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(x-mas plot) a long dinner | Rabastan&Sadie
A jornalista não fazia ideia algumas vezes o porquê de estar em uma situação como aquela. Ao estar em Hogwarts as ideias mais estranhas sempre pareciam divertidas, mas continuar aquilo algumas vezes poderia soar como loucura. O que começou com algo para irritar Rhysand Avery, acabou aproximando mais e mais a Nott e o Lestrange. A ponto de que aquele noivado não fosse algo tão falso assim, e por conta disso, Sadie teria que arcar com algumas responsabilidades. Por mais que ambos fossem livres para fazerem suas coisas, ainda havia uma cumplicidade muito grande entre os dois amigos, e quando Rabastan falou que seus pais haviam convidado-a para jantar a garota aceitou passar a noite de Natal com os Lestrange.
Aquele havia sido um longo dia. Começara com a acostumada tristeza de Natal ao visitar Lucy, mas passar a manhã com os Avery foi realmente torturante para a menina. A sorte é ter pessoas em que confiava tão bem como Gwen para cuidar dela e fazer com que a Sadie voltasse. Ou pelo menos, levantasse parte de seus escudos, pois seria algo que ela precisaria aquela noite. Estaria passando a noite com pessoas que iam contra tudo que ela acreditava. Não que ela tivesse uma opinião concreta quanto a disputa que acontecia. Considerava-se mais neutra ao assunto, mas quando começavam a falar sobre a sujeira e escória, e a mesma lembrava-se de sua família, Sadie nunca teve bons modos.
Era Lucy que a ajudava com aquilo, e sem ela fora quando os problemas começaram. A pureza havia separado-a de todas as pessoas que amava, então ela odiava aqueles discursos, mas ela aguentaria. Ela aguentaria por Rabastan. Não haviam se visto desde de manhã, e a garota agora o esperava para aparatarem. Ela vestia o colar verde que Lucy havia lhe dado, e um vestido escuro. Prendeu os cabelos em um coque elegante deixando seu colo exposto, mas brilhando com o colar da antiga melhor amiga. O salto a incomodava, mas ela tinha que estar impecavél. Provando que o filho estava fazendo um bem a sociedade trazendo o sangue Nott de volta a pureza. Seu estomago embrulhava só de lembrar disso. Ouviu um barulho vindo da sala, e segurou as mãos e fez seu melhor bico. “Temos mesmo que ir? Não podemos, sei lá, ter sido mordidos por Dragões?” Brincou um pouco com o no3ivo.
(x-mas plot) going down |Gweneth & Sadie
Se aquele Natal queria provar alguma coisa era que Sadie não era nada forte. Tudo que ela havia lutado naquele período que havia saído de Hogwarts, e o tanto que achava que estava sendo forte em relação aos irmãos Avery foram embora ao tê-los como companhia naquela manhã. A menina não havia feito aquilo por eles. Não os perdoaria tão fácil, mas aquele era o dia que Lucy mais gostava. Ela realizaria aquele pequeno pedido de natal da melhor amiga. Sadie faria qualquer se pudesse ver a amiga sorrir. Independente do lugar em que se encontrava. Por mais que já houvesse passado, a menina não sentia-se nem um pouco forte o suficiente para ficar sozinha em casa. Ela havia combinado de ir para a casa dos Lestrange durante a noite, e para aquilo ela precisava de mais forças.
Tentou recorrer aos amigos, mas Gwen Jones, sua melhor amiga, não respondia nenhuma dos bilhetes que ela queimava na fogueira, então decidiu recorrer a outros amigos próximos. Os Scamanders. Sempre que a menina precisaria de forças, ou dar risadas, era a eles que recorreria. Não sabia se Cian estaria ou não em casa já que o trabalho no hospital poderia ser puxado, então foi a casa de alguém que sem dúvidas arrancaria seu bom humor de volta. Gweneth não a julgaria por ter tido aquela recaída e saído com os Avery. Então sem pensar duas vezes aparatou para a porta da amiga. Tinha uma ideia bastante calma para passarem aquela tarde se a garota não tivesse planos.
Sem nem esperar uma reação da garota, a Nott disparou. “Gwen, desculpe aparecer assim. Se você não tiver ocupada...eu preciso de você. Tomar um ar. O que acha de tomar um sorvete? Claro, se puder. Desculpe, vamos começar de novo. Oi, Gwen. Tudo bem? Como está seu dia? Eu estou ótima. Mentira. Estou me sentindo um lixo, e fiz o que jurei não fazer. Tem um espaço no seu tempo para uma amiga desesperada?” Ao perceber que estava falando rápido parou e repetiu mais lento, e tentou sua melhor cara de cachorro abandonado para chamar a atenção da garota.
Sadie Nott + character tropes
(flashback) and all I see is him and me forever and forever | Nadie
Desde que nasceu Sadie fora uma garota muito espirituosa e agitada. Nunca tivera problemas em fazer amizades ou medo de falar alguma coisa, porém, enquanto caminhava até o quarto de Nate suas mãos suavam. Aquela havia sido uma ideia bastante idiota, nem mesmo sabia o porquê de Lucy tê-la incentivado. Talvez havia sido só para poder rir da amiga depois, mas já fazia um tempinho que Sadie havia contado para a garota em um momento de fraqueza que tinha uma queda, ou melhor, um precipício pelo irmão mais velho da mesma. No final, quem poderia julgá-la? Nathan era mais velho, bonito e tinha algo misterioso no olhar que fazia as pernas da menina tremer toda vez que ele se juntava a elas.
Havia pensado em contar a Rhys, mas ele era menino, não iria entender. Lucy era garota como ela, então entenderia toda aquela situação. Era dia dos namorados, e Lucy falou que já havia visto pessoas fazendo chocolates para as pessoas que gostavam em datas como aquela, por tanto, ela havia levado alguns para amiga, alguns para o melhor amigo, e agora estava a caminho de levar para Nathan. Eles não eram da mesma casa, mas Lucy havia falado que ele sempre ficava um pouco no campo depois do treinamento, e a garota esperava estar vazio para fazer aquilo. Respirou fundo, era só entregar, falar que gostava da presença dele e ir embora. Ela não precisava se declarar ou algo assim.
Somente da possibilidade de Nathan enxergá-la já fazia com que a menina ficasse bastante nervosa. Ela era corajosa, e conseguiria fazer aquilo. Entrou no campo escondendo o chocolate dentro de suas vestes. “Nathan, você está por aqui?” Chamou não tendo coragem de entrar no vestiário masculino mesmo que parecesse vazio aquela altura.

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I’ve been cold since you left | Sadie, Nathan, Rhys
As manhãs de natal traziam um sentimento de tristeza para Sadie Nott. Por mais que seus pais em seus amigos tivessem feito um esforço enorme para enche-la de memórias positivas, Sadie, ainda lembrava-se das melhores lembranças de natal que tivera até seus treze anos. Manhãs recheadas de brincadeiras. Onde a pequena garota sempre implorava a seus pais para que pudesse passar a virada na casa dos Avery. Onde acordavam cedo para fazerem brincadeiras na neve. Sempre incentivados por Lucy. Ela era o próprio espirito de natal. Acordando a casa, seus irmãos, e Sadie com um sorriso tão grande que fazia até mesmo as pessoas mais rabugentas se animarem.
Durante aquele natal a antiga aluna da Hufflepuff usava um suéter que ela havia customizado. Quando menor havia recebido um com sinos de natal de presente da melhor amiga, porém ela havia crescido e o mesmo não servia, então Sadie pegara um de tamanho maior e recortara o desenho para costurá-lo em um de novo tamanho. Avisou Rabastan que sumiria um pouco, mas que voltaria depois. Não aguentara ficar todo aquele tempo sozinha. Caminhou até o cemitério e terminou por sentar-se no chão em frente a lápide de Lucy Avery. Tirou a varinha do bolso e conjurou flores ao redor da pedra.
“Os natais nunca foram o mesmo sem você, Lu.” Abraçou os joelhos, usava presilhas que Lucy sempre colocava nela, e abraçou seu colar. Era impossível não usar aqueles objetos. Ela precisava se lembrar da menina de todas as maneiras possíveis. Sem demorar muito, as lágrimas tomaram conta da Nott, e ela deixou as mesmas aparecerem enquanto escondia seu rosto nos joelhos. “Sinto sua falta. Com você aqui as coisas seriam diferentes, eu tenho certeza.” Ela não referia somente ao seu afastamento dos Avery, e sim de todas as decisões que havia tomado aquele ano. Tudo que estava fazendo se Lucy estivesse viva, as coisas seriam diferentes.
queenofthequils :
Bom… Planos mudam, Nott. Foi ótimo enquanto durou, tive três anos maravilhosos mas no fim, não fazia sentido continuar num casamento onde ambas as partes não estavam realmente investidas. Não me arrependo, se é isso que quer saber. Diferente de certas bruxas, divórcio não me assusta. Além do mais, não posso privar meus fãs de sonharem com a possibilidade de estarem comigo! É muita maldade e você sabe como sou uma boa samaritana.
Não sei nem mesmo o que pensar. Você estava pronta para desistir do mundo por esse marido, e agora é essa alma livre que concordou por que as partes não estavam investidas. Tem mais história nisso, mas eu sou um ser humano melhor, e já superei isso. Bom, acho que tenho é que desejar boa sorte nessa sua fase. Sempre imaginei que casada, pacata e do lar nunca fosse combinar com você.
n-avery :
Você não pode me culpar por algo que meu pai fez. Ele… Olha, ele fez o que ele achou que era certo. Vocês teriam feito a mesma coisa no nosso lugar.
Não existem desculpas pelo que minha família fez com você. Não existem desculpas pelo que eu fiz com você. Mas a culpa foi minha. Toda minha. Então pare de culpar o Rhys por isso, ok? E quando eu digo parar de culpar o Rhys é parar de escrever sobre ele. Pode escrever o que quiser de mim, mas sobre ele mais nada.
O que seu pai e as outras famílias fizeram foram ações deles. Digo de sua ação e de seus irmãos. Eu escrevi cartas, e mais cartas. Ninguém me respondeu. Ninguém. Eu me culpei por tanto tempo. Não teríamos. Ou esqueceu que foi por não concordar que meus pais viraram traidores?
Não venha dar uma de irmão superior assumindo a culpa. Eu culpo os dois. Você não me respondeu, mas eu já esperava. Você nunca sequer olhou para mim da maneira que eu olhava para você, mas Rhys era meu melhor amigo. Quanto a tentar levar a culpa por ele, isso é patético da sua parte, tentar ser um bom irmão mais velho. Não sou cega, eu vi o quanto você o afastou o quanto ele ficou machucado. Eu posso ter escrito matérias terríveis, mas nada se compara com o que você fez. Não tente aliviar sua culpa através de mim se está arrependido vá falar com ele. Os dois estão errado e me magoaram sou livre para escrever o que quiser em relação a como me sinto.
gwengones :
Claro que eram verdade, eu nunca teria inventado que aquela menina com o nome engraçado, qual era o nome dela mesmo? Enfim, eu nunca teria inventado que ela teve a primeira vez dela no chuveiro do vestiário, seria mean girl demais. Bom, de mim elas pelo menos tem cem por cento de certeza de com quem estou. Sadie, as vezes eu queria ter a mesma fé em mim que você tem. Elas são boas, muito boas. E nem sempre usam as formas mais éticas para conseguir se sair melhor. Pode deixar que hoje é por minha conta, vou te poupar gastar ainda mais os galeões da família do seu noivo. Não quero que pensem que minha melhor amiga é uma gold digger.
Eu não sei. Pode me chamar de clichê, mas eu ainda acho que temos que nos casar com quem gostamos. E, me desculpa, tem que ser muito mais do que esse sentimento de um proteger o outro. Isso é amizade, não é nem paixão… Eu não sei, não faria isso. Mas né, essa sou eu.
Nossa aquela sim foi uma matéria que deu o que falar. Acredita que os pais dela me escreveram? Falando que eu era mentirosa e estava inventando calunias sobre a filha santa deles? Algumas pessoas deveriam deixar de ser tão cegas. Ou aceitarem que ninguém é perfeito e conviver com a personalidade de cada um. Elas podem ser muito boas, mas você sempre será melhor. E pode sempre contar comigo torcendo por você. Acho que daqui a pouco vão cansar do tanto que eu escrevo sobre a melhor jogadora estou até imaginando o dia que a Vanity vai vir reclamar. Eu nem ligo mais para o que eles pensam. As pessoas sempre pensam coisas ruins da minha família gold digger não seria uma grande novidade.
Eu acredito no amor, mas só não acho que seja para mim. Todas as pessoas que eu acabei gostando mais do que deveria acabaram me deixando acho que desse jeito eu não vou acabar me machucando novamente. Se estou ajudando um amigo e não está me prejudicando não vejo porquê, e Morgana sabe o quanto Rabastan precisa de ajuda. Todos temos que exorcizar nosso demônios alguma hora.
v-wood :
Ahhh, Sadie… Tá, tá bom, pode ser assim. Mas você vai ter que subir nesse balcão e fazer até body shots pra compensar essa grana.
Todo esse trabalho? Bom até que não seria tão ruim, mas você terá que fazer comigo. Assim chama mais atenção.

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paquerei-paquerou :
Eu não estou fazendo cara nenhuma. Meu rosto é naturalmente assim.
Sério? É o primeiro então a não reclamar sobre o que eu escrevi, o que é um alivio. Já aguentei criticas o suficiente para uma vida.
fuck-severus :
Sua ilusória sinceridade me comove, Nott, devo admitir.
A verdade é relativa em relação a quem a comenta.
scamandercian :
Quando eu estiver suficientemente bêbado, te deixo provar. Afinal, quem seria Cian Scamander sem ir para a cama com todos os seus amigos? Just kidding, eu ainda te amo, buddy.
Ficou? Quem não fica irritada com suas matérias, Sadie? Precisa aprender a ser mais passiva quanto à essas ex-cobras, sabe que elas ainda mordem, apesar de faltar veneno. Sev e eu? Claro que não, que ultraje. Não por falta de querer, confesso. Acho que todos passaram, menos o demônio, ele que saiu perdendo pra sempre, boatos que até aquela sua noiva provou. Huh, não escreva sobre isso, por favor, eu seria morto com o sinal do demônio no meio da testa.
Me surpreende que você ainda não tenha pego nenhuma doença. Estava lendo nos jornais trouxas parece que está tendo um surto de doenças transmitidas sexualmente. Eu também te amo cabeludo da maneira mais platônica possível.
Pessoas são loucas se elas não gostam é só não ler. Ninguém está usando um feitiço de tortura obrigando-as a ler. Honestamente acho que veneno nunca vai faltar para aquela lábia quando não fabricam são capaz de comprar dos outros somente para matar. Isso sim é novidade, pensei que poucos houvessem escapado de suas mãos. Está ficando mole, Scamander. Ouvi que a noiva dele é tão demônica quanto ele. Enfim, se completam. Pensei que gostasse de praticar rituais estranhos aparecer com o sinal na testa não seria tão pior igual aparecer com as cores da Ravenclaw depois daquela vitória no quarto ano. Você estava tão bêbado.
daffvdill :
❝ —- Isso é insuficiência de matérias relevantes? Deveria melhorar suas fontes, ou pegar emprestado com a Rita, mas imaginei que seu arranjamento te daria melhor background. Não se preocupe, é necessário mais do que isso para irritar-me. Quando eu descobrir quem ficará grávida primeiro, mando-lhe uma coruja comunicando, me diga depois se ganhou.❞
Isso é o que a mais jovens damas querem saber. Nem todas são tão comportadas como Narcissa Malfoy. Meu arranjamento, céus, você pode falar o nome dele já que conhece tão bem. Quando ficar, por favor, tente pelo menos avisá-lo primeiro. Para ele não ter que saber por essas outras fontes. Ambas podemos concordar que ele merece mais do que isso.
ivorydeverill :
Para mim vocês duas competem para ver qual consegue ser a mais sensacionalista, uma disputa acirrada.
Sinto pena do seu público alvo, é cada bobagem pior que a outra que eles devem ler por aí. Bem, se você quer escrever sobre os irmãos Carrow converse com eles pessoalmente. Se o Capote ficou quase 6 anos em Holcomb para fazer a apuração do seu livro reportagem, você consegue ficar perto dos Carrow por alguns minutos. Sou apenas uma amiga da família e não vou colaborar com nenhuma informação, pois sei muito bem como vocês jornalistas gostam de distorcer as informações.
Eu não leio mais sobre o que a Rita escreve, mas fomos do mesmo jornal, e admiro muito ela como escritora então vejo isso como um belo elogio.
O público alvo que pede por isso! Sabe quantas vezes eu quis escrever sobre politica, sobre alvos, sobre coisas que certamente me interessariam, mas é isso que o pessoal quer ouvir. Eu escrevo sobre as coisas que já sei, e observei. Sou uma ótima observadora das coisas, mas como disse, se não lhe agrada ninguém lhe obriga a ler. Não distorci nada, falei a verdade. Ou vai me dizer que você e a Alecto não são parecidas? Ruivas, e fazem o tipo do Amycus? Pois fui isso que eu escrevi, talvez não tenha gostado de ouvir a verdade.

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but i can’t stay mad at you for anything | Rhydie
rhysandavery :
Se Rhysand soubesse que em sua ida ao caldeirão furado resultaria em um encontro com Sadie, ele teria permanecido em casa após o jantar. O que seria um fim de noite tranquilo, acabaria se tornando seu pior pesadelo. Naquele dia após o expediente, ele havia voltado para a casa para mais um daqueles jantares onde a mesa que uma vez fora ocupada por tantas pessoas, agora parecia extensa demais. Jantar com Marius não era uma das coisas favoritas de Rhys, mas ele era o único filho que restará, já que o mais novo ainda estudava, e aquilo pesava em seus ombros naqueles momentos. Se pudesse arrumaria uma desculpa diferente para perder o jantar todos os dias, mas sabia que o pai desconfiaria e então ele simplesmente aparecia e na maior parte do tempo os dois ficavam calados enquanto comiam.
Mas após aquele jantar monossilábico, tudo o que o ex-sonserino queria era umas boas doses de firewhisky e por mais que tivesse várias garrafas em casa, ele sentia a necessidade de se afastar daquela casa extremamente sombria e estar em um lugar movimentado, onde poderia usar os barulhos alheios como uma forma de se distrair dos próprios pensamentos. Rhys que estava tão acostumado a ouvir os pensamentos alheios, sendo algo que ele fazia sem nem perceber, odiava ficar preso nos seus. Odiava pensar em Nate e na raiva que sentia do irmão, ou como o outro acreditava que ele estava se tornando cada vez mais parecido com o pai, odiava pensar no pai, odiava pensar que ainda que fosse livre em certas coisas ainda carregava consigo as marcas de ensino do pai e que provavelmente ele seria o próximo a ter que arrumar uma noiva ou decidir se juntar aos comensais.
O bar estava levemente cheio e Rhys quase se deixou abriu um sorriso de canto com aquele fato, apesar de ser bastante solitário, ele nunca havia curtido a ideia de se sentir sozinho. Nem que a companhia dele fosse a mente conturbada de outra pessoa que nem fazia ideia de que ele estava tendo aquela conexão. Caminhou até o balcão pedindo uma dose de bebida e antes que ele pudesse ingerir o líquido âmbar, aquela voz conhecida lhe atingiu em cheio fazendo com que ele congelasse antes de primeira. A frase alheia fez com que ele revirasse os olhos sem sequer se virar para a garota, virou de uma vez a dose da bebida como se fosse um pouco de coragem para enfrentar Sadie.
Assim que se virou na direção dela, Avery encarou bem a garota e evitou fazer qualquer ligação mental com ela. Não podia se deixar levar, não podia ouvir os pensamentos dela e ser atingido por seja lá o que passava na cabeça dela quando o via. A vida de Rhys estava uma grande merda, mas ele nunca iria admitir para ela. “Melhor do que nunca.” Mentiu e abrindo um sorriso enviesado. “Ainda está nessa de me difamar como o pior solteiro do mundo do bruxo, Nott? Achei que já tinha passado dessa fase.” Aquela era a primeira fala sincera dele, de fato ele estava de saco cheio daquelas difamações que Sadie fazia sobre ele e tinha esperanças que ela talvez tivesse trocado suas provocações. Ele não queria brigar com ela, fazia de tudo para agir com indiferença para tudo que ela escrevia a seu respeito, ainda que algumas coisas lhe atingissem mais do que ele gostaria.
A menina certamente, por mais que dentro dela quisesse saber como andava o ex-melhor amigo, estava surpresa com a figura do mesmo. Todas as vezes que ela encontrou Rhys aa mesma havia se preparado. Ela não gostava de parecer tão vulnerável em relação a ele. Ela nunca gostou de se parecer vulnerável. Gostava de ser forte, do apoio que seus amigos sempre deram e por sempre acreditarem no que ela falava, mesmo quando estava mentindo e precisando de colo. Sadie não gostava de aparentar fraca. Empoderava-se e nunca deixava ninguém acreditar do contrario, mas tudo aquilo caia por terra ao ficar na presença dos irmãos Avery. Quando os encontrava era como se tivesse treze anos novamente. A Nott engoliu seco, ela havia provocado primeiro, e agora sentia a cabeça pesada com um leve zumbido ao fundo. Agarrou sua pena com mais força para que pudesse sentir até mesmo os nós dos dedos contraírem. Por que ela estava tão na defensiva? Sempre acreditou que era fácil continuar atacando os irmãos como se a cada palavra estivesse mais e mais longe deles. Sua maneira de cimentar o muro que eles haviam construído. A menina mordeu a parte inferior dos lábios com tanta força que pode sentir o próprio sangue, e depois soltou a pressão. Terminou a bebida, e respirou fundo. Poderia ser pior. Aquele era seu castigo por não ter ficado no apartamento do Lestrange.
Seus olhos correram pelo rosto já tão conhecido que agora parecia tão diferente e distante. Como um quadro que ela deixava empoeirar no fundo da mente. Deixou a pena de lado, ver Rhysand machucava. Mostrava que existia uma parte dela que por mais que ela falasse e agisse como se tivesse superado ficava muito claro que não passava de um instinto de defesa, ela havia atacado ele primeiro. Poderia ter deixado passar e fingir que não o conhecia. Ignorar completamente a existência, mas ela não conseguia. Ela ainda acreditava que haviam um lado melhor dos dois irmãos. O lado que ela tanto amava. Era engraçado. Quando menor, ela adorava tanto Rhysand. Ele era seu irmão, enquanto que Nathan ela via como uma figura romântica que fazia seu coração bater mais forte. A impressionava como aqueles sentimentos haviam se tornado naquilo. Como eles haviam se tornado aquilo. Não sabia ainda o que queria chamando a atenção dele e criando aquela cena. Por mais que não fosse admitir ela só queria que aquele aperto que era a falta do antigo amigo passasse.
“Pelo seu tom você é um leitor árduo que pode responder essa própria pergunta. Aliás, tenho que escrever uma errata. Está noivo, certo? Deveria desejar os Parabéns?” Seu tom era ácido. Era óbvio que ela estava com ciúmes. Lembrava-se das vezes que via o amigo ser obrigado a ser educado com outras garotas e sempre o roubava. Gostava da atenção única que o garoto dava a ela. Ao mesmo tempo lembrava de Lucy dizendo que aquela não era a maneira certa de se agir em um evento. Damas não sentiam ciúmes ou faziam cena em público. Sadie nunca fora uma dama. Ao lembrar da antiga amiga uma perto passou por sua garganta, e ela se lembrou da razão para jamais perdoar os irmãos Avery.
Acabou encarando a cadeira vazia a sua frente. Era como estar sendo torturada. Colocando uma faca na própria mão, mas ela não tinha tanto auto controle. “Eu visitei ela esses dias. Sinto falta dela quase todos os dias.” Levou a mão até o cordão que estava em seu pescoço. Tinha um pingente de madeira pequeno bem simples com uma pedrinha verde. Lucy sempre falava o quanto adorava ela de verde. Eram raras as vezes que ela tirava o colar. Geralmente lhe dava forças e inspiração. Ela havia dado uma brecha, retirado um tijolo do muro e com o pequeno buraco poderia fazer ele desmoronar inteiro, mas ela tinha que ser forte.
queenofthequils :
Parece que alguém não leu minha coluna da sexta passada no Profeta. Assim você me magoa, Sadie.
Mas, respondendo a sua pergunta, minha vida de casada chegou ao fim. Finalmente. A de solteira vai muito bem, obrigada.
Tento evitar coisas que poderiam me fazer mal. Sabe como que é tirar as coisas que iriam me deixar para baixo, e tudo mais.
Sério? Mas você não era louca por ele, faria o possível e o impossível para ter a vida impecável jogando tudo que não estava nesses planos para o alto?