Cheiro de domingo
No fim da tarde, uma sensação estranha invade o ambiente.
Um cheiro de maré vai subindo, uma sensação nostálgica que, ao fechar os olhos, faz viajar para um tempo que parece perdido.
Em outra época, a desejar: o som da Brasília, o canto do bem-te-vi, a TV de tubo trazendo a seleção de Pelé.
O Guaraná Antarctica, um almoço legal, a família reunida num domingo.
Um pagode antigo, um amor ideal.
Ao abrir os olhos novamente, lágrimas a escorrer.
Aquele passado se esconde em memórias de uma era distante, sempre a existir na alma dos brasileiros — como uma saudosa lembrança a ecoar, para sempre, em nossos corações.














