➝ “And after all the blood that you still owe, another dollar’s just another blow…”Kadaj é um amigo antigo de Oberyn — alguém que o conhece desde antes da dor moldar sua alma. Tem assistido, de camarote, o jovem changeling se consumir lentamente. Oberyn é mais problema do que ajuda, um redemoinho de caos, sarcasmo e decisões impulsivas. Mas também é leal — ferozmente. E essa lealdade, por mais real que seja, começa a perder o brilho quando comparada à ruína constante que ele provoca, até onde vale a pena ficar por alguém que insiste em se destruir? @loveless-actone
➝ “Turn away 'cause I'm awful just to see… the hardest part of this is leaving you” (platônico)
Numa noite em que tudo desabou, Oberyn quebrou. E, pela primeira vez desde a morte de Mira, ele deixou alguém ver. Muse foi testemunha de uma vulnerabilidade crua — algo que Oberyn sempre esconde. Agora, carregar essa lembrança é um fardo para os dois. Oberyn se sente exposto, talvez até mesmo visto. Isso mudou tudo. Missões suicidas não parecem tão heroicas quando se sabe que alguém realmente se importa. E viver, para Oberyn, nunca foi tão confuso quanto depois daquela noite.
➝ “Ain’t nothin’ that I’d rather do, than going down — party time, my friends are gonna be there too”
Oberyn e Muse juntos são uma tempestade anunciada. Os dois compartilham a mesma devoção à destruição — de regras, de si mesmos, e de qualquer traço de moral que ouse cruzar o caminho. Eles são combustível um pro fogo do outro, e quando estão no mesmo lugar, todos sabem: problemas virão. Mas há uma química nisso tudo, uma espécie de entendimento silencioso entre almas condenadas. Porque talvez, só talvez, eles entendam que ninguém mais os entende.
➝ “I’m tired of begging for the things I want... imagine living like a king someday” (Khajol)
Muse cresceu sem saber dos erros do próprio pai — de como um de seus maiores pecados tem nome, sangue e olhos marcados por abandono: Oberyn. Anos atrás, Oberyn tentou se aproximar, acreditando que seria reconhecido como filho. Em vez disso, viu de longe a família perfeita — viu Khajol, respeitado, amado, completo. Oberyn secretamente odeia tudo que Muse representa: conforto, legado, aceitação. E Muse nem sonha que compartilha sangue com um changeling. Mas Oberyn sabe. E isso é o suficiente para manter a raiva viva.
➝ “How did we get here? I used to know you so well…”
Muse é um dos raros arrependimentos que Oberyn carrega. Um ciclo que se repete há tempo demais: aproximação, confiança, traição. Oberyn apunhalou Muse mais de uma vez — às vezes por medo, às vezes por puro impulso destrutivo. E mesmo assim, Muse nunca revidou com a mesma intensidade. No fundo, Oberyn sabe que ali ele está sempre errado. Mas ao invés de consertar, ele foge.