nĂŁo Ă© o tempo que me esgota. Ă© atravessar os dias sem que nenhum deles me atravesse de volta.
eu sigo em movimento, respiro, respondo, continuo â mas por dentro existe um quarto vazio onde nada floresce, onde atĂ© a esperança aprende a falar baixo.
Ă s vezes penso que nĂŁo estou exatamente vivendo, sĂł adiando um silĂȘncio maior.
porque o corpo continua por håbito, mas o sentido⊠o sentido se perdeu em algum ponto do caminho e não deixou rastro.
e o mais devastador nĂŁo Ă© a dor. Ă© essa calma estranha de quem jĂĄ se acostumou a nĂŁo encontrar nada.
romantista.

















