Depois do que pareciam ter sido apenas 5 minutos de descanso, Elizabeth sentiu o amigo cutucá-la. Abriu os olhos devagar, sentindo a claridade em seu rosto. Já devia ser perto de umas 11hrs, pois o sol já estava alto e queimava suas pernas através do para-brisa. A loira se espreguiçou e coçou os olhos para acordar. Olhou em volta e viu que haviam parado à beira de uma cidadezinha que ela não reconheceu. Os carros passavam velozmente por eles, deixando uma nuvem de poeira para trás. Elizabeth se levantou, abriu a porta e deu outra espreguiçada antes de sair do veículo. Esperou Patrick passar para o banco do passageiro e se deslocou preguiçosamente até o lugar do motorista. Deu um bocejo, antes de entrar novamente no carro e colocar o cinto. “Boa noite, Pat.” Disse, acariciando a cabeça do amigo, antes de soltar o freio e pisar devagar no acelerador, esperando um bom momento de voltar para a pista. Assim que conseguiu um brecha, acelerou com tudo, voltando a rodovia. Manteve-se bem próxima a velocidade máxima permitida durante as próximas horas. Olhava às vezes no canto do olho para Patrick completamente desacordado. Pensou em fazer alguma pegadinha, contudo, acabou desistindo de tal ideia, pois ainda faltava um bom pedaço até São Francisco. A loira pretendia chegar em casa próximo a hora do almoço, visto que a fome já começava a despontar. Lá pelas 12:30, Elizabeth arriscou-se a ir um tanto mais rápido, pelo fato de não estar mais aguentando de tanta fome. Só comera aquele pacote de m&m’s desde que acordara. Assim, que avistou a entrada de São Francisco, seu coração acelerou. Estava em casa. Às vezes sentia falta de sua cidade natal, principalmente do clima dela. Não sabia explicar, mas o modo de vida de Los Angeles era de certa forma diferente do que ela estava acostumada. Não que ela não gostasse. Passou por vários pontos da cidade que sabia que tinha de levar Patrick para conhecer, porém, nem mesmo pensou em parar, porque já havia passado da hora de chegar na casa dos seus pais. Era bem provável que já tivessem ligado para ela para perguntar onde estavam. Quando finalmente chegou na rua de seus pais, já havia passado alguns minutos das 14hrs. Entrou na garagem, estacionando ao lado do carro de Annabeth e cutucou o moreno para que ele acordasse. “Bom dia, flor do dia. Chegamos ao nosso destino, está na hora de acordar!” Cumprimentou o amigo, apesar dele não dar sinal de estar desperto. “Patrick, benzinho, acorda.” Disse com uma voz melosa, enquanto desligava o carro do amigo. Deixou-o dormindo e foi até a traseira do veículo para descarregar as bagagens. Annabeth, que provavelmente não aguentava mais ficar naquela casa sem a companhia da irmã, veio correndo ao seu encontro assim que escutara o barulho da chegada dela de dentro de casa. As duas se cumprimentaram com beijos e abraços e, ao perceber que o amigo ainda estava preguiçoso dentro do carro, Elizabeth voltou e deu uma longa buzinada. “Patrick, caralho, chegamos. Levanta essa bunda preguiçosa daí.” Disse, sacudindo o rapaz.