Finalmente, deves recomendar-te instantemente a Maria, a Rainha das Virgens, se quiseres perseverar no teu estado de virgindade perpétua. Ela é que prepara e conclui a união das almas com Seu Divino Filho; ela que alcança para essas almas escolhidas a graça da perseverança, pois, sem a Sua assistência, todas tornar-se-iam infiéis.
"As Virgens seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá" (Apoc 14, 4). Elas seguem jubilosas e cantando a Jesus, seu Divino Esposo, mesmo no meio dos opróbrios e penas, a exemplo de milhares de virgens que foram ao encontro da morte e das torturas, cheias de alegria.
Vós, que ledes estas linhas, -dirijo-me àquelas que se sentem chamadas pelo Divino Esposo a renunciar ao
Matrimônio -vós, que quereis pertencer a Jesus Cristo, não vos obrigueis desde logo por um voto, nem façais, logo no começo, o voto de castidade perpétua; fazei esse voto quando Deus vo-lo inspirar e o confessor o permitir. Aconselho-vos, porém, que agradeçais a Jesus Cristo, vos ter chamado a Seu especial amor, e vos ofereçais ao Senhor como coisa que Lhe é consagrada e própria para todo o sempre. E, por isso, dizei-Lhe assim: Ó meu Jesus, meu Deus e Salvador, que por mim morrestes, perdoai-me se também eu ouso chamar-vos meu Esposo. Ouso porque vejo que Vos agrada chamar-me a essa honra. Essa graça é tão grande, que não Vo-la posso agradecer suficientemente. Eu merecia estar agora ardendo no inferno, porém, em vez de me castigar, escolheis-me para esposa Vossa. Pois bem, meu Divino Salvador, eu renuncio ao mundo, eu renuncio a tudo por amor de Vós e a Vós me entrego inteira e
irrevogavelmente. De hoje em diante sereis meu único bem, meu único amor. Vejo que quereis possuir meu coração inteiro: ei-lo, entrego-o sem restrição. Aceitai meu sacrifício e não me repulseis como eu mereceria. Esquecei-Vos de todas as ofensas que Vos tenho feito até hoje: detesto-as de todo o coração. Ah! Tivesse eu morrido antes de Vos haver ofendido! Perdoai-me em Vosso amor, e concedei-me a graça de Vos permanecer fiel e nunca mais Vos abandonar. Vós, ó meu Esposo, Vos entregastes todo a mim; eis-me aqui, eu também quero entregar-me toda a Vós. Ó Maria, minha Rainha e minha Mãe, prendei meu coração ao Coração de Jesus Cristo; ligai-me tão fortemente a Ele, que nunca mais possa desprender-me de Vosso Divino Filho.
Fonte: Livro TRATADO DE CASTIDADE
Santo Afonso Maria ligório
entregar nossas vidas neste amor – não “a este amor”, como seria o “correto”, mas “neste” amor, pois “entregar”, aqui, é um sinônimo de “consumir”, mas em um grau inferior.
+ consumir nossas vidas neste amor – primeira alusão que o Moysés faz à vida como tomada pelo fogo de amor esponsal que, de vários modos, consome-a por dentro e por fora, como veremos. Em que amor somos chamados a nos consumir?
+ no amor incondicional a Jesus Cristo;
+ no amor que consome nossas vidas, como o fogo consome o combustível a seu alcance;
+ no amor que busca cada vez mais o esquecimento de si (da pessoa que se consome de
amor);
+ no amor que busca cada vez mais o esquecimento de sua própria vontade (da vontade da pessoa que se consome de amor);
+ no amor que busca cada vez mais o esquecimento de seus próprios interesses (interesses da pessoa que se consome de amor);
Fonte: Livro Amor esponsal
Maria Emmir Nogueira
NA FORMAÇÃO, este caminho vai se concretizando. No Carisma, compreendemos que Deus age de diversas maneiras, e uma delas em particular é por meio da formação. Deus se utiliza das autoridades, cujo significado indica a dimensão do “fazer crescer”, para que não cresçamos sozinhos, na verdade sozinhos só nos alienamos. Necessitamos da graça de Deus, sobretudo, e também dos instrumentos desta na nossa vida. Isso só acontece se nos colocamos com coração de formando. Afirma nosso fundador nos Escritos: É necessário, antes de mais nada, que cada pessoa que o Senhor coloque diante deste chamado tenha desejo, queira, se disponha, se coloque como um formando, como alguém que quer crescer, que deixa-se formar, que deixa fazer brotar a semente e a árvore que existem dentro de nós para compor o novo jardim do Senhor.31
A formação sempre foi vista e acolhida como um grande dom de Deus para a vivência da vocação, pois é um lugar privilegiado da ação divina na vida de todos aqueles que são vocacionados a este magnífico chamado. Após o período de postulantado (experiência com a Vocação) Deus nos chama a viver o ano de formação, a vivermos um forte tempo de formação que visa como grande meta nos conformar – nossa mente e nosso coração – ao Carisma da Vocação. Esse itinerário permanecerá não somente no tempo inicial, mas é uma graça que é permanente, pois por toda a vida seremos formados segundo a vontade de Deus.
Fonte: Livro Quero ser amigo de Deus
Pe. Rômulo dos Anjos










