deals and negotiations
Três dias. Ele nunca conseguiria, nem mesmo com a santeria mais forte que tivesse. Não era tão experiente ou esperto, e se tivesse uma mínima pista d como proceder, já seria mais fácil. E cada vez mais, a mulher em sua frente perdia a pose inocente, quase infantil. Doug poderia apostar em como a outra era fatal, uma daquelas que manipulavam homens como se fossem formigas. E essa ideia se tornou convicção ao ouvir a voz baixa feminina, em um aviso que lhe secou a garganta, em um misto de alívio e certeza de que estava realmente fodido, de alguma maneira. Aquilo deixava o louro na ponta dos dedos alheios, e ele não sabia se queria aquilo. Franziu as sobrancelhas, processando todo aquele momento, e antes que pudesse perceber, a outra ia embora.
Levantou-se rapidamente, pegando no braço alheio, virando o rosto de feições delicadas para o seu próprio. - Por quê? - Meneou lentamente a cabeça, soltando-a. - Isso não faz sentido, e você sabe disso. - Suspirou, a voz baixa para que somente a outra pudesse escutar, aproximando-se de Eileen. - O que você quer de mim?
Não ficou particularmente surpreendida quando sentiu uma mão forte no seu braço, impedindo-a de prosseguir o seu caminho. Ninguém no seu perfeito juízo a deixaria simplesmente ir embora, depois de um anúncio daqueles. Mas o que poderia dizer se gostava de ver homens bonitos correr atrás dela? "Caminhe comigo." Não era um pedido, mas uma ordem subentendida no seu tom suave. Não esperou para ver se ele o seguiria, porque sabia que o faria. Afinal, era do interesse dele saber o que exatamente ficaria devendo por aquele pequeno favor. Mas Eileen não era burra o suficiente para ter aquela conversa em particular num bar cheio de gente, especialmente drogados, que não conhecia de lado nenhum. Seria uma boa maneira de um rumor sobre seus pequenos favores se começar a espalhar por ai e, mais cedo ou mais tarde, acabar nos ouvidos de Antonio. Por muito que ele ainda acabasse sendo pago no fim do dia, duvido que ficasse particularmente feliz se soubesse que ela tinha alguma parte nisso.
Quando já estava do lado do seu caro, foi quando decidiu parar. Abriu a porta do veículo, apenas para jogar sua bolsa lá dentro, voltando a fecha-la, encostando-se na mesma. "Por incrível que pareça, eu não tenho nenhum particular prazer em ver pessoas morrerem por causa de dívidas." Começou, dando de ombros, perdendo a pose altiva com que se apresentara perante Doug, ainda há momentos atrás. "E mesmo por não ter nenhum prazer nisso, um dia quero ficar o mais longe possível dessa vida. E quando o fizer... Vou precisar de amigos. E como Antonio não é muito fã que eu mantenha amizades de longa data, subornos é a segunda melhor solução."












