don't go all soft on me, don't come across for me.
â RIVER KING. 26 anos de idade, em Valletta hĂĄ seis meses. Ă natural de Sydney, AustrĂĄlia. EspontĂąnea, topa tudo. VocĂȘ pode encontrĂĄ-la trabalhando como bartender no Borealis, ou andando sem rumo afim de encontrar algo interessante para fazer durante o dia. boatos que ela nĂŁo dorme nunca.
biografia.
River nasceu em 1993, filha de Anthony King e Rebecca Miller. A famĂlia do pai sempre teve o dedo sujo metido com a polĂtica do Estado e, como esperado, Anthony seguiu a mesma carreira â sendo muito bom nisso. Bom atĂ© demais. Seu charme vencia a todos e ajudava a esconder o quĂŁo mal carĂĄter era por trĂĄs. Enquanto isso, do outro lado do paĂs, viviam os Miller. Rebecca lutou para conseguir tudo o que tem na vida, ascendendo como uma das jovens atrizes mais promissoras da Ășltima dĂ©cada... Isso atĂ© conhecer seu futuro marido e cair em sua ladainha.Â
Dizer que sua vida se tornou um inferno seria suavizar a realidade. Anthony conseguiu com que ela desistisse de seus sonhos, se afastasse da famĂlia e vivesse como trophy wife, sendo muito carismĂĄtica e bem educada, eventualmente dando a Anthony uma filha. O nome era para um garoto, que todos torciam para que nascesse, sendo esta sĂł a primeira decepção causada pela menina.Â
Crescendo, River recebeu de tudo o melhor. Estudou nas melhores escolas, tinha os melhores tutores, atĂ© aulas de comportamento, piano, canto e eloquĂȘncia ela teve: tudo devidamente ignorado. Detestava as regras que lhe eram impostas, detestava ser obrigada a fazer o que nĂŁo queria, detestava ser tratada como boneca e detestava a falta de pulso da mĂŁe pois, via, sim, tudo pelo qual a mulher passava com Anthony e quanto mais velha ia ficando, mais se irritada por Rebecca nĂŁo se impor.Â
Embora nĂŁo precisasse, ela começou a trabalhar com 14 anos, escondida. Foi babĂĄ de crianças, de gatos, de cachorros, atĂ© de uma iguana uma vez. Cuidou de um quiosque de sorvetes (que era fronte para vendas bastante ilĂcitas), ensinava crianças a andarem de patins na orla por $5, oferecia seus conhecimentos Ă turistas perdidos e seu Ășltimo bico foi como ajudante de palco de um mĂĄgico amigo seu. Nessa Ă©poca, com 18 anos, conheceu um ex-radialista que adorou sua voz (quem sabe por culpa das aulas quando mais nova) e lhe ofereceu o primeiro emprego fixo da sua vida: apresentar o programa de podcast junto a ele, que procurava por uma voz jovem e em contato com a vida real dos adolescentes de Sydney.Â
Como apresentadora, River usava outro nome. Se sua famĂlia sonhasse que ela tinha uma vida fora de seu quarto, poderia enfrentar consequĂȘncias quais perturbariam seu status de tranquilidade (outra forma de dizer que era ignorada por Anthony desde que ele desistiu de tentar lhe moldar) em casa, algo que nĂŁo aceitaria. Conseguiu equilibrar o podcast e se formar, mentindo para os pais a respeito da universidade e saindo da King Manor pouco antes de seus 19 anos.Â
A vida sozinha se mostrou pouco distinta da anterior. UsufruĂa do dinheiro da famĂlia, que era para seu ensino superior, torrando tudo em festas com desconhecidos e drogas recreativas. Tem uma pĂ©ssima memĂłria dos primeiros anos da sua segunda dĂ©cada de vida, mas lembra de ter se apaixonado. Perdidamente. E isso lhe custou muito mais do que um dia imaginaria ser possĂvel, cabĂvel, real. Age como se nĂŁo se lembrasse, porque assim dĂłi menos.
Eventualmente a reviravolta chegou e sua popularidade explodiu ao ponto em que permanecer escondida foi impossĂvel. Aos 23 anos, o programa estava no ĂĄpice e as divulgaçÔes pesadas colocaram sua imagem em todo canto da internet. Junto a isso, veio uma investigação minuciosa em cima de Anthony que, apĂłs alguns meses sob olhar da justiça, foi preso por crimes os quais River sequer sabia existirem. Foi a primeira vez que viu sua mĂŁe em paz, e o aumento da distĂąncia entre ela e a figura paterna diminuiu sua distĂąncia com Rebecca.
No entanto, estĂĄ longe de se importar o bastante a ponto de querer curar seu relacionamento com a mĂŁe (ou a irmĂŁ mais nova, Amy), e, para variar, pouco mudou no seu dia a dia.Â
Exausta disso, tomou o caminho menos saudĂĄvel possĂvel em ordem de causar rebuliço em sua vida: anunciou, um dia qualquer, que estaria deixando o podcast, com a desculpa de que alguĂ©m mais novo deveria tomar seu lugar e manter vivo o espĂrito do conceito criado pelo seu idealizador. Foi um choque, mas nada que acabasse o mundo de ninguĂ©m. Exceto, talvez, o de River.Â
Convencida que ficar parada nĂŁo lhe faz bem, decidiu sair do paĂs e buscar algo que lhe inspirasse. Soube de Malta por sugestĂŁo de conhecidos e se mudou para Valletta hĂĄ seis meses. EstĂĄ completando um mĂȘs como bartender do Borealis e pensa, de vez em quando, se nĂŁo deve sair da sua posição. Tem, contudo, uma vida social bastante ativa e esta diminui sua necessidade de estraçalhar qualquer coisa que dĂȘ o menor sinal de estabilidade aos seus dias.














