βEu gostei de vocΓͺ do jeito mais honesto que eu sabia.
O que eu tinha era simples: presenΓ§a, cuidado, intenΓ§Γ£o limpa. Era mensagem pensada, silΓͺncio respeitado, vontade de ficar sem precisar invadir. Eu gostei de vocΓͺ do jeito possΓvel β do jeito que cabe na realidade de alguΓ©m que ama sem se perder de si.
Talvez vocΓͺ nΓ£o tenha visto. Talvez tenha visto e nΓ£o acreditado. Talvez o seu coraΓ§Γ£o estivesse ocupado demais se defendendo para perceber que eu nΓ£o estava ali para ferir. Eu nΓ£o tinha provas concretas, sΓ³ gestos pequenos e constantes.
Eu quis ser abrigo, mas nΓ£o podia desmontar as suas tempestades sozinho. Eu quis ser escolha, mas nΓ£o podia lutar contra fantasmas que nΓ£o eram meus. Fiz o que estava no meu alcance. Amor nΓ£o Γ© tese para ser defendida. Γ presenΓ§a. Γ constΓ’ncia. Γ cuidado repetido nos detalhes. E eu fui o que consegui ser, sem ultrapassar meus prΓ³prios limites, sem me abandonar para convencer alguΓ©m a ficar.
Se ainda assim nΓ£o foi suficiente para que vocΓͺ sentisse o mesmo, eu preciso aprender a aceitar que sentimento nΓ£o se implora, nΓ£o se negocia, nΓ£o se forΓ§a a nascer.
Ainda assim, eu gostei de vocΓͺ. E mesmo que isso tenha sido sΓ³ meu, foi sincero β e isso ninguΓ©m pode tirar de mim.β
Nebulento.

















