[ obs.: é fora/depois da festa ]
Sabe quando você engole três vezes seguida a própria saliva e, na quarta, a coisa trava como filho de Gaston em dia de prova? Pois bem, era assim a sensação que Eugene Jr. carregava consigo enquanto rumava pelos corredores. Não vou falar mais nada, sussurrou para si próprio e… O grito veio mais rápido do que o cérebro processando a presença ali perto. + NÃO TOCA EM MIM! CHEGA! NÃO QUERO MAIS! MEUS CABELOS MINHAS REGRAS! + O corpo bateu contra a parede, as mãos bem em frente barrando maiores aproximações. O anileno abriu um dos olhos, depois o outro, o medo e a hesitação em cada micro movimento. + Só me deixa ir para cama, por favor. Eu só quero dormir, dude, as camas da enfermaria são pedras. Não dá não. + Os olhos já estavam brilhando com as lágrimas do golpe final, só esperando o momento certo para derramar primorosamente.
Estava sentada no chão do corredor e encostada em um cantinho enquanto folheava o mais novo livro que tinha pegado na biblioteca sobre plantas que florescem após 40 anos. Foi nesse momento que viu alguém passar rapidamente por ela, quando Evangeline ergueu o olhar percebeu ser Eugene Jr. Gritou o nome do amigo enquanto se levantava com o livro em mãos para alcançá-lo. Assim que chegou perto o suficiente parou abruptamente franzindo o cenho. E quando ele fez menção de se proteger da aproximação dela e mais ainda depois do que ele tinha gritado, Evangeline só conseguiu soltar uma risada. Talvez não fosse tão engraçado assim, mas tinha alcançado seu senso de humor. Principalmente pelo fato que ele estava com os olhos fechados. “D'accord!¹ Você pode ir pro seu quarto. Só me responde uma coisa, o que você estava fazendo dormindo na enfermaria em primeiro lugar? Está passando mal? Ah já sei, foi mordido por uma cobra ou alguém te deu alguma poção do mal? Porque se for isso, provavelmente o melhor lugar seja mesmo a enfermaria. Mesmo que as camas sejam como pedras.”















