“Era domingo. E como de costume, lembrei dele.Às 23:30 decidi ligar. - Alô? – Ele atendeu. - Oi! Cheguei na cidade. Preciso te ver. – Eu disse. - Como assim? - Estarei em meu apartamento em 20 minutos. Me encontre lá. Até mais. E desliguei. Nós, mulheres e essa nossa mania de ressurgir das cinzas. 35 minutos depois e ele estava na minha porta. Ele apareceu. Meu coração disparou. Estava incrivelmente lindo. O abracei apertado. Olhei nos olhos. Sorri. Segurei a mão dele e o puxei para dentro do apartamento. - Sente-se. Vou pegar o vinho. Voltei com duas taças de vinho. O olhei e sorri. O que você quer? – Ele perguntou – - Beba. – Eu disse – Decidi sentar no outro sofá e o olhar fixamente. - Você parece surpresa. – Ele disse e sorriu – - E estou. - Respondi erguendo uma das sobrancelhas – Levantei e fui em sua direção. Sentei ao seu lado, cruzei as pernas e olhei-o. Que saudade! – Eu disse – Vi seu olhar desviar para a taça de vinho. Levantei e fui até a sacada do apartamento. Ele veio atrás. Se encostou na porta e como de costume, me observou. Por que você voltou? – Perguntou – - Já disse, mas acho que você não acreditou. Olhei para as estrelas. Ele me abraçou apertado por trás e beijou meu pescoço. Estava com saudade – Ele disse – Era o que precisava. – Respondi virando-me para ele. Entrelacei os braços ao redor do seu pescoço e sorri. Me pegou no colo, olhou dentro dos meus olhos, e foi em direção a sala, jogou-me no sofá, prendendo meus braços com apenas uma mão e beijou da barriga até à boca. Não gosto de ser dominada. – Disse – Então, virei-me e sentei em cima dele. Uau! – Sorriu – Respondi com um sorriso. Entrelacei minha perna por cima da dele e naquele momento ele não tinha mais escapatória. Estávamos em um momento tão prazeroso que eu nem lembrava dos momentos ruins. Suávamos muito. Era o prazer escorrendo pelos poros. O prazer de estar com uma pessoa que te faz bem sem fazer esforço. O puxei pelo braço e levei para o quarto. O fiz sentar em uma cadeira e fiquei por cima dele. Farei o que quiser e como eu quiser – Sussurrei em seu ouvido – O prendi na cadeira, mãos e pés amarrados. Vi em seu olhar o medo e o prazer o dominar. Me apoei em suas pernas, me inclinei para frente, encostei meus lábios em sua orelha, senti o seu coração acelerado. Então sussurei em seu ouvido com uma voz sedutora: confie em mim, te darei uma noite de prazer. Nada que você não goste, só confie em mim. Então passei a ponta dos meus dedos em seu corpo febril, passei a língua na cartilagem da sua orelha e a mordi de leve. Levantei, e no balde onde estava o champanhe, peguei algumas pedras de gelo, coloquei uma em minha boca, fui em sua direção, te olhando fixamente, fui passando-as pelo meu pescoço, descendo para os meus seios, que cujo os bicos estavam duros e sensíveis, fui fazendo movimentos circulares sem tirar o gelo deles, descendo para minha barriga, chupando o gelo que derretia em minha boca, me ajoelhei no chão, fiquei de quarto e engatiei para ficar mais próxima. Prendi o gelo entre os dentes, e fui passando na tua barriga, e no teu pescoço. Você mordia os lábios, e procurava os meus lábios, aproximei minha boca da sua. Você não pode me beijar, falei, então você ignorou e tentou me beijar, mas recuei. Te olhar amarrado e sob o meu poder, me deixava completamente excitada. Então ouvi o meu nome… Shh! Te interrompi. – Você me desobedeceu. Balancei a cabeça. Dei dois tapas seguros em seu rosto. Então ouvi: deixa eu lhe chupar, deixa eu entrar em você, até você gozar? Ouvir você implorando por mim, me deixava louca. Te dei um beijo molhado e gelado, intenso, minha língua se movia devagar, brincava com a sua e a chupava com vontade, assim fiz com seu lábio inferior. Levantei e te soltei da cadeira, te vi correndo em minha direção, e me empurrando contra a parede. Tirei a sua blusa depressa, e abri o ziper da sua bermuda. Me ajoelhei no chão, então passei a mão em teu pau que estava duro feito pedra, em seguida comecei a te chupar, como nunca antes chupei, senti os teus dedos entrelaçar os meus cabelos e empurrar minha cabeça para frente e para trás. Ouvir os teus gemidos abafados pela respiração ofegante, deixava com que eu ficasse molhadinha, e o meu corpo chamasse por você. Sem tirar os olhos de você levantei e te conduzi até a cama. Deitei por cima de você e sentei em seu pau, me inclinei para frente, e tremia a minha bunda sem parar. Ouvi você sussurrar: Treme, minha gostosa. Senti um tapa e você apertar a minha bunda. Então soltei um gemido alto. Te dei um selinho, e em um movimento, tu me deixou de quatro, senti você entrar em mim com força, e nesse entra e sai. Você gozou chamando o meu nome, e foi naquela noite de domingo, que eu voltei para o homem que eu amo.”
— Memórias de uma noite de amor. - Katelley Oliveira acompanhada por Daniel Fernandes























