— (Nossa, essa escada para o local subterrâneo é bem longa... espero que tenha mapeado certo pelos pedaços rasgados que achei da estrutura desse palácio.)
— (Quando resolver isso de uma vez, preciso pedir desculpas... E seria de bom tom chamá-lo para sair depois disso.)
— (E até que o idiota perdido não é tão... desprezível. Ele é um pouco divertido... e as vezes é uma companhia melhor do que a Lady "Croac".)
— ♪ La-da-ra, la-da-ra, la-la-la~ ♪
— Visita? Para mim?... Ohhh! Entre, cara mia, entre! Chegou bem na hora!
— Não é um horário um tanto... tardio para receber visitas?
— Ora! Claro que não! E sei exatamente o que está procurando.
— Sim, como não? Você quer saber sobre um dos contos fantasiosos ou de uma das fantásticas lendas e profecias da Biblioteca Real.
— Como... você sabe que *eu* estou procurando saber sobre a profecia?
— Saber não! Você quer quebra-la, não é?
— Você poderia parar de me responder com perguntas?... E sim, quero quebra-la.
— Ahhh! Faz tanto tempo que não conto uma boa história! Sente-se, sente-se! Pois irei falar sobre... "As duas metades".
— (Ela pode saber mais sobre isso do que os livros que eu li e pergaminhos que descobri.)
Antes mesmo de o mundo se concretizar, duas almas brincalhonas cumpriam seus papéis, cada uma em sua morada dentro do Sol e a outra dentro da Lua.
Certa vez, enquanto conversavam sobre as estrelas, ambos decidiram que nem mesmo elas os separariam, e que mesmo em mundos diferentes, épocas distantes, eras diversas, eles se encontrariam de novo e de novo, como uma promessa de que todo o amor contido na existência dos dois juntos, nunca acabaria.
— As versões dos livros e pergaminhos... contam coisas diferentes, mas bem parecidas.
— Ohhh se contam!... Mas também escondem algo dos leitores.
— Apesar do desejo incondicional de ambas almas ficarem juntas... em todos os universos... não há um final feliz para eles.
— Existe... alguma forma de impedir isso ou é inevitável?
— ♪ ...Ora... quanta coragem a sua. Quer mesmo saber? ♪
— Se você for apagada em todas as eras, épocas e mundos, ele poderá ter um final feliz em todos eles... mas não terá conhecido você em nenhum deles.
— ♪ Entãooo, é o início de um acordooo! ♪
— Vejamos, vejamos... apagar a existência de uma das pessoas uma profecia antiga em mais de trilhares de universos não é um feitiço fácil...
— Eu quero... você para mim. Será minha subordinada pela vida eterna. Não terá mais liberdade, ♪ nuuunca mais! ♪
— Não vou mais poder ter nada do que gosto...
— Exaaatamente! E não poderá sair nunca mais do meu covil subterrâneo.
— (Ele... não vai mais lembrar de mim... Ainda que não ouça isso, peço desculpas... e deve existir outra pessoa capaz de convidá-lo para um encontro... ainda que não seja... eu.)
— (Foi... uma honra conhecer você pela primeira e última vez.)
(Pesquise "Just me" na aba deste blog, se quiser ler mais dos meus diálogos.)