âEu queria poder te dizer que eu estou bem, mas seria mentira, e eu prometi que nĂŁo mentiria pra vocĂȘ. Encaro as paredes rosas, cor alegre, pra tentar clareia a escuridĂŁo que fica aqui dentro. Vejo meu reflexo no monitor do computador e penso como eu estou acabada. Desligo as luzes, fecho a porta, me fecho, me escondo na gaveta. Me acomodo no canto, no escuro, no quente. Percebo que o canto, o quente, me incomodam. E penso que tudo me incomoda. Enlouqueço vendo meu semblante no telhado, as estrelas de mentira, o porta retrato mal posicionado, as medalhas empoeiradas. Segundo⊠Segundo plano, segunda opção, segundo lugar. Enlouqueço tropeçando na calçadas, tropeçando em desconhecidos, tropeçando em mim. E eu subo, subo degraus dos ĂŽnibus, enlouqueço no caos diĂĄrio, perco a parada, desço para o inferno. Meu inferno particular. Cumprimento os antigos sentimentos, sorrio para os novos objetos. Gelado, pele. Meus dedos se rasgam por ter escrevido na parede com as unhas, carne viva, viva. Como?! Da minha testa meu suor vira sangue, sangue vira lĂĄgrimas, lĂĄgrimas viram nada. Um nada, isso que me tornei, isso que eu sou. Pobre inĂștil, mas como se tornar Ăștil sem querer ter obrigaçÔes?!. Minhas playlist tocam mĂșsicas eletrĂŽnicas, a quem eu quero enganar? Ouvir esse ritmo nĂŁo significa que meu coração vai funcionar. SerĂĄ que bate? Depois de tanta lama. Lana. âYouâre fucking crazy, youâre crazy for meâ. Eu te amo pela primeira vez, pela ultima vez, eu nĂŁo estou bem, baby.â