Todos os dias eu minto para mim mesma, dizendo que tudo está bem. Não está. Por baixo de todas as mentiras, de todos os sorrisos, de todas as piadas, de todos os conselhos, de toda a farsa, há um buraco enorme. Um buraco largo, escuro e infinito. E ele dói. Muito. Todos os dias ele dói. E há dias como hoje que a dor chega ser insuportável. Como se o buraco fosse me engolir inteira. Como eu fosse um buraco negro ambulante, tentando desesperadamente sugar alguma vida para dentro dele. Um buraco infinito. Uma ferida que jamais vai curar. Jamais vai deixar de sangrar. Dói todos os dias. E eu não sei como fazer parar. Vai doer para sempre, e quando eu parar de respirar, ela vai continuar doendo porque é uma ferida de um coração partido, e o amor transcende o tempo e o espaço. A dor que ele causa também.














