yourhghness:
“ Sou a última pessoa que te levaria para o Merlin, Amora ” afinal, sua relação com o diretor não era das melhores para que fosse o tipo de aluno que se prestasse a puxar o saco. Pelo contrário, era sempre aquele que levava os jovens aprendizes para o caminho da detenção, de alguma forma, saindo ileso, sem ser pego. Em parte, era por isso que não tinha amigos. “ Não sou chefe dela. Não assim ” não queria que ninguém pensasse isso a respeito de Rose, mesmo que, quando estavam sozinhos, Njord com frequência a colocasse na posição de subordinada, apenas para que a garota não se insurgisse tanto. Evidente, contudo, que isso acabava acontecendo de qualquer forma, sinalizando o fato de que ele não tinha controle algum sobre a guarda-costas. “ Perdeu a parte em que eu dizia que não tenho um ponto fraco? ” todos tinham pontos fracos, por óbvio, mas ali, enquanto tentava seduzi-la, ele não gostaria que a Knox tivesse uma imagem prejudicada dele, somente aquela que pintava. “ E o que você pretendia fazer com a informação? ” não se recordava de ocasião em que tivessem ficado sozinhos daquela forma, em muito porque a loira não queria, sempre se retirando antes que a bebida anuviasse demais seus pensamentos e acabasse por fazer algo de que se arrependeria mais tarde. Isso nada tinha a ver com a falta de insistência do Westergaard, que apenas tomava o cuidado para que não se tornasse invasivo e abusivo, o que não queria dizer que não investisse pesado. Com Amora no interior de seu quarto, contudo, o quadro mudava. Era um tanto desconfortável, por um lado, que a filha de Lumiére parecesse estar observando cada detalhe da mobília — não contava que fosse observar. Sempre que suas acompanhantes entravam ali — desde que ele se recusava a simplesmente frequentar outras Casas — estavam com o foco em outra coisa. Ainda assim, deixou que o fizesse, porque a garota estava um pouco alta para perceber o que estava fazendo, e também porque ele achava um pouco de graça naquilo. Ao ver que tinha tomado seu travesseiro e que o inspirava, Krastan puxou de seus braços, jogando-o para um lado e se colocando no lugar, ao colocar uma mão em cada joelho da mais nova. “ É sério que veio aqui só por causa do café? ”
A promessa de que não seria entregue para a autoridade, parecia o suficiente para sua mente alterada, e a fez respirar em alívio, chegando a curvar os lábios em um sorriso, antes de pender a cabeça na direção alheia. ❝—— Eu poderia redigir um... ❞ Iniciou, e quase fora traída pela embriaguez, no entanto, fora rápida ao pensar em uma alternativa, assentindo após completar: ❝—— ... contrato. Sou boa nisso, e aposto que não possuem um. ❞ Aparentemente havia deixado a modéstia em algum lugar pelo caminho, já que exibia um sorriso convencido, o nariz arrebitado demonstrando que ela apreciava aquela habilidade. E, bem, era sincera. Amora orgulhava-se de ser boa para administrar um reino, e não a toa era o que se via fazendo pelo resto da vida. ❝—— Guardá-la, é claro. Nunca se sabe quando algo assim é necessário. ❞ Ela dera levemente de ombros, como se aquela fosse a mais inteligente das respostas. Ainda assim, subornar Njord parecia irreal demais, e isso explicava o leve riso que seguiu. Ainda que acreditasse necessitar de manobras sujas, como aquela, para fazer politicagem, e colhesse algumas informações para Vincent, ela não se via fazendo jogo baixo com pessoas que se importava. E se importava com Westergaard, mais do que admitiria, ou jamais confiaria ficar sozinha em seu quarto, com ele. Correndo o risco de ser invasiva, ela não escondia estar observando cada detalhe do quarto masculino, fazendo pequenas notas mentais que certamente não esqueceria após a ressaca — e se esquecesse, imaginava àquela altura, que faria o sacrifício de visitar novamente, para se recordar. Apenas. Já na cama, ela permitiu-se relaxar, sendo pega de surpresa, devido os olhos fechados, pela aproximação alheia. Os olhos abriram-se para encarar os dele, tão azuis, e para proporcionar uma distração para si mesma, pensou no que o sulista havia feito, projetando um beicinho nos lábios, quase como se não ficasse afetada pelas mãos, quentes, em seus joelhos; ou a proximidade inexistente entre eles. ❝—— Eu estava usando aquilo. ❞ Reclamou, infantilmente, antes de ser vencida, ignorando qualquer pingo de sanidade. Eles estavam ali, longe de olhares alheios, e em cima da cama dele. Não havia porque esperar. Não que ela precisasse de uma confirmação, desde que ele se inclinara em sua direção, um movimento simples que deixou um rastro do perfume refrescante do moreno. Por isso, ela apenas assentiu uma única vez, ansiosa, antes de tocar a pele do pescoço alheio, dígitos buscando os fios curtos de sua nuca, prendendo-se ali à medida em que o puxava para si, conduzindo os lábios para os dele. Em um beijo!















