GO MINSI? Não! É apenas OH NARI, ela é filha de MORFEU do chalé 40 e tem TRINTA E DOIS anos. A TV Hefesto informa no guia de programação que ela está no NÍVEL III por estar no Acampamento há OITO ANOS, sabia? E se lá estiver certo, NARI é bastante DECIDIDA mas também dizem que ela é RESERVADA. Mas você sabe como Hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
☁︎⠀ ⠀›⠀⠀BIOGRAFIA ― resumo !
Nari é filha de Morfeu e legado de Ares. Seu pai era militar, mas tinha o sonho de morar no interior e viver em paz... Mas Morfeu tinha outros planos para o amado e deu de presente as filhas Nari e Hwa Young. Quando os poderes delas começaram a aparecer, monstros conseguiam encontrá-las com facilidade, então ele decidiu morar com elas no Acampamento Meio-Sangue.
Durante a Guerra de Cronos, Nari ficou do lado de Morfeu e aprisionou vários semideuses em seus pesadelos. As Caçadoras confundiram Nari com sua irmã gêmea e acabaram matando a irmã. O pai, ao presenciar a cena, entrou em um estado de fúria e tentou matar tudo ao seu redor, o que levou as Caçadoras a também abatê-lo. Nari presenciou tudo isso e Morfeu, se apiedando dela, a colocou para dormir.
Quando a guerra acabou, ela usou seu próprio poder para se prender em um sonho perfeito por um ano, onde seu pai e sua irmã estavam vivos, e seu pai a visitava frequentemente. Porém, Morfeu eventualmente interrompeu esse sonho. Nari decidiu viver entre os mortais, pois odiava estar no Acampamento Meio-Sangue sem sua família e por ser vista como uma traidora. Ela ignorou a Guerra contra Gaia e viveu tranquilamente até ser atacada por um monstro, forçando seu retorno ao Acampamento contra sua vontade.
☁︎⠀ ⠀›⠀⠀PODER ― indução ao sonho !
Seu poder é ao tocar em alguém, Hana pode induzir um sonho específico, seja um sonho tranquilo, um pesadelo, ou até mesmo um sonho profético. Ela pode moldar o conteúdo do sonho, influenciando os pensamentos, emoções e percepções da pessoa adormecida. Hana pode entrar apenas nos sonhos que ela induz, participando deles como uma observadora ou como uma personagem ativa. Isso permite que ela se comunique com a pessoa sonhando, explore seus medos, desejos e memórias, ou manipule o curso dos eventos no sonho. Fisicamente, a pessoa não está necessariamente dormindo, embora pareça, seus olhos ficam completamente brancos e opacos enquanto está presa no mundo dos sonhos.
☁︎⠀ ⠀›⠀⠀ARMA ― severance !
Embora sua especialidade seja a lança, Nari usa a espada do pai. Feita de bronze celestial, Severance é uma espada média-longa, bem equilibrada. Quando não está em uso, se transforma numa faca tática que sempre volta para a bainha.
☁︎⠀ ⠀›⠀⠀BIOGRAFIA ― oh nari !
Jung-se não era apenas um soldado. Ele era filho de Ares e um agente de elite, moldado pela violência, endurecido pelo campo de batalha, mas com uma mente afiada e um controle absoluto sobre seus sonhos. Enquanto seus colegas de guerra eram atormentados por pesadelos, Jung-se se refugiava em um mundo de sua própria criação—um refúgio sereno, onde a guerra não existia, onde ele vivia uma vida simples e feliz. Foi essa serenidade que capturou a atenção de Morfeu. O deus começou a visitar seus sonhos. No início, eram visitas discretas, quase invisíveis, mas logo Morfeu se viu envolvido pela paz que Jung-se havia criado.
Decidido a transformar seus sonhos em realidade, Jung-se abandonou a vida militar e procurou uma cidade no interior de Massachusetts para viver. Onde poderia ser apenas um homem trabalhando no campo. Depois de um sonho particularmente inquieto com Morfeu, duas meninas apareceram na porta de Jung-se. Recém-nascidas, envoltas em mantas bordadas com seus nomes: Nari e Hwa Young. Junto delas, um bilhete: “Cuide bem de nosso jardim.”
As meninas cresceram em um lar onde a paz era protegida pela disciplina. Jung-se, agora pai, treinou-as nas artes marciais, forjando-as como guerreiras desde cedo. Ele sabia que, sendo filhas de deuses, estariam sempre à mercê de perigos. Quando descobriram seus poderes, os ataques começaram a se intensificar, forçando Jung-se a buscar refúgio no Acampamento Meio-Sangue. Ali, viveram tranquilamente por sete anos até que a Guerra de Cronos estourou.
Morfeu continuou a visitar os sonhos de Jung-se, tentando seduzi-lo para o lado de Cronos. Mas o guerreiro resistiu. As gêmeas, no entanto, estavam divididas. Nari, seduzida pelo poder de Morfeu, escolheu seguir o deus dos sonhos, enquanto Hwa Young permaneceu leal ao pai. Na Batalha de Manhattan, Hwa Young foi morta por engano, confundida com sua irmã. Desesperado, Jung-se caiu em uma fúria cega, atacando qualquer um que visse, até ser também abatido pelas Caçadoras de Ártemis.
Nari testemunhou tudo. Despedaçada pela perda da irmã e do pai, sua mente começou a ceder. Morfeu, tentando poupá-la da dor, fez com que ela adormecesse profundamente.
Quando a guerra terminou, Nari não despertou. E, na verdade, ela não queria despertar. Em seu sonho, tudo era perfeito. Jung-se estava vivo e bem, Hwa Young sorria ao seu lado, e Morfeu sempre aparecia quando ela desejava, pronto para confortá-la. Mas tudo isso era apenas uma ilusão cuidadosamente tecida por sua mente atormentada.
No mundo real, seu corpo, desacordado, foi levado para um quarto na Casa Grande. Ninguém queria o corpo de uma traidora ocupando espaço que deveria ser destinado aos feridos da batalha. Ainda assim, Quíron não permitiria que a menina fosse abandonada. Os dias viraram semanas, que se transformaram em meses. Um ano se passou, e Nari continuava adormecida, esquecida, enquanto sua mente fabricava um sonho de uma vida perfeita, uma fantasia que ela não queria deixar.
Então, o vazio se instalou. De repente, não havia mais a presença tranquilizadora de sua irmã, nem o sorriso afetuoso de seu pai. Apenas o silêncio e Morfeu. No começo, Nari não entendeu. Ela havia se esquecido de tudo — da guerra, das perdas, de quem realmente era. Ela acreditava em seu sonho como se fosse real.
“Pai... o que está acontecendo?” Sua voz soou pequena, frágil, enquanto a realidade começava a desfazer a trama de seu sonho.
Morfeu suspirou, uma tristeza inconfundível em seu olhar. Com paciência, ele começou a revelar a verdade, mostrando a ela o que havia ocorrido, como o mundo havia mudado enquanto ela dormia. Nari se agarrou às vestes do deus, suas lágrimas silenciosas implorando por uma fuga da realidade.
“Não me faça acordar, por favor,” ela suplicou, seu desespero crescendo a cada segundo.
“Sinto muito, Nari,” Morfeu murmurou, sua voz suave, mas firme. “Sinto muito por tudo.” Essas foram as últimas palavras que ela ouviu antes de ser forçada a despertar.
E quando Nari acordou, o mundo ao seu redor estava irreconhecível. Ela tentou, em vão, voltar a dormir, ansiando por um retorno ao seu refúgio de sonhos. Mas era como se Morfeu tivesse selado aquela porta, barrando sua entrada no mundo dos sonhos, deixando-a para enfrentar sozinha a dura realidade que havia tentado evitar.
Nari encontrou um mundo que não reconhecia. O acampamento havia mudado, os chalés reconstruídos, mas os olhares de ódio e desprezo permaneciam. Ela era uma traidora que havia aprisionado muitos semideuses em seus piores pesadelos. Isolada e marcada pela desconfiança, ela decidiu abandonar aquele mundo e retornou à sua antiga cidade, onde abriu uma floricultura em homenagem ao pai.
A vida mortal trouxe algum alívio, mas os perigos persistiam. Monstros a encontravam, e Nari foi forçada a lutar para sobreviver algumas vezes. Mesmo assim, ela se recusou a se envolver na nova guerra que se aproximava. A solidão era seu único companheiro, até que um mortal começou a frequentar sua loja. Ele era diferente, gentil e persistente, e por um breve momento, Nari se permitiu sonhar com algo mais.
Mas o destino não seria tão gentil. Ataques de monstros se tornaram mais frequentes, e Nari soube que estava certa em não deixar que o humano se aproximasse demais. Afinal, todos os que amava acabavam mortos.
Certa tarde, quando Nari estava prestes a fechar a floricultura, um homem entrou, procurando um buquê para sua mãe. Estava terminando de embrulhá-las quando um som estranho cortou o ar, algo que fez seu instinto despertar antes que sua mente pudesse processar o que estava acontecendo.
Ela se virou a tempo de ver a criatura saltando sobre o balcão. Não houve tempo para pensar, apenas reagir. O homem desapareceu, sua forma dissolvendo-se no monstro que agora a atacava. A batalha foi rápida e brutal. Nari não era um alvo fácil, mas algo estava errado — ela não entendia como não havia percebido que ele era um monstro, ou por que não conseguia lembrar que tipo de criatura era aquela.
A garra venenosa da criatura rasgou a lateral de seu tronco, e uma onda de fraqueza a atingiu. O veneno queimava, levando-a à beira da inconsciência, mas em um último esforço, Nari conseguiu alcançar a espada que mantinha escondida, a espada de seu pai. Com um movimento desesperado, ela cortou a criatura, e o monstro não se dissolveu em poeira diante de seus olhos.
De imediato, o veneno começou a perder seu efeito. Mas algo sobre o encontro a deixava inquieta. A maneira como o monstro havia morrido, a forma como se disfarçava, tudo era profundamente estranho. Por mais que não quisesse, Nari sabia que não podia mais ignorar o que estava acontecendo. Algo maior estava em movimento, algo que ela não poderia enfrentar sozinha. Com o coração pesado, ela percebeu que precisava voltar ao Acampamento Meio-Sangue para buscar as respostas que temia encontrar.
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ㅤㅤㅤㅤ‹ ‘ ⚔️ ˙ . —— magnus nunca ficou tão aliviado em sua vida em ver o acampamento meio-sangue como naquela manhã. estavam finalmente seguros, ou pelo menos mais seguros do que antes, já que o estado do lugar não estava lá grande coisa. depois de deixar suas coisas no chalé trinta e receber a péssima notícia que sua irmã estava presa no submundo, decidiu investigar um detalhe que chamou sua atenção desde a noite que encontrou os outros semideuses perdidos.ㅤ❛ㅤouvi dos outros que você passou por alguns apuros. não conseguiu fazer o tal monstro pegar no sono?ㅤ❜ㅤaproximou-se de nari com o mesmo ar de superioridade e tom zombeteiro que marcavam todas as interações que tinha com a mais velho. mas, dessa vez, tinha algo de diferente: uma curiosidade para saber sobre o quão estranho era aquele monstro que ela disse ter encontrado.
A face de Nari estava vermelha de raiva. Como Quíron poderia sugerir que ela trabalhasse com uma Caçadora para descobrir mais sobre aquele monstro? Era absurdo e ofensivo que ele pensasse que ela seria capaz de agir normalmente com alguém daquela raça. Enquanto caminhava, ainda remoendo as palavras de Quíron, Magnus apareceu, com aquela cara irritante que parecia sempre ter. Foi necessário muito autocontrole para não mandá-lo tomar onde o sol não pega. ❝ ━━━ Infelizmente não, mas eu posso colocar o monstrinho na minha frente para dormir, que tal? ❞ Nari respondeu com um sorriso de escárnio, balançando os dedos perigosamente perto de Magnus, sem suas luvas. Ela viu a tensão nos olhos dele, mas isso só a irritou mais. Aquela expressão de superioridade que ele carregava sempre a irritava, e ela sabia que a recíproca era verdadeira. Depois de alguns segundos, Nari se afastou um pouco, contrariada, pegando as luvas do bolso da calça para colocá-las novamente. ❝ ━━━ O que você quer, Maggie? ❞ A voz dela soou tão irônica quanto das últimas vezes que haviam falado antes de ela ir embora do acampamento. Algumas coisas, de fato, não mudavam.
Os olhos castanhos mediram a bagunça espalhada pelo chão do arsenal, a forma que a lâmina de uma das espadas estava severamente amassada e a proximidade da semideusa do amontado de metal ao qual se referia. O peito do filho de Ares se inflou, armado de um turbilhão de resmungos e ofensas que povoaram sua cabeça. O arsenal era organizado pelo semideus com muito cuidado já que a obsessão por organização era parte dos métodos de reorganização mental e, cenas como aquela, o faziam questionar sua permanência no acampamento. "Eu arrumo, vocês bagunçam..." Murmurou mais para si do que para a semideusa, o corpo se curvando para capturar as armas com as mãos, juntando-as pelas bainhas. "De todos os meus sobrinhos, você é a que menos sabe mentir." Virou o rosto brevemente na direção de @ohhnari, mas logo tornou a olhar para as armas. "Acha mesmo que não ouvi o barulho que fez nesse lugar assim que você passou pela porta? Não me engana, pirralha."
Nari estava no arsenal, um dos lugares preferidos de seu pai. Ela gostava do silêncio ali em dias como aquele, do peso das armas e do cheiro metálico que lhe trazia uma estranha sensação de conforto. Absorvida em seus próprios pensamentos, mal notou quando alguém se aproximou. Foi só quando um vulto passou pelo canto de sua visão que ela se assustou, deixando uma espada cair de suas mãos. O clangor da lâmina contra o chão ressoou pelo arsenal, seguido pelo som de outras armas tombando em cascata. A voz grave que se seguiu fez Nari se encolher instintivamente e dizer que não era sua culpa. Ela tentou recuar, mas acabou pisando em uma das espadas, quase perdendo o equilíbrio. Ao olhar para cima, seus olhos encontraram uma figura familiar. ❝ ━━━ Aidan... ❞ Nari sussurrou, reconhecendo o tio. Era estranho pensar nele assim, especialmente por ser mais velha que ele, mas o tempo havia deixado suas marcas no homem. Dava para sentir na energia dele que ele não era mais o mesmo de antes. Nari encolheu os ombros diante da acusação dele, mas rapidamente ajeitou a postura, recuperando algum semblante de firmeza. ❝ ━━━ Não foi minha culpa ❞ Nari repetiu, com mais ênfase desta vez, cruzando os braços na frente do peito. ❝ ━━━ Você que ficou andando silenciosamente e me assustou. ❞
✦ ・ closed starter with @ohhnari
Prompt: "It's just a dream, a stupid dream", disse Helena, no anfiteatro.
Havia dormido muito mal, o que não era uma novidade para Helena. Apesar de ter suas noites de sono tranquilo, de vez em quando era assolada por sonhos terríveis; suposições de sua mente sobre como seria sua morte, que certamente se aproximava mais e mais. Aquela noite havia sido uma destas - em seu sonho, morria empalada pela lança de um adversário sem rosto. O sonho era vívido e Hell acordou com uma dor fantasma onde a lança se alojara no sonho. Por causa disso, ela imaginava, sua expressão não estava das melhores, o que provavelmente causou o questionamento da outra. Apenas fez que não com a cabeça. "Foi só um sonho, um sonho estúpido", explicou sem entrar em detalhes, como sempre fazia.
Nari estava no anfiteatro do acampamento, os sons e risadas dos outros semideuses ecoando ao seu redor. Sentada na beirada de um dos degraus, ela observava a pessoa com quem queria falar, hesitando em dar o próximo passo. A tensão em seus ombros só aumentava à medida que o tempo passava, e, para se distrair, Nari puxou conversa com a ruiva que estava por perto. ❝ ━━━ Um sonho… faz anos que eu não tenho um desses ❞ murmurou, mais para si mesma do que para a ruiva. Fazia anos que ela não sonhava — treze anos, para ser exata. Treze anos de escuridão quando fechava os olhos. ❝ ━━━ O que poderia ter sido tão ruim? Eu soube que algumas pessoas estavam sonhando com coisas estranhas por causa de uma fenda... ❞
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀。ㅤᏪ⠀⠀⠀closed starter⠀.⠀with @sleeplessness-moonie
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀location⠀.⠀no refeitório
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀when⠀.⠀primeiro dia
Nari esperou até que a maioria dos semideuses já estivesse voltando para seus chalés, quando a agitação do dia começava a se dissipar e o silêncio da noite trazia um pouco de paz. Quando finalmente se aproximou da mesa de Morfeu, seu coração disparou. Lá estava Simone, sua irmãzinha. Tão linda, tão preciosa, que Nari sentiu um impulso quase incontrolável de correr e abraçá-la, como costumava fazer antigamente, quando as coisas eram mais simples. Mas ela sabia que não deveria. A visão de Simone trouxe à tona memórias que Nari se esforçava para enterrar, lembranças de tempos mais felizes que agora só tornavam a realidade ainda mais dolorosa. Respirando fundo, ela se forçou a caminhar até a mesa e sentar-se de frente para a irmã, sentindo o peso de cada passo. ❝ ━━━━━━ Hey, nightowl ❞ murmurou Nari, sua voz suave, quase hesitante, enquanto sentava.
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No quinto dia de Nari no acampamento, a ansiedade a consumia por completo. Quando Quíron a chamou para conversar, ela sabia que ele estava preocupado, que queria entender como tinham sido seus últimos meses. Saindo da Casa Grande, Nari tinha apenas um desejo: voltar para seu chalé. Mas algo a impediu de seguir diretamente para lá. Seus olhos, sempre atentos, procuravam algo. Ou melhor, procuravam alguém. Ela havia encontrado algumas pessoas que conhecia, mas ele… ele ainda não. O pensamento de vê-lo a impulsionava, e sem perceber, ela começou a andar em direção à cabine nove, o caminho mais longo, repetindo o percurso várias vezes na esperança de vê-lo, como se ele pudesse aparecer de repente, como uma miragem.
Cada vez que ela passava pela cabine, seu coração batia mais rápido, a ansiedade se misturando com a expectativa. Quando um filho de Hefesto olhou para ela com uma expressão curiosa, quase desconfiada, Nari percebeu o quanto estava sendo óbvia em suas intenções. Decidiu que era melhor parar de rondar o chalé e voltar para o próprio, mas, no momento em que desistiu, quando seu coração começou a afundar no desânimo, ele apareceu. Foi como se o tempo parasse. O ar escapou de seus pulmões, sua visão ficou turva, e por um momento, Nari pensou que estava desmaiando. Mas não era a pressão ficando baixa. Eram as lágrimas que ela segurara por meses, lágrimas que agora ameaçavam transbordar. Seus pés começaram a se mover sozinhos, como se tivessem vontade própria, a levando na direção dele. Quando estava a apenas alguns metros, ela deu uma pequena corrida, desesperada para alcançar aquele que, por tanto tempo, pensou estar perdido para sempre.
Ela não viu se ele estava acompanhado, não se importava. Tudo o que importava naquele momento era o som dos próprios batimentos cardíacos, que martelavam em seus ouvidos como um tambor, abafando o resto do mundo. Mas ela precisava ouvir os batimentos dele, precisava da confirmação de que ele estava vivo, de que ele estava ali. Sem aviso, sem palavras, ela o abraçou. Foi um gesto impulsivo, carregado de necessidade e desespero. Nari segurou-o como se ele pudesse desaparecer a qualquer momento. Os últimos meses haviam sido um verdadeiro inferno, e abraçá-lo era como emergir para a superfície após quase se afogar. Ela não podia falar, as palavras estavam presas na garganta, sufocadas pela intensidade das emoções que a tomavam.
Olhando para Nari, ostentava uma expressão contemplativa, observando a própria fumaça como se fosse imensamente interessante. Não era porque não queria olhar em seus olhos; mas porque precisava de uma pequena parcela de tempo, sempre que tinha que relembrar o passado, e como certas pessoas haviam deixado marcas permanentes. No meio do caos, conheceu a filha de Morfeu. Ela era a companheira perfeita na época, ambas arrogantes à sua própria maneira, com a atitude de quem poderia enfrentar um deus e se exibir depois, pela vitória. Até... Bem, até tudo aquilo.
Imaginava que a mais velha achasse, por todos os motivos errados, que havia se afastado por isso. Mas não era verdade. Tinha seus próprios motivos e, mais ainda, seus próprios demônios. Apenas não couberam mais na vida uma da outra, o que não queria dizer que não sentia saudade de um pouco de caos para atiçar o seu próprio. Só tinham crescido, supunha. ❛ Bobeira. ━━━━━ Soltou um riso soprado, negando com a cabeça. Só então olhou para ela, um sorriso travesso nos lábios. ❛ Eu me atraio por tudo que eu não entendo. ━━━━━ Não estava sendo exatamente maliciosa, falava no aspecto geral da coisa. ❛ Mas qual é a desse pensamento emo, Nari? Não que eu esteja reclamando. ━━━━━ Dias desde a morte do irmão, e os sorrisos que antes eram inexistentes, agora existiam, apesar de ainda não conseguir sentir o que desejava mostrar. Mais atuava do que estava realmente ali, de carne e osso, na verdade mal se sentia real. Ainda assim, estava encarando aquela dura realidade. A do mundo que não para só porque alguém que você ama morreu. Imaginava que a morena entendesse isso melhor do que ninguém, mas não era hora de falar sobre isso. ❛ É bom falar com você de novo, a propósito.
Ser o deus dos sonhos deu a Morfeu uma conexão única com suas filhas, Nari e Hwa Young. Ele podia entrar em seus sonhos com facilidade, e aproveitava essa habilidade para estar presente em momentos importantes, mesmo que de forma etérea. Aniversários, conquistas, ou simplesmente dias em que elas precisavam de conforto—ele estava lá, unindo os sonhos das gêmeas e criando memórias compartilhadas que pareciam mais reais do que o próprio mundo desperto.
Entre esses momentos, um dos mais especiais foi o aniversário de treze anos das gêmeas. Nari se lembra desse sonho como se tivesse acontecido ontem. Morfeu organizou uma festa que capturava tudo o que elas mais amavam, desde a decoração até as pequenas surpresas que surgiam no caminho. Como as meninas logo sairiam em missão, ele decidiu que aquele seria o momento perfeito para dar um presente especial.
❝ ━━━━━━ Hora dos presentes! ❞ anunciou Morfeu com um brilho nos olhos, sua voz reverberando pelo espaço como uma melodia.
Jung-se, sentado ao lado dele, olhou de esguelha e balançou a cabeça. ❝━━━━━━ Você já faz o bastante, Mo ❞ ele disse, mas o sorriso nos lábios traía a leve reprovação.
Morfeu inclinou-se para sussurrar algo no ouvido de Jung-se, algo tão íntimo que fez o homem rir e corar levemente, uma cor rara em suas bochechas sempre controladas.
Nari, que estava saltitando ao redor deles, mal podia conter a excitação. O brilho em seus olhos rivalizava com o das estrelas que começavam a despontar no céu noturno que se formava acima do jardim. Ela observava enquanto Hwa Young, sempre mais calma, descia do pônei mágico com uma graça natural.
❝ ━━━━━━ Meu deus, vocês estão velhas! ❞ Morfeu brincou, colocando as mãos nos quadris como se estivesse prestes a entregar uma bronca.
Nari, sempre rápida com as palavras, retrucou com uma piscadela travessa para o outro pai. ❝ ━━━━━━ Pelo menos nossa idade ainda é contada em anos, não em séculos. ❞ As risadas dos pais encheram o ar, misturando-se com o farfalhar das folhas ao vento.
❝ ━━━━━━ Ah, é isso então, sem presente para a baixinha insolente ❞ Morfeu fingiu estar ofendido. Nari, sem perder tempo, saltou na direção do deus, seus braços envoltos ao redor dele em um abraço apertado. Ela ergueu o rosto, fazendo um biquinho calculado, algo que sempre funcionava com Morfeu. ❝ ━━━━━━ Mas eu sou sua filha preferida! ❞ Ela insistiu, jogando charme como sempre fazia, sabendo que essas palavras sempre arrancavam um sorriso do pai.
❝ ━━━━━━ Você sabe que eu não posso ter preferidos ❞ Morfeu respondeu, bagunçando o cabelo dela com carinho. O gesto era tão familiar que Nari quase podia sentir o toque dele mesmo depois de acordar. Enquanto isso, Hwa Young observava a cena abraçada a Jung-se. Ela nunca se incomodava quando Nari brincava que era a favorita. Afinal, ela conhecia bem a irmã e sabia que era apenas o jeito travesso de Nari conseguir o que queria.
❝━━━━━━ Ok, hora dos presentes! ❞ Morfeu exclamou, estalando os dedos com um floreio que fazia pequenos fogos de artifício brilharem no céu acima deles. Em seguida, ele estendeu a mão e, com um simples gesto, fez um arco surgir no ar. Era uma obra-prima de beleza e funcionalidade, com detalhes de asas esculpidos em ouro imperial, remetendo à própria essência do deus dos sonhos.
❝ ━━━━━━ Hwa Young, minha florzinha, eu sei que você quer ser uma curandeira, mas lembre-se, você é uma semideusa, e o mundo lá fora é perigoso ❞ Ele explicou, fazendo o arco flutuar suavemente até as mãos dela. ❝━━━━━━ As flechas aparecerão quando você puxar a corda, então você nunca estará despreparada ❞
Hwa Young estava encantada com a beleza da arma. Os detalhes delicados, as curvas suaves, a sensação de poder controlado que emanava dele — tudo isso fazia com que ela sentisse uma conexão profunda com o presente. ❝ ━━━━━━ Ele é lindo. Obrigada, pai. ❞ Ela se levantou e abraçou Morfeu, depois, afastou-se um pouco para testar o arco, um sorriso suave em seus lábios enquanto esticava a corda, notando como as flechas douradas apareciam magicamente.
Enquanto Hwa Young testava o arco, Nari observava ansiosa, o coração acelerado, esperando para ver o que Morfeu tinha guardado para ela. ❝ ━━━━━━ Nari, minha guerreira, você pode conseguir qualquer coisa com esse sorriso e seu gênio. ❞
Jung-se, que conhecia muito bem a filha, riu e assentiu, compartilhando o olhar cúmplice com o deus. Morfeu então fez um gesto, e diante de Nari apareceu uma lança dourada. Ela era simples, elegante, mas ao mesmo tempo exalava uma aura de poder. As inscrições em grego antigo corriam pela lâmina, contando histórias de batalhas e conquistas, enquanto pequenas gravuras decoravam o cabo. Nari deu um grito de alegria, seus olhos brilhando de emoção ao segurar a arma nas mãos. Ela sentiu o peso, a textura do cabo, o frio metálico da lâmina.
❝ ━━━━━━ Vocês são os melhores! ❞ Ela exclamou, abraçando os dois pais antes de correr para testar alguns movimentos, girando a lança no ar com a precisão de alguém que havia treinado muito nos últimos dois anos.
Enquanto as gêmeas se divertiam com seus presentes, Morfeu se virou para Jung-se, um sorriso sereno em seus lábios. De onde estavam, as meninas podiam ver o deus aproximando-se de seu pai, a luz da lua refletindo na espada que apareceu nas mãos de Morfeu.
❝ ━━━━━━ O aniversário é delas, mas não esqueci de você ❞ Morfeu disse em voz baixa, sua mão tocando a de Jung-se com uma intimidade que poucas vezes revelavam diante das filhas. A nova espada que Morfeu entregou a Jung-se era tão impressionante quanto os presentes das meninas. A lâmina brilhava, e o cabo era adornado com pedras que pareciam capturar a luz da lua. ❝ ━━━━━━ Eu não posso estar com vocês o tempo todo, não posso evitar os perigos que surgem, então vocês precisam se proteger. Se um estiver em perigo, os outros dois vão saber e serão guiados para ajudar ❞ Morfeu falou, seus olhos fixos nos de Jung-se, como se estivesse prometendo que, mesmo à distância, sempre cuidaria deles.
Jung-se sorriu, e o gesto seguinte foi tão natural quanto respirar. Ele inclinou-se e selou os lábios nos de Morfeu, agradecendo silenciosamente por tudo que o deus fazia pela família, por aquele momento que, mesmo em sonho, parecia mais real do que qualquer outra coisa. ❝ ━━━━━━ You're just a big softie, really, aren't you? ❞
E enquanto os dois se perdiam por um breve instante na presença um do outro, Nari e Hwa Young continuaram suas brincadeiras, as risadas delas ecoando pelo jardim.
❝ ━━━━━━ Ela acredita que há uma música para cada momento, cada sentimento, cada memória. Quando está em casa, raramente há silêncio; as melodias ecoam pelos cômodos, preenchendo o espaço com energia ou tranquilidade, dependendo do que ela precisa naquele momento. Na floricultura, onde passava boa parte de seus dias, a música também era uma presença constante. Nari é eclética em seus gostos musicais, apreciando tudo, desde músicas clássicas até rock alternativo. Para ela, cada gênero tem seu próprio lugar, sua própria função.
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🍒 - How easily do they succumb to peer pressure? If not easily, what could make them cave?
❝ ━━━━━━ Nari não é alguém que cede facilmente à pressão dos colegas. Ela cresceu em um ambiente onde a força de vontade e a disciplina eram altamente valorizadas, e isso moldou sua resistência a influências externas. Nari aprendeu a ser independente e a confiar em seu próprio julgamento. Ela é mais propensa a seguir sua própria intuição e convicções, mesmo que isso signifique ir contra a opinião da maioria.
No entanto, Nari não é imune à pressão. Algumas situações podem fazer com que ela ceda, como quando envolvem pessoas de quem ela se preocupa muito. Se a pressão vier de alguém que ela respeita profundamente ou que tenha uma conexão emocional forte com ela, como um de seus irmãos, Nari pode hesitar em se manter firme, mas não é garantido.
Outra situação em que Nari poderia sucumbir à pressão é se ela estiver em um momento de extrema vulnerabilidade. Após anos de questionar suas próprias escolhas e lidando com sentimentos de culpa e autossabotagem, Nari pode ser mais suscetível a influências externas quando está se sentindo mais fraca ou confusa aka não medicada.
PISCES - are they a dreamer, a creator, or a destroyer?
❝ ━━━━━━ É natural imaginar que Nari, filha de Morfeu, seja uma sonhadora por natureza. Afinal, tudo no universo começa com um sonho, uma faísca de intenção que se expande para moldar a realidade. Mas, por muito tempo, ela se via uma criadora. Uma pessoa que acreditava poder construir qualquer coisa, alcançar qualquer objetivo que definisse para si. Ela transformava sonhos em ação, acreditando que tudo o que tocava poderia prosperar. Contudo, a mesma certeza que a guiou também a levou por caminhos sombrios, onde suas decisões passaram a ter consequências desastrosas.
Hoje, Nari não se reconhece mais na criadora que um dia foi. A perda de sua autoconfiança a levou a se ver de forma diferente—não mais como a mão que constrói, mas como a que destrói. Destruidora de sua própria família, das amizades que cultivou, e do lar que um dia considerou sagrado. Cada erro, cada decisão mal tomada, pareceu corroer as bases de tudo o que amava, deixando-a com uma sensação amarga de fracasso. Ela carrega o fardo de suas escolhas, sentindo que o legado de destruição que deixou para trás é, talvez, a única coisa que realmente foi capaz de construir.
[ pickpocket hug ] a hug where they have their arms behind their partner's back and their hands in their pockets (@guiltymnd)
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀。 ㅤᏪ⠀⠀⠀flashback⠀(2008)⠀!
Quando Nari acordou, ainda sonolenta, notou o movimento silencioso de Diego, já com a mochila nas costas, tentando sair do quarto sem ser percebido. Ela o observou por um instante, sem se apressar em impedi-lo. Esperou até ele desaparecer pela porta, e então, com cuidado, levantou-se, deixando um bilhete simples para a outra companheira de missão que ainda dormia. "Volto logo." Nari o encontrou na entrada do hotel, e com um sorriso cansado, se colocou na frente dele, bloqueando seu caminho.
❝ ━━━━━━ Ei, pensando em fugir de novo? ❞ Ela não era do tipo que buscava contato físico com os outros, mas depois de tantas missões juntos, Diego se tornara uma das poucas exceções. O vínculo que haviam criado era forte o suficiente para que ela se sentisse confortável com sua proximidade. ❝ ━━━━━━ Você só me dá trabalho, sabia? ❞ reclamou, puxando-o para um abraço.
Sentiu os braços dele ao redor dela, firmes e seguros, e por um momento, o mundo parou. Ali, no meio da madrugada, na entrada de um hotel qualquer, eles ficaram apenas existindo, falando de coisas aleatórias. Mas Nari era quem era, e no meio do abraço, deixou o humor leve cortar a seriedade. Ela deslizou a mão até o bolso de trás da calça dele e apertou de leve, quebrando o silêncio. ❝ ━━━━━━ Você andou malhando, hein? Tá de parabéns ❞
Sabia que não poderia segurá-lo por muito tempo. Logo, a outra semideusa acordaria e a dinâmica mudaria. Não queria que Diego se sentisse pressionado, mesmo sabendo que ele partiria de qualquer forma. Se afastou um pouco, o sorriso ainda no rosto. ❝ ━━━━━━ A gente se vê, bonitão ❞ piscou, antes de virar as costas e voltar para o quarto.les sempre se encontrariam.
“Do you think there is a corner of this earth that you could travel to far away enough to free me from this torment?❜ (@guiltymnd)
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀。 ㅤᏪ⠀⠀⠀flashback⠀(2006)⠀!
Nari revirou os olhos ao ouvir o drama de Diego. ❝ ━━━━━━ Hmmmm, você acha que eu estou aqui por vontade própria? ❞ retrucou, cruzando os braços com uma expressão de tédio forçado. Quíron tinha, mais uma vez, enviado Nari para buscar o semideus fugitivo, e isso já estava se tornando uma rotina. Não que ela reclamasse. Esse tipo de missão era, na verdade, uma desculpa para sair um pouco do acampamento, ver o mundo além das fronteiras mágicas. Enquanto Diego ainda resmungava, Nari se distraiu brevemente ao ver uma criança fazendo bolhas de sabão, uma visão simples que trouxe um sorriso involuntário ao seu rosto.Esse momento de distração foi o suficiente para Diego se afastar, começando a andar em direção contrária.
❝ ━━━━━━ Coé, Didi! ❞ ela reclamou, apressando o passo para alcançá-lo. ❝ ━━━━━━ Você sabe que vai ter que voltar comigo, né? ❞ Ela o seguiu até uma barraquinha de comida, observando enquanto ele escolhia algo para comer. Havia uma parte dela que entendia o desejo de Diego de se afastar, mas também sabia que, no fundo, ele não tinha muitas opções. ❝ ━━━━━━ Por que você não para de reclamar e a gente aproveita os próximos dias antes de voltar? ❞ Nari deu um cutucão nele na altura da costela, um toque provocador que o fez dar um salto. ❝ ━━━━━━ Vai ser legal, eu prometo ❞
❝ ━━━━━━ Ler sua mente? ❞ Nari riu, dando um leve empurrão em Kaito com o ombro. ❝ ━━━━━━ Não preciso ler sua mente para saber o que você tá pensando ❞ Era sempre a mesma coisa. Sempre que Nari decidia visitar Kaito, eles acabavam passeando por Little Tokyo, ela adorava o bairro do amigo. Primeiro, eles passavam na loja da Sanrio, onde Nari sempre voltava com algum bichinho de pelúcia e ou chaveiro fofo, e Kaito a observava com um sorriso divertido. Depois, vinha a melhor parte — ramen na Daikokuya, um lugar que se tornara o favorito dos dois. Enquanto caminhavam pelas ruas, Nari percebia as pequenas mudanças nas expressões de Kaito. Ele não era tão difícil de decifrar, na verdade, era até divertido para ela. ❝ ━━━━━━ Você sempre faz essa cara quando tá com fome. ❞ disse ela, lançando um olhar de soslaio para ele, os lábios curvados em um sorriso travesso.
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Quando elas quase foram capturadas, Nari não hesitou. Com um puxão decidido, arrastou a amiga para a segurança da floresta. A vantagem de velocidade sobre o filho de Hefesto garantiu que, finalmente, pudessem descansar. Encostada em uma pedra, Nari soltou uma gargalhada ao ouvir a pergunta de Eve. ❝ ━━━━━━ Né? ❞ ela respondeu com um tom brincalhão. ❝ ━━━━━━ Até quando a gente tem boas intenções, as coisas acabam virando um caos. ❞