o desespero de alejandro era quase paupável, talvez juniper pudesse de fato senti-lo se esticasse os dedos à frente do corpo do outro. e era o quanto aquele sentimento parecia claro como água, forte como um trovão, que levantava diversos questionamentos em sua mente. era exatamente para isso que juniper havia nascido, bem como todos os seus irmãos e irmãs que já existiram. era para causar aquele amor tão avassalador que faria o mais cruel dos homens clamar pela morte diante da possibilidade de viver sem eles. provavelmente, em algum canto do olimpo, sua mãe estaria assistindo e sorrindo de orelha a orelha, orgulhosa de juniper. em qualquer situação, ele faria qualquer coisa para ver a mãe orgulhosa, porque aquela era uma de suas coisas favoritas no mundo. mas ali, com os olhos fixos no rosto que conhecia tão bem quanto a palma de sua mão, juniper não sentia qualquer satisfação, não sentia qualquer orgulho. porque satisfazer sua mãe implicava diretamente em dar as costas. ou em realmente sacar a adaga novamente e acertá-la no coração de alejandro daquela vez, pela teatralidade de vê-lo morrer por amor, em suas mãos. juniper não era capaz daquilo, nunca seria. podia ser egocêntrico o quanto fosse, preferir salva sua própria pele em qualquer circunstância. inclusive, já tinha persuadido outro semideus a morrer no seu lugar porque jamais se sacrificaria por “um bem maior”, ele era um bem maior. mas nada disso valia quando alejandro estava na equação. naquele momento, era mais fácil e provável que juniper acertasse a adaga no próprio coração do que no outro. isso porque o que alejandro sentia naquele momento era recíproco. era o que tinha sentido quando ele disse que queria terminar e a sensação que ainda fazia morada em seu peito e perdurava ali porque temia quando achava que ele estava olhando demais para outra pessoa, quando saia em missão e não tinha como se comunicar. não sabia viver sem ele. e se fosse para ser assim, não queria nem mais viver. ━━ por que eu te daria tamanha misericórdia, alejandro? ━━ rebateu, mantendo o tom firme porque não queria vacilar na frente dele de novo. ━━ se fosse para escolher alguma coisa, eu te deixaria vivo e sofrendo por isso pelo resto da sua vida. adoraria te ver miserável. ━━ se fosse mesmo para escolher alguma coisa, de fato escolheria deixá-lo vivo. mas o resto era mentira. e ele saberia que era. saberia que juniper era sim cruel, mas não com ele. para ele, não havia nada além de seu amor. de todo amor que tinha em si.
a movimentação era quase por reflexo ao sentir os lábios dele contra sua bochecha: subindo a mão esquerda pela nuca do maior até que os dedos estivessem em seus cabelos, fechando-os em um punhado. juniper fechou os olhos quase imediatamente, tentando buscar forças em si. mas não encontrou, então acabou suspirando completamente rendido pela pergunta. não havia uma resposta na qual precisava pensar, desde que o conhecera não havia uma resposta certa para aquela pergunta, mas uma única resposta. no caso, negativa nem mesmo estava em pauta para ser analisada. o queria com todo o seu ser, cada célula sua chamava por ele. o queria tanto, tanto, tanto. e não era só fisicamente, por mais que o desejo o consumisse constantemente, como pólpova sendo engolida por uma chama. queria estar com ele e ser a pessoa em quem ele se apoiava, em quem confiava, com quem se sentia seguro. sabia que ele carregava um coração agitado em seu peito e queria cuidar dele, queria ajudar a cicatrizar suas feridas e enchê-lo de paz, de todas as coisas boas que podia ver naquele mundo maluco onde viviam. então, não havia como resistir. não havia como continuar bravo ou chateado. não tinha por que reconstruir as barreiras que estivera tentando derrubar há tanto tempo. se queria ser um certo tipo de pessoa para ele, precisava que tudo fosse recíproco. e era, sempre fora. ━━ eu quero. ━━ confessou por fim, a voz trêmula porque alejandro o desestabilizava facilmente apenas com a voz. ━━ quero você. quero transar com você. quero esse maldito sorvete. eu quero tudo! ━━ resmungou, manhoso e choroso também. mas tinha soltado os cabelos dele e afastando-se o bastante para que pudesse pontuar cada frase com um soco das mãoszinhas fechadas contra o peito dele, só porque precisava liberar a frustração de alguma maneira e não queria mais puxar lâminas.
mas o problema é que alejandro não facilitava muito as coisas. ━━ como é que você pode sequer imaginar que eu vou ficar melhor se você for embora?! ━━ perguntou, beirando a incredulidade total do que tinha ouvido. tudo bem, juniper estava ciente que tinha começado, que tinha sido ele a dizer que deveriam terminar. mas como ele podia imaginar que tinha dito aquilo porque ficaria melhor sem ele? depois de tudo o que tinham vivído? ━━ eu não vou ficar nem “bem” se você for… quem dirá “melhor”, deixa de ser ridículo! ━━ e ali estava ele se contendo para não voltar a bater no maior, mas agora com mais força, desejando que aquilo fizesse algum senso entrar naquela cabecinha de vento. e depois de despejar tudo o que estivera segurando por tanto tempo, a última coisa que esperava receber em troca era aquilo. de novo, ali estava alejandro o desestabilizando, fazendo o chão sob seus pés parecer areia movediça em vez de terra firme. juniper hesitou, abrindo e fechando a boca como um peixe fora d'água sem que conseguisse pensar em nada para dizer. especialmente quando ele sorria daquela maneira enquanto chorava. pelos deuses, aquele maldito sorriso retangular tão ridiculamente charmoso. também estava se sentindo idiota. como pudera sequer considerar dizer o que tinha dito? como pudera imaginar, mesmo que por um segundo de loucura, que era a coisa certa a fazer? agradeceria a todos os deuses se fosse necessário, por alejandro ter insistido em vez de simplesmente concordar com sua ideia estúpida.
porque aquilo era tudo o que juniper sempre quis. a intensidade que alejandro carregava, a força que ele era. e como ele convertia aquilo em amor. como se importava e cuidava de juniper. a maneira que o adorava como se fosse uma divindade e não só mais um semideus entre tantos naquele acampamento. nunca tivera medo de nada daquilo, de nada do que as pessoas diziam dele por ser filho de quem era. porque o amor dele, do jeito que era, era perfeito para si. era o que fazia se sentir confiante e seguro para se jogar de um penhasco, de cabeça, e entregar o que tinha de mais precioso em si. de mais poderoso em si. o que sempre tinha sido dele. mesmo que tivesse dito em tom brincalhão mais cedo, não duvidava que tinha, de fato, sido feito sob medida para ele. ou que já tinham se encontrado em outras vidas e estavam destinados a se encontrarem naquela também. com a testa dele na sua, os olhos baixos para o ponto em que suas mãos agora seguravam a frente da jaqueta dele como se disso dependesse sua vida ao que as lágrimas grossas seguiam rolando silenciosamente por seu rosto, escutou tudo com atenção, balançando a cabeça em confirmação. ficaria, porque era o que fazia. ele ficava com alejandro e por alejandro. porque o amava. e o amava tanto que doía, que era insuportável e descabido. que era difícil de mensurar. e ver todas aquelas memórias enchendo sua mente, se misturando com as suas e fazendo todas as coisas se encaixarem como se fosse um quebra-cabeça só reforçava que seu encontro não tinha sido por acaso. amor era sorte na maioria das vezes. era um milagre que duas pessoas se amassem da mesma maneira ao mesmo tempo. mas entre os dois não era sorte, não era milagre. era algo maior, era mais forte e, o mais importante, era indestrutível. juniper continuava derramando lágrimas, mas não havia nada além de sentimentos bons, das lembranças tão bonitas, de todo carinho que as adornava, de como até as brigas e as noites inconsoláveis que compartilharam mesmo à distância pareciam preciosas.
a voz dele o puxava de volta à realidade, mas ainda parecia um sonho. um sonho do qual não queria acordar nunca mais, porque era tão bom. era bom tê-lo tão perto, sentir as mãos dele em sua pele, ter o calor dele incendiando-o de dentro para fora, fazendo com que cada nervo seu se tornasse um fio desencapado, pronto para explodir nas chamas. por conta do toque em seus lábios, juniper abriu os olhos e passou a sustentar o olhar do maior, observando-o com atenção, perdendo-se nos olhos tão bonitos por algum tempo, porque o olhar escorregava para os lábios dele, para a maneira como mexiam enquanto ele falava e era inevitável querer beijá-lo de novo. e ouvi-lo mencionar o beijo de mais cedo fazia um arrepio que não tinha nada a ver com a temperatura subir pela espinha, porque queria mais. queria de novo. aos poucos, a atenção ia se perdendo, acompanhando o caminho que as mãos dele fazia em seu corpo e ser puxado para ainda mais perto acabou lhe arrancando um suspiro manhoso. mas não tinha perdido nenhuma palavra. tinha bebido todas como se fosse a água de um oasis no meio do deserto; com tanto desejo que chegava a ser pecaminoso. mas não era. não havia nada de errado no quanto o desejava. no quanto o amava. no quanto se sentia bem com ele, e seguro.
por mais que pudesse apenas se deixar derreter entre os braços do outro, juniper subiu as mãos para seu rosto, segurou-o entre as duas mãos e obrigou-o a olhá-lo, a sustentar seu olhar marejado. ━━ me promete que vai ser sempre assim. ━━ pediu, baixinho e com a voz completamente embargada pelo choro, mas ainda assim era firme e decidido. ━━ me prometa que vai me amar desse jeito até seu último suspiro. eu preciso que seja assim, que você me ame ardorosamente para sempre. ━━ e não era exagero. tanto que estava desesperado para se fazer entender e afundava um tantinho as unhas curtas na carne do outro enquanto falava, sem perceber. ━━ eu te amo, alejandro. eu te amo tanto! eu sou completamente e irrevogavelmente maluco por você. e eu vou te amar com tudo o que eu tenho em mim, pelo resto da minha vida. todo o meu amor é seu e vai ser sempre seu. e eu não tenho autocontrole quando se trata de amor e é por isso que eu preciso que seja sempre desse jeito, sempre intenso. e maluco também, tudo bem, eu não me importo! ━━ era a sua vez de rir por entre o choro. então, moveu as mãos para que pudesse abraçá-lo pelos ombros, aproximando o rosto do dele novamente, até que seus lábios estivesse roçando novamente. ━━ me prometa isso. sela com beijo na minha boca - porque eu tô morrendo de vontade de te beijar de novo - e não vai ter deus em qualquer céu ou terra que vai me separar de você.
apesar da reputação dos filhos de loki os perseguirem nunca houve uma tentativa para muda-la porque no final das contas havia muito do deus no filhos, aquela parte caótica e intensa onde nunca havia um meio termo, era tudo ou nada, e juniper era tudo pra alejandro, era por isso que se encontrava naquele estado catatônico, implorando pra que ele ficasse entretanto aquela era a parte que diferenciava o filho do pai, loki jamais se colocaria no papel de amar mais outra pessoa do que si mesmo, ele também jamais admitiria almejar o amor ou se dedicar a ele, talvez parte dele pudesse se sentir inveja do filho, por ele ter coragem de viver o que ele não conseguiu, parte dele talvez achasse toda a cena patética. no final nada importava pra alejandro além do homem a sua frente, todo o orgulho que carregava não existia quando se tratava de juniper porque não sabia viver sem ele. e se fosse para ser assim, não queria nem mais viver. as palavras rebatidas deveriam afundar como laminas, mas conhecia demais o filho de afrodite pra entender nas entrelinhas e era por isso que em meio a tudo acabou rindo. ❪ você não suportaria me ver miserável… ❫ podia soar atrevido ao dizer aquilo, talvez realmente fosse, as vezes alejandro gostava de puxar a corda no limite. alejandro se lembrava bem como juniper ficava quando estava mal, ele acabava ficando mal junto, como se estivessem ligados de alguma forma ou ao menos o sentimento era completamente reciproco, porque alejandro também se via definhando só de pensar em juniper em uma situação ruim, era por isso também que o que sentiam agora era tão intenso, eles podiam sentir o outro, exponenciando a dor até que eles se lembrasse que só havia uma solução, ficarem juntos, necessitando um do outro como se fizessem parte da mesma equação, juniper era a única coisa que acalmaria seu corpo, mente e coração e sabia que era o mesmo pra ele, como se fossem algum tipo de catalizador, um para o outro, um pelo outro, um do outro. ❪ mas se ficar longe de mim é isso que vai acontecer… a nós dois… ❫ o alertou em um lembrete. talvez aquela fosse a ideia de amor descrito pelos deuses, aquele em que se tornavam apenas um, porque alejandro não podia ver sua vida sem juniper e juniper não podia ver sua vida sem alejandro.
um suspiro o deixou os labios ao sentir a mão se fechando entre as madeixas, o toque áspero e desesperado, como se pudesse desmoronar o fazia sentir arrepios na espinha ao notar mais uma vez que até seus corpos se sentiam da mesma forma. podia sentir o quanto juniper o desejava porque o mesmo sentimento queimava em seu peito, o engolindo até que não sobrasse mais nada além dele. eu quero. alejandro estremeceu assim como a voz de juniper, o apertando mais contra si, os dedos se fechando na pele macia querendo de alguma forma se afogar nela, entre o desejo de que se fundissem de alguma forma e ele não precisasse mais ser atormentado pela possibilidade de viver sem ele. outro riso deixou alejandro em pura adoração, pela confissão ouvida e pelo tom manhoso do namorado, ignorando completamente os socos que recebia no peito, se aquilo o ajudaria a se sentir melhor então não se importava nem um pouco, olharia a vermelhidão e roxos com devoção por saber que as coisas tinham se resolvido entre eles. então quando o sentiu mais calmo agarrou os pulsos puxando as mãozinhas até seus labios depositando beijos ali, entre cada um dos dedos e poderia fazer isso por juniper todo, queria beija-lo inteirinho só pra que ele entendesse o quanto o amava, amava cada átomo que formava aquele homem, seu homem, os labios se curavam em um sorriso largo entre a constatação daquilo mais uma vez então deixou os pulsos pra segurar o rosto pequeno entre as mãos grandes, ficou um tempo apenas admirando aquele detalhe, como juniper se encaixar entre seus dedos, como ele era adorável e fodidamente lindo. queria se ajoelhar, queria adorar juniper como se ele fosse sua salvação, fazer os deuses invejar o quanto era devoto. ❪ eu também, quero tudo, porra! eu quero tanto tudo com você, não só sorvete e transar, quero todas as coisas que não fizemos e repetir todas que já fizemos, eu só quero você e tudo com você. ❫ disse cada palavra entre beijinhos, selares rápidos nos labios macios e cheios, tentando não apenas toma-los como seus como se eles fossem água e estivesse com morrendo de sede.
❪ mas você me mandou embora! ❫ retrucou entre um tom que beirava apenas a pura pirraça. ❪ foi muito difícil pra não te dar ouvidos sabia? vocês sabe o quanto eu amo fazer tudo que você manda. ❫ se permitiu ser um pouco mais leve entre a provocação, um sorriso sacana brincando nos labios antes de acrescentar em um sussurrou. ❪ por favor não peça mais esse tipo de coisa. ❫ era um pedido quase em vão, sabia disso, sabia que eventualmente poderiam acabar brigando de novo, sabia que juniper poderia perder a cabeça e querer que sumisse da sua frente mas também sabia que nunca daria ouvidos a ele, sempre se resolveriam não é? ❪ então… eu vou ficar bem pertinho de você pra você ficar bem, o que achar? ❫ sugeriu se permitindo afundando na curva do pescoço do menor, tentando se perder em tudo que era juniper, arrastando o nariz pela pele apenas pra sentir o perfume e tentar faze-lo se impregnar em si, sabendo que na verdade estava o banhando com suas lagrimas que ainda insistiam em cair. ❪ juni… eu não quero que a gente se separe nunca mais… ❫ murmurou baixinho ainda rente a pele. então beijou o rosto molhado, tentou secar as lagrimas com os próprios labios mesmo que entendesse o porque delas, mesmo que fosse inútil quando ele mesmo ainda chorava em meio a tudo. seus sentimentos por juniper sempre eram aquele mar de tempestade intensa, transbordado de alguma forma, as vezes pelo simples medo de perde-lo, as vezes por pura adoração e gratidão por tê-lo em sua vida, as vezes esse mar o engolia só para lembra-lo da profundidade que não tinha como ser medida. alejandro sorriu, em meio aos feitos que via causar no menor, adorava isso, como mesmo que ele não disse nada seu corpo o entregava, queria fazê-lo sentir mais, queria deixa-lo em extasse e enche-lo de prazer, queria de fato adorar cada pedacinho de juniper, queria ser pra ele algum tipo de fiel devoto, queria ser o único a conhecer cada um dos pontos de prazer, queria ser aquele que o tinha de corpo, alma e coração, queria que ele fosse seu tanto quanto era dele. alejandro então mordeu o lábio inferior ao ter o rosto agarrado e escutou com cuidado os pedidos. ar unhas na pele causavam um ardor mas ele nem se comparava com o que sentia em seu peito. juniper era como algum tipo de combustível ou simplesmente a definição da vida, o fazia se sentir em algum estado de estase. ❪ bom eu também sou completamente e irrevogavelmente maluco por você. ❫ riu meio bobo. estava um tanto perdido entre os sentimentos, emocionado e feliz, absurdamente feliz.
eu prometo. ele não disse, mas selou a promessa com o beijo, com a mesma vontade enlouquecedora que o menor tinha. selou os labios e não se demorou em invadi-los, queria beija-lo com intensidade, explora-lo com a língua como quem sabia exatamente o caminho mas era fascinado por ele, como se precisasse daquilo pra se manter vivo, como se a boca de juniper fosse a água pra matar sua sede. o apertou um pouco mais em volta dos braços, o envolvendo a cintura e o puxando contra si. tinha quase se arrependido também de terem saído do chalé aquela altura. mas também não conseguia pensar direito, até mesmo os planos de irem pra sorveteria tinham sumido naquele instante e só conseguia agora manter o foco em beija-lo, em toca-lo e naquela maldita vontade de fode-lo ali mesmo. os braços se afrouxaram do aperto só pra deslizar uma das mãos pra debaixo da blusa, o dedilhando as costas de baixo pra cima até tocar a nuca e a outra foi pelo caminho inverso o apertando uma das bandas da bunda mais uma fez, só porque adorava como se encaixava bem entre seus dedos, como era firme e macio e como juniper se derretia quando os segurava firme daquele jeito. parou só um pouquinho de brincar com a língua em sua boca pra sugar o lábio inferior entre um sorriso sacana que logo em seguida veio acompanhado de beijinhos, selares castos que não condiziam em nada com as atitudes até o momento. selares que foram deixando os labios pra tomar o rosto e então o pescoço, em algum momento deixando de serem tão inocentes e se tornando chupões e mordidas, sequer se importou em marca-lo, talvez até quisesse só pra que todo mundo soubesse que ele era seu, ou talvez só adorasse escutar os suspiros do menor quando era um pouco mais bruto mas gostava mais de abafa-los entre os beijos e por isso não demorou a voltar aos labios, primeiro o mordendo o lábio inferior e então aprofundando o beijo mais uma vez, sem qualquer paciência pra não ir com sede ao pote. estava a tempo tempo sem tê-lo daquela forma que era quase impossível parar, porque querer era difícil tanto quanto pensar naquele momento mas ainda precisava de ar e por isso se afastou ofegante, batimentos cardíacos e respiração descompensada, completamente bagunçado e vermelho.
❪ eu não quero ser seu namorado. ❫ acabou soltando entre um murmúrio fraco e falho pela voz, estava meio zonzo e sorrindo tão apaixonado que não fazia sentido a interpretação mas era só porque os planos em sua cabeça tinha mudado. ❪ casa comigo! ❫ pediu como se não fosse nada demais ou como se já tivesse aqueles pensamentos a muito tempo rondando a cabeça. ainda que alejandro nunca tivesse se apegado demais a ideia, já que sua mãe nunca casou, seu pai também nunca fizera questão de tal assim como a maioria dos deuses, a questão era que nenhum deles nunca foi apaixonada por alguém como alejandro era de juniper. ❪ a gente quer ficar juntos pra sempre não é? a gente disse que vai se amar pro resto da vida e ser pra sempre um do outro então porque a gente não se casa? ❫ soava um pouco logico pra si mas também precisava fazer aquilo do jeito certo. se soltou de juniper pra fazer o clássico, se ajoelhar na frente dele. ❪ eu compro a aliança depois mas… ❫ ergueu ambas as mãos como se segurasse um anel e projetou entre os dedos a imagem de um, a pedra refletiam tons de azul e marrom assim como os olhos heterocromáticos de juniper em que alejandro era tão apaixonado. ❪ juniper… song junwoo… ❫ riu baixinho ao falar o nome completo e coreano do mesmo, geralmente quando juniper o chamava pelo seu nome completo sempre soava como se ele estivesse bravo mas a situação agora era diferente. ❪ marry me! ❫ ele não tava pedindo, tava implorando, como se só fosse o certo a ser feito. ❪ eu prometo que vou te amar com tudo o que eu tenho em mim, pelo resto da minha vida. todo o meu amor é seu e vai ser sempre seu. ❫ repetiu as palavras do outro como se fossem algum tipo de voto. ❪ eu não imagino minha vida sem você… e eu não quero uma vida sem você… eu também nunca me senti tão certo sobre ninguém… eu sempre quis você, eu quero você e sempre vou querer você todos os dias… intenso e maluco também. ❫ acabou rindo porque a definição de juniper sobre a forma que se amavam era exatamente aquela, fora do controle, os consumindo completamente e irrevogavelmente. ❪ me deixa fazer de você minha religião e te adorar como se minha vida dependesse disso… como se minha existência fosse só pra isso… ser seu. ❫