Oliver estava empolgado jogando world of warcraft, um mmo de fantasia. Seus olhos brilhavam em excitação, porém a internet de altamont não colaborava muito na sua desenvoltura. “NÃOO” gritou em seu dormitório ao receber um golpe de um player que entrava no campo de seu elfo noturno “kd vc ajudando os amigo” o balão da mensagem subiu durante a batalha, os skills de Lucky - péssimo nome inclusive, Britney Spears não inspirava sorte - caindo consideravelmente a cada bug que o jogo dava pela internet travar. Quando seu elfo foi jogado no chão e o adobe flash congelou Vee bufou com força, abrindo o app o discord do celular. "vsf, que lixo de internet. eu to sendo pisado. P-I-S-A-D-O!” @reggics
Faltava pouquíssimo para que Reggie desistisse de tentar fazer qualquer coisa decente naquele jogo de merda, socava a mesa a cada cinco segundos e precisava tomar tempo e respirar fundo cada dez segundos que se passavam. “Porra!”, choramingou em um tom alto. Certamente, sua colega de quarto não acharia nada inspirador seu nervosismo todo, mas ainda assim, ela entenderia. TINHA que entender, era um caso de vida ou morte. Ainda assim, a mensagem recebida foi o suficiente para lhe ganhar um sorriso. “que merda”, digitou rapidamente em resposta. Rápido até demais. O suficiente para seu pc desistir de uma performance decente e se entregar. “lagou real, que jogo lixo, puta merda”, tornou a digitar e enviar a mensagem. “minha internet fica caindo, tão me pisando bonito”, em seguida, explicou-se. Ela não sabia se havia relação com a rede de internet e com a performance do computador, mas o dia ia de muito ruim à péssimo.
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Ligeiramente surpresa — e até mesmo espantada — assistiu a garota fazer exatamente o que tinha dito. Exatamente. Confiava em seu potencial para convencê-la a entregar a prova, é claro, porém jamais imaginou que seria tão rápido. Observando-a com mais atenção, não sabia dizer se deveria considerá-la estranha ou adorável, mas, certamente, ela era engraçada o suficiente para Hailee flagrar-se sorrindo enquanto ela lutava para guardar seus materiais. A atitude alheia serviu como entretenimento tempo o suficiente para esquecer-se de pegar seus próprios pertences, de modo que, durante a caminhada dela até a mesa da professora, ainda estava jogando seu estojo mochila adentro. — É claro que sim. — Respondeu, dando passadas largas para alcança-la. Ao depositar a sua avaliação junto à dela, aproveitou para conferir o nome e — mais uma vez — riu, notando a rasura no espaço onde deveriam escrever seus nomes. — Então, Reegan. — Iniciou, enganchando seu braço no dela, fazendo com que caminhassem juntas. — Me diga o que você gosta de fazer em seu tempo livre. Porque nós temos um período inteirinho apenas para nós. —
Tinha que atestar, o sentimento de livramento estava ali presente desde o segundo que pousara a folha branca em cima da mesa da professora. Ela aproveitou-se do braço enganchado ao seu para andar mais distraída, olhando por cima do ombro, e jurou ter visto os fios castanhos e prateados da professora que deveria estar cuidando de ambas enquanto refazia aquela prova. Oops, pensou. Alguém se daria muito mal, além delas duas, claro, mas isso era assunto para depois. Agora preocupava-se mais em franzir o cenho ao ouvir seu nome escapar dos lábios alheios. “Ei... Como você...?”, iniciou a pergunta, pensativa e curiosa. Então o click de que ela, com certeza, havia lido seu nome escrito na prova antes que escapassem ás pressas. “Reggie. Me chama de Reggie”, pediu. Não é que não gostasse de seu próprio nome, mas parecia demais com uma bronca de seus pais para que ela se sentisse á vontade ao ouvi-lo assim, à toa. “Qual o seu nome?”, a pergunta escapou de seus lábios e ela mordeu o inferior, de repente, sentindo-se envergonhada, temerosa de estar soando too much. Recebia muito desses adjetivos. “No meu tempo livre eu normalmente jogo, acho que não é muito a sua praia e a internet ‘tá uma merda”, suspirou. Desde cedo tentava conectar uma partidinha que fosse de LoL, sem sucesso. “A escolha é sua.”
Tentou evitar o gemido de dor, mas quanto mais a desconhecida se mexia, mais sentia seu corpo ser pressionado contra o chão. Ao sentir o corpo mais leve, Vernon até fechou os olhos e entreabriu os lábios de tão aliviado que ficou e até se ajeitou no chão, ficando com sua barriga para cima. Sim, no momento, estava impossibilitado de fazer qualquer outro movimento. ‘’Testar um negócio em cima da árvore?!’’ Perguntou, curioso, mas não demorou muito para abrir um sorriso divertido só de pensar que só poderia ser alguma loucura. ‘’Deve ser um teste bem perigoso…. Gostei! Seja o que for, depois eu vou tentar. ’’ Vernon era inconsequente, não se importava muito com as consequências que poderiam acontecer. Enquanto ideias bizarras eram questionadas com ‘’E se der merda?”, Vernon contrariava com ‘’E se não der?’’ Era muito mais divertido, convenhamos. Finalmente, os olhos contemplaram - não tanto por causa do sol que atrapalhava - a imagem da meliante que já jogava uma grande reflexão. ‘’Calma, você estava tentando voar?! O que te fez acreditar nisso? Quer dizer, não que seja impossível. Saltar de paraquedas pode ser considerado um jeito de voar, certo? Sem contar que tem aqueles equipamentos meio loucos que quando você abre os braços e as pernas, tu voa igual pássaro. Já viu isso?’’ Aquilo estava ficando cada vez mais interessante. O que passava na cabeça dela?! Mas já tinha uma grande singularidade nisso.’’Mas sim, é injusto a gente não fazer isso por conta própria. Mas, bem, existem outros jeitos de você colocar sua vida em risco se quer saber” Brincou enquanto tomava coragem para, enfim, levantar do chão. ‘’Relaxa, já tive tombos piores! Só que esse foi o primeiro mais… inédito. Aliás, vou te contar, ein, tu parece pedra, irmão!”
“Deveria tentar, mas não caía. Não recomendo, principalmente em cima de pessoas. Ela tem ossos e esses ossos doem”, Reegan explicou a obviedade e lembrou-se de pontuar isso em suas histórias em quadrinho. Certamente, amebas não tinham ossos, então provavelmente Rhys, a personagem principal de sua história não sofreria caso caísse em cima de alguém. O que será que aconteceria? Era a dúvida que rodava sua mente. Provavelmente, se somariam e e virariam uma ameba ainda maior e mais poderosa. Próximo plot resolvido, ela sorriu e percebeu que ele falava consigo. Franziu o cenho, a expressão lembrava muito as galinhas da fazenda de seu avô, provavelmente sua madrasta acharia isso engraçadíssimo. Demorou alguns segundos para entender do que ele falava. “NÃO! Eu não queria voar, só enxergar o mundo do olhar dos passarinhos. Aí um voou e eu pensei que eles fazem parecer muito fácil. Depois eu acho que caí. Se quer saber, nem lembro o que estava fazendo em cima daquela árvore”, soava confusa, porque realmente estava. Havia perdido a razão por trás de suas escolhas numa facilidade. Reggie sabia que isso era algo normal no seu caso, ninguém poderia culpar sua falta de atenção. Quer dizer, poderiam. “Aliás, o que você estava fazendo embaixo de mim? Estava me espionando?”, arqueou uma sobrancelha, avaliando o rosto alheio. Ao menos, fingia fazê-lo. Achava genial como as pessoas conseguiam pegar as informações dessa forma, mas ainda não havia conseguido de forma completamente correta. Era como um super-poder. “Ei! Eu já vi isso. É muito louco, mas minhas mães não me deixariam fazer, nem meu pai. Eles acham que eu vou sempre me machucar, mas veja só!”, indicou a situação em que estava. Péssima escolha. Ela virou de lado para o garoto e ergueu brevemente a camiseta que usava até que a região que doía, um pouco abaixo das costelas, estivesse amostra. “Você acha que vai ficar roxo? Espero que não!”, e realmente esperava. Apesar de gostar da cor. Então sorriu, feliz, pelo elogio. Sentia-se grata. “Bom, se quiser mais tombos inéditos, é só contar comigo. Eu sou a Reegan, mas pode me chamar de Reggie. É um prazer. Você sabia que tem uma campeã top laner no League of Legends chamada Taliyah? Ela é tipo uma maga, chamam ela de tecelã das pedras. Você falou, hm, de pedra e eu me lembrei disso. Ela é bem maneira.”
Hailee teve que se esforçar para rir baixo ao encarar a garota arrumando o próprio nome. — É como dizem, gostosas e burras, do jeito que o diabo gosta. — Murmurou para si, entretanto, alto o suficiente para que fosse ouvida pela colega. Sua alegria, porém, não durou muito tempo; aquela era uma situação lamentável. Teria que estudar duas vezes mais para conseguir manter a média após aquele fisco de teste. Leu as questões uma última vez e, confirmando novamente que não sabia porra nenhuma, simplesmente desistiu. Se levantou, pegou a avaliação e encostou o quadril contra a mesa da outra, a cabeça ligeiramente abaixada ao encará-la. — Te digo o que podemos fazer: você vai se levantar, pegar sua provinha, conferir o seu nome de novo, então vai me acompanhar até a mesa daquela digníssima professora, onde vamos deixar nossos testes e sair por aquela porta. — Apontou na direção da saída. — E quanto estivermos lá fora, você vai se sentir instantaneamente melhor, eu prometo. O que você acha? —
Será que era verdade? Reggie não sabia dizer. Como ela sabia que era daquele jeito que o diabo gostava? E se, de fato o era, quem havia dito a ela? Eram várias questões sendo levantadas e Reegan, como sempre, sabia a resposta de poucas delas. Em sua mente, ela imaginou uma cena em que Rhys, a ameba que lutava contra tudo o que há de ruim, se depararia com o diabo e teria que lutar contra ele. Provavelmente o formato que ele teria seria de uma professora. Fez o que a menina havia dito, sem nem mesmo respondê-la, conferindo seu nome e prestando uma dose extra de atenção para pegar qualquer possível erro que encontrasse. Além do rabisco que lhe tiraria ainda mais nova. Encarou a prova em branco uma última vez e suspirou. “O que é mesmo pra fazer?”, perguntou num impulso, então lembrou-se. “Ah! Verdade”, assentiu e ergueu-se, juntando suas tralhas dentro da bolsa que usava para carregar seus materiais e tablet. O estojo aberto caiu e espalhou lápis dentro da mochila, mas a única coisa que lhe importava continuava intacta. “Você vem?”, perguntou assim que deixava a prova em branco na mesa da professora, muito mais movida pela impulsividade. Certamente sua mãe não gostaria de saber disso.
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Todos os dias, especialmente pela manhã, Vernon tinha um ótimo hábito de correr pelo campus. Era um lutador, logo, apesar dos grandes deslizes que dava - como por exemplo comer pizza com refrigerante no café da manhã, batalhava demais para manter sua resistência respiratória, ainda mais num movimento rápido e constante como correr. Nesse dia, em especial, Vernon perdeu seu horário matinal por, simplesmente, ter escolhido passar a noite em frente ao computador, jogando seu único jogo favorito: Call of Duty. Como castigo de si próprio, resolveu correr em um relevo desigual para fazer muito mais esforço que o normal. Bom, estava correndo e, por causa disso, estava definitivamente cansado. O rapaz resolveu, então, parar um pouco, normal até já que todo ser humano não consegue correr o tempo todo. Inclinado e com as mãos nos joelhos, Vernon recuperava o fôlego que tinha gastado e, enquanto fixava o olhar no chão para poder notar o quanto de suor caía sobre a região, Vernon apreciava o som da natureza Não que ele fizesse muito isso, mas era gostoso até ouvir o som dos pássaros e… BUM! Nem sequer teve tempo de identificar o rugido direito, já estava prostrado ao chão totalmente desconfortável por causa da posição e com um peso a mais que o próprio corpo. ‘’Arrgh’’ Gemeu um pouco de dificuldade por conta do peso em seus pulmões. O que tinha acabado de acontecer ali? A voz feminina chamou sua atenção e enquanto a própria tagarelava, Vernon só sabia gemer de dor. ‘’Tô muidinho” Foi o que conseguiu responder, quase sem fôlego. Clássico como o Gelado em Os Incríveis. ‘’Será que você pode….’’ As palavras saíam com dificuldade, mas estava se esforçando. ‘’sair de cima de mim?” Quase implorava, mas chegava ser cômico até,
"OPA!”, ela se surpreendeu mais uma vez, e rolou para sair de cima do desconhecido. No caminho, é claro que o esmagou ainda mais. Apenas o suficiente. Seu corpo, por sorte do destino ou devido ao colchão logo abaixo de si, não doía tanto assim, não fosse o drama. Sua mãe provavelmente lhe xingaria, expondo como poderia ter quebrado o braço em cinco partes, ela era médica, afinal, contudo isso não fazia tudo mais fácil de entrar na cabeça de Reegan. Ela usou uma mão e um braço inteiro para tirar os fios compridos de seu cabelo da frente de seu rosto antes de realmente analisar o rosto de seu colchão improvisado. “Já falei que foi mal? ‘Tava afim de testar um negócio”, com um sorrisinho sem graça, olhou ao redor. Pouca gente havia assistido a gafe, nada demais, apenas o suficiente para que ela fortalecesse a fama de agir demais como um menino. Não duvidava que a notícia chegaria em Alma e provavelmente levaria algum tipo de bronca. Quem era ela para falar algo? Não, tipo, sério? “Sabia que não importa a quantidade de esperança que a gente possua, você não vai conseguir voar”, sim, ela sabia que jamais seria capaz de voar. Ela sabe. Sério. Está ciente, mesmo que na cama mais profunda de seu inconsciente. Não é sempre que ela vem á tona. “Os passarinhos fazem isso parecer bem fácil. Olha lá!”, apontou duas pombinhas que voavam tranquilamente e suspirou. Não frustrada, talvez apenas só recuperando o fôlego. “Injustiça demais. Eu te machuquei? Precisa ir na enfermaria? Aiii, desculpa, sérião.”
Hailee não entendia a justificativa para a aplicação daquela prova. Não tinha entendido a explicação em sala, não tinha entendido os livros… Era muita inocência ou negligência da professora submetê-la novamente àquela tortura pensando que poderia ter aprendido algo desde a prova oficial. Poderia estar feliz, dedilhando sua velha les paul, mas, em vez disso, estava encarando todas aquelas questões que pareciam escritas em outra língua enquanto sentia um tédio desgraçado. Ao menos, até ouvir o sussurro ao seu lado. Olhou desinteressadamente para a outra pobre coitada que, aparentemente, também tinha bombado na última prova. — A questão 2? Hmm, deixa eu ver… — Desviou sua atenção brevemente para o papel em sua carteira, antes de voltar a fitá-la. — Nope. Nem a 3, ou a 4, antes que pergunte. Na verdade, eu não sei absolutamente nada desse teste. — Encostou-se na cadeira sorrindo desleixadamente, dando os ombros. Não seria a primeira vez que sua nota ficaria por um triz.
Pode jurar ouvir um passarinho cantar do lado de fora, até mesmo desviou a atenção da garota, olhando em direção a porta. Ok, nada de professora. Então voltou-se para a desconhecida, cenho se franzido de maneira dramática, buscando ao máximo tentar não chamar atenção e assim obter sucesso no seu plano quase sempre infalível de cola. Tirando às vezes que não dava certo. “Pelo menos o meu nome eu acertei”, murmurou pensativa e resolveu conferir. Fuck. Havia esquecido um E. Rabiscou a primeira tentativa e o reescreveu: Reegan Müller. “Nem isso”, dramatizou, ombros caindo e cabeça tombando contra a mesa. Ainda nem sinal da professora horrorosa que lhe forçava a passar por aquela prova sem sentido nenhum mais uma vez, mesmo sabendo de seu laudo. Reegan tinha quase certeza deque ela tinha direito a uma prova oral, não que isso fosse ajudar. “Eu acho que hoje é dia dois, mas posso estar errada”, deu de ombros. Provavelmente estava. “O que podemos fazer?”
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Em algum lugarzinho perdido de sua cabeça inquieta, Reegan sabia que sua mãe havia lhe aconselhado a nem sempre seguir seus impulsos. Entretanto, lá estava ela, escalando a árvore, galho após galho, não muito alto, contudo, visto que não era tão corajosa assim. Apenas o suficiente para escalar e tentar não se distrair com o... Ei? Barulho de avião? Tudo bem, ela só estava fazendo isso porque a internet em seu chalé era horrível e ela não conseguiria upar seu level. Estava mesmo interessada em saber como os passarinhos nos ninhos viam o seu mundo, por isso deixou a mochila e seu tablet logo ali, ao pé da árvore. Sabia que era improvável que pudesse voar, mas com tanto diagnóstico, bem que poderia ter sofrido algum tipo de mutação que lhe desse tal habilidade. Além disso, por vezes, o fazia apenas pelo simples ato de fazer, principalmente estando em constante testagem com sua medicação. Também, não tinha chances de ouvir o ranger do galho e até tentou se segurar quando perdeu o equilíbrio. Mas era tarde demais. POW! Soldado abatido! “Ouch...”, gemeu de dor, percebendo então que havia caído em cima de algo. Ou melhor. De alguém, @vernonplus. “Ah, não... Oops. Foi mal aí, sério. Eu... Eu... Aiiii, doeu mesmo. Eu te machuquei? Eu juro que não era a intenção!”, e, apesar de tagarelar, ainda não havia percebido que continuava acima do fulano.
Quanto mais Reggie encarava a folha de papel entregue pela professora, mais ela pensava que se um furacão decidisse atropelar toda uma fazenda e jogar os animais nela, ela não reclamaria. Letras misturavam-se com números, nada fazia sentido e ela só queria sair correndo antes que tentassem segurá-la. Além disso, ouvia os alunos fora de classe e seu joelho batia sem parar contra a mesa que usava de apoio, enquanto ela surrava o chão em pura ansiedade. virou-se para @hallsondemand, na sua lateral. Não lembrava-se dela, mas isso não a impediria de tentar. “Ei...”, sussurrou, quando viu a professora sair pela porta, provavelmente para buscar algo. “Você sabe qual a resposta da número 2?”, perguntou. Era a mais fácil, ela achava. Mas, mesmo assim, não sabia de nada.
família estranha de gente esquisita é a frase que poderia facilmente explicar a situação vivenciada por reggie.
iniciou com sua mãe e seu pai, casados, infelizes, que, aos seis anos da menina, separaram-se. em seguida, sua mãe descobriu-se ou revelou-se lésbica. por esse motivo, os pais de odessa, avós de reggie, cortaram relação (coisa que já não bem existia). odessa casou com alma e esta trouxe junto de si seu filho de um antigo relacionamento. claro, isso não é o mais esquisito.
o mais esquisito é que todos viviam na mesma casa. seu pai e sua mãe, após muita conversa, decidiram que era mais econômico e prático (principalmente no início, com uma criança novinha), morar na mesma casa. mais tarde, quando sua mãe casou-se com alma, elas decidiram que permaneceriam por ali mesmo. hoje, reggie vê seus pais dividirem o teto, mais felizes do que iriam ser caso decidissem prolongar o casamento. além disso, não há o que reclamar sobre alma, não seja a estranha mania de deixar opiniões acerca de tudo o que reggie quer ou não quer fazer.
por esse motivo, quando as notas já não altas de reggie baixaram ainda mais com a chegada ao ensino médio, alma convenceu odessa de enviar a menina ao internato altamente renovado que era altamont academy. uma maneira de fazê-la focar nos estudos e esquecer os malditos jogos, como havia dito.
𝐄𝐗𝐓𝐑𝐀𝐒 ,
prefere passar as horas de seu dia trancada em seu chalé, jogando ou desenhando, do que realmente saindo para socializar, tamanha a preguiça que sente comumente.
seu tdah é diagnosticado, tal como seu transtorno de ansiedade e dislexia. ela utiliza-se de um tratamento multimodal, porém focado em medicamentos, o que a leva a sofrer com os efeito colaterais da medicação.
seu hobbie principal, além dos jogos, é o desenho e por isso é comum vê-la com seu tablet para desenhos.
só está no clube do cinema a pedido dos pais, que insistiram que ela se juntasse a uma extracurricular.
é canhota, mas devido ao fato dos pais não terem percebido isso antes e terem forçado ela a escrever com a direita, ela também se saí bem com a destra.
em segredo, reggie monta uma história em quadrinhos sobre uma ameba chamada rhys que é muito menor que as outras e de um dia pro outro descobre ter poderes, então decide se tornar super herói, mesmo sendo completamente desastrada.
ela ama documentários sobre crimes e mistérios, mas leva dias pra conseguir assisti-los de fato.
seu tipo de filme favorito é aventura e ação, assim como os jogos que lhe divertem.
suas notas são tão ruins que ela sabe que a única coisa que a mantém ali é o pagamento de seus pais, por isso até tenta se esforçar, sem sucesso, com ajuda de monitores.
ler é um inferno e ela odeia fazê-lo.
suas cores favoritas são roxo e verde e elas estão sempre incluídas no seu dia-a-dia.
𝐂𝐎𝐍𝐄𝐗Õ𝐄𝐒 ,
AMIZADES
melhores amigos: o contexto que se conheceram é variável, mas o importante é que não conseguem viver sem o outro. conversam sobre absolutamente tudo e são muito íntimos - de uma forma que não se constrangem por praticamente nada.
amigos de rolês: sempre que reggie está procurando algo pra fazer, é para muse que ela liga. já vivenciaram alguns momentos bastante constrangedores juntos, mas costumam dar muitas risadas deles.
amigos por algum interesse em comum: os assuntos entre eles não costumam variar muito e usualmente giram ao redor do que os fez se aproximarem. o interesse pode ser um hobby, um trabalho, uma aula ou uma habilidade que ambos têm.
boa influência.
má influência.
amigos virtuais (1/??) (theodore): se conheceram na internet e começaram a conversar bastante, até que estabeleceram uma amizade. como sempre tiveram mais facilidade para conversar virtualmente, acabaram contando muito de suas vidas um para o outro. detalhe, se for com um menino, ele poderia não saber que reggie se tratava de uma menina.
ROMANCE
primeiras vezes.
amigos que gostam um do outro, mas não admitem.
crush: da reggie em muse, ou o contrário.
será que é brincadeira?: flertam com certa frequência, mas nenhum dos dois sabe se existe algo por trás do flerte ou se tudo é somente uma brincadeira.
INIMIZADE
rivais: nem sabem porque se odeiam, mas existe uma rivalidade entre eles/as desde que se lembram. costumam competir por absolutamente tudo e, mesmo que um não esteja interessado em algo, é só saber que o outro está para automaticamente querer o mesmo.
pessoas que não vão com a cara uma da outra: nunca tiveram uma conversa decente, mas algo fez com que não se gostassem logo de cara.
MAIS
colega de quarto.
parceiros de laboratório: podem trabalhar bem juntos, ou muse pode se irritar com a incapacidade de reggie de trabalhar e ser produtiva.