// CONHEÇA AMELIA BAPTISTA MAIA ALVES, UM UNIVERSITÁRIA DE 19 ANOS, MORADORA DA BARRA DA TIJUCA, NO RIO DE JANEIRO.
Dizem que LIA se parece muito com Annasophia Robb, mas a gente acha que é recalque! Se eu fosse você já corria pra SEGUIR NO TUMBLR E NO TWITTER, mas antes pode ficar à vontade pra dar uma olhada no nosso 411:
CONTA PRA GENTE, QUAL SEU JEITINHO?
Cara, acho que já passei tanto tempo da minha vida no mar que acabei levando um pouco dele pra mim, sacou? Você vê, parece calmo, mas bem lá no fundo tem uma onda se formando que arrastaria tudo o que visse pela frente. É poético, assim, na teoria, mas na prática é uma merda.
Sou uma pessoa tranquila, desencanada. Levo tudo na boa, mesmo que tenha sempre uma ironia no que eu falo, mas meus insultos são sempre entre amigos e nas brincadeiras. Se você não mexer comigo, não vou mexer com você, falou? Mas não suporto preconceito e julgamento. Se a pessoa é como é, faz o que ela faz, não incomoda ninguém, deixa ela, cara! Pra quê criar problema?
Eu tenho uma puta mania de pensar demais, sobre tudo. Na moral, se uma vírgula do que você falou teve uma intenção diferente, minha cabeça já vai começar a criar caô. Não posso evitar. Acho que é porque eu quero tudo muito intenso, sabe? E, sei lá, acabo esperando isso das outras pessoas. Sempre acho que tem alguma coisa a mais, mas na maioria das vezes é aquilo que aparenta ser e ponto final. Meu pai me fala sempre, eu tenho que aprender a simplificar as coisas, ser mais pé no chão. Eu tento, né…
É no surf que eu consigo me acalmar, sabe? Acho uma paz que não acho em mais lugar nenhum e… Mas, espera, você não perguntou sobre isso. Como eu sou? Ah, velho, pra saber de verdade é só convivendo comigo mesmo.
TÁ, MAS FALA AI, QUAL É A TUA HISTÓRIA DE VIDA.
Por onde começar? Pô, Lia, pelo começo, óbvio.
Nasci no Nordeste, mas vim pro Rio bem pequenininha. Os meus avós moram aqui, e na cidade que a gente ‘tava não tinha muito mercado para a minha mãe, que é engenheira. Aí, no final, meus pais se mudaram. Sei lá se isso é verdade, né, eu nem me entendia por gente ainda. Mas mesmo hoje eu vou pra lá nas férias e pego onda com o pessoal, que é gente finíssima. Enfim, como eu disse, minha mãe é engenheira, então ela sempre foi bastante ausente porque se dedicava muito ao seu trabalho. Mas, mãe, sem ressentimentos! Já entendo bastante da vida pra saber que ela não tem culpa nenhuma.
De qualquer jeito, isso me fez crescer muito próxima do meu pai, que é artista. Pô, mas o que ele faz para viver? Caralho meu, que ódio que me dá quando as pessoas perguntam isso. Ele é artista, porra! Não tão anormal assim alguém viver fazendo alguma coisa que gosta. Pretendo fazer isso também. Digo, não ser artista – meus dotes são desenhos na parte de trás do caderno da escola e olhe lá! – mas, sim, fazer alguma coisa que eu gosto.
Quero ser surfista… Bem, tecnicamente, eu já sou, mas surfista profissional. Tipo uma versão feminina do Gabriel Medina, ganhando campeonatos e tudo o mais para viver, sacou? Meu amor por isso acho que começou antes mesmo de eu aprender a ler e escrever, cara. Mesmo criança eu ficava debruçada naquela janela do apartamento que eu ainda vivo, olhando o mar da Praia da Barra. Aposto que mesmo antes, no Nordeste, eu já sentia conexão com a água. Velho, a imensidão daquele horizonte me fascinava tanto quando aquelas pessoas que pareciam andar de skate em cima das ondas. Lembro de um dia meu pai chegar em casa com uma prancha, falando que ia me ensinar, já que ele mesmo era um daqueles “skatistas”. Admito, não lembro de memória mais feliz que essa aí.
Minha mãe nunca apoiou muito essa parada toda. Ela acha que eu vou acabar sem poder pagar as minhas contas e ficar dependente de um velho abusivo rico – mais ou menos a história da minha avó, mas isso fica para outra hora. Enfim, quando ela viu que eu ‘tava considerando fazer isso pra viver, ela começou a criar caô. Falar que eu tinha que ter alguma graduação e essas paradas todas se não eu não ia ser ninguém na vida. Foda ouvir isso da mãe da gente, né? Mas, po, não discuti com a velha não. Fiz um acordo com ela e ficou tudo sussa. Se eu tentasse uma faculdade, ela não ia impedir de eu tentar seguir carreira como surfista. E cá estou eu. Decidi fazer filosofia, exatas nem pensar. Não era muito bem o que ela queria, mas, po, pelo menos posso surfar sossegada agora – e, cá entre nós, essas festas da faculdade não são nada ruins, né?!
Po velho, nem sei se deu pra notar, mas meu lugar favorito é a praia. Acho que além disso, adoro dá uns rolê pelas pistas de skate da vida, ou só sair com o pessoal pra conversar e fazer merda. Não sou a pessoa mais festeira do mundo, ainda mais quando é alguma coisa chic, com frescura, mas curto uma noitada. Festa pra mim é aquela improvisada em garagem, ou uma fogueira na praia, junto com um pessoalzinho maneiro. Com gente se divertindo mesmo, tá ligado? Sem aquelas pessoas julgando o que você tá vestindo ou o seu sobrenome, só se preocupando em estar feliz e tal.
Olha cara… Sou escorpiana, sabe? Em geral, sou uma pessoa bem liberal. Bem… Leve isso para todos os sentidos. Pra mim tanto faz se é homem, mulher, negro, branco, alto, baixo. Se é tranquilo, se é gente boa e bonita, pra quê criar caô? Também sou contra frescura. Nada disso de cu doce, quer dar, dá, porra! Curto muito inovar na hora e… vale falar que tenho um fetiche por costas? Você está propenso a sair com alguns arranhões. Acho que, cara, fora isso tudo o que eu tenho para falar é: só experimentando para saber.
Sabe aquilo ali em cima de “sem ressentimentos, mãe”? Mentira deslavada. Por mais que tente convencer a si mesma que sim, Lia nunca superou a falta de atenção que a mulher lhe proporcionava. Por isso, quando estava no início de sua adolescência, furtava e cometia pequenos delitos para chamar a atenção dela. Isso acabou se tornando algo compulsivo, até que a garota foi detida. Se safou com um suborno ao policial, mas desde então tem tentado controlar isso ao máximo.
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