rosto do mais velho. Velkan não soube dizer se não reconhecer a tal tática giratória prateada foi um fruto de seu cérebro cansado e inevitavelmente falho ou (igualmente provável) se tratava-se de uma das tolices de Derek. — Eu juro, às vezes você parece ter dois pés esquerdos. Foi por isso que caiu na pedra quando tentava fazer essa tática aí? — Decidiu que valia mais a pena simplesmente aceitar o que quer que ele dizia naquele momento e continuou andando, sabendo que ele a acompanharia. — E os curandeiros já te deram uma previsão de recuperar? Montar com uma mão só deve ser um saco.
Raramente Anya dizia algo sem ter analizado ou refletido primeiro. No entanto, a companhia de Velkan era capaz de lhe fazer relaxar, sentindo-se um pouco mais a vontade para ser o mais próximo que podia dela mesma. Não havia se dado conta do que seus lábios haviam deixado escapar até ouvir a risada contagiante e no mesmo instante, a postura tensa da cavaleira se desfez em gargalhadas as quais prontamente cobriu com as mãos, para não soar tão altas assim. — "Mas é verdade! Do jeito que as coisas andam ultimamente, não me surpreenderia que algo assim acontecesse e vou te dizer..." — Inclinou-se para frente antes de prosseguir: — "Eu seria eternamente grata pelo infeliz fazer todo o trabalho por mim." — Suspirou, deixando os ombros caírem com o peso do desabafo e então sorveu de uma só vez o conteúdo de sua caneca, depositando-a vazia na mesa enquanto baixava o tom da voz. — "Que não me ouçam dizer uma coisa dessas, mas estou cansada! As pessoas nem confiam mais em nós, sabe? Não que confiassem antes, mas agora? Parece que estou o tempo inteiro tendo que me provar ou pior... Qualquer movimentação me deixa ansiosa com a possibilidade de estarmos novamente sob algum tipo de ataque. Não quero voltar para a minha família e dizer: é, vocês estavam certos, mas por Erianhood!" — Respirou fundo e chacoalhou a cabeça para eliminar aqueles pensamentos, dedicando um olhar rápido por onde estavam para conferir se não haviam olhos ou ouvidos prestando atenção na conversa delas. — "Bom, acho que estamos todos cansados e agora nem podemos celebrar a primavera..."
— Ah, nem me fale... — Concordou, sua fala ainda pontuada pelo riso ao ouvi-la dizer que agradeceria a um suposto demônio por fazer todo trabalho em seu lugar. E Velkan sequer podia julgá-la pois com certeza faria o mesmo, que seu pai jamais a escutasse! — Essas pessoas parecem estar tão burras que não sabem que as estamos protegendo e não atrás de suas cabeças. É frustrante, honestamente. — Permitiu-se desabafar, pela primeira vez em muito tempo. Os olhares desconfiados há muito não a incomodavam, mas desde o assassinato da Imperatriz, a forma como os cidadãos pareciam olhá-la de cima a baixo quando passava por entre eles a deixava a beira de seus comportamentos violentos e adolescentes. Se queriam desconfiar dela, daria-lhes razão para tanto, ela pensava no auge de sua irritação, mas após um ou dois profundos inspirares ela recuperava sua calma e compostura, sabendo agirem assim simplesmente por medo. E ela também tinha medo, assim como Anya dizia agora; a possibilidade de um novo ataque a deixava constantemente na ponta dos pés, alerta a qualquer movimentação incomum. — Não publicamente, pelo menos... Seria uma distração bem vinda, admito, mas até que ponto uma distração seria algo bom nesse momento?
Oberyn rolou os olhos com tanta força que quase viu a própria paciência escorrendo pelo canto do olho. "Darling?!" repetiu, o tom carregado de deboche e descrença.
"Esperava mais de você, Velcro." disse, errando o nome da amiga de propósito, só pela satisfação de irritar—porque claro que irritar era quase uma forma de afeto, à sua própria maneira deturpada. O comentário dela sobre ele obedecer ordens fez seu sangue ferver. Engoliu seco, mantendo a postura como se aquilo não o tivesse atingido, mas era óbvio que tinha. "Sim, eu obedeço ordens." respondeu seco, com o mesmo rancor que usaria pra dizer que escovava os dentes com pregos. Odiava admitir, mas não via outra escolha. Estava preso no sistema como qualquer um, mesmo que cuspisse em tudo que representava. A pergunta seguinte, no entanto, quase o fez rir, mas tudo que conseguiu foi um sorriso torto e amargo."Sim, foi exatamente o que eu escrevi, sejam infelizes para sempre e se explodam." disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. "Você acha que eles vão gostar dos meus desejos calorosos?" arqueou a sobrancelha, sarcasmo escorrendo de cada palavra.
A provocação com seu nome lhe arrancou uma risada alta, que certamente direcionou aos dois alguns olhares questionadores. — E aí está ele. — Comemorou, o sorriso ainda no rosto, ainda que o tom da voz voltasse a ser mais baixo, para que apenas os dois ouvissem um ao outro. — That makes two of us, then. — Foi sua resposta, sua solidariedade escondida por trás do tom jocoso da brincadeira. Oberyn era tão vítima do sistema quanto ela e, ainda que no exército encontrassem seus iguais, ela sabia que, se parasse para pensar profundamente, não havia honra alguma na servidão forçada. — Não cho que os dois estão exatamente esperando simpatia, então não devem se surpreender com toda sua doçura. — Ela sorriu, ainda que sem humor. — No fim, os dois são tão peões no tabuleiro quanto eu e você. Apenas jogando em tabuleiros diferentes.
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@changelinganya said: "if a demon tried to possess me I'd just be like: ok take it from here, good luck man."
Apesar dos pesares (e isso dependeria muito de com quem você conversava, afinal, a morte da Imperatriz dificilmente se caracterizaria como um pesar para muitos dos changelings) ainda haviam conversas animadas dentro do Underbelly durante às noites. Ela gostava de pensar que, enquanto tudo não fosse à merda, como ela pensava que eventualmente iria após o atentado contra a família Imperial, deveriam aproveitar e, portanto, ali estava ela, rindo da fala de Anya, sua caneca ainda a meio caminho de volta à mesa e sua bebida ainda sequer totalmente engolida, o que ocasionava a sombra de um engasgo. — Porra, se vai dizer essas coisas, ao menos me espere terminar de beber. — Praguejou, embora ainda risse, tanto das palavras da cavaleira quanto da própria situação embaraçosa. — Morrer engasgada não é a forma mais honrosa de ir, não concorda? Agora, um demônio? Isso sim seria uma aventura. — Comentou, esticando as pernas de forma preguiçosa sobre a cadeira vazia ao seu lado. — Melhor do que quer que vá acontecer por aqui de agora em diante, com certeza.
Era com um suspiro que deixava seus afazeres no acampamento, suas ideias para o que fazer a seguir dividindo-se entre dedicar seu tempo ao treinamento que, a bem da verdade, vinha sendo deixado de lado nos últimos dias, ou simplesmente deitar-se no espaço que lhe havia sido designado e tentar obter algum descanso. Isto é, até avistar a silhueta familiar de Derek se aproximando, a sombra se um sorriso esticando seus lábios pelo reconhecimento distorcendo-se numa feição de estranheza ao notar a tala e os enfaixes no braço alheio quando o mais velho se aproximou o suficiente. — Deixa eu adivinhar: você tropeçou na cauda do seu dragão? — Começou, sem cerimônia. — Que porra aconteceu com o seu braço, Derek?
Sentia-se ligeiramente para baixo. Por mais que fosse algo comum, não gostava de presenciar a morte de ninguém, e, em parte, pesava-lhe o coração que a família da imperatriz tivesse assistido àquilo. Um fracasso de celebração. Tinha alguns momentos livres de seu posto quando decidiu andar pela Rua de Vidro. Entrou em um dos restaurantezinhos e pediu uma sopa para tentar melhorar o humor. Deu um gole, fez uma careta e resmungou para Muse. "Isso aqui tá com um puta gosto de água suja. Eu não acredito que gastei meu suado dinheirinho nisso."
opção 2; aberto/ arena de combate(00/05)
"Eu já disse que não preciso de ajuda." Oberyn disparou, a voz carregada de teimosia, mesmo enquanto cambaleava. Tinha vencido a última luta na arena, mas seu oponente definitivamente não havia facilitado. O sangue escorria de um corte aberto em sua testa, escurecendo parte de sua visão, e quando tentou focar em Muse, viu dois. Ótimo. Ainda assim, seu orgulho falava mais alto. Com o peito estufado, sustentava a pose como se nada tivesse acontecido, ignorando o latejar insistente de cada golpe que havia levado. "You should worry about the other guy," disse com um meio sorriso presunçoso, a língua arrastando um pouco mais do que o normal. "He looks much worse than I do."
Medo. Ainda que todos tentassem seguir suas vidas com certo grau de normalidade depois dos últimos acontecimentos, a capital exalava medo. Era possível notar isso na forma como todos pareciam olhar por sobre os ombros, como os nobres tinham acompanhantes extras e, é claro, pela forte presença dos militares ali. Isso sem mencionar a investigação em andamento pelo assassinato da Imperatriz. Velkan tinha notado a inconfundível silhueta de alguns investigadores pela cidade e tomou o cuidado de manter-se fora do caminho deles; queria manter a pouca tranquilidade que tinha, obrigada. Mesmo na movimentada Rua de Vidro, havia hesitação nos passos dos pedestres e nos olhares dos comerciantes, especialmente ao notarem sua aproximação (os comerciantes, ela não poderia julgar, afinal, suas mãos ainda eram excepcionalmente leves após todos estes anos). Ainda que os ocasionais olhares tortos lhes fossem direcionados, todos sabiam que changelings como ela eram sua maior fonte de segurança contra Uthdon na guerra que vinha sendo travada e, talvez por isso, não lhe dirigiram sequer uma palavra negativa quando decidiu entrar em um dos restaurantes ao notar um rosto conhecido. — Acha mesmo que gastariam os melhores ingredientes conosco? — Foi o que respondeu, sequer pedindo permissão ao puxar uma cadeira para si e ocupar um lugar à mesa de Brynn. — Se duvidar isso aí é água suja mesmo. Com alguns temperos. Sabe, para disfarçar.
Oberyn sentia o peso do mundo sobre os ombros, mas ao invés de admiti-lo, cuspia veneno. Seu mau humor exagerado não passava de inveja escondida—da celebração, da sensação de ser amado, da infância normal que lhe foi roubada. Metade de seu sangue era khajol, mas seu sofrimento era inteiramente changeling. Ele conhecia a fome, o frio, a morte de forma íntima, enquanto seus meio-irmãos viviam banhados em luxo. Eles nunca sentiriam o gosto do desespero, nunca precisariam provar seu valor, porque já nasceram com ele. Mas Oberyn? Ele foi um erro. Jogaram-no aos leões.
E ironicamente, ele passava a vida provando que estavam certos. Que era, de fato, horrível. Que merecia ser desprezado. Que não era digno de ser visto—apenas temido. "Me erra." A resposta saiu no mesmo instante, seu humor instável pronto para destruir qualquer um que se colocasse no caminho. Ele cruzou os braços, sentindo-se ridiculamente deslocado no meio daquela festa. "Não, eu queria estar no meu dormitório. Mas não é permitido, não é mesmo?" Sua voz pingava sarcasmo, mas o rancor era real."Espero que todo mundo se exploda."
— Aw, darling, se queria que eu te errasse deveria ter escolhido uma roupa que não se destacasse tanto. — Dirigia-se a ele como se falasse com uma criança, até mesmo levando uma das mãos a uma das bochechas alheias, tocando-a gentilmente. Temia que, se a apertasse, ela e Oberyn entrariam num embate físico e isso seria embaraçoso demais, portanto ela colocaria limites em si mesma. — E como todo bom militar, você obedece ordens. — Ela sorriu, apesar do sarcasmo evidente na voz masculina. — Foi isso que você escreveu nos seus desejos para os noivos? — Perguntou, apoiando um dos braços sobre o ombro dele. — "Se explodam"?
"Eu estou bem." Não era uma verdade, mas a outra pareceu preocupada de verdade, causando certo pesar em Sigrid. Parecia uma noite ainda mais sombria, talvez pela falta de movimento pelas ruas ou pelo clima que tinha se abatido sob o império por causa da morte da imperatriz. Sabia que ela não era uma pessoa tão querida; séria e reservada demais, não se permitia ser conhecida o suficiente para ser amada, pensava Sigrid. Parecia apenas uma figura distante e poderosa, sempre agindo na sombra do imperador. Sigrid apertou um pouco o embrulho nas mãos, sentindo uma lágrima escorrer pelo rosto, a qual rapidamente limpou. Não estava bem, mas não queria desabafar e ocupar demais seu tempo com desconhecidos, então apenas suspirou e olhou para o céu por alguns momentos antes de retornar a atenção para a outra —uma changeling, até onde conseguia enxergar na pouca luz. "Estou apenas um pouco abalada com tudo." Proferiu após limpar o rosto, porque não devia explicações, mas não queria ser vista como uma fraca qualquer. "Nunca li nada parecido. Nunca ocorreu algo assim na história de Aldanrae, um crime tão bárbaro. Não achei que Uthdon pudesse chegar tão longe, mas também tão perto." Olhou para os lados, como se a qualquer momento os inimigos pudessem sair das sombras. "Como estão... os postos militares?" Ousou perguntar, seguindo a ideia de que estava diante de uma changeling.
Velkan não era discreta em suas expressões; nunca soube ser. Vinha treinando nos últimos anos, para tentar não ter tantos problemas com alguns professores ao ser tão expressiva, mas depois de tudo o que havia acontecido, era seguro dizer que esta era a última de suas preocupações e, portanto, sua dúvida quanto a veracidade das palavras da nobre à sua frente ficou bem clara em seu rosto. — É claro. — Foi o que disse, mas seus olhos moveram-se rapidamente sobre a outra mulher, de cima a baixo, procurando quaisquer indícios de que havia algo errado - manchas, ferimentos, se ela parecia mancar, qualquer coisa. Encontrou somente um embrulho em suas mãos, o qual não soube identificar na pouca luz, e notou a ausência da bolinha luminosa dos khajols. Tinha a vaga lembrança de talvez saber que eles podiam se separar por um curto período de tempo. É. Ela achava que era isso. Quando a outra voltou a falar, porém, Velkan suspirou; ela mesma não choraria por aquilo, mas concordava. — Acho que ninguém jamais pensou. — Sua voz saiu mais baixa do que esperava, quase um murmúrio, e precisou pigarrear antes de poder responder a pergunta seguinte. — Dando saudade daquela academia de vocês. A comida era mil vezes melhor. — E colocou ambas as mãos nos bolsos do uniforme, como se seu tom ao falar com alguém da nobreza não fosse ultrajante. Decidiu que era melhor remediar. — Você parecia com pressa, antes. Se ia até algum lugar, posso te acompanhar. Se quiser.
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Ela sabia que não deveria estar ali. Já estava um pouco tarde para damas respeitáveis estarem na rua, ainda mais quando o império enfrentava o luto. No entanto, Sigrid precisava do boticário. Desde o abandono de Rá e a perda de Trevo, a saúde não estava das melhores. Conhecia as febres proprocionadas pelo deus do sol, a manifestação de sua fúria. Só não entendia porque ainda estava sentindo aquilo. Um castigo? Uma última humilhação? Não sabia dizer. Por sorte conseguia fingir que o abatimento presente no rosto era culpa do último acontecimento e a pouca disposição para falar repousava em seu choque e tristeza. Carregava consigo um embrulho de ervas para chá, uma tentativa de abaixar a febre. O capuz que usava escorria pela cabeça e o comprimento escondida as vestes nobres, ainda que simples. Não queria ser reconhecida por um dos capangas da tia e fora por isso, ao olhar para trás, que esbarrou sem querer em uma pessoa, fazendo cair o pacote e quase provocando a si própria uma queda. "Desculpe-me." Pediu, percebendo que também tinha derrubado algo da pessoa. A rua, noramalmente iluminada, exibia poucas tochas, o que dificultava a visão de Sigrid. "Você está bem?" Perguntou, decidida a ser um pouco educada antes de definitivamente correr para casa.
O acampamento militar, por vezes, parecia a ponto de sufocá-la. Agora, mais do que nunca, desejava um dragão próprio, para alçar vôo e sumir entre as nuvens; fingir, ao menos por alguns momentos, que não o caos instaurado no Império não existia. Ainda que a guerra contra Uthdon fosse uma realidade, o assassinado da imperatriz trazia consigo uma sombra de incerteza sobre todos, especialmente, pensava ela, sobre a eficácia dos militares. Era inconcebível como o assassino havia conseguido, e ainda por cima com tamanha facilidade, se infiltrar entre eles e passar despercebido, o que fazia sua mente acelerada pensar no pior. Talvez, ela pensou, os tentáculos negros do temor esgueirando-se por entre rostos familiares, o assassino fosse um de nós. O pensamento, porém, lhe soou tão repugnante, que Velkan precisou se remover da presença de seus iguais, odiando-se por desconfiar deles, ainda que, no fundo de sua mente, dissesse a si mesma que por "nós", referia-se a khajols, changelings e plebeus igualmente. Haviam insatisfeitos o suficiente com o Império, afinal. O turbilhão de pensamentos, conflituosos em sua natureza, e sua urgência em afastar-se tanto quanto podia do acampamento foram o motivo por trás do encontrão que dera em alguém, e ela ouviu uma de suas lâminas indo ao chão com o impacto. Velkan a recolheu de imediato, embainhando-a novamente em um dos muitos espaços da calça. — Eu quem peço. Não prestava atenção ao caminho. — Ofereceu, imediatamente sabendo tratar-se de uma nobre. A última coisa que queria era oferecer um risco a qualquer membro da alta sociedade naquele momento, sob a chance de pintar um belíssimo alvo em suas costas. — Não há por que se preocupar comigo. Você está bem?
"com toda certeza. pensei que tivesse deixado isso completamente claro em outro momento." assentiu várias vezes, com um sorriso divertido em lábios. era engraçado de assistir a diferença grotesca de tratamento que aplicava para changelings e khajols. no caso em particular, havia a vantagem de que realmente gostava da mais nova. "posso considerar em te oferecer uma pequena volta em outro momento, mas apenas se continuar me passando os segredos, você sabe." não conseguiu evitar de seguir perturbando, ainda que falasse sério em sua primeira afirmação. ela, da mesma maneira, nunca se imaginaria ocupando outra posição que não exatamente a atual. jamais sustentaria a ideia de um mundo em que caelith não existia. "e posso ajudar com o corpo são, sempre, se quiser retornar com os treinamentos avulsos. devo ter um espaço de tempo no início da noite."
— eu acho que essa não é uma troca de favores muito justa, sabe. — O franzir da testa, ao ser acompanhado pelo sorriso igualmente divertido que, agora, crescia para uma risada, denunciava toda a comicidade do ato e atraía alguns olhares curiosos para elas. — a não ser que cada segredo me garanta uma volta, aí sim verei alguma vantagem. — no fundo de sua mente, o questionamento ainda persistia; quem seria ela como cavaleira? não fosse a descoberta de seu pai no instituto e o desejo de seguir o legado familiar, ela ainda assim teria optado pela infantaria ou o desejo por um dragão a teria feito arriscar a colheita? — sabe que nunca recuso treinamentos extras. desde que não eu não vá atrapalhar sua agenda, srta. líder de quadrante.
Oberyn perambulava pelo casamento como um limão azedo em forma humana, o uniforme habitual amarrotado e sujo como um claro sinal de seu desprezo por toda aquela encenação. Nem sequer se deu ao trabalho de lavá-lo—até parece que apoiaria aquela união ou qualquer outra. Amor? Não acreditava nisso. Nunca acreditou. Ainda assim, havia algo naquele evento que o deixava inquieto, algo que normalmente conseguia evitar: a lembrança do desprezo de seu pai, um khajol que jamais o quisera. O pensamento corroía em silêncio enquanto observava a celebração. Se perguntava se a criança que nasceria dessa união teria o mesmo destino que o seu—rejeitada, sozinha, sem pertencer a lugar algum.
Foi tirado de seus devaneios por uma voz que o irritou instantaneamente. Ele virou o rosto com uma expressão de puro desdém antes de responder, os olhos estreitados. "Você não é muito inteligente, não, né?" resmungou, cruzando os braços. "Take a guess, does it look like I’m having fun, genius?!"
Reconhecer a figura de Oberyn pelo salão não seria difícil mesmo que ele estivesse trajado como mandavam as tradições, mas ali, vestido no negro de seu uniforme, o cavaleiro se destacava de forma quase dolorosa aos olhos. Isso, é claro, sem falar na expressão nada satisfeita que ele fazia questão de exibir. Ele não queria estar ali e parecia decidido a tornar aquilo um problema de todos. Então, decidida a torturá-lo um pouco mais (ou, quem sabe, oferecer alguma distração com sua presença), Velkan deslizou em sua direção pelo salão, não se surpreendendo ao ser recebida com insultos. — Sabe, você devia ler mais, Oberyn. — Começou, levando uma das mãos ao peito e com o tom de voz afetado numa simulação perfeita de ultraje pela resposta carregada de animosidade. — Assim seria capaz de identificar sarcasmo, mas eu sei que isso é pedir demais de você. Somente letras sem imagens não vão estimular em nada seu cérebro. — Ao fim, não conseguiu manter o ato, desfazendo-se numa risada breve. — Sua cara está tão feia que parece que colocaram cocô de dragão no seu travesseiro. O que foi, vai me dizer que queria estar no lugar do noivo?
O engasgo de Velkan parecia a justiça divina de Erianhood por ela estar rindo, pensou Priya enquanto assistia a cena com um suave revirar de olhos. Ela não estava ajudando nada na situação, de maneira que a changeling continuava a olhar com desprezo para a flor em sua mão. "Não sei, não tenho ideia de quem será." O nariz se enrugou, porque quando era criança sonhava em ser uma grande cavaleira ao lado de um esplêndido guerreiro, mas as ideias não circulavam com frequência em sua cabeça. "Esse futuro está bem distante de mim. Você não vai mesmo me ajudar? Tenho certeza de que jogar no chão seria desrespeitoso." Soltou um suspiro, o olhar estreitando-se para a outra. "Ou jogar na sua cara. Tenho certeza que as sacerdotisas ficaram deliciadas com essa grande demonstração de afeto."
— By all means. Assim entenderiam exatamente o quanto você é apaixonada por mim e só não consegue admitir. — Toda a comicidade da situação a impediu de irritar-se com o rolar de olhos de Priya e, decidindo por torturá-la (e se divertir) um pouco mais, Velkan baixou o copo, agora vazio, abandonando-o sobre a mesa de bebidas antes de tomar a flor das mãos da cavaleira sem muita gentileza. — Sabe, se quiser descobrir, — começou, o sorriso e o tom de confidência deixando clara sua provocação enquanto se inclinava ligeiramente na direção da outra. — ouvi dizer que em uma das salas por aqui, se você pedir com muita devoção, lhe são dadas visões. Quem sabe você não recebe um vislumbre da sua pessoa destinada?
@shadowvelkan said "but for you, i will be making an exception."
❝Vai mesmo, é?❞ Inqueriu enquanto a analisava de cima a baixo, como se buscasse ver além dela, mas a verdade é que sempre foi ruim lendo intenções e emoções, sua desconfiança natural era sua única defesa em situações sociais. ❝Não sei se confio muito na sua palavra não, por que deveria?❞ Não confiava em ninguém, nem mesmo nele mesmo algumas vezes, mas não era algo que iria expor com tanta facilidade, se perguntasse ele teria nomes de amigos para dizer que neles ele confiava. Cruzou os braços, ainda não muito satisfeito com a proposta alheia, já não tinha muito dinheiro e não queria simplesmente sair gastando todas suas moedas para ficar de mãos vazias. ❝O que me garante que você realmente vai conseguir roubar comida? Por que acredite, se alguém tivesse algo para comer aqui, eu mesmo já teria roubado, tô morrendo de fome.❞
— Não deveria. — Foi sua resposta; rápida e objetiva, exatamente como ela mesma, especialmente quando se tratando de negócios em potencial. O sorriso que despontou em seus lábios, porém, deixava claro que Velkan confiava nela mesma e em suas habilidades; estava viva por causa delas, afinal. A verdade era que, quando se propusera a roubar algo da comida que claramente estava sendo mantida fora do alcance dos convidados, não falava realmente sério, mas a incredulidade alheia em sua capacidade incendiou nela o desejo de se provar capaz. Os olhos de seu pai sobre si, porém, eram um lembrete constante de que não deveria envergonhá-lo. — Seria questão de descobrir onde estão preparando e mantendo tudo. — Ela explicou, dando de ombros como se a informação fosse óbvia, afinal, para ela era. — Então, entrar e sair sem ser notada. É claro que o fato de estar obviamente trajada como uma convidada complica essa parte.
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Melian sorriu com o comentário, como se saber que as pessoas desconfiassem de si fosse um tipo de recompensa pessoal. "Não negarei que estou planejando um nesse exato momento, mas, sei me controlar." Melian sorriu divertida com o próprio comentário, ela conseguia imaginar aquele templo pegando fogo, o escândalo que seria. "Minha mãe dizia que velas dão sorte no casamento, eles vão precisar. Até de mais." A loira olhou envolta observando a movimentação, os Changeling e Khajols, cada um ao seu modo, demonstrando algum respeito na cerimônia. Sentiu quase vontade de rir com aquilo tudo e como era obrigada a comparecer, talvez fosse divertido estar ali, pelo menos haviam mais possibilidades de acontecimentos. "Parece que as pessoas realmente acreditam nessa palhaçada. Acha que eu soou muito amargurada por achar isso tudo uma encenação?"
— É claro. — A resposta, apesar de afirmativa, em nada dava a entender que acreditava no suposto autocontrole alheio. — Já sobre a sorte, devo concordar. Quaisquer que sejam as intenções do imperador com essa... — Ela pensou por alguns segundos, correndo os olhos pelo salão, ainda incapaz de acostumar-se à estranha visão que era a mistura de costumes, para a simples mistura de pessoas. — performance, os noivos são peões num jogo político e nós as testemunhas da clemência de sua majestade imperial. — Finalizou com uma risada amargurada e sem humor. — É bom que dê certo. Estou cansada de catástrofes.
"vai abandonar a infantaria por mim? não posso dizer que não te receberia de braços abertos, mas acho que a adaptação seria sofrida. ainda mais que preciso de você infiltrada para me informar o que acontece por lá..." a dirigente perturbou, como costumava fazer com a solberën sempre que possível. havia criado gosto em vê-la porque a personalidade impaciente sempre remetia exatamente como costumava ser quando aluna. estaria em melhores mãos se tivesse acabado em seu quadrante, mas a infantaria não deixava a desejar. "e vou insistir para que não abandone a terapia. você tem feito tanto progresso."
um gracejo bem vindo, as palavras da dirigente a fizeram sorrir, baixando sua taça, agora quase vazia, antes de respondê-la. — ah, entendo. quer dizer então que seus interesses na minha permanência na infantaria são para que eu possa ser sua espiã particular? — a provocação veio de forma natural, acompanhada de uma risada breve. — mas não nego que a ideia de montar um dragão no campo de batalha seja atraente. — confessou, a voz parecendo baixar a cada palavra dita, como se fosse uma traição torná-las reais para além da privacidade de seus pensamentos. — vez ou outra me pego pensando que tipo de dragão eu teria. coisas assim. — jamais verbalizaria tais pensamentos para qualquer um; para zagan, talvez, dada sua proximidade, mas aether passava-lhe segurança e fazia com que não se sentisse tão patética assim por pensar tais coisas. — nah, não vou largar. sabe como é. mente sã, corpo são.