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FCs banidos: modelos, músicos, séries, etc... FCs que gostaríamos de ver: Kendall Jenner, Lorde, Sasha Pieterse, etc... Como assim, produção??
Então, acho que, com toda a certeza, não consegui me expressar direito, anônimo. O que eu quero dizer é que vou pensar duas vezes antes de aceitar esses “FCs banidos” ai. A questão é: Por que coloquei eles como banidos? Simples, porque são modinhas e eu não queria um monte de FC modinha por aqui. Só que sou apaixonado pela Kendall Jenner, Lorde, Sasha Pieterse, etc. Daí dá para fazer um esforço e aceitar numa boa, é.
DATA: 226.1.12, HORA: 19:52 PARA: ASSOCIADOS DE: Karl Gallagher, Chanceler ASSUNTO: Boas-vindas
Bem-vindos, colegas, ao início do maior esforço humano coletivo da história de nosso planeta. Eu não ousaria insinuar que esta é hora para entusiasmo. O mundo nunca presenciou tempos sombrios como estes e a comemoração está longe de ser conveniente, principalmente após o nosso último fracasso...No entanto, o que eu gostaria de estabelecer é que podemos sentir esperança e orgulho novamente, já que fazemos parte de algo que poderá salvar a raça humana. E para sermos bem-sucedidos, devemos partir para a ação.
Devido á maior rapidez da propagação do vírus e ao surto dentro de nossas instalações, vamos precisar, ao que tudo indica, repensar o cronograma do experimento Labirinto. Embora o ideal fosse manter o tempo de cinco anos de nossa linha de estudos e análises, iremos reduzir para um ano antes de seguirmos para a próxima Fase.
Não acredito que conseguiremos coletar todas as amostras necessárias uma segunda vez, porém como já recuperamos grande parte destas sobre o último experimento com os Grupos A e B, iremos seguir com o experimento e coletar novas amostras agora. Alcançaremos resultados com maior rapidez ao acelerarmos o cronograma, mas o experimento será bem mais arriscado.
Os indivíduos do Grupo C são inteligentes e maduros, mas ainda precisamos nos lembrar do quanto são jovens. Eles terão de sobreviver com os seus próprios princípios emocionais e psicológicos intactos, caso contrário todos o projeto será um enorme fracasso. E, acredito, não preciso lembrá-los de que está é a nossa última chance, portanto tudo precisa ser perfeito. Precisamos observá-los de perto. Assim como não devemos interferir com as Variáveis e deixar que tudo siga o cronograma.
Sejam aplicados. Sejam decisivos. Separe as emoções das dificuldades do presente e lembrem-se ...
CRUEL é bom.
As interações já são permitidas.
Quero que aproveitem para melhor desenvolverem os personagens, já que tudo está aparentemente tranquilo e habitual pela clareira. Mas quero que vocês se divirtam acima de tudo.
Qualquer dúvida, dica e reclamação, por favor, entre em contato aqui pela central.
Valeu, fedelhos!
Veja também: Lugares | Followlist
que horas abre?
20h00, anônimo! Até um pouco antes disso, se duvidar. Vou fazer um post oficial da abertura assim que chegar em casa! Uhuuu :D
Quando vai abrir oficialmente?
Eu já ia fazer um post a respeito, anônimo! Mas vai ser amanhã de noite, se os players concordarem, é claro!

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O Sujeito C3 apresenta perda de memória permanente e já não está mais tão desorientado. Após um ano de experimento, demonstra sinais de exemplar liderança, inteligência e instinto de sobrevivência grupal. No entanto, como Encarregado dos Desabastadores, o sujeito ganhou o apoio daqueles que o cercam. Possui potencial para crescer em uma posição de autoridade respeitada entre os indivíduos. C.R.U.E.L. aconselha monitoramento constante, já que sua observação pode ser conclusiva.
↳ what you did in the dark? (Before WICKED)
Arthas provém de uma família feliz e, aparentemente, normal. A cidade em que vivia era a mais fortificada e segura de todo o país dos Estados Unidos. Portanto, ele tinha uma vida bem agradável, apesar das crises no lado de fora dos muros de Denver, cujo eram impossíveis de serem ignoradas. Arthy costumava estudar, ler bastante e se divertir com os amigos sempre que possível. Por mais que não demonstrasse seus pensamentos para qualquer um, ele se preocupava bastante com o rumo em que o Mundo estava seguindo, rumo ao qual - ele sabia - acabaria levando-os para um enorme precipício e acabando com tudo o que conheciam.
Extremamente curioso, sempre fazia pesquisas ou questionava ao pai a respeito do CRUEL, já que o progenitor era uma dos funcionários do governo na área da segurança. Arthy queria ajudar o mundo e as pessoas que, assim como ele, o habitavam. Portanto, assim que - por meio das pesquisas- descobriu que o CRUEL necessitava de voluntários para um experimento capaz de levá-los a uma cura contra o Fulgor, ficou tentado a se candidatar, mas não o fez por pedido de sua preocupada mãe. No entanto, ainda deveria fazer alguma coisa.
Anos se passaram, Arthas conseguiu um emprego como guarda em um dos Palácios dos Cranks. Apesar da loucura que se alastrava por aquele lugar, ele sempre demonstrou pulso firme e escondia os seus próprios medos. Era como estar em um inferno. Só que ele prometera a sua mãe que voltaria para casa todos os dias. Contudo, certa vez, após um longo dia de trabalho, cujo tivera de deter o começo de uma rebelião de Cranks, Arthas voltou para casa normalmente. Ele estava tão cansado que nem notou o quão a sua cidade estava parecida com o seu local de trabalho: um Palácio de Cranks. E era exatamente isso o que a cidade estava se tornando.
Os Cranks que tinham iniciado a rebelião no Palácio conseguiram fugir para a cidade mais próxima e, depois disso, tudo se transformara em um enorme caos. Arthy correu em direção a sua casa, sem pensar em qualquer coisa e matando a qualquer um que cruzasse o seu caminho. Porém, a pior parte foi encontrar uma cena de filme de terror em sua casa, ao qual havia sido atacada. Não restara nenhum de seus pais, ao menos, não completamente inteiros e nem vivos. Estavam aos pedaços.
Seria impossível descrever as emoções de Arthas ao visualizar aquela cena. Ele não se permitiu chorar, apenas seguiu para fora de casa e tentou ajudar o máximo de pessoas possível antes de seguir para um lugar seguro com eles.
Pouco tempo depois, acabou se voluntariando para os Experimentos do CRUEL e, após alguns testes, foi enviado ao Labirinto.
↳ So light them up! (The Maze)
Acordou com os pulmões cheios de água, como se quase tivesse sido afogado segundos antes. Após um enorme acesso de tosse, conseguiu perceber que estava preso em um enorme cômodo que parecia subir em direção ao infinito. A luz ali era quase inexistente, mas ele conseguiu distinguir silhuetas de outras nove pessoas, estas pareciam ter acordado minutos antes dele. Não pensou em falar ou perguntar qualquer coisa, apenas vivenciou o pânico que aumentava cada vez mais em seu peito.
A mente corria a mil por hora enquanto ele tentava se recordar de alguma coisa. Sua família, seu nome, de onde ele era, onde ele estava. Não encontrou resposta para nenhuma daquelas perguntas. Mas, assim que o cômodo parou de se movimentar com um solavanco, ele foi atirado contra a parede gradeada e jogado sobre o corpo de alguém. Ele já ia começar a se desculpar quando o teto se ergueu sobre eles e o lugar foi inundado pela luz cegante e dourada do sol.
Demorou um tempo para seus olhos se habituarem com a claridade, mas assim que o fizeram, Arthas observou algumas das pessoas saírem daquele lugar e irem para o desconhecido no lado de fora. Resolveu fazer o mesmo, agarrou as grades e deu um grande impulso para cima. Lá, tudo era grande e verde. Um quadrado imenso cercado por paredes gigantescas. Arthy voltou para ajudar os demais estranhos a saírem daquela caixa, depois teria tempo o suficiente para investigar o lugar e procurar algumas respostas.
Após um ano na clareira, Arthas participou de todas as decisões tomadas naquele lugar. Mesmo sendo muito quieto, é bastante inteligente e observador, além de ter certa preocupação para com os demais clareanos. Nunca achou uma posição confortável para ele, então preferiu lidar com a terra e a colheita, sendo este um trabalho mais calmo.Tem a todos ali como bons amigos. E, seja lá como foi a sua vida antes do Labirinto, ele só tem uma certeza: não quer sair dali. Ao menos, não sem os outros.
Idade aproximada: 20-22
O Sujeito C5 apresenta perda de memória permanente e já não está mais tão desorientado. Após um ano de experimento, demonstra sinais de extrema seriedade, inteligencia e melhora de socialização para com os outros indivíduos. No entanto, como Corredor, o sujeito exibe rapidez, habilidade e registros de sucesso. O crescimento e a capacidade de adaptação não devem ser negligenciados. Por precaução, C.R.U.E.L. recomenda vigilância.
↳ what you did in the dark? (Before WICKED)
Hawk nem sempre foi Hawk. Quando o Fulgor se alastrou pelo mundo o pobre garotinho viu seus pais padecerem da doença devastadora. Sem opções, acabou indo morar com os avós, mas somente por alguns meses. A paz da família seria abalada novamente quando o garoto de olhos azuis fora escolhido para fazer parte do experimento da CRUEL.
Agora Hawk era Hawk, uma homenagem ao físico Stephen Hawking. Ele fora avaliado de todas as maneiras possíveis até que decidiram mandá-lo para o Labirinto. Ficou na Clareira por cerca de sete meses, era um mero aguadero que não suportava tal posição. Hawk sempre se achou esperto e rápido demais para a função, mas ele tinha apenas doze anos na época, o que não diminuía sua coragem, porém diminuía seu reconhecimento. Não hesitou em acompanhar o plano de fuga do Labirinto e por ser tão destemido hoje vive.
↳ So light them up! (The Maze)
Chegou no novo Labirinto junto com o primeiro grupo e, diferente da primeira vez, agora ele era quase um adulto. O rapaz estava mais forte, mais rápido e mais esperto que antes, o que chegava a lhe irritar por ser muitas vezes subestimado. Em sua ansiedade de sair daquele lugar angustiante, Hawk se tornou um corredor ao entrar no labirinto para explora-lo. Ele ajudava os cartógrafos no início, mas conforme mais fedelhos foram chegando o moreno deixou a função e se focou em achar uma saída no Labirinto. Hawk é elétrico, ele não consegue ficar um minuto sem fazer nada. Seu cérebro está sempre a mil e toda essa euforia contagia o ambiente. É um rapaz super alegre e motivado o que incomoda alguns, já que estes perderam a esperança de sair daquele inferno, mas Hawk não. Ele ainda não perdeu as esperanças.
Idade aproximada: 16-18
O Sujeito C9 apresenta perda de memória permanente e já não está mais tão desorientado. Após um ano de experimento, demonstra sinais de extrema seriedade, rigidez e melhora de socialização para com os outros indivíduos. No entanto, como Corredor, o sujeito exibe rapidez, habilidade e registros de sucesso. O crescimento e a capacidade de adaptação não devem ser negligenciados. Por precaução, C.R.U.E.L. recomenda vigilância.
↳ what you did in the dark? (Before WICKED)
Quando os vírus se espalhou na cidade onde morava, os pais de Tessa pretendiam fugir. O caos espalhado só servia para a pressa, confusão e medo. Entretanto, antes mesmo de cogitar em sair de casa, sua mãe infectou-se com o vírus. Confuso e assustado, o pai de Tessa negou-se à matá-la e acabar com o seu sofrimento, mesmo sabendo que seria melhor de tal forma. Assim, com o coração frio e convencida de que aquela não era mais a sua mãe, Tessa a matou, livrando o seu pai de um grande fardo. O que levou o mesmo à pensar que se ele fosse infectado, ela teria a mesma coragem e determinação à matá-lo também, deixando-o entregue às ruínas de onde vivam.
Ninguém poderia culpá-la. Mãe de uma personalidade forte e rígida, Tessa faria o que fosse possível para sobreviver. A menina sempre gostou de assistir filmes de ação, tais como aqueles que falam sobre o apocalipse zumbi. Para ela não era tão diferente daquilo, sempre associou os Cranks aos zumbis dos filmes que via. Tornou-se mais fácil para a menina aceitar que as coisas seriam diferentes dali para diante.
Seu pai também havia sido infectado dias depois, e o mesmo procedimento que havia sido feito com sua mãe, foi feito com ele. Entregue às lágrimas e a tristeza da solidão, Tessa tentou seguir o caminho sozinha. É claro que ela estaria assim, apesar de ser rude e arrogante, a menina também possui sentimentos. Todos possuem. Ela também havia ficado triste ao ter que matar sua mãe, mas preferia esconder o sentimento à expor ao seu pai.
Ao perder todos que um dia havia amado, Tessa não havia mais motivos para continuar numa estrada de fuga. Não havia mais ninguém que ela amava para proteger. Então, se voluntariou para os experimentos da C.R.U.E.L, onde sabia que estaria segura por hora.
↳ So light them up! (The Maze)
Ao acordar na Caixa, viu-se com mais dez pessoas junto à si. Não conseguia lembrar-se de nada. Uma confusão formou-se na sua cabeça que entrava em conflito com si mesmo tentando entender onde estava, porque estava ali e o que era aquilo. Algumas das dez pessoas também estavam acordados, outros foram acordando com o tempo. Assim como ela, eles também tiveram a sensação de estar afogando-se. A caixa subia num túnel escuro e a menina se lembra o quão assustada e inofensiva havia ficado. Uma tampa abriu-se, revelando a claridade do lado de fora. Ela cerrou os olhos enquanto a pupila diminuía para acostumar-se com a luz. Lembra da confusão no rosto de todos, lembra do quão assustador era, porém o mais frustrante era não conseguir lembrar o seu próprio nome.
A sua personalidade nunca fora alterada. Ainda possui tamanha arrogância e rigidez grudada à si. Porém, como já criou afinidade com alguns de seus colegas, a menina até é um pouco mudada. Já consegue sorrir para as outras pessoas e passar mais de 24 horas sem pegar alguma briga com alguém. Mas nunca deixou de ser nomeada por “durona”.
Idade aproximada: 17-19
O Sujeito C20 apresenta perda de memória permanente e já não está mais tão desorientado. Após quatro meses de experimento, demonstra sinais de uma exemplar necessidade de sobrevivência, raciocínio rápido e uma mente extremamente calculista. No entanto, como Cartógrafo, o sujeito exibe paciência, habilidade e registros de sucesso. O crescimento e a capacidade de adaptação não devem ser negligenciados. Por precaução, C.R.U.E.L. recomenda vigilância.
↳ what you did in the dark? (Before WICKED)
O mundo já estava mais do que corrompido quando Ella nasceu, portanto tê-lo feito não foi, nem de longe, algo que tenha contribuído para sua danação eterna, mesmo que a loira tenha feito parte de um grupo que, desde pequena, jamais foi pacífico – ao menos em tese. Prematura, portadora de problemas cardiopulmonares que, passados os primeiros meses, foram amenizados e Ella necessitou de provisões de remédios que a família não poderia pagar e as oportunidades de saques violentos estavam ficando cada mais escassas. As opções que se apresentavam para a sobrevivência da garota não eram promissoras; a personalidade que despontava durante o processo de crescimento, difícil, no mínimo. Foi um milagre ter sobrevivido durante tanto tempo, um milagre que a loira sequer tem condições de descrever, mesmo com toda a sua calma rigidamente calculada. A menina, mais nova entre duas irmãs, cresceu tão bem quanto as circunstâncias permitiam, mas o desvio na personalidade da menina foi suficiente para que não se encaixasse em uma sociedade que, há muito, estava condenada. Aprendeu a roubar com a irmã mais velha; a caçar, com a mãe; a engolir tudo o que sentia, com o pai. Rockport, no Texas, era uma das menores cidades dos Estados Unidos, e a fama da família não era das melhores. Gregory e Samantha não eram conhecidos por serem pais afetuosos e as violentas brigas eram constantes. A loira se lembrava de, aos cinco anos, escutar por trás da porta os xingamentos que um dirigia ao outro, dividida entre a risada – talvez um dos fatores que poderiam demonstrar sua inclinação psicótica – e o leve medo pelo que o homem poderia fazer com a mãe.
Não demorou muito e o Fulgor chegou à cidade, destruindo laços e qualquer tipo de relação civilizada que um ser humano pudesse construir. Primeiro, seu pai foi assolado pela doença, matando a mãe em uma explosão de loucura que, Ella sabia, não tinha sido causada apenas pelo vírus que infectava seu cérebro, mas pela junção da oportunidade e do próprio estado mental do homem. Tinha sete anos quando presenciou a morte da mãe pelas mãos do pai e não se esqueceu da imagem quando Heidi a pegou pelo braço ou quando ela pôs-se a correr para longe do lugar, fugindo junto à irmã para algo que pudesse dá-las pelo menos um pingo de segurança. Ninguém sabia o que estava acontecendo na época, e Heidi – com treze anos, apenas – não seria aquela quem daria os detalhes exatos para a mais nova. Três anos fugindo foram suficientes para destruir qualquer tipo de humanidade que a filha de Gregory pudesse ter em uma família comum, em outra época. Aos dez anos, Ella já auxiliava a mais velha em saques rápidos e assaltos à mão armada, matando os assaltados se preciso fosse, até Heidi tomar conhecimento de um lugar livre do Fulgor, livre de toda aquela violência e desumanização. Ella não se importava em continuar vagueando pelo que restava dos Estados Unidos, matando aqueles que se interpunham no caminho das duas ou que irritassem a mais nova, mas a jovem de dezesseis anos precisava de uma pausa de tudo aquilo. Seguiram, então, para a cidadezinha, próxima a divisa entre o Texas e Louisiana, em um carro roubado que, muito provavelmente, estava caindo aos pedaços e oferecia mais risco de vida do que uma turba de cranks querendo mata-las. Heidi estava prestes a bater à porta quando foram atacadas por um grupo de cranks grande o suficiente para não abrirem as portas e se arriscarem por duas pirralhas que não valiam o esforço. Ella conseguiu despistá-los, mas não foram capazes de voltar à casa segura até a noite seguinte, temendo que algum infectado estivesse vagando pelas ruas desertas da cidade.
Era tarde quando finalmente conseguiram chegar às portas da casa – mais parecia um forte, do lado de fora – e ninguém fez o favor de atende-las, mesmo que estivessem levando consigo um grupo mais do que grande de cranks. Heidi estava realmente precisando de pelo menos uma bela noite de sono, sem temer que cranks ou sobreviventes tentassem matá-la, então Ella foi a arquiteta de toda a invasão, frustrada graças a um jovem de pouco mais de quinzeanos, que abriu a porta dos fundos tão logo quanto a loira chegou para burlar a pesada fechadura depois de pularem a cerca. Mais tarde ela iria saber que ele se chamava Peter e tinha duas irmãs, não que a loira se importasse muito com aquilo. Heidi, no entanto, pareceu se importar demais com o garoto, para desespero de Ella. Tinham que continuar se movimentando, ou ela acabaria enlouquecendo. Formar laços emocionais era mais perigoso do que a mais nova conseguia descrever, e ela se negou a fazê-lo com o garoto, pelo menos pelo tempo em que ficaram na Casa Segura. Um grupo de mais de quinze pessoas estava abrigado ali, e eles acolheram as garotas da melhor forma que puderam. Por dois anos, Heidi pôde respirar aliviada enquanto se enroscava nos braços de Peter e Ella teve que fingir estar de acordo com toda aquela palhaçada, tentar se encaixar na pequena sociedade que estava se formando foi mais difícil do que ela poderia ter esperado, mas conseguiu se sair bem, durante o curto espaço de tempo.
A aparente paz acabou na manhã em que Ella, Peter e alguns outros voluntários foram buscar provisões ao redor da cidade, no intento de alimentar o restante das bocas famintas que só aumentavam na instituição. Estava tudo calmo, até começarem a voltar para a sede e encontrarem o lugar em um completo caos. A gritaria que parecia rasgar o silêncio rotineiro alertou não só Ella, como o restante dos voluntários e eles correram para salvar quem estava dentro da casa. Heidi não tinha se voluntariado naquele dia já que estava dormindo e, por um momento, o sangue da mais nova queimou em suas veias com a possibilidade da irmã estar no meio de toda aquela confusão. Correu o mais rápido que pôde, atirou em quem estivesse em seu caminho, fosse crank ou sobrevivente e se viu presa dentro do pequeno quarto que dividia com a irmã. Quando não a encontrou lá, Ella sentiu a cólera de uma vida se abater sobre ela, enlouquecendo-a rapidamente por um breve período de tempo e tentou exterminar o restante de cranks presentes, mas era inútil e ela sabia daquilo, ao se dar conta da quantidade de corpos saudáveis que se estendiam pelo chão. Peter estava no hall, aparentemente trêmulo e ela não conseguiu deixar de ajuda-lo. Estava claro que a Casa Segura não era mais tão segura assim, e Ella não teria chances de sobreviver ao deserto ou a qualquer coisa parecida se não tivesse um parceiro, já que Heidi estava… Não se permitiu pensar sobre o assunto, apressando-se para perto do garoto e olhando, justamente, para onde ele estava mirando. Heidi. Ela já tinha se tornado em uma deles e o idiota não estava conseguindo se dar conta disso. Quando Peter hesitou, Ella levantou a pistola que levava consigo e descarregou todo o pente na garota que um dia foi a sua irmã, a namorada de Peter e a única pessoa com quem ela podia contar. Depois disso, ela só conseguiu escutar o silêncio sendo preenchido pela sua risada. Lembrava-se de ter sentido lágrimas nos olhos. Aparentemente, ela ainda tinha alguma humanidade, mas ela fora destroçada quando a vida partiu dos olhos da mais velha. Estava sozinha, enfim sozinha – ou nem tão sozinha assim, já que, segundos depois disso, sentiu o tapa na mão e, logo depois, sentiu seu corpo tremer sob as mãos do garoto, que a sacolejava. Peter.
Eles fugiram, depois disso. Ela se recusou a tocar no assunto e ele, também. Dois anos correndo como fugitivos, mal conseguindo dormir, famintos e um salvando a vida do outro consequentemente trouxeram algum conforto para os dois, mas nada seria o mesmo, não depois do que ela fizera – já tinha matado antes, era verdade, mas nunca a única pessoa que estivera com ela durante todo o tempo. Conviveram juntos, aprenderam a se suportar até o momento em que Ella se viu levemente conformada pela presença de Peter. Ele não era Heidi, mas também não tentava ser. Ela se aproximou o máximo que conseguiu de Peter, o que não era muito, mas os dois tornaram-se essenciais um para o outro. Ella precisava de, pelo menos, uma via de contato com seres humanos, ou acabaria sucumbindo ao que seu cérebro a mandava. Quando CRUEL os encontrou, Peter era o que eles queriam, e ela era um estorvo. Conseguiu sabotar o caminhão que o pegou, pelo menos até ser neutralizada e acordar na sede da organização, devidamente limpa e alimentada – aparentemente, suas façanhas tinham impressionado alguém dentro do lugar, ou ela estaria queimando no sol e exposta aos cranks. Um ataque de pânico se seguiu, quando se lembrou de que não sabia onde diabos Peter estava, mas calculou que, talvez ele estivesse bem. Ele precisava estar bem.
Encontrou o garoto alguns dias depois, logo após sair da quarentena e não conseguiu deixar de se sentir levemente emocionada. Estava vivo e bem, mas, se dependesse de CRUEL, aquilo logo mudaria. Depois de algum tempo, que ela não saberia dizer quanto, ele desapareceu e a loira ignorou o fato até tornar-se inevitável pensar no assunto. Não sabia porque a organização estava recolhendo jovens e, sinceramente, tudo o que a importava era que não estava passando fome, jogada aos cranks. Eles a treinaram por alguns meses – o que despertou seu interesse pela cartografia e por tudo relacionado a mapas, mesmo que, enquanto fugiam, fosse ela quem lesse os objetos —, antes de mandarem-na para uma sala gelada, onde, pela primeira vez em anos, Ella sentiu o genuíno medo assolar seus sentidos.
↳ So light them up! (The Maze)
A loira chegou pela Caixa há quatro meses e não lembrou sequer seu nome durante o primeiro mês na clareira; os clareanos, portanto, apelidaram-na de Jane Doe, um artifício usado por policiais que não conheciam as origens de vítimas de homicídio e que nenhum parente se manifestava para a procura. Os dias iniciais no lugar foram difíceis para a menina. Quando apareceu pela Caixa, Ella mal conseguia falar, esquecendo-se, por pouco, de como fazê-lo. Não chorou ou se comportou como uma pirralha chorona, no entanto, encarando a todos os clareanos que se apresentaram com curiosidade mais do que mórbida, como se estivesse os analisando e listando as suas falhas estruturais ou qualquer tipo de desabilidade. Desde fedelha, a garota não conseguiu se encaixar em sequer um dos trabalhos que lhe foram dados – a menos que se conte as horas que passou como açougueira, mas, pela baixa estatura e estrutura corpórea, foi desabilitada da ocupação.
Os dias adaptativos que se seguiram não obtiveram sucesso visível para o restante dos clareanos, já que a garota não se adaptava a, basicamente, nenhuma das funções. Estava prestes a ser cotada como aguadeira quando finalmente entrou na sala onde mantinham os mapas. Lembrava-se de ter sido desafiada por um dos corredores a desenhar um mapa que reproduzisse a Clareira em uma certa escala e de ter sorrido como a psicopata que ela, aceitando o desafio sem pensar duas vezes. Meia hora depois, entregou o papel para o corredor e saiu da sala, para então, no dia seguinte, ser, finalmente, chamada aos cartógrafos. Não era um trabalho onde ela precisava se submeter a outros clareanos – coisa que detestava – e tinha um certo poder. Ella nascera para desenhar mapas. A relação com o restante do grupo era a mais amena possível, já que a loira buscava evitar conflitos com uma frieza calculada. A manipulação se desenvolveu depois que se situou no lugar, usando-se dela para aprender todos os segredos que os clareanos já tinham certeza acerca do Labirinto e da própria Clareira com uma curiosidade quase patológica. Ella não é odiada, mas também não é amada pelo restante do grupo; mantendo certa distância de todos por puro instinto, dado o seu passado. Todos aqueles com os quais ela se importou ou morreram ou foram levados e ela não sabia para onde foram, então a loira não era a melhor companhia, na maior parte do tempo. Com o passar dos dias, ela se demonstrou sarcástica, manipulativa e, aparentemente, angelical – já que o restante do grupo não tinha como vê-la pelo que realmente era: um lobo dentre cordeiros. Tendenciosa à teatralidade na hora de obter o que deseja, a loira nunca se demonstrou muito séria conquanto ao seu papel como um todo na Clareira, sua paciência não é das mais desenvolvidas – apesar de ter prazer em detectar padrões –, nega-se constantemente a seguir ordens que não sejam dadas por ela mesma e seu senso de comunidade é distorcido ao extremo, mas ela sempre encarou as paredes gigantescas que separavam os clareanos dos verdugos como uma oportunidade. Todo o ambiente era uma oportunidade, e ela se aproveitaria da ocasião para descobrir o que diabos ela estava fazendo ali.
Idade aproximada: 14-16
Receberam alguma ficha?
Sim, sim e sim. Logo mais eu irei postá-las, anônimo.

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Willa Holland está reservada!
podia fazer uma page explicando mais sobre o fulgor e o crank, por favor? eu só li o primeiro livro, e não ficou muito claro nele sobre esses dois aspectos do universo da saga.
Tentei dar uma breve explicação sobre isso na F.A.Q, anônimo. Qualquer dúvida, por favor, volte na ask e tentarei novamente responder da melhor maneira possível.
uma característica da minha personagem seria que ele é preguiçoso demais e portanto, não trabalharia muito numa rotina, ele seria mais um quebra-galho e supervisionaria/ajudaria os outros nas tarefas da clareira, apesar de ser "oficialmente" um desabastador. pode?
Gostei dele já, anônimo! É claro que pode! Aqui vocês, players, podem tudo e fazem o que quiserem. Eu só quero jogar mesmo!
O Sujeito C12 apresenta perda de memória permanente e já não está mais tão desorientado. Após oito meses de experimento, demonstra sinais de exemplar liderança, raciocínio rápido e extrema socialização, cujo nem sempre é bem vinda, para com os demais indivíduos. No entanto, como Cartógrafo, o sujeito exibe paciência, habilidade e registros de sucesso. O crescimento e a capacidade de adaptação não devem ser negligenciados. Por precaução, C.R.U.E.L. recomenda vigilância.
↳ what you did in the dark? (Before WICKED)
Nasceu e cresceu no interior da Itália. Sua família era dona de um vinhedo humilde, porém bem apreciado no país, sendo este um investimento que crescia cada vez mais. Todavia, com as catástrofes se abatendo sobre o planeta, os Boschetto não poderia manter aquilo por muito tempo, até que quase nada lhes restou. Acabaram se afastando ainda mais do centro populacional, construindo uma pequena casa próxima a um monte verdejante, onde pretendiam passar o resto de seus dias em paz, pelo menos até que o mundo pudesse ser considerado um bom lugar para se viver novamente.
O jovem Boschetto veio a vida por um caminho de paz quase extinto. Cresceu em contato com a natureza, tirando dela apenas o suficiente para sobreviver e procurando lhe dar em troca o máximo possível. Os Boschetto sabiam que desta forma poderiam habitar o lugar seguro e calmo por um longo tempo, longe o bastante para que a insanidade do Fulgor não os incomodassem. Porém, não poderiam estar mais errados.
Onde a loucura se alastrava e a morte vivia, o CRUEL necessitava de um novo Pálacio para jogar os Cranks que se multiplicavam a cada dia e desta forma afastá-los dos que ainda eram saudáveis. A escolha fora simples: um lugar distante dos centros, longe de qualquer grupo de pessoas não infectadas e que fosse, de preferência, próximo de uma floresta para evitar qualquer aproximação indesejada. O resultado fora bastante claro.
Dias depois, membros do CRUEL começaram a construção de um novo Pálacio de Cranks nas proximidades de onde os Boschetto residiam. Acabaram por encontrar a família e os aprisionaram em uma de suas inúmeras sedes governamentais. Por fim, os avôs, pais e tios de Rommeo foram considerados infectados e mandados de volta para sua antiga terra, mas desta vez tendo que dividir a moradia com os demais infectados pelo Fulgor. No entanto, Rommeo foi poupado e, como se fosse um acordo, se voluntariou para ajudar o CRUEL a fim de encontrar uma cura e rever sua família.
↳ So light them up! (The Maze)
Seria capaz de destruir o Planeta se isso fosse libertar a sua família de alguma forma. Afinal, eles eram tudo o que realmente lhe importava e tinham sido tirados dele. Então, fizera a escolha mais difícil de toda a sua vida e, após alguns anos de treinamento, acabou permitindo ter sua mente completamente excluída pelo CRUEL até que finalmente foi enviado para viver com os demais indivíduos no que gostavam de chamar de Clareira.
Demorou três dias inteiros para se recordar de seu próprio nome, atingindo o recorde entre os demais moradores daquele lugar. Talvez fosse o resultado do pânico extremo que sentiu ao ser carregado para fora caixa por um grupo de adolescentes e, em seguida, sair correndo e gritando a plenos pulmões antes que o seu corpo não aguentasse mais e ele fosse jogado pelo grupo em uma espécie de prisão para se acalmar. Rommeo, assim como os outros, não se lembrava de nada e isso o desesperava, mas ele acabou se adaptando a nova vida com rapidez.
Se relaciona facilmente com os demais clareanos, sempre deixando o que pensa bem claro para todos e quase nunca segurando a própria língua, o que lhe rendeu boas discussões, brigas e noites longas no amansadouro. No entanto, se mostrou uma pessoa de raciocínio rápido, sempre tendo uma resposta pronta e facilidade em notar as coisas mais banais. Muito observador, acabou tomando a responsabilidade de desvendar os mapas do Labirinto para si, já que foi recusado inúmeras vezes quando tentou ser um corredor, por ser extremamente dramático, algumas vezes bem irritante, e fingir desmaios para escapar de certas situações.
Idade aproximada: 17-18
esses personagens que vcs colocaram a ficha ja podem criar o tumblr?
Sim! Mandei um aviso para todos os player sobre isso. Mas já pode criar o tumblr do char e me enviar por submit, por favor, fedelhos!

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O Sujeito C11 apresenta perda de memória permanente e já não está mais tão desorientado. Após nove meses de experimento, demonstra sinais de exemplar liderança, criatividade e sucinta socialização com os demais indivíduos. No entanto, como Encarregado dos Construtores, o sujeito ganhou o apoio daqueles que o cercam. Possui potencial para crescer em uma posição de autoridade respeitada entre os indivíduos. C.R.U.E.L. aconselha monitoramento constante, já que sua observação pode ser conclusiva.
↳ what you did in the dark? (Before WICKED)
Tendo nascido no pedaço de terra que ainda leva o nome de Nova Iorque, Adam costumava ser um rapaz de muito mais valor que é atualmente dentro da Clareira, por ser de uma família indubitavelmente rica. Possuindo a sorte que todos deveriam desejar, era herdeiro de uma fortuna considerável em face um planeta tão miserável como aquele, além de ter um sobrenome valoroso o suficiente para que jamais tivesse que passar por apertos como os mais pobres e doentes costumavam passar. Seu pai, quando vivo, havia sido um cientista importante e que arquitetou inúmeras criações engenhosas e incríveis, inclusive participando de muitas pesquisas e construções tecnológicas promovidas pelo Governo. Sua maior conquista, todavia, fora a invenção de uma nova tecnologia que aprimorava o teletransporte evitando náuseas nas pessoas que usavam tal mecanismo com frequência, fato que lhe rendeu um ou dois prêmios anos atrás e deu ao cientista um poder e destaque infinitos. Era um homem inteligente e determinado, porém de caráter terrível. Sua arrogância era extrema, além do puro descaso com as outras pessoas, incluindo seu filho e a esposa de que tanto gostava de exibir por aí, uma jovem belíssima e que encantava a todos com o sorriso branco e os cabelos dourados.
A vida na casa de Adam sempre fora feita de discussões sobre possíveis traições que seus pais tinham, como casos extraconjugais com pessoas próximas e possivelmente tão problemáticas como eles próprios. Seus pais viviam em guerra e somente não se divorciavam pelo controle que o patriarca exercia na mãe do menino, que caiu nas mãos do alcoolismo e outras drogas quase tão depressa quando o marido, também um verdadeiro viciado em sexo e vaidades.
Sem grandes surpresas, o suicídio da mãe de Adam aconteceu quando ele completava dez anos de idade, sendo que precisou ouvir de todos que a mãe havia morrido por conta do Fulgor e não pela completa loucura que incendiava sua mente ou sua casa durante tantos anos. Seu pai casou-se novamente, a madrasta de Adam uma mulher linda, porém absurdamente fria, como se tivesse um pedaço de gelo no lugar do coração. Tiveram mais um filho, agora uma menina que levava o nome de Jillian e que era a única fonte de ternura na família de Adam, que se apegou rapidamente a meia-irmã e lhe deu mais atenção que os próprios pais, pensando que ali estava um motivo nobre para ter em sua vida.
Por ironia do destino, o pai de Adam também veio a falecer, vítima do Fulgor edeixando para traz muito dinheiro, uma viúva mesquinha e os dois filhos que tinha. Já Adam, agora um rapaz completamente sozinho e infeliz, não demorou para se tornar um jovem difícil e que não aceitava ordens, refletindo o que os anos de puro descaso criaram em seu âmago e fazendo com que sua madrasta pensasse em uma forma rápida de se livrar do menino. Com alguns contatos poderosos e estando ciente da necessidade de jovem para realizar testes da CRUEL, deixou Adam a cargo da instituição, que não hesitou em aceitá-lo para os estudos.
Sua resistência ao confinamento fora muito grande, tendo em mente que sua irmã e fonte inestimável de afeto do jovem ficaria na companhia de uma pessoa tão perturbada quanto sua madrasta, porém alguns sedativos foram suficientes para segurá-lo nas salas de preparação da CRUEL pelo tempo que lhe era necessário. Talvez seja por isso mesmo que, dentro da Clareira, Adam seja tão determinado e insistente com a ideia de sair de lá, quase como se seu subconsciente soubesse que há alguém lá fora precisando urgentemente de sua atenção. Com fama de egoísta, nem ele próprio pode imaginar que sua obsessão pelo Labirinto tem um fundo tão verdadeiramente nobre quanto esse.
↳ So light them up! (The Maze)
Parte da Clareira durante dois longos anos, Adam é um verdadeiro veterano nessa loucura em formato de Labirinto. Chegou como qualquer outro é claro, o corpo estirado e desacordado dentro da Caixa, acompanhado de alguns suprimentos que chegavam mensalmente para os membros daquela ainda pequena comunidade. É entendível que ainda haviam poucos componentes ocupando os campos verdes da Clareira, mas, diante de situação tão crítica como seus demais colegas de confinamento, fora curioso que tenha sido tão mais retraído ao começar a viver naquelas condições peculiares, vez que todos queriam um pouco de atenção e companhia inicialmente. Apesar dos ombros largos e o porte particularmente atlético do rapaz, as primeiras semanas de Adam foram bem piores que a maioria dos outros fedelhos que aprendiam como a Clareira deveria ou não funcionar. Fazia suas tarefas, dava opiniões e depois ficava recluso em sua própria mente, a cabeça trabalhando e os olhos voltados para os Muros, tão compenetrado naquilo que possivelmente fora a pessoa mais abalada psicologicamente pela novidade que vivia.
Não trocava muitas palavras com os outros clareanos, porém, quando necessário, sua atitude era tão ríspida que muitos de seus parceiros preferiram dar-lhe o tempo em solidão que ele deseja invés de insistir que realizasse seus trabalhos com mais afinco. Adam não era preguiçoso, muito menos desinteressado na prioridade que as tarefas da Clareira eram para a sobrevivência de seus colegas, contudo os pensamentos sobre o Labirinto eram tantos que ele sempre precisava de muito tempo sozinho, como se essa fosse sua única terapia. Quando privado de tais reflexões, tornava-se irritadiço e colérico, dando respostas ofensivas e conseguindo atingir as feridas de todos com uma precisão que beirava a insanidade. De um todo, as primeiras semanas na Clareira revelaram em Adam uma capacidade muito grande de raciocinar logicamente e de criar planos de aprimoramento na vida dos clareanos, sendo raro alguém questiona-lo sobre suas “esquisitices” ao considerar suas ideias malucas e no entanto geniais. Todavia, permanecia insensível a muitas situações infelizes e preocupantes, tais como quando o número de pessoas da Clareira aumentou e muita gente não parecia nem um pouco interessada em descobrir algo sobre o que havia além dos Muros. Tinha em mente que tal comportamento era estúpido e que não deveria ter regra mais importante naquele lugar que “descobrir uma maneira de sair”.
Adam teve a ideia inicial de criar um grupo denominado “Corredores”, porém o jeito arredio e cabeça-dura fizeram com que todos achassem melhor que se afastasse daquela tarefa, pois agia impulsivamente demais e, por vezes, suas atitudes eram sumariamente egoístas, como que sempre em prol da descoberta ou de si mesmo, nunca pensando no bem dos outros Corredores, de forma que parecia tão compenetrado em sair daquele pesadelo que deixasse todos para trás em suas tentativas. Tal fato não o fazia ser odiado, mas muitas pessoas o tomaram como louco naquela época, ainda que finalmente estivesse incluído no grupo e falasse com todos com uma simpatia e carisma contagiantes. A partir daí passava de uma a duas horas de seu dia meditando e tendo ideias para atravessar o então descoberto Labirinto que envolvia a Clareira, porém seus pensamentos diminuíram com o tempo, de acordo com o progresso que fazia em seu novo labor, com o cargo de líder dos Construtores, algo que adquiriu por conta da visão arquitetônica das coisas e simultânea habilidade com construções e trabalhos braçais.
Pelo tempo que se passou desde os dias mais difíceis e iniciais da rota dos clareanos, Adam conseguiu deixar o jeito solitário inicial para se tornar uma pessoa encantadora e muitíssimo agradável, ainda que muitos de seus elogios e aproximações tenham finalidades um pouco egoístas, como quando se aproxima dos novatos procurando extrair qualquer informação sobre o mundo além do Labirinto invés de realmente acolhe-los e fazê-los se sentir bem. Adam tem boas intenções, afinal, contudo pode ser bem cínico quando quer, um pensador livre que pouco se importa com os sentimentos dos outros e que odeia todas as ordens e regras que precisa seguir dentro da Clareira.
Suas amizades são um pouco seletas, porém Adam verdadeiramente sabe enxergar quando alguém está fazendo a diferença ali dentro, de forma que muitos componentes da Clareira o veem como uma pessoa difícil, mas que, de fato, tem uma boa visão sobre tudo o que acontece. Seu objetivo maior é atravessar o Labirinto, mas desde que começou a insistir em organizar um grupo de pessoas para passar a noite fora da Clareira muita gente o chama de louco ou suicida. Ninguém quer tomar essa atitude e ele mesmo jamais o faria sem companhia em peso para tal. A ideia ficou para trás, mas ele ainda insiste vez ou outra nela, sendo sumariamente ignorado.
O jeito negativo e desconfiado está sempre presente em suas palavras ou frases repletas de sarcasmo e um pouco de arrogância, porém toda essa falta de sensibilidade tem raízes compreensíveis, dentro de uma família instável e com traições tão frequentes como os casos de alcoolismo. Ter perdidos os pais já negligentes o fizeram mais desconfiado e solitário, além de sua conturbada vida anterior à Clareira refletir nitidamente no psicológico que oscila entre bom e mal. Talvez Adam seja uma boa pessoa no fim, porém suas escolhas o fazem parecer somente obsessivo e razoavelmente insano.
Idade aproximada: 18-20
O Sujeito C10 apresenta perda de memória permanente e já não está mais tão desorientado. Após um ano de experimento, demonstra sinais de exemplar liderança, proatividade e extrema empatia para com os demais indivíduos. No entanto, como Encarregado dos Socorristas, o sujeito ganhou o apoio daqueles que o cercam. Possui potencial para crescer em uma posição de autoridade respeitada entre os indivíduos. C.R.U.E.L. aconselha monitoramento constante, já que sua observação pode ser conclusiva.
↳ what you did in the dark? (Before WICKED)
Era o orgulho da família, tinha tantos amigos, tantos professores que a admiravam pela sua inteligência. Lizzie sempre quis fazer a diferença, ou melhor, ser a diferença para o mundo. Era claro que quando ela pensava naquilo, o Fulgor ainda não havia se espalhado completamente, mas quando aconteceu, foi como os fios se ligassem e ela havia começado a estudar sobre medicina com a mãe, queria salvar os outros, queria se tornar uma excelente médica, mas não era possível com as pessoas sendo contaminadas daqueles jeitos.
Quando seu pai havia sido contaminado, a garota havia ficado arrasada, queria fazer alguma coisa enquanto via seu pai se tornando lentamente um Crank, mas não havia cura para aquilo, ela sabia, mas não desistiria de alguém de sua família, apesar de, ela teve que o fazê-lo assim que o pai não aguentou mais, tendo a cena mais horrível em sua cabeça de sua mãe atirando contra a cabeça do homem.
Achava que não poderia perder a mãe, mas seus pensamentos haviam sidos rápidos demais, quando menos percebeu, a mãe já havia sido contaminada também, mas essa não havia lhe contado nada, por isso foi apenas perceber quando ela estava no estágio final, e já não sabia mais o que fazer para salvá-la daquilo, e apenas repetiu o ato que havia visto ela fazer com o pai, atirou conta sua cabeça, mas ainda assim, de olhos fechados.
Não tinha para onde se esconder, não tinha como ficar em um lugar parada enquanto o caos acontecia pelas ruas, ela queria fazer algo, estava indignada com todos os acontecimentos, não aguentava ficar parada, não podia, ela sabia que não podia fazer aquilo, mas como qualquer pessoa ingênua, achando que faria o bem, ela se voluntariou ao CRUEL, querendo os ajudá-los a encontrar uma cura.
↳ So light them up! (The Maze)
Não se importou com o que eles iriam fazer consigo, sempre colocavam em sua cabeça que ela faria a diferença, que ela ajudaria os outros que estavam contaminados, e ela queria mesmo fazer aquilo, e então deixou que eles apagassem sua memória, sem nenhum problema, mas quando chegou na Clareira, sem saber de nada, nem ao menos seu nome, foi aí que ela começou a se desesperar, tentando achar respostas para si do que estava fazendo ali dentro.
Havia sido uma das primeiras a serem mandadas, já haviam outros ali, não gostava daquelas pessoas, elas pareciam rudes, e ela não conseguia confiar em ninguém dali, ainda mais que não tinha nenhuma memória para se certificar de que eram pessoas boas. Mas com tudo, havia tentado trabalhar em diversos lugares, tentando não ficar parada, mas em tudo que tentava fazer falhava.
Um certo dia, quando um clareano apareceu com um enorme machucado na perna, não soube como, mas deu um jeito de estancar o sangue e fazer com que a corrente sanguínea não ficasse contaminada. Foi aí que teve a ideia de montar um pequeno grupo de socorristas, aqueles que fariam o bem, que ajudariam uns aos outros.
Idade aproximada: 18-20