oskyrfae:
Gaoth encarou a moça com raiva: “Não existe quase se atrasar.” resmungou, mal-humorado, enquanto se sentava na cadeira à direita da colega. “Existe se atrasar ou chegar na hora. E eu…” ele tirou o celular do bolso, mostrando a ela o horário, exatamente às treze horas e zero minutos. “estou na hora. Pontualmente.” completou, bloqueando novamente a tela. Estava ligeiramente arrependido de tê-la deixado, sem querer, ver o seu plano de fundo: um gatinho com asas muito parecidas com as dele próprio. Agitou-as quase inconscientemente, e resolveu ir direto ao ponto. A situação era extremamente desconfortável: estava… pedindo permissão? Empertigou-se na cadeira e lançou à vampira seu olhar mais gelado e mais pomposo - um olhar de fada. “Temos um problema na sexta-feira.” comentou, tentando soar arrogante e inflexível. “Não vou conseguir estudar às cinco, como você marcou.” desejou ardentemente que pudesse dar uma boa desculpa. Qualquer coisa: tenho um compromisso importante e inadiável, terei uma visita, vou viajar… Qualquer coisa, menos a verdade. Como não podia mentir, portanto, teve de resignar-se em contar a ela a verdade e torcer para que pudesse, pelo sem tom ou qualquer coisa assim, convencê-la. “O pessoal da engenharia me chamou para uma festa que quero ir.” A contragosto, acrescentou: “Não podemos passar as horas de sexta para o fim de semana?” sabia que, autoritária, certinha e presunçosa como a monitora era, não adiantava querer cancelar um dia de estudos sem oferecer um sacrifício em troca - uma contraproposta, ao menos.
Anastasia rolou os olhos de maneira exagerada, observando toda a postura de Gaoth com uma das sobrancelhas arqueadas. Foi impossível, porém, não sorrir ao notar o plano de fundo e, em uma brincadeira quase inocente, mostrou seu próprio celular a ele: 13:01, com um plano de fundo de um gatinho vestido de abelha. Sorriu, encolhendo os ombros e voltando a guardar o celular na bolsa. Repousou as mãos sobre a mesa e o observou atentamente mais uma vez, os lábios ainda curvados em um sorriso enquanto ele falava. “Bem, a não ser que você precise se ausentar por estar doente, o que não acho que seja possível...” começou, mas se interrompeu para dar uma risada ao ouvir a fala dele. Festa? Festa? Ela precisando se ausentar nos fins de semana para que pudesse caçar e ele pensando em festa? Balançou a cabeça para os lados, cética. “Eu não acredito que est....” parou em meio a frase, porém, mais uma vez. Poderia caçar na sexta, resolver seus problemas e aproveitar o sábado e o domingo para estudar. “Tudo bem.” respondeu, por fim, dando de ombros. Parecia, afinal, a melhor das ideias para os dois. “Não sei como vocês funcionam, mas você consegue não estar de ressaca no sábado? Vou aproveitar que você estará ocupado na festa para poder caç...” pela terceira vez, se interrompeu e balançou a cabeça para os lados. “Preciso resolver uma coisas, mas precisamos repor tudo no sábado. Consegue?”

















