deals and negotiations
Duas semanas. Claramente, Doug não tinha nem ideia com quem estava lidando. Se não arrumasse o dinheiro nos próximos três dias, ele estaria absolutamente fodido. Antonio não perdoava com facilidade e não era o estilo dele dar extensões nos seus prazos. Uma decisão sábia, já que se as notícias se espalhassem, não duvidava por um segundo que todos decidissem que poderiam se atrasar. No entanto, como em tantas outras vezes, Eileen sabia exatamente o que fazer. Tinha aprendido rapidamente que naquele meio um favor, por vezes, conseguia ser muito útil. Não seria a primeira, nem a última vez que cobriria uma dívida com seu próprio dinheiro, uma forma simples de ganhar a confiança daqueles pequenos gangues, para que um dia eles se lembrassem e pudessem retribuir o favor. Sabia que não podia confiar neles, mas temia que chegasse o dia em que podia ser a sua única chance de sobreviver.
“Antonio me pediu para te informar que você tem três dias para pagar.” Começou, o sorriso agradável sumindo com a seriedade de suas palavras. Pelo menos, este não era particularmente idiota. Parecia entender o quanto perigoso Antonio poderia ser. Baixou o tom de voz se inclinando sobre a mesa para sussurrar no seu ouvido. “O dinheiro já foi transferido para a sua conta. Você vai pagar e não mencionar meu nome quando o fizer.” Preferia que aquilo ficasse entre eles, já que não tinha qualquer interesse em que os drogados e alcoólicos daquele bar a vissem como uma instituição de caridade. Voltou a se afastar, não se voltando a sentar na cadeira. “O aviso está feito. Aconselho-o a levá-lo a sério.” Disse, antes de virar as costas e começar se encaminhando para fora daquele lugar.
Três dias. Ele nunca conseguiria, nem mesmo com a santeria mais forte que tivesse. Não era tão experiente ou esperto, e se tivesse uma mínima pista d como proceder, já seria mais fácil. E cada vez mais, a mulher em sua frente perdia a pose inocente, quase infantil. Doug poderia apostar em como a outra era fatal, uma daquelas que manipulavam homens como se fossem formigas. E essa ideia se tornou convicção ao ouvir a voz baixa feminina, em um aviso que lhe secou a garganta, em um misto de alívio e certeza de que estava realmente fodido, de alguma maneira. Aquilo deixava o louro na ponta dos dedos alheios, e ele não sabia se queria aquilo. Franziu as sobrancelhas, processando todo aquele momento, e antes que pudesse perceber, a outra ia embora.
Levantou-se rapidamente, pegando no braço alheio, virando o rosto de feições delicadas para o seu próprio. - Por quê? - Meneou lentamente a cabeça, soltando-a. - Isso não faz sentido, e você sabe disso. - Suspirou, a voz baixa para que somente a outra pudesse escutar, aproximando-se de Eileen. - O que você quer de mim?










