Aparência: magro levemente definido, Gaw não passou fome, mas não tinha uma super alimentação para que conseguisse ganhar peso, fez muitos trabalhos braçais ao longo da sua vida e por isso possui os músculos definidos. ele é bem alto e sua pele possui um tom bronzeado devido à exposição contínua de sol. ele se movimenta de forma graciosa e desengonçada, principalmente por causa da altura, mas no geral seus movimentos são bem suaves, possuindo um andar relaxado e tranquilo. seu cabelo é um liso grosso e um pouco pesado de cor castanha, seus olhos também são castanhos. Gaw possui uma marca de nascença no ombro direito, uma manchinha de cor marrom na parte de cima do ombro quase nas costas. desde que se tornou príncipe suas roupas melhoraram drasticamente, ainda assim ele costuma optar por tecidos mais leves e que fiquem folgados em seu corpo, gosta bastante de usar camisas de botão abertas por cima de uma blusa.
Altura: 1,90
Peso: 69 kg
𝗕𝗶𝗼 𝗖𝗼𝗺𝗽𝗹𝗲𝘁𝗮 & 𝗥𝗲𝗶𝗻𝗼
Gawin é o príncipe bastardo legítimo de Banthalu, sua mãe teria sido esposa do rei se não houvessem armado para que ela fosse embora na época, forçando o príncipe Maha a se casar com quem o pai escolheu. Maha é o rei atual e está doente, nesse meio tempo ele não produziu um herdeiro, o reino está nas mãos dos conselheiros reais e de uma junta militar que se prepara para dar um golpe de Estado. A rainha-mãe Goya nunca desistiu de encontrar o neto e foi assim que Gaw se tornou o príncipe herdeiro, um verdadeiro escândalo no reino, mas a maior esperança que seu povo já teve desde que o rei ficou doente.
A revelação e surgimento de Gawin atrapalhou os planos dos conselheiros reais e da junta militar, então para ganhar tempo resolveram enviar o príncipe para a seleção de Solis, mesmo que ele não se case, o importante é mantê-lo longe de Banthalu, na hora em que o rei morrer eles pretendem tomar o poder. Agora, afastado de seu país, Gaw corre contra o tempo para aprender como governar um país e criar alianças políticas poderosas para impedir que o pior aconteça, seu maior objetivo é proteger seu amado povo e reino.
Gaw é um pouco ingênuo, mas é alguém que está sempre disposto a ouvir e oferecer o ombro, por ter tido uma vida simples, está mais do que acostumado a se virar e a ajudar os outros. Ser alguém da realeza é algo estranho para ele, não demorou muito para perceber que se sentia melhor entre os funcionários do palácio de Bantthalu do que entre os nobres. Ele ama pescar e tem uma conexão profunda com o mar, é o que mais sente falta agora que está em Solis, Gaw também cozinha muito bem e está tentando aprender a lutar, algo que ainda se atrapalha bastante. Outra curiosidade sobre ele é que o Gaw adora escrever e possui diversos diários, então é fácil encontrá-lo sempre com um caderno nas mãos.
𝗖𝗼𝗻𝗲𝘅𝗼̃𝗲𝘀
001. Adoraria uma conexão de amizade (que pode ou não evoluir para outra coisa) inspirada nesse musing aqui, onde muse a adora ir até um dos pontos mais altos do palácio de Solis para berrar aos quatros ventos suas insatisfações sempre quando o Gaw está por ali tentando tirar uma soneca ou apenas fugindo do seu guarda-pessoal. @senhorayu
vou listar aqui algumas curiosidades que podem render ou não cnn (sou péssima nisso mds):
ele é um bastardo;
ele não se comporta com alguém da realeza;
adora invadir a cozinha para cozinhar; @clcstia
trata todos os trabalhadores muito bem, não costuma fazer muita distinção de classes, mas sabe que precisar ser mais formal com a realeza;
ele ama o mar então é fácil encontrá-lo na praia;
a cachoeira e o lago tbm são ótimos ambientes, o lago para pesca é ótimo, mesmo que seja só pra soltar o peixinho depois, então super rola do gaw ensinar seu char a pescar;
ele anda de skate e ama;
entende bastante de navegação, como se localizar, usar bússola e até mesmo se localizar de acordo com a posição das estrelas;
é fraco demais para bebidas alcoólicas.
ama ler, apesar de achar alguns temas que precisa estudar muito chatos;
é apaixonado pelas estrelas e astronomia; @clcstia
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Kim Seon Ho and Lee Sang Yi as Hong Du Sik and Ji Seong Hyeon (HOMETOWN CHA CHA CHA - 2021)
I like Hyejin. But I think, I like you too Chief Hong.[...]
I don't hate you either. You just require a lot of care. You're not too bad.
[...]Just teach me to surf again when you're free.
Sure. Let me know when you're free so I can make other plans.
Gosh, you're such a pain in the neck. Darn you.
“consegue navegar pela posição das estrelas? uau, sempre admirei que é capaz disso. confesso meu conhecimento de astronomia é escasso” um sorriso doce nos lábios. por alguns segundos pegou-se imaginando como fora a vida de gawin em banthalu. crescer próximo do oceano e pescando parecia oposto a vida que desfrutou no próprio país. “algumas vezes. nunca escapei de obrigações ou do trabalho, mas gosto de sumir da vista dos meus guardas e ficar sozinha, fazer algo arriscado” inevitavelmente recordava-se dos instantes nos quais deixou tao e alguns outros funcionários desesperados. “as pessoas tem cuidado demais com quem é nobre, parece-me um desperdício” quiçá fosse isso que inclinasse iseul ao projeto de um país sem monarquia. “certo. trouxe um lanche para nós dois, caso fique cansado”
...
“eu aprendi com os pescadores locais, muitos deles não sabiam ler e escrever direito, mas se guiar pelo céu noturno era passado de geração para geração. foi daí que nasceu minha paixão por astronomia também, não importa onde eu vá, se estiver de noite e eu me perder, acharei o caminho. não é tão difícil e não precisa de um conhecimento tão grande, basta saber a constelação certa para se guiar”. tagarelou feliz e saudoso, tinha saudade da província em que cresceu e das pessoas que lá viviam, mas também estava feliz de estar ali falando do que gostava e entendia. “espera, você gosta de arriscar a vida?” questionou um pouco chocado e admirado, sem saber se ficava preocupado ou empolgado, no fim ele parecia mais animado com a ideia do que tenso. “também sinto a necessidade ficar sozinho às vezes, então acho que entendo, ao menos atualmente entendo. acho que todo ser humano precisa de cuidados, seja nobre ou não, mas acho que todo esse cuidado e gasto com nobres é exagerado e poderia ser melhor dividido. não acho certo estar aqui sendo mimado quando sei que muitos em banthalu batalham todos os dias para ter o que comer, é algo que eu gostaria de mudar no meu país... só não sei como ainda, nem mesmo sei se eu conseguirei assumir o trono”. era a primeira vez que ele falava sobre aquilo com alguém que não era suwan, pelo pouco que sabia de iseul, acreditava que ela o entenderia e por isso estava desabafando um pouco suas angustias e crenças. “já estamos quase chegando ao centro do lago, olhe. e não estou cansado” assegurou risonho e orgulhoso, como uma criança que busca a aprovação de um familiar mais velho.
ㅤ onde. aquário.
ㅤㅤㅤ quem. @clcstia
ㅤㅤㅤ quando. em alguma tarde escolhida para o encontro de match.
o primeiro encontro já tinha sido incrível e o príncipe não poderia estar mais feliz por ter a chance de um segundo encontro com a primavera, a doce garota que o encantou na noite do baile e continuava desde então. sentiu-se mais do que satisfeito ao descobrir que ambos tinham se escolhido sem nem ao menos saberem quem eram de fato. as mãos estavam entrelaçadas a dela durante a visita ao aquário, era difícil saber com o que ele estava mais encantado, com ela ou com a vida marinha ali exposta. "estou tão animado, li que aqui eles tem espécies incríveis como polvos gigantes, peixes-sombra do Ártico, enguias-lobo e até as raras lagostas azuis!" exclamou animado, vestido quase como um peixe palhaço com seu casaco laranja e calça azul. "vem, preciso te mostrar os dragões-marinhos-arbustos, e claro... as estrelas do mar também" a animação dele era contagiante, mantendo sempre a mão na dela, balançando as mãos unidas pra lá e pra cá, um sorriso brilhante que não saia de jeito nenhum de seus lábios.
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❪ é claro que não odeio! ❫ a resposta viera automaticamente mas um segundo depois percebeu que aquela voz não era da sua mente, fazendo com que os olhos se arregalassem e as bochechas corassem abruptamente, algo extremamente difícil de acontecer: alguém deixar yumin afetada e sem graça. ❪ okay, tem alguém aí ou eu finalmente tô demonstrando sinais de esquizofrenia ou eu irritei o mundo sobrenatural e tô escutando os mortos? ❫ havia uma clara preocupação e nervosismo em seu tom de voz enquanto andava pelo local tentando achar alguma resposta e um suspiro aliviado escapou da mesma ao ver alguém sentado em um dos cantos do local. ❪ aí graças a deus você tá vivo, tá vivo né? ❫ cutucou o homem só pra ter certeza, o que não ajudou muito ao se tocar que ele era um príncipe. quanta sorte em senhora yu. ❪ aí eu te atrapalhei de dormir? desculpa! achei que estivesse sozinha. ❫ havia uma mudança clara no tom de voz da mesma para um mais ameno, sua raiva não era com ele afinal não tinha porque descontar nele. ❪ agora porque a vossa alteza tava dormindo aqui? tem algum bicho no seu quarto? ❫ talvez não devesse questiona-lo sobre aquelas coisas mas não podia evitar, assim como ele também parecia não consegui quando perguntou sobre o beijo. ❪ a não! nunca e provavelmente nunca mais vamos. ❫ rosnou baixinho um tanto irritada com aquela afirmação, ainda que acreditasse ser a verdade. ❪ eu não sei, mas tem o perfume e a energia, eu acho que dá pra reconhecer por isso, ou talvez não, aí você só piorou as coisas! e agora o que eu faço? ❫ a pergunta não tinha sido direciona para o príncipe em si mas para si mesma e como lidaria com aquela situação. ❪ eu organizo e planejo os eventos, me desculpe se você não gostou do último também, eu prometo que vou melhorar. ❫
...
“não tô morto, só um pouco sonolento” declarou bocejando, achando graça das palavras dela e da forma como agia, pousou o diário ali próximo e a olhou. “não, não atrapalhou, eu não devia estar dormindo aqui...” esfregou os olhos e bocejou mais uma vez, acabando por rir no momento seguinte. “não, não tem bicho nenhum no meu quarto, eu só gosto de ficar sozinho às vezes e aconteceu de eu cochilar, é divertido fazer o suwan ficar me procurando também” sorriu como um menino travesso, ainda que suas travessuras fossem inofensivas. “olha moça, se te incomoda o fato dele não ter te reconhecido é porque você gosta dele, e eu acho que você quer beijar ele de novo, então porque não fala pra ele e vê no que dá?” gawin via as coisas com muita simplicidade, para ele a mulher e tantas outras pessoas pareciam complicar as coisas desnecessariamente. “planeja eventos? o último? tá falando do baile? eu gostei muito, achei fantástico, foi um pouco estranho por não conhecer ninguém, mas também foi muito divertido. até abracei o oceano”.
— ah, mas se tiver reclamações, é só me dizer, viu? eu tenho várias também, mas não vem ao caso. brincou, um leve movimento de sua destra indicando para que ele esquecesse. no entanto, quem parecia incapaz de esquecer era ela, pois estaria mentindo se não tivesse perguntado discretamente sobre ele aos outros funcionários, mas não era a mesma coisa, queria conhecê-lo por ele, não pelo que cochichavam pelos corredores. — onde você diria que é sua casa? indagou em curiosidade, pois sabia que aquela resposta podia dizer muito sobre uma pessoa. tinha que lhe dar os créditos por como gaw pareceu pensar a frente e guiar seu rosto em direção ao dele, pois caso contrário, celestia dificilmente conseguiria manter o contato visual diante daquelas palavras que soavam tão carregadas para a criada. — eu não quis dizer dessa forma… defendeu-se fracamente, fechando os olhos por alguns instantes enquanto tentava reaprender a respirar. aquela havia sido uma fala sua tão automática, tão enraizada em seus anos no castelo que simplesmente escapou de seus lábios, superficialmente não devia agregar nenhum valor ou demonstrar o que pensava de si mesma, mas era inegável que carregava uma carga emocional ali. um último protesto ameaçava deixar sua boca, mas se conteve ao abrir os olhos para encará-lo, um sorriso contido em seu rosto e seus olhos brilhantes focados no rapaz, sua destra delicada no pulso masculino onde acariciava-o. — o que eu disse sobre me deixar sem palavras? retrucou manhosa, brincando uma vez que a maior de suas ansiedades foram sanadas com aquelas palavras que ela guardaria com carinho em seu coração. — fico mais calma sabendo que não te chateei, respondeu sincera com um leve acenar de sua cabeça, o sorriso divertido logo agraciando suas feições, — mas só talvez?! quer saber, retiro o que disse, não acho que vai conseguir roubar meu coração desse jeito. aproveitou para esclarecer o que havia dito antes, a expressão momentânea de falsa superioridade em seu rosto. — ok, então vamos lá: a constelação de gaw. recitou, buscando a folha que havia colocado com cuidado sob seu caderno de anotações, era uma simples pintura feita com aquarela de um mapa celeste, o céu tal como estava no dia que se conheceram e ela lhe prometeu as estrelas. — leve em consideração que eu não sou nenhuma artista, hein. avisou antes de lhe entregar a folha, aproximando-se mais do rapaz para pode apontar a constelação com um sorriso orgulhoso. — sei que deve estar pensando que é uma merda, mas vamos lá, é um c para você não se esquecer de quem te deu as estrelas, toda primavera quando olhar para o céu você vai se lembrar de mim. eu… eu não tive muitas ideias, mas eu me lembrei de uma estrela que me fez pensar em você e ela é o ponto de partida da sua constelação: a alphard. a solitária, porque ao seu redor não há nenhuma estrela que se iguale em brilho e isso me lembrou do seu sorriso, porque não me lembro de ter visto outro tão bonito por aqui. apontou para a estrela na extremidade inferior da sua constelação de faz de conta, seus olhos indo do papel para o rosto do rapaz várias vezes em apreensão. será que ele tinha gostado?
...
apenas riu assentindo com a fala dela, celestia era espontânea e divertida, era impossível não rir e admirá-la. “minha casa é em Taksin, junto das pessoas que me conhecem e me criaram, junto daqueles que me ensinaram tudo que eu sei hoje, também poderia dizer que minha casa é o mar” declarou com saudade de casa e daqueles que lhe eram próximos, desde que foi descoberto príncipe não os via. ali naquele momento fez uma promessa para si mesmo, quando voltasse para banthalu, visitaria Taksin o quanto antes, queria rever os amigos e aqueles que ele chamava de família. quando ela fechou os olhos, o movimento surpreendeu o príncipe de modo a preocupá-lo. será que ele tinha sido muito duro em suas palavras? será que ela tinha traumas que ele jamais conseguiria imaginar? será que ele tinha sido insensível? o abrir de olhos e a constatação de que ela estava bem o deixou mais tranquilo e quase cedeu ao ímpeto de abraça-la. “acho que mereço um prêmio por isso, não é fácil deixar sem palavras uma pessoa que sempre tem tanto a dizer”. provocou com diversão, se balançando e a empurrando um pouquinho com o ombro. “porque eu roubaria seu coração quando posso roubá-la por inteira?” a olhou com a expressão falsamente confusa, como se fosse um absurdo que ela cogitar que ele só queria o coração dela. gaw não sabia o que queria, só estava vivendo o momento, mas nem mesmo ele seria capaz de negar o carinho enorme que floresceu dentro de si desde o primeiro encontro deles no baile. “pra mim parece uma obra de arte” sorriu olhando para o papel feito um bobo encantado, pronto para ouvir a explicação dela. o que ouviu foi muito mais do que esperou, na verdade ele nem esperou nada, para o príncipe era tudo uma brincadeira, mas vendo o empenho que ela teve... “não é uma merda, é coisa mais bonita que alguém já me deu ou fez por mim” deslizou o dedo sobre a pintura emocionado antes de erguer o olhar para ela. “eu não precisaria disso para lembrar de você, celestia... você é uma das pessoas mais incríveis que já conheci e não é alguém esquecível, não mesmo”. o restante da explicação o pegou de um jeito único, já que no fim ele era sozinho, mesmo com tantos amigos e pessoas queridas ao seu redor, ele era órfão e não tinha mãe, isso o fazia se sentir sozinho no mundo em vários momentos. “se desse para eu te dar o meu sorriso, o faria agora”. pousou a mão sobre a dela e então com a mão livre, vasculhou o bolso da calça atrás do pequeno embrulho. “também trouxe algo pra você...” foi ele quem fez com a ajuda do estilista. “é algo simples, mas espero que goste”. entregou o embrulho à ela e ficou na expectativa de sua reação.
━━ isso é estar no meio do caminho, gawin. ━━ falou com um franzir do cenho, como se sua colocação fosse a mais óbvia do mundo. ━━ eu nunca lavei roupas. ━━ confessou baixo, por alguma razão e pensou que talvez fosse mais perigoso para seu vestido ser lavado por ele. gostava muito daquela roupa, não podia perdê-la, então apenas deixou aquele assunto morrer no ar. ━━ fofa? eu não sou fofa! retire o que disse. ━━ começou a se levantar, batendo as mãos nas roupas para tirar a grama e a poeira e a terra. ━━ não, porque não preciso disso. pode ficar com seu título, humpf. anda, você vai me acompanhar até onde eu preciso ir. é seu castigo.
...
“claro que não é, o caminho é ali e não aqui no meio dos arbustos” rebateu como uma criança contrariada que não dava o braço a torcer. “claro, você é nobre, nunca lavou porque nunca precisou” a resposta veio de forma simples, não era um julgamento, era só um fato declarado sem importância. claro que ele caiu na risada com aquele mini ataque de pelanca dela. “continua sendo fofa” declarou ainda rindo. “oxi, você nem tem autoridade pra me colocar de castigo” reclamou em tom divertido, se levantando também. a acompanharia apenas por diversão. “para onde eu e meu títulos devemos acompanhá-la, senhorita?” vez uma pequena reverência implicando com ela, gawin não era do tipo pentelho, mas era divertido implicar com mishil, ele gostava da song.
“imagino que para você isso seja tão fácil quanto respirar, não?” pelo que conversaram o rapaz habituara-se a pescar desde novo, oposto da rainha. “ótima ideia” um ris envergonhado escapou iseul. a canhota apoiou-se na mãe de gawin e com rapidez a rhee adentrou a pequena embarcação. colocando a bolsa no canto desta a morena sentou-se para evitar atrapalhar. “sim, cresci escapando para nadar num lago atrás do palácio em kotgil” amava passar tardes dentre a floresta, os campos de flores e cachoeiras na terra natal, quiçá isso a auxiliasse no passatempo. “certo. quer ajuda para remar, ou devo cuidar de outra coisa?” a cabeça indicou o remo, disposta a ajudar como podia.
...
"sim, pescar, nadar, navegar... até me guiar pelo céu noturno e posição das estrela é algo tão fácil quanto respirar” declarou de maneira simples, o sorriso nunca abandonando seus lábios, apesar de ter crescido se a mãe, gawin sempre foi grato pelo acolhimento que teve de seus vizinhos e todas as coisas que citou o ajudava a não se sentir sozinho, mesmo quando não estava cercado de pessoas. “você precisava escapar muitas vezes para fazer as coisas? ouvi algumas coisas sobre isso, de como a realeza é privada de liberdade desde o nascimento” questionou curioso, não apenas a respeito de iseul, mas também dos costumes da realeza em geral, era tudo muito novo para ele e o príncipe não conseguia se ver sem toda a liberdade que possuía antes. “pode relaxar a aproveitar a vista, não sou tão forte, mas consigo remar com tranquilidade” piscou charmoso pra ela sem qualquer intenção de flerte, era apenas gaw sendo ele adorável do jeito dele.
“mais cedo!?” foi impossível não exclamar de indignação enquanto ouvia o outro falar, completando ao esclarecer que depois disso ainda caiu do skate. e por mais que sua vontade fosse de repreendê-lo, o jeito inocente como foi dito as palavras deu a entender que ele realmente não sabia o que estava fazendo. suspirando derrotada, na-bi continuou caminhando em direção a enfermaria com ele. “quando for assim você precisa solicitar ajuda imediatamente, tudo bem? com a saúde, por menor que seja o problema, a gente não se brinca. dependendo como estiver, eu te digo se o senhor conseguirá participar.” apesar de ele ser mais jovem que si, na-bi lembrou-se de se dirigir a ele com educação, afinal, era uma funcionária do palácio e ele um convidado. depois de alguns minutos os dois chegaram na enfermaria e ela foi logo deixando ele na cadeira e pegando um banco próximo para que ele esticasse a perna. “eu vou buscar um gelo para senhor e ver se tem alguém que possa ajudá-lo. por favor, não saia daí.”
....
fez uma careta diante da exclamação e já se preparou para ouvir uma bronca, sabia que tinha sido imprudente. será que ela contaria para suwan? se bem que não via como o capitão não ficaria sabendo sobre aquilo, era seu dever saber de tudo afinal. será que receberia bronca dele também? “prometo que da próxima vez não esperar passar sozinho, virei direto na enfermaria” declarou como uma criança que aprendeu a lição, afinal, seu pé doía bastante. se deixou ser guiado até a enfermaria e se sentou, também colocou o pé sobre o banco que ela pegou, como o mocinho obediente que era. “não vou sair, mas para de me chamar de senhor, por favor” assegurou rindo levemente. “eu era só um atendente de bar antes”
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a cabeça pendeu para o lado observando a jovem, o olhar se tornou intrigado, a fitando com atenção. ela lhe parecia familiar, mas não entendia o porque, nunca foi um bom observador e sua memória também não era das melhores. “não é exatamente o meu quarto, não é a minha casa” comentou de forma leve encolhendo os ombros. “não precisa pedir desculpa, só está fazendo o seu trabalho afinal” não gostava da ideia de pessoas o servindo, então sua fala não foi exatamente confortável para ele, mas conseguiu manter o tom simpático e amigável. “ah sim, claro” olhou para a pequena pilha de roupas que ela apontou e a pegou com a mão livre, o diário se mantendo seguro na outra mão, se aproximou da porta e estendeu as roupas para ela com um sorriso nos lábios. lavar roupas era uma das poucas coisas que ele gostava que fizessem por ele, ficavam bem mais macias e cheirosas do que quando ele mesmo lavava. “pode levar sim e muito obrigado por isso… er… hum… não conheço muito por aqui, poderia me indicar um lugar tranquilo onde eu possa ficar sem ser interrompido?” perguntou um pouco sem jeito, não queria abusar do tempo dela ou atrapalhar sua rotina de trabalho. poderia procurar por ele mesmo já que adorava explorar lugares novos, mas economizaria tempo se ela pudesse ajudá-lo. tinha tantas coisas rondando em sua mente que precisava colocar no papel para entender melhor.
— não está sendo tratado bem o suficiente, alteza? indagou sem pensar muito e mesmo que pudesse soar como uma ironia à ouvidos leigos, era uma dúvida sem maldade alguma da dama. — qualquer coisa que tiver para reclamar é só falar com uma das governantas, estamos dando nosso melhor para que se sintam em casa. era quase como declarar um mantra naquele ponto, pois aquela frase havia sido repetida tantas vezes nos treinamentos que já a deixava enojada, porque quando pessoas se sentiam em casa, se viam no direito de serem desagradáveis. assentindo com um leve sorriso, estendeu os braços para recolher as peças de roupa, segurando-as com cuidado. sequer precisava pensar muito para lhe dar uma resposta concreta, mas ainda assim passou alguns segundos encarando o rapaz — definitivamente não estava errada sobre como havia o classificado na festa mesmo com a máscara —, balançando a cabeça suavemente, abriu um de seus primeiros sorrisos sinceros daquele dia, — o observatório. respondeu brevemente, tão rápida quanto a forma que reverenciou-o mais uma vez antes de dar as costas e seguir pelo corredor sem olhar para trás.
Separados pelos Reinos e pelos títulos, o príncipe de Banthalu e uma de nossas funcionarias parece não só estar conquistando o coração um do outro como de todas as nações, será que já temos um casal favorito?
━━ eu estava com pressa, não estava olhando para o chão. e quem é que cochila no meio do caminho assim? ━━ estendeu a mão para empurrar o outro de leve, ainda irritada por ter tropeçado nele daquela forma tão repentina e boba. ━━ é pra tanto, sim. por acaso você vai lavar meu vestido como desculpas? ━━ suspirou alto, ainda sentada, mas assim que percebeu a expressão dele, franziu o cenho. ━━ por que você está rindo? não tem graça! ya, gawin! você devia era pedir desculpas por ter me feito cair. acha que pode fazer o que quer só por ser príncipe? grande coisa. ━━ resmungava, como de costume.
...
"eu não cochilei no meio caminho, estava entre os arbustos” se defendeu achando um absurdo o que ela estava dizendo. “se isso fizer você parar de reclamar, eu lavo, não vejo problema nenhum, não é como se nunca tivesse lavado uma roupa na vida” tudo bem que ele não era o melhor lavador de roupas, muitas vezes suas roupas ficavam um pouco duras quanto ele lavava, mas podia pedir ajuda para nabi se fosse o caso. não teve jeito, o riso dela o fez rir abertamente. “estou rindo porque você fica fofa irritada, só isso” declarou em tom risonho. “ok, ok” ergueu as mãos em rendição, mas ainda estava rindo um pouquinho. “desculpa, não fiz por mal, ok? foi só um acidente” explicou se desculpando. “grande coisa... isso aí é ressentimento?” repetiu as palavras dela antes de indagar, ele não via nada demais em ser um príncipe, mas parecia que a outra se incomodava.
— pois então me responda agora. protestou, dando um tapinha no dedo apontado para si em uma brincadeira manhosa. o pobre coração de celestia já nem sabia mais como reagir, ao ponto que quase toda apreensão lhe deixava, outra sensação lhe invadia, algo que ela ainda não sabia nominar, mas que era boa, muito boa, a deixava confortável e fazia-a se sentir acolhida, bem-vinda sem forçar nada, apenas acontecia. — não menti quando disse que o objetivo aqui é te fazer se sentir em casa. nem mesmo seu tom suave conseguia mascarar a determinação que carregava em suas palavras, independente do que aconteceria ali, desejava que o rapaz se sentisse bem em solis e faria o possível para isso. o sorriso que carregava transformou-se em um risinho com a atitude alheia, seu polegar acariciando a maçã do rosto dele com leveza em um gesto quase automático diante de tamanha fofura. — você parece um filhotinho assim. comentou, os olhos se fechando com o carinho que recebeu de volta, nada além de satisfação estampado em seu rosto sereno (com as bochechas rubras que tentava ignorar), estava acostumada com gestos carinhosos, mas não daquele tipo que fazia aparecer borboletas em seu estômago, por mais clichê que pudesse soar. — não aguentei ficar lá em cima sabendo que aqui a noite estrelada estaria ao meu lado, parece ser onde eu pertenço. brincou, lançando uma sutil piscadela na direção do mais alto. — eu adoraria ter tido uma ajudinha, mas fiquei com vergonha de pedir porque… eu não sabia como seria quando você descobrisse que eu sou uma ninguém. tinha que tirar aquela parte a limpo, caso contrário com aquele peso em seus ombros não iria conseguir aproveitar aquele momento como deveria. — eu não menti, mas eu também não disse a verdade e por isso eu sinto muito. foi por isso que dei as costas e te deixei falando sozinho aquele dia, estava com medo depois de ter visto a fantasia no seu quarto. ah, a verdade com toda certeza era libertadora e celes sentia que conseguia finalmente relaxar e aproveitar propriamente daquela aura celestial que os envolvia — só eles e as estrelas. — ei! lembra que eu disse que você iria ser preso se continuasse assim? resmungou diante da fala alheia, seu nariz franzido em falsa reprovação. — mas dessa vez vai ser por roubar algo e eu não vou te deixar sair impune. foi a sua vez de apontar o dedo acusatoriamente na direção de gaw, os olhos semicerrados poderiam ser para dar efeito ao que dizia, mas os olhos estreitos imitavam meia luas pelo tamanho do sorriso que se recusava a deixar o rosto dela. — eu quis deixar um pouquinho especial e usei o céu do dia do baile para nomear a sua constelação, as posições mudaram um pouco desde então e ela ainda está sob o horizonte, mas posso te explicar minha escolha enquanto isso, o que acha? confesso que estou ansiosa.
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claro que ele riu, não só com a fala dela mas com todo o conjunto de expressões e palavras. “não me sinto em casa desde que fui descoberto como herdeiro de um trono, mas não tenho do que reclamar, principalmente do tratamento que venho recebendo aqui” explicou mesmo sem precisar, de alguma forma o príncipe não queria que ela o achasse um mimado ou que ele não valorizava o serviço prestado por todos no palácio de solis. sem conseguir se conter apertou a bochecha dela com carinho entre o indicador e o polegar. “você adorável demais, não sou o único criminoso aqui” provocou antes de soltar a bochecha dela e rir leve. “hey” buscou os olhos dela e fez questão de tocar em seu queixo para que o olhasse. “nunca mais diga que é uma ninguém, e daí que você não é da realeza? faço parte desse mundo tem uns quatro meses e posso dizer com propriedade que conheço pessoas simples com muito mais caráter. você é a celestia, então você é alguém, não é dinheiro, poder ou posição social que vai determinar isso” teve vontade de abraça-la mas se manter firme, não estava dando uma bronca, suas palavras eram suaves, porém sérias. “não sei o que você passou ou o motivo de pensar assim, mas... acredita em mim, você é alguém e é fantástica, não deixe que ninguém a faça pensar ou se sentir diferente disso, por favor...” o por favor foi sussurrado como se suplicasse. pousou mais um beijo carinhoso no topo da cabeça dela antes de libertar seu queixo. “você não mentiu e é isso que importa, não estou chateado, você continua tão incrível quanto na noite do baile, talvez até mais” soprou as palavras finais só para provocar, daquele jeito infantil e inocente que possuía. “ok, ok e o que estou roubando?” ergueu as mãos como se estivesse sendo preso, num misto de diversão e confusão, já que não tinha entendido muito bem o que ela quis dizer com aquilo. “fique a vontade, estou começando a ficar ansioso para sua explicação”
❪ você não é muito bom em se esconder. ❫ afinal era meio obvio sua paixão pelo mar, uma hora ou outra suwan sabia que o príncipe cederia e apareceria no local por isso ia todos os dias esperando encontra-lo. ❪ você foge de mim mas está aqui lendo os livros que te dei. ❫ acreditava que gaw fugia de si exatamente porque não queria mais uma coleção de leitura entediante mas agora se questionava outra coisa. ❪ por acaso não gosta de minha companhia? ❫ apesar das expressões serem imparciais, o guarda estava levemente chateado, sabia que podia ser duro as vezes e que tudo aquilo era novo demais para o outro mas só estava tentando fazer o melhor que podia. ❪ ou só quer me deixar louco? ❫ não duvidava mesmo daquela importasse, já tinha aceitado que o príncipe seria a razão de seus cabelos brancos futuramente e em partes até que ele gostava disso. ❪ eu sei que vim pra cá só como seu guarda e tutor. ❫ aquele ponto tinha se atrevido a sentar ao lado de gawin e fitar o mar, ele entendia porque o outro gostava tanto dele. ❪ mas achei que já fossemos amigos, amigos não ficam fugindo um do outro. ❫ seu tom agora era de uma quase bronca ainda que soubesse que jamais conseguiria ficar muito tempo chateado com qualquer coisa que gaw fizesse. ❪ está muito difícil de entender? ❫ apontou para o livro que ele lia. ❪ não que eu não te ache inteligente mas você nunca teve contato com esse tipo de assunto antes e sei que pode ser complicado. ❫
...
"droga, não acredito que você descobriu, claro que quero te deixar louco” dramatizou em tom de brincadeira antes de rir um pouco. “estou lendo porque levo minha nova posição a sério e quero mesmo ajudar banthalu” declarou com um leve suspirar. “não estava exatamente fugindo de você, ok... confesso que é divertido fazer você me procurar, mas não foi o motivo principal. são muitas coisas acontecendo, muita atenção que ando recebendo, isso me deixa um pouco incomodado... também tem o fato de eu ter um encontro com a primavera dentro de alguns dias, a gente combinou durante o baile e isso tá me deixando nervoso, quando fico assim prefiro passar um tempo sozinho pensando” explicou pousando a cabeça no ombro do capitão já que ele se sentou ao seu lado. “mas não tô só fugindo de você, fiz amizade com a rainha de kotgil e com a princesa de monte yildiz também, tenho me esforçado para conhecer as realezas dos outros países e aprender mais, tentar conseguir algum tipo de apoio”. ás vezes ele achava que não era o suficiente tudo que estava fazendo, mas ao menos tava tentando. “um pouco...” riu voltando a atenção para o livro, alguns conceitos eram difíceis de entender. “achei interessante os conceitos de monarquia parlamenta e monarquia constitucional, mas ainda não entendi muito bem como funcionam na prática”
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ㅤ onde. jardins.
ㅤㅤㅤ quem. @gcldendyncsty
ㅤㅤㅤ quando. em alguma tarde, pós evento de abertura.
mishil estava atrasada. sua dama de companhia enviou um aviso de que seu pai gostaria de falar consigo urgentemente e a jovem ficou tão transtornada com isso que resolveu apenas voltar para o castelo para decidir melhor o que fazer. o lugar onde estava não era longe do local para onde precisava ir, mas o percurso ficaria mais curto se cortasse caminho pelo jardim e foi isso o que fez. o que mishil não esperava era se deparar com um par de pernas e, de quebra, tropeçar nas duas e cair no chão. a jovem virou-se de imediato, sentada ainda na grama, para ver no que ━ ou em quem ━ tinha tropeçado. ━━ gawin! ━━ falou alto, irritada. ━━ o que você está fazendo aí? aish, você é terrível, por que teve que me fazer tropeçar? olha só, meu vestido está todo sujo por sua causa! ━━ acusou, mostrando o tecido manchado de terra.
a olhou com uma careta de dor enquanto massageava o pé. “porque a culpa é minha? você tem dois olhos e nem usa óculos, então suas vistas são saudáveis, podia ter visto meus pés” reclamou sentindo um pouco de dor e parecendo uma criança. “eu não sou terrível e também não te fiz tropeçar de propósito, só acabei cochilando aqui sem querer, o vestido é só lavar, não é pra tanto”. retrucou observando a mulher sentada na grama, naquele momento precisou conter a vontade de rir, as feições zangadas da lady eram fofas e ele começou a pressionar os lábios um no outro para não desatar a rir.
ㅤ onde. grande lago
ㅤㅤㅤ quem. @isceul
ㅤㅤㅤ quando. em alguma tarde, pós evento de abertura.
o cansaço no corpo da monarca não parecia importuna-la fronte a hora reservada na agenda para o pequeno passeio de pesca. colocar as reuniões e papeladas de lado não significava que a rhee ia apenas por mero apreço ao mais novo. nutria curiosidade por gawain e os planos dele para o país. quiçá uma aliança fosse favorável, ou uma boa amizade fosse cultivada. qualquer cenário parecia imperdível para iseul. é claro que antes requeria um traje confortável, e dentre as peças mais formais fora capaz de optar pela combinação. deduziu que gaw cuidaria dos apetrechos para percadia, por isso levou consigo uma bolsa menor com dois sanduíches caso o mais novo ficasse com fome. animada a monarca passou pelos jardins e um pedaço da floresta, findando no lago aonde o rapaz e um barco lhe esperavam. “nunca estive tão animada. só não prometo pegar algum peixe de fato” o riso amigável escapou-se dos lábios e a rhee repousou os pertences ao lado das varas de pescar. “por onde começamos?”
...
“não precisa prometer, mas aposto que consegue” piscou divertido para ela. “vamos começar entrando no barco, que tal?” estendeu a mão para ajudá-la a embarcar no pequeno barquinho de madeira, logo depois ele embarcava também e já começava a remar. “você sabe nadar?” questionou com curiosidade, iseul parecia uma mulher destemida e ele admirava isso. “iremos até o meio do lago, lá é mais fundo e mais propício para conseguirmos pescar algo”. explicou com animação, o dia estava bonito e a vegetação ao redor ajudava a tornar o ar mais úmido e o clima mais fresco.