Practice test | Antonella & open
antonellayaxleyâ:
Por mais que nĂŁo conseguisse acreditar que uma pessoa como Lucien, que havia passado mais de metade da sua vida rodeado de plantas; a quem definitivamente ele deveria conhecer muito mais do que as pessoas tivesse sido descuidado a ponto de ser envenado por uma sabia que a vida era constituĂda por ironias sadicas. Sua vida em particular poderia ser resumida dessa maneira; conseguindo supostamente tudo o que havia desejado, seguindo os padrĂ”es puristas da famĂlia e ainda assim nĂŁo de sentia satisfeita. Tudo aos poucos apenas parecia estar cada vez mais prĂłximo de um desmoronamento, e nem parecia estar tĂŁo longe assim de tal fato. Bastaria apenas que olhasse com mais atenção ao seu redor que perceberia com certeza. Estava caminhando com urgencia, mas nĂŁo havia e nĂŁo iria se desesperar por isso. Continuou pensando nos possĂveis cenarios que poderiam envolver aquela paisagem, assim como que tipo de coisa poderia o ter atacado. Presumindo que havia sido atacado, ele poderia muito bem ter passado mal por nĂŁo ter se alimentado direito ou algo do tipo. Sabia que ele nĂŁo estava passando por um perĂodo muito fĂĄcil de sua vida, o que o poderia estar levando a esse tipo de isolamento. NĂŁo descartaria nenhuma hipĂłtese atĂ© ter chego no local. â Tem razĂŁo. Mas apenas poderemos ter certeza depois de examinar o ambiente. â replicou rapidamente, prosseguindo ao que mais interessava no momento; a estufa. NĂŁo se demorou muito antes de começar a analiza-lo atrĂĄs de alguma ferida e, por mais urgente que isso pudesse parecer e realmente o era agora estava ciente do perigo no qual Lyanna estava se expondo. NĂŁo demoraria muito atĂ© que o auxilio chegasse ou, se desse certo sua conjugação de um dos bezoares do armario de poçÔes; apesar que nĂŁo contava muito com essa segunda opção. Se ao menos tivesse prestado mais atenção as aulas de herbologia teria certeza de quais plantas poderia usar ali dentro; e com Lucien inconsciente nĂŁo tinha muito o que fazer a respeito. juntou-se a aluna com a varinha em punho buscando pelo sinal das criaturas preparada para se defender. Levando em conta o tempo que Lyanna deveria ter levado para o encontrar, seguir em direção a masmorra ele nĂŁo tinha muito tempo, pensou consigo mesma o olhando levemente preocupada quando, instantes depois escutou algo que sinalizou que sua tentativa havia sido bem sucedida. Suspeitou que devesse ter tido ajuda de alguĂ©m, visto que nitidamente nĂŁo teria como o mesmo fazer o percurso das masmorras atĂ© ali, mas nĂŁo se ateve muito nisso tambĂ©m. Apenas conseguiu relaxar um pouco quando garantiu ter deslizado a pequena pedra pela garganta alheia, fazendo assim com que ele finalmente demonstrasse alguns sinais de vida. Ele ficaria bem o bastante para esperar o socorro, pensou se voltando para Lyanna prestando atenção no que dizia. â Guerras sĂŁo sempre pesadas, mas ninguĂ©m nunca se imagina em uma atĂ© que finalmente esteja. TambĂ©m nĂŁo acreditava ser capaz de aguentar tantas perdas, mais uma vez me surpreendendo. â replicou, o que era verdade. NĂŁo se imaginava em uma guerra muito mais agora do que fazia quando tinha quatorze anos, com a diferença que agora nĂŁo temia apenas por si mesma como por Enzo tambĂ©m. Suspirou demoradamente encarando o ambiente, um lugar perfeito para as mesmas se esconderem e nĂŁo somente tinham que se proteger como a Lucien tambĂ©m. â Podemos nos juntar agora que Lucien esta temporariamente fora de perigo. Fique atenta a esse lado, quando o socorro chegar quero que va com eles. â explicou, temendo que ela pudesse nĂŁo dar conta. Se tivessem sorte haveria apenas uma ou duas doxies cuidando do ambiente, o resto nĂŁo teria eclodido ainda. Escutou o som do  que parecia ser alguĂ©m se aproximando, e mais do que depressa sinalizou para a pessoa tomar cuidado. NĂŁo poderiam se dar o luxo de ocorrer mais um ataque. Sinalizou para Lyanna seguir com ele, mas esperava que ela se manifestasse do contrario; ou pelo menos esse era um pressentimento seu.
â Concordo com sua afirmação, Ă© algo que ninguĂ©m em sĂŁ consciĂȘncia deseja para si ou para as pessoas que estima ou estĂŁo ao seu redor. Acabamos nos acostumando com o que a realidade nos impĂ”e seja algo bom ou ruim. â ela tambĂ©m havia perdido mas apenas uma pessoa, sua mĂŁe quando ainda era uma adolescente, aquilo doeu mas sabia que menos que Antonella que havia perdido  mais do que uma pessoa. Aquiesceu tirando aqueles pensamentos de sua cabeça tinha outras coisas mais importantes para se preocupar. â Tudo bem quanto as recomendaçÔes mas nĂŁo irei embora com o socorro, nĂŁo irei deixa-la para trĂĄs professora Yaxley, nĂŁo importa o que diga ou como diga, entramos aqui juntas e iremos sair do mesmo modo. â ela nĂŁo iria embora e esperava que a progfessora ao seu lado soubesse disso, o som de passos ecoou no ambiente e Lyanna fez como a professora havia lhe dito auxiliando o enfermeiro a levar  Lucien cuidando da segurança dos mesmos ate que passassem pela porta das estufas, Lyanna lhe disse o que havia ocorrido, o professor jĂĄ estava voltando a sua consciĂȘncia quando foi retirado dali. Ela fechou a porta quando os mesmos partiram para o castelo, agora seriam elas e as doxies.
Lyanna sentiu um frio lhe correr a espinha quando notou o barulho de asas, podia sentir que as fadas infernais estavam próximas o suficiente delas, escondidas pelas folhagens intensas naquela parte das estufas, ela virou a varinha e o corpo estava com as costas contra as costas da docente, seus olhos estavam bem espertos e prescrutando cada lugar naquela estufa, cada cantinho, escutou então o barulho de asas novamente mas não estavam só a sua frente o barulho vinha dos lados e de trås também. Ela praguejou, não tinha só uma doxie ali, naquele momento soube que o professor havia tido sorte, uma que ela não sabia se ela e antonella também desfrutariam. Apertou os dedos entorno da varinha com força, levantou o braço assim que o pequeno ser demoniaco entrou em seu campo de visão. Com cabelos pretos e espessos, e seus conjuntos a mais de braços, dentes afiados que faziam seus dedos tremerem ela reuniu coragem quando gritou. - Flipendo!












