We were young and drinking in the park || Sam e Alanna
Depois de trĂȘs telefonemas e dezenas de mensagens, Alanna enfim decidiu atender seus pais. A conversa nĂŁo havia sido tĂŁo amigĂĄvel quanto poderia, mas quem estava surpreso com aquilo? Obviamente, ela nĂŁo estava. A maior surpresa era o fato de eles conseguirem fazer contato. Quando ela havia fugido, achou ter a certeza de que nunca mais ouviria o tom reprovador do pai. Respirou fundo e terminou a chamada, saindo de casa e indo ao melhor tipo de terapia que conhecia: Compras. CosmĂ©ticos, roupas e sapatos. Tudo o que uma garota tinha direito e que servia como motivo para o sorriso que a loira esboçava.Â
Olhou no relĂłgio surpresa ao notar que jĂĄ havia passado uma hora desde a compra do primeiro sapato, que por incrĂvel que pareça, ela jĂĄ estava vestindo. O batom recĂ©m comprado dava um tom um pouco mais rosa para os lĂĄbios da garota, que pouco de importava de jĂĄ estar usando os itens novos.Â
JĂĄ havia discado o numero do tĂĄxi duas vezes e devido Ă demora, decidiu ir andando, imaginando que talvez encontrasse uma loja nova pelo caminho. Algo nĂŁo tĂŁo difĂcil assim, considerando que fazia algum tempo que Alanna nĂŁo ia Ă s compras. Mas ao invĂ©s de uma loja, a loira avistou um garoto ĂĄ distĂąncia. Sabia exatamente que era o mesmo garoto com quem ela havia falado sobre pizza e bordĂ©is, entĂŁo decidiu dar um rumo diferente para seu passeio. Irrita-lo parecia uma tarefa tĂŁo divertida quanto as compras. Surpreendeu-se ao se aproximar e notar que ele estava bebendo. Pelo que havia conhecido, ele poderia ser tudo, mas âalcoĂłlatra' nĂŁo estava na lista. Assim que estava prĂłxima o suficiente para sentir o cheiro do ĂĄlcool, cruzou os braços e o olhou, controlando-se para nĂŁo rir âAchei que nĂŁo bebesse, Sammyâ
Quando a moça loira se aproximou ele se arrependeu do primeiro ao Ășltimo segundo em que decidiu ficar por ali, era melhor ter voltado para seu quarto na repĂșblica, e porque ele nĂŁo tinha voltado? Pelo jeito ele nĂŁo era tĂŁo inteligente quanto se esforçava para ser, talvez aquela nota trĂȘs fosse merecida atĂ©. "Escuta, eu nĂŁo estou nem um pouco bem" respondeu Ă garota com grosseria. "E meu nome nĂŁo Ă© Sammy, nĂŁo me chame disso novamente" complementou de maneira seca e rĂĄpida. Amassou a primeira lata com as prĂłprias mĂŁos e jogou longe com raiva, se fosse em uma ocasiĂŁo normal ele guardaria na sacola plĂĄstica pra jogar no lixo depois. NĂŁo. Se fosse numa situação normal ele nem estaria bebendo.
"E se eu quiser beber agora? Algum problema com isso?" Indagou com sua estupidez nĂŁo tĂŁo habitual, mas a garota o irritava desde aquele caso em que ele sĂł queria uma pizza e ficou com fome porque ela começou a falar de bordeis. "Da Ășltima vez eu fiquei com fome por sua causa, me deixe beber quieto." sugeriu sem a mĂnima educação. Era realmente um pĂ©ssimo dia, Sam estava transgredindo as prĂłprias regras, sem falar que aquele "3" em sua mĂ©dia ainda martelava em sua mente. 'Deveria desistir dessa merda, nem estudando consigo fazer alguma coisa certa.' pensava e remoĂa esta frase com raiva.









