anastwsia:
martinthevaz·:
Semicerrei os olhos enquanto os ouvia atentamente, e tentando maquinar em algo específico. A ideia de grupos não era a minha preferida, mas também não seria a ultima (...)
Com o rosto apoiado em uma das mãos, Anastasia ouvia com atenção tudo o que os seus companheiros de grupo falavam. Imaginava que debates como aquele eram exatamente um dos objetivos de Millard ao propor uma atividade como a que estavam fazendo. “Não dá para convivermos em harmonia com os humanos quando eles temem a gente mais do que tudo. Falo pela minha espécie, que muitas vezes é associada a criaturas demoníacas, que não tem como. Não acho que devemos sair por aí exibindo nossa superioridade, porque ela existe e não tem como negar, mas a realidade é que os humanos não estão preparados para lidar com o diferente. Eles temem o desconhecido e, bem, nós somos exatamente isso.” pontuou, dando de ombros e tirando uma de suas canetas do estojo em seguida. “A relação entre sobrenaturais e humanos, por mais que defendida por muitos como boa convivência, ainda é bastante fragilizada.” narrou, enquanto escrevia na folha de respostas. “Várias teorias podem explicar essa realidade, tais como o medo que os humanos possuem do sobrenatural e a falta de mecanismos de ambas as partes para que essa relação seja mutuamente benéfica e agradável.” terminou, erguendo os olhos para os colegas. “Está bom assim?” perguntou, estendendo o papel para que eles lessem. Direcionou, então, o olhar a @odanko, sorrindo para ele. “Podemos ir para a próxima? Por que essa relação constituiu-se dessa maneira?”
é claro que iria se deparar com alguém disposto a defender os humanos. por um instante, lamenta por ela - estaria sozinha contra três. naquele instante, danko se pergunta sobre as experiências de poppy - se interessa, até, diria. nada diz, porém. o olhar é roubado primeiro por martin - e mais uma vez, as palavras do rapaz são certeiras ao seu ver. sim, seriam mortos pelo geral de qualquer forma. todavia, sente o gosto da delicadeza que é aquele tópico - ter mais poder que o ser humano. suspira, porque reconhece o amontado de problemas. sutilmente, o olhar cai sobre a vampira. eles temem o desconhecido, ela diz e danko não poderia adora-la mais. o sorrisinho orgulhoso não engana, e perdura ao longo da fala de anastasia. “por mim, está bom.” só quer acabar com aquilo, dividido entre as palavras mais pomposas de anastasia, as mais brutas de martin e as primeiras de poppy, fáceis em imaginação. “como tu mesmo disse, há teorias... como o medo e a falta de, hum, mecanismos dos dois lados.” o indicador bate na mesa como o ponteiro do relógio. odeia que algo como aquilo seja discutido de tal forma, como um dever de casa entre quatro pessoas. “mas a verdade é que... nós, e eles também, sabemos que isso nunca vai dar certo. nunca irá acontecer uma relação mútua. nós seremos os únicos a sacrificar algo. coexistência é piada e todos sabemos disso. iríamos reprimir nossos instintos e desistir das nossas habilidades, nossos dons... não é? é óbvio. mas o que eles sacrificariam pela coexistência?”
@lobiswcman
















