as ninfas espalharam que sawyer broussard chegou ao acampamento e estão dizendo que se parece com sofia carson, mas deve apenas ser o poder da névoa o confundindo. ela tem vinte e seis anos e é do panteão egípcio, filha de néftis. dizem as más línguas que sawyer é controladora, mas também é solícita em seus melhores dias, por isso está na coorte quatro e é senadora. espero que se adapte bem, estamos muito felizes por tê-la aqui!
resumo: sawyer dera muita sorte por nascer em uma família como os broussard, pois vinham de um império de arquitetos renomados. talvez não tivesse esse discernimento enquanto nova, mas poderia dizer que amava a vida que tinha. seu pai a criou desde muito novo, mesmo que nunca sozinho. talvez ele fosse o único rapaz de vinte anos que aceitaria criar uma criança que lhe fora entregue depois de umas férias doidas viajando o mundo. quem assumiu o papel de mãe na sua criação foi uma namorada do pai, que a acolheu como filha biológica, sem de fato se importar com a sua origem. mesmo que a vida parecesse boa, era complicado em dizer que era fácil, visto que a pequena sawyer desde nova apresentou problemas de aprendizado. mesmo com todos os médicos a sua disposição, nunca havia sido encontrado o motivo. os anos foram passando e a menina não demonstrava progresso, mas coisas estranham aconteciam quando estava por perto. estava com doze anos quando fez seu primeiro amigo na escola - mal ela sabia que era um sátiro que sabia de sua real origem. demorou para que fosse descoberta por monstros, mas bastou o primeiro sinal para que fosse levada ao acampamento. tiveram que contar toda a verdade para a família, já que a menina era quase como uma joia para eles.
conexões
biografia
a vida de sawyer parecia estar destinada antes mesmo de ela sequer ser concebida. o sobrenome broussard carregava estigma social, um poder que jamais poderia se imaginar, caso não fosse um descendente. trevor, com seus apenas dezenove anos, nunca quis assumir a posição de seu pai dentro da empresa de arquitetura, mas aquilo não o isentava da responsabilidade que teria que assumir no futuro. pediu ao pai um ano sabático, apenas um, para que pudesse aproveitar antes de assumir qualquer coisa. viajou o mundo, fez um mochilão por todos os países que pôde, mas se encantou por uma jovem quando chegou em um dos seus destinos - egito. a cidade de damanhur era muito bonita, tinha muitas coisas para se ver, mas os olhos de trevor eram apenas direcionados para a moça que havia conhecido na noite em que chegara. foi algo imediato, uma sensação de estar vivo pela primeira vez. foi as melhores três semanas de uma viagem, para ele que nunca havia ficado mais do que dez dias em uma cidade. a jovem que havia se apresentado como akila sumiu durante a noite, sem deixar nem ao menos um telefone. e de coração partido, o jovem broussard retornou para os estados unidos.
passou os meses e para trevor eram longos e sem muito sentido, mas havia ingressado na empresa da família e aquilo fazia seu pai feliz. e rapaz tentou seguir a vida como podia, sem relembrar muito sua viagem. quando podia dizer que tudo não passou de um sonho, ele viu akila. achou ser um vislumbre, um relance bobo, algo de sua cabeça. mas não. lá estava ela parada do outro lado da rua do prédio da empresa. e segurando algo. trevor correu para encontrá-la, mas sua recepção não foi nada calorosa e tampouco boa. ela apenas o entregou a bebê enrolada em um manto e que ele devia cuidar dela como se fosse a coisa mais importante em sua vida.
e foi assim que o jovem trevor broussard, de apenas vinte anos, fez. ele cuidou daquela garotinha como se sua vida dependesse daquilo. sawyer não conheceu a tristeza, dor ou perda durante a sua infância. logo seu pai havia encontrado outra mulher e a mesma assumiu o papel de mãe na vida da pequena. podia ser descrita como uma boa vida, mas a menina, apesar de tudo, ainda tinha alguns problemas. mesmo com todos os médicos ao seu dispor, era uma péssima aluna. seu aprendizado era de fazer terror aos broussard, que tinham uma reputação ótima dentro das escolas. os anos iam se passando e ficava cada vez mais claro os problemas com relação às notas. era complicado e não sabia explicar, pois sempre quisera aprender, e ainda sim, não parecia guardar aquelas informações que considerava triviais.
a pré-adolescência chegou e as coisas começaram a piorar. se tivesse que classificar, sawyer diria que coisas estranhas aconteciam com ela, ou com as pessoas ao seu redor. uma vez, sem querer, chamuscou o cabelo de uma menina que fazia bullying com ela na escola. e era taxada de estranha ainda mais porque nunca teve amigos. se acostumou com aquilo, até seus doze anos aparecer um menino novo em sua escola, que até que era legal com ela. eles ficaram amigos muito rápido. sawyer e boris ficaram inseparáveis. o menino até mesmo estanhou que ela conseguiu se esconder até os quatorze anos - tardio para um semideus.
foi em uma tarde no country club, aparentemente normal, mas qual sawyer se sentia muito incomodada e não sabia explicar o porquê. ela e boris estavam se divertindo, mas ainda sim não parecia correto. não sabia nadar e por isso não ficava perto da piscina, mas algo ali a chamava a atenção e por isso se aproximou. quando caiu dentro da água, viu um monstro horrendo ali em baixo e ficou tão assustada que se debatia. boris correu para ajudá-la e identificou ser um ammit. durante todo o caminho de volta para casa, tentou explicar o que sawyer era e que havia sido enviado para ser seu protetor. era muito confuso, mas explicou a trevor também e todos os broussard, já que se preocupavam muito com a segurança da menina. disse que a levaria para um local seguro e assim o fizera, chegando no mnemeion.
maldições e bênçãos:
benção de bastet - daemon guardião. é mais como um espírito protetor do que de fato uma benção que ajude sawyer em algo. a mulher chama de salém, clichê visto que ele tem a imagem de um gato, mas ele está sempre ao seu lado e a ajuda quando parece confusa ou perdida e precisa de clareza. é esse espirito também que já salvou sua vida. o recebeu após uma missão particular para bastet, que a achou digna após cumprir com graça o que lhe fora pedido.
poderes e habilidades:
conjuração: é a habilidade de usar magia para convocar qualquer coisa à sua presença, desde seres e objetos até elementos. possuí a capacidade de utilizar uma forma de magia que permite trazer à sua presença qualquer coisa que deseje ter por perto, usando-a em seu benefício. o usuário pode conjurar seres de diversas naturezas para ajudá-lo em combate ou fora dele (como monstros, espíritos, demônios e divindades, por exemplo), objetos com qualquer utilidade, elementos ou energia mágica para serem usados como ataque ou defesa. claro que pode invocar apenas uma coisa a cada batalha.
lavaredas de proteção (passiva): quando atingida por alguma arma ou alguma habilidade que cause dano físico, chamas ao redor do seu corpo saem do chão sem que toquem em sawyer, mas espantem o inimigo, tempo suficiente para que ela pessoa se recuperar ou ao menos ficar de pé.
afinidade noturna (passiva): ao ser iluminado pela luz das estrelas, e mais ainda pela luz da lua, a filha de néftis recebe um grandioso aumento de atributos, ficando mais rápida e forte, além de poder se curar de qualquer ferimento, contanto que não seja nada muito grave.
arsenal:
ametista - sawyer tem um par de brincos feito da mesma pedra que carrega o nome da arma, que a princípio parece ser inofensivo, mas ali ela guarda todos os feitiços de conjuração que já aprendeu, como se fosse um glossário completo. basta ela desejar, e o que tiver aprendido é sussurrado diretamente dentro de sua cabeça.
cetro de fogo - apesar de ter o nome de um elemento, ele não passa de apenas uma arma de defesa, sem recorrer ao fogo nele contido. é quase da altura de sawyer, porém leve, facilitando o manuseio.
lâminas da noite - são feitas em pares, seis laminas em cada uma. afiadas, porém não mortais, até porque néftis jamais gostaria que um filho seu tirasse a vida de alguém. fora um presente quando chegou ao acampamento. quando utilizadas, ao causar um corte a dor é estonteante, quase como se tivesse realmente queimando o ferimento de dentro para fora, o que ajuda a atordoar o oponente. | inspo
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Era um alívio saber que ele não estava sendo cotado como um dos possíveis traidores. E ao mesmo tempo, era um tanto frustrante em dois pontos. O primeiro era que ele havia se esforçado tanto para ter uma imagem ruim, lamentável que não fosse cotado. E o segundo, era que Magnus odiava uma fofoca pela metade. Não saber o todo daquela reunião, e apenas o detalhe de não suspeitavam dele, atiçava sua curiosidade para saber de quem suspeitavam então. “Sabe, se isso era para me deixar tranquilo, eu devo informar que apenas me deixou mais curioso. Mas eu disse que ia deixar quieto, então vou fazer isso.”. ao menos por um momento, daqui a cinco ou dez minutos, ele não prometeria mais o mesmo. Sorriu ao notar o revirar de olhos da mais nova, gostava quando provocava isso nas pessoas. “Tipo o que, por exemplo? Suas adoráveis e delicadas mãos, Saw?”
se eles ao menos tivessem qualquer tipo de ligação, ela até cogitaria em dizer algumas coisas que podia, mas não. eles não passavam de meros conhecidos dentro do acampamento e magnus era apenas mais algum ladino qual a filha de néftis já sabia como lidar. e não ficava compadecida com as palavras que ele usava. “ obrigada por não insistir. ” apesar de ter dito de forma séria, havia um leve deboche ali, qual não se importou de usar. ela conhecia caras como ele e era difícil acreditar na imagem de bom moço que parecia querer lhe transmitir. a pergunta dela a fez franzir o cenho, negando com a cabeça. “ o que? não!. eu nunca faria isso! ” sawyer não sabia se ele estava sendo irônico ou zombando dela com aquela fala, mas preferia não arriscar em entrar nos joguinhos dele, seja lá qual fossem.
“vou ter que procurar um jeito de me aquecer então. ‘tava correndo?” vê-la lhe deu essa impressão, não tinha certeza do que ela estava fazendo antes porque não estava atento ao resto do acampamento mais - deveria, porém… - “um é, vocês são os tais dos adultos responsáveis. eu sinto muito, mas espero que consigam, ninguém quer que essa situação saia mais do controle.” na verdade, seu problema não era nem esse, o que temia era de que essa responsabilidade caísse sobre ele. o que em si já estava, ele só não queria ser diretamente endereçado.
“ às vezes tem um pessoal na fogueira. eu acredito que eles estejam por lá. se você achar que deve, aconselharia ir. eles são divertidos até certo ponto, mas perdem a noção do tempo. e sim! eu tento gastar energia antes de dormir, evitando acordar mais cedo do que preciso. ” contou um pouco do “drama”, bem entre aspas, que sofria sobre a habilidade. “ os tais adultos responsáveis? eu espero que isso seja algo bom, pois estamos tentando fazer ser. e sim, queremos controlar antes que todos pensem que esse traidor está mesmo entre nós... lauren está em coma, é complicado entender tudo. ” percebeu que havia falado mais que devia e assim, fechou a boca, olhando na direção onde estava seu chalé, ao longe.
haneul sorriu largo só observando sawyer, ela tinha um jeito natural de cantar que ia além da voz bonita. o que ela fazia em cada estrofe parecia mesmo fazer parte de um musical, apesar de adorar emma stone em la la land, haneul pagaria caro para ver a colega do acampamento no papel principal. “i don’t care if i know, just where i will go, ‘cause all that i need this crazy feeling…” a semideusa apontou para sawyer em um pedido silencioso para que ela a acompanhasse, cantando juntas assim como o casal do filme: “a rat-tat-tat on my heart…” haneul riu com a pronuncia engraçadinha e deixou que sawyer prosseguisse.
a voz de haneul contraposta a sua era uma melodia qual sawyer estava apreciando fazer parte, mesmo na fogueira onde haviam muitas vozes falando ao mesmo tempo. quem estava perto, havia feito silêncio para que pudessem ouvir apenas elas cantando e aquilo a trouxe uma certa vergonha, mas se manteve firme. “ think i want it to stay. ” seu tom fora baixando, para que a próxima estrofe ficasse no mesmo que a música original. “ city of stars, are you shining just for me? ” repetiu as palavras, assim finalizando a música e uma breve salva de palmas contemplou seus ouvidos, a fazendo dar uma risada nervosa. agracedeu com um aceno de mão, estilo musical, e se virou para a menina em seu lado. “ isso foi incrível! você conhece essa música do filme, também? ”
“pode ser…” conseguiria pensar em outros filhos de outros deuses que poderiam sugerir o mesmo, mas não estava tão disposto a ficar pensando nisso. “pois é! mas, se você parar para pensar, nós somos perfeitos para militar. deve ter defensores de todas as causas plausíveis pelo acampamento; se organizar direitinho, dá para cada grupo sair por aí manifestando algo.”
a comparação dele lhe arrancou as risadas mais sinceras. até mesmo porque ele havia uma certa razão sobre aquilo. alguns semideuses, mais que outros, eram o tipo perfeito do que seria um militante no mundo mortal, mas dentro do acampamento. talvez até mesmo sawyer fosse alguma desse tipo. “ acho que talvez o senhor m. não vá gostar muito de termos vários grupos reclamando por alguma coisa no acampamento. ele vai ter que pedir alguma ajudinha lá de cima se for assim. ”
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se antes tinha todo um discurso para justificar sua falta de controle, assim como demostrar que se arrependia de ter o perdido, agora estava na dúvida se precisava mesmo dizer isso. a abordagem mais amigável fez com que piscasse rapidamente, sem entender se receberia um sermão na praia ou coisa do tipo, ou se era só um convite. “ah, sim… sim. foi só-, estou bem.” forçou um sorriso breve, cruzando seus braços. “e você? adoraria dar uma voltinha na praia. seria bom para, sabe… dar uma pausa nos treinos, né? um ar diferente faz bem, né.”
ela não era do tipo que puxava as orelhas dos campistas ou coisa do tipo - eram tempos confusos e, às vezes, sentimentos confusos vinham à tona em momentos inesperados. não iria culpar teagan por um choque leve em um colega. “ estou bem, obrigada por perguntar. ” havia o sorriso mais amigável que podia em seu rosto. queria demonstrar que estava ali para a menina e que não tinha pretensão nenhuma de lhe dar qualquer tipo de sermão. assentiu em direção ao outro campista que saia, meio sem graça e estendeu o braço na para a mais nova. “ e eu aposto que a praia pode ser esse ar que você está precisando. ” complementou. quando já estavam sozinhas, soltou uma risada contida, negando com a cabeça. “ aposto que ele ficou mais bravo por ter feito papel de bobo do que pelo choque em si. ”
“Ora, vamos.”. retrucou, os lábios se curvando em um pequeno bico, piscando os olhos uma série de vezes na direção de Sawyer, enquanto pendia a cabeça um pouco para o lado. Magnus não se importava com Lauren, ou em que situação ela se encontrava. Mas se importava com a questão do traidor, e o que aquilo queria dizer. Será que poderiam considerá-lo? Isso seria um problema. Não que ele fosse vestir qualquer carapuça, mas a verdade é que o Lightwood estava longe de ser um santo, ou o mais leal ali dentro. “Muito estraga prazeres da sua parte Saw, mas tudo bem, vou esperar o pronunciamento oficial. E todos nós sabemos que as almondegas podem matar. Me deseja morto, meu bem?”
nem mesmo o máximo dos apelos alheios lhe fariam mudar de ideia - até mesmo porque não podia! ele podia fazer aquela expressão o quanto quisesse, sawyer continuaria irredutível a promessa que havia feito e não seria magnus e suas tentativas de expressões fofas que iriam manipular o seu emocional. “ desculpe não ser o que você espera mas é o que estou podendo dizer no momento, magnus. não precisa se preocupar, você não está com a corda no pescoço. ” compreendia a insistência dele, não era bem visto ali dentro mas duvidada que ele seria corrompido daquela forma. segurou o revirar de olhos quando ouviu o petname, não era a mais adepta quando não tinha muita intimidade com alguém. “ eu posso lhe garantir que tem outras coisas que podem te matar antes de uma almondega fazer isso, se essa é a sua preocupação. ”
˚。━━ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ Assim como ela não escondeu sua reação, Victor não conseguiu conter o sorriso orgulhoso, por ter conseguido impressioná-la. Era bom para o ego, ninguém podia culpá-lo por se sentir bem consigo mesmo naquele momento. ━━ Então você não está vendo muita coisa legal ultimamente, eh? ━━ Com tudo o que estava acontecendo no acampamento, não ficaria impressionado se a resposta fosse negativa. Estava para fazer a arma voltar a ser um estilete quando a pergunta veio. Antes de respondê-la, Victor girou-a na mão para que pudesse oferecer o punho para a mulher, caso ela quisesse ver pluen eira mais de perto. ━━ Minha mãe deu quando fui chamado para a minha primeira missão. É ouro imperial. Ainda não sei se me deu algo assim porque confiava no estrago que eu podia fazer ou se tinha medo que eu fosse me ferrar logo de cara com armas menos poderosas.
a pergunta dele a fez dar de ombros levemente, não podia culpá-la já que nunca havia se interessado tanto assim por armas ao ponto de ir atrás e descobrir as mais diversas possibilidades. conhecia uma ou outra que chamava a sua atenção, mas uma katana era diferente de se ver, ainda mais ao vivo. “ hm, pode-se dizer que não. conheço outra semideusa que tem uma arma que se transforma, mas achei a sua bem interessante. ” muitas coisas estavam acontecendo ao mesmo tempo, mas aquilo não estava relacionado diretamente as confusões mais recentes e era até mesmo uma espécie de alivio para a sua cabeça. ergueu a mão, negando com a cabeça a oferta dele. “ agradeço, mas não. não seria uma boa termos um acidente com armas por hoje. ” ouviu a história dele com um sorriso. deuses podiam ser bem generosos quando queriam. “ é legal da parte dela. eu tenho algumas adagas que ganhei de néftis, mas sinto que minha mãe não se sente a mais orgulhosa por eu não usá-las. ” deu de ombros, como se não desse importância para aquilo.
Você escolheu “Por que você não vai pra outro lugar com todo esse mau humor?”
Ele sabia que andava muito mais estressado e toda essas história sobre traidor lhe dava nos nervos, lhe deixava ainda mais irritado e paranoico. Por que a ideia de que poderia ser qualquer um e de que seus filhos estavam em constante perigo lhe tiravam do sério e com isso o mal humor vinha de forma natural, claro, talvez ele não devesse descontar isso em quem não merecia como era o caso de Sawyer. ❝Foi mal… Eu só tô cheio de paranoia depois do que aconteceu na noite dos espíritos.❞ Ele tentou se justificar, ainda que logo mais ele complementasse. ❝E eu sei que não justifica, você deve estar ainda mais estressada agora, não é? Estão te importunando muito?❞
sawyer não tirava a razão do amigo de estar nervoso com aquilo tudo, também estaria preocupada se fosse ao contrário. desde que conheceu tyran, declan e saiorse eram os bens mais preciosos dele e era compreensível que estivesse um pouco mais sensível sobre o assunto de um traidor. “ ei, eu não tiro a sua razão. mas você tem que respirar um pouco. ” não era um conselho, mas percebia que ele estava um pouco tenso com tudo, além dos filhos. ela não seria hipócrita e dizer que não tinha necessidade, porque havia, mas não iria deixá-lo ainda mais nervoso. “ ah, um pouco. acho que não estava esperando. desde aquele ataque, o clima anda meio tenso e esperei que a noite dos espíritos fosse mais leve, mesmo com tudo. ” deu de ombros, suspirando e encolhendo os ombros. “ grande erro o meu. ”
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˚。━━ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ A afirmação da outra arrancara-lhe um sorriso e um leve corar das bochechas proeminentes. Ela tinha razão e Juniper sabia melhor que ninguém. Inclusive, vivia usando e abusando de sua aparência adorável para se safar das poucas encrencas em que se metia. Mas era as armas que tinha a seu favor para enfrentar os problemas do dia a dia, ninguém podia julgá-lo por isso. ━━ Isso significa que você vai levar para as reuniões a minha ideia de fazermos um cruzeiro pelo Mediterrâneo? ━━ Perguntou então, para tentar desviar a senadora do fato de que ele estava transitando pelo acampamento depois do horário permitido. Sabia que não era da alçada dela, mas ainda assim era uma figura de autoridade. ━━ Eu bem poderia passar uns dias em Mykonos, sabe? Dizem que é belíssimo. Lugares bonitos inspiram romance e eu, estando inspirado, posso acertar a vida amorosa de todo mundo durante a viagem. Todo mundo transa. Digo, todo mundo ganha.
pendeu a cabeça para os lados, como se avaliasse as sugestões dele. haviam outras coisas sendo discutidas no momento mas não queria deixá-lo sem resposta e não sabia quando poderia dar um retorno efetivo para ele. “ eu não posso prometer nada, mas eu vou tentar levar a sua sugestão que por sinal, é um pouco doida mas pode dar certo se bem planejada. ” se deixou levar pela lábia de juniper, mas ela também estava fora do seu chalé no horário. se qualquer um deles levasse aquela informação para uma figura mais importante, teriam que se explicar e ela não estava com tanta vontade assim. “ mykonos, hm? não é aquela ilha super jovem e onde ocorrem coisas que não deveriam? ” fazia tanto tempo que sawyer não tinha contato com o mundo exterior fora as missões que as únicas lembranças sobre o que sabia da grécia era o que havia visto na escola talvez. “ você é parecido com a sua mãe. e isso não é uma ofensa. ”
“ok! se está dizendo…” levantou as mãos em rendição, em seguida, dando de ombros. não era como se estivesse desesperado por uma resposta, mas era chato ficar às escuras. ao menos sabia que estavam conversando sobre isso e que, teoricamente, teria um pronunciamento. “foi ideia sua? eu não sou muito fã de lentilha, mas numa almondega até que ficou boa. achei bem vegetariano/vegano, vamos salvar o planeta! bem… militantes. quem diria que semideuses também poderiam ser tão militantes?”
talvez tivesse soado um pouco grosseira com o rapaz sem intenção, mas esperava que ele entendesse seu lado. “ minha ideia? oh, não, não. ” negou com a cabeça. ela nunca havia pensando naquilo mas considerou ser uma boa sugestão quando lhe foi apontada. “ creio que foi um dos filhos de dagda que me disse e levei até a reunião. e quem diria que semideuses são militantes, hm? ao menos temos que achar algo para lutar, além de monstros e evitar os apocalipses dos deuses. ”
“do you think I’m a joke?!” vociferou para a pessoa que treinava com ela e, por algum motivo, não parava de fazer perguntas inconvenientes. deveria ser uma maneira de a desconcentrar, mas isso só deixava suas mãos mais eletrizadas e os olhos de um azul mais frio. “para de perguntar se eu gosto da marvel! você acha que-” parou sua bronca quando, ao apontar para a pessoa, sem querer lançou um raio pequeno nela, a deixando imediatamente alarmada. “meus deuses! desculpa!” aproximou rapidamente, mas a descarga elétrica não tinha sido tão grave, só que isso não impediu a pessoa de levantar as pressas e dizer que não precisava de ajuda; que era melhor pararem de treinar. teagan não discutiu, só soltou os ombros, frustrada com seu breve descontrole. quando virou para ir até o seu chalé ou qualquer canto para ficar chateada ou coisa do gênero, deu de cara com a morena. “oh… oi. quanto tempo você está aí?”
estava agitada aquele dia e não entendia o porquê - visto que sua rotina tinha pouco se alterado mesmo após todos os acontecimentos. salém, o daemon companheiro, também parecia inquieto e sua mente se perdia nos pensamentos mais rasos com muita facilidade. estava passando perto do centro de treinamento quando viu a movimentação e e parou para prestar a atenção. talvez ela não devesse ter feito aquilo, mas se pegou encarando a situação. todos pareciam estar um pouco desconcertados recentemente. seus devaneios foram cortados quando ouviu a voz da menina. “ talvez tempo suficiente. ” não havia ouvido muito mas o necessário. não iria levar uma reclamação até o chalé principal. “ oi, teagan. está tudo bem? ” ela não era conselheira do chalé e tampouco precisava demonstrar qualquer tipo de apoio, mas ainda sim o fazia em empatia aos campistas. “ você quer dar uma voltinha? estou indo até a praia. ”
Após o ocorrido no festival Maddox estava determinado a reunir o maior número de informações possíveis, e isso significava ir atrás de pessoas que poderiam lhe ajudar como era o caso de Sawyer Broussard. “Por acaso já ouviu falar que a fofoca pela metade mata o fofoqueiro?”, questionou a semideusa quando ela lhe negou as informações sobre o que tinha acontecido na reunião dos senadores. “O que você quer que eu faça? Assine um termo de responsabilidade dizendo que vou manter em sigilo tudo que você me contar?”, Hughes sabia que não seria fácil arrancar as informações privilegiadas que a filha de Néftis possuía, mas ele estava disposto a tentar. “Sério mesmo que você acha que uma almôndega de lentilha vai ser capaz de fazer com que eu mude de ideia?“
tentou controlar a risada que quis escapar quando ouviu a réplica dele. não era uma fofoca se não haviam informações pela metade, não é mesmo? “ sim, eu ouvi sim. mas nesse caso, eu garanto que você vai ficar bem vivo, afinal, não temos nenhuma fofoca. ” negou com a cabeça. maddox podia usar todos os questionamentos e e artimanhas que ele possuía que nenhuma palavra mínima sobre a reunião sairia de seus lábios, pois havia se comprometido com o sigilo das informações trocadas entre eles. “ isso não é válido, já que eu mesma assinei esse termo e estaria o quebrando se lhe contasse sobre o que foi a reunião. ” tentava ser o mais neutra possível, até mesmo em suas expressões mas era impossível quando aquelas brincadeiras vinham tão facilmente. “ não sei. você já as experimentou? eu aposto que ao menos faz você considerar a ideia. ”
*ੈ✩‧₊˚ genevieve conhecia as regras. genevieve vivia, respirava e amava as regras. não tinha ninguém mais horny por regras que genevieve. mas genevieve também amava não morrer de ansiedade todos os dias. — meu cabelo está caindo, broussard. — dramatizou. — se você não me contar eu vou passar pra tortura. — deixou que o seu tom falasse por si, usando a sua altura para tentar intimidar a filha de néftis. — não estou acima de nada e você sabe bem disso.
“ genevieve, você não pode arrancar seus cabelos por isso! ” o tom de sua voz era preocupado. ela sabia que seriam as mais diversas reações após a reunião, mas ainda sim prezava pelo bem estar dos campistas. deu dois passos para trás com a ameaça dela, erguendo os braços em rendição. “ eu bem queria, ok? mas... eu não posso. não sem a autorização do senhor m. e você sabe. desculpa. ”
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“Bem, Bom Dia Sol!” disse após um longo suspiro saudando os primeiros raios de sol daquela manhã, em seguida pegou o seu cantil sorvendo um pouco do vinho branco que carregava consigo. “Aceita?” ofereceu no instante que percebeu a outra semideusa ali. “Nada como um dia após o outro, né? Assim como o sol renasce todas amanhã, podemos também renascer uma nova e melhor versão de nós todos os dias, isso não é incrível?”
talvez sawyer fosse uma das últimas pessoas que apesar de gostar de acordar cedo, odiava o sol. não os deuses dele, mas sim a claridade de vitalidade que davam as pessoas, quando com ela era diferente. usava um óculos de sol quando parou ao lado de luísa, com um sorriso divertido. “ bom dia, animadinha. ” olhou para o objeto que ela estendeu em sua direção e negou com a cabeça, demonstrando a xícara em mãos. se tivesse algum pote de ambrosia, ela teria dito sim na hora. “ obrigada, mas irei ficar apenas no café. lu, você por um acaso dormiu? e sim, que esplendido o sol, perde apenas para a escuridão da noite. ”
por que não?, haneul pensou dando de ombros. sempre gostou de cantar, mas nunca o fizera em qualquer lugar que não fosse seu quarto ou seu chuveiro. não tinha nada a perder mesmo, por isso, entrou no dueto de uma das músicas que mais ouvia em seu tempo livre. “city of stars, just one thing everybody wants…”, desviou o olhar de sawyer e caminhou até o banco de madeira, sentando perto dela. “… there in the bars and trough the smokescreen of the crowded restaurants… it’s love.” haneul mexia as pontas dos dedos nas coxas, como se estivesse tocando um piano imaginário. “yes, all we’re looking for is love from someone else” sorriu para sawyer a incentivando continuar e sentia seu rosto queimando por, provavelmente, estar vermelha como um pimentão.
musicais era um guilty pleasure qual sawyer não tinha vergonha em mostrar, à vezes. dependia muito do seu humor no momento, mas talvez o céu escuro a ajudasse na motivação para soltar a voz. quando a recém-chegada a acompanhou, abriu um sorriso, agradecendo mentalmente que não havia ficado abandonada naquele momento. “ a rush. a glance. a touch. a dance. ” usou uma entonação parecia da música para recitar as palavras, com um sorriso estampado no rosto. “ to look in somebody's eyes, to light up the skies, to open the world and send me reeling. ” imitou o gesto de haneul sobre o piano imaginário e fechou os olhos, se entrengando a estrofe. “ a voice that says: i'll be here, and you'll be alright . ”