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@nathan-mason

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quer pegar a jess que eu sei, mas é depravado demais pra isso.
Não quero não. Não quero mesmo! Mas inventam tantas histórias que os outros acabam acreditando.
vc sabe controlar a larva?
The Unforgiving // POV, parte dois.
Quem era o rapaz no espelho? Onde ele estava? Por que estava tão difícil de lembrar algo, qualquer coisa que fosse? Ele não se lembrava nem do dia anterior, mas virou o olhar para o restante do quarto, indo direção ao criado-mudo e abrindo a gaveta dali. Nada além de alguns curativos ensanguentados, que foram simplesmente jogados ali. De repente uma sensação estranha o penetrou fundo na cabeça, e ele começou a se tocar, atrás de algum machucado, até que chegou à nuca. Sentiu alguns pontos ali e por alguns segundos ficou tranquilo, respirando fundo, deixando sua cabeça cair e seus olhos se fecharem.
Mas não ficou muito tempo assim. Se levantou, e foi direto ao armário, procurando por uma blusa e uma calça, e era exatamente o que tinha ali, nada mais além disso e um casaco. Se vestiu com o que tinha e depois foi em direção à porta, pois não ficaria mais um segundo ali. Queria saber quem ele era, porque estava ali, se tinha amigos, se tinha família… Mas quando rodou a maçaneta da porta, esta não se abriu. Ele forçou de novo para o lado esquerdo, puxando a porta com mais força, para ver se não era somente por ela estar enterrada. Mas nada aconteceu. Ele apalpou os bolsos da calça, em busca de uma chave, mas quando não encontrou nada ali, andou apressadamente até o criado-mudo, puxando de uma vez a única gaveta dali, remexendo nos curativos para ver se a achava.
Até que a porta se abriu, e seu corpo instintivamente virou em direção á ela, vendo três rapazes ali. Ele se ajeitou, sem ousar desviar os olhos do que estava entre os outros dois, o do meio. Ele parecia ter uma influência sobre os outros, pois sua pose era mais firme que a deles, e este também retribuía o olhar sério. Não se dignou a pronunciar nenhuma palavra, apesar de querer ouvi-la também, para se lembrar de como era o som da própria voz, mas não demorou muito para que o outro se pronunciasse primeiro.
"Então você finalmente acordou.", murmurou para o garoto dos olhos azuis - o mesmo do espelho, há poucos minutos atrás. “Bastante dorminhoco, ein? Foram três dias e algumas horas", olhava para os outros dois atrás dele, como se estivesse com dúvida se era ou não tudo aquilo. “Você foi encontrado com essa mesma roupa no chão da rua lá de fora, sangrando pela cabeça…", e então o olhar dele ficou mais penetrante, enquanto ele cruzava os braços, como se não fosse muita coisa. O garoto arregalou os olhos, tocando a nuca novamente, e deslizando a mão por ali, sentindo os pontos. “Exatamente aí. Exatamente aí onde Thomas Mason o acertou e acertou também aos seus dois irmãos. Só que eu sinto em dizer que eles não tiveram a mesma sorte que você", fez uma careta.
Ele tinha irmãos, então? Tinha, no passado mesmo, pois pelo que acabara de ouvir eles tinham sido mortos por um tal de Thomas Mason. Nem assim ele falou alguma coisa, esperando que mais lhe fosse explicado pelo outro. Por mais que ele tentasse sentir alguma coisa em relação à família morta, não conseguia nada. Não se lembrava deles, quanto mais se tinha sentimentos.
"Você não se lembra de nada… Jason?" E então o choque percorreu seu corpo. Ele se chamava Jason, e até então era tudo o que sabia. Balançou a cabeça negativamente para o rapaz à sua frente, permanecendo como uma estátua no mesmo canto. “Tudo bem, então… Vou fazer um resumo da sua vida, ok? Você se chama Jason Stark, tinha dois irmãos: uma garota chamada Sonya, era a mais nova, e um garoto chamado Lucian, ele era o irmão mais velho. Você foi atacado por Thomas porque ele é um ser humano invejoso, rancoroso e impiedoso. Ele também matou alguns dos meus amigos, e então resolvi salvar você, pois de mortes já estou farto. Mas uma que quero que aconteça é a dele!", e o rapaz já estava respirando fundo, ao que parecia tentando se controlar, pois a raiva já estava pairando pelo ar, Jason - ainda não tinha se acostumado com isso - sentia isso. O outro se endireitou, voltando a ficar sério normalmente. “Enfim… Você não é qualquer pessoa, Jason, você tem poderes, você é o especial dentro deste lugar. É a nossa única arma contra aquele louco. E agora que acordou, precisa treinar esses poderes o quanto antes. Estamos em pé-de-guerra, e toda demora é uma perda", completou, e os garotos atrás dele já tratavam de sair do quarto, enquanto ele, que também estava saindo, voltou de uma vez.
"Ah, quase me esqueço de me apresentar… De novo." Ele fez uma careta. “Me chamo Matthew O’Hara, e sou o líder da Humans Crew. Agora tenho de tratar de alguns negócios, Jason. Sinta-se à vontade. Você está em casa!" E foi tudo que o outro disse, fechando a porta do quarto e deixando Jason ali sozinho.
Depois de ouvir tudo aquilo, o único desejo dele agora era vingar os irmãos mortos e tentar lembrar-se de alguma coisa do passado.
- Thomas Mason… - Pronunciou-se pela primeira vez, com uma voz rouca mas grossa, num tom de desprezo quanto ao nome do assassino de seus irmãos. E mais do que isso, ele descobrira que tinha poderes, e que tinha alguém próximo vivo ainda. Agora tinha uma responsabilidade em mãos. Ele não iria falhar.

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Nathan Mason/Jason Stark. 18 anos. Umbracinese. Lucas Till.
‒ Biografia:
Nathan sempre foi o mais sério e controlado dos irmãos, centrando-se apenas nos estudos e pensando desde pequeno em ter um futuro promissor como médico. Era apegado aos irmãos, mas não tanto quanto Lena era com Thomas e vice-versa. Nathan tinha facilidade em isolar-se facilmente, mesmo que sem querer.
Não mudou muito com o sumiço dos adultos, porém pirou um pouco, tentando entender o que estava acontecendo. Tem a mania de tentar encontrar lógica em tudo, e ver todos os maiores de dezenove sumindo, alguns ganhando poderes e monstros começando a rondar a cidade era assustadoramente sem lógica para Nathan. Mas as reclamações duraram pouco, até pelo menos ganhar um poder: controle gravitacional.
Junto com os irmãos começou a treinar os poderes e apoiar Thomas também, mesmo que no fundo, no fundo, não concordava com suas ações. Tudo mudou quando viu o meio-irmão receber um tiro e junto com a irmã conseguiram tirá-lo a tempo da confusão, vendo-o se recuperar e querer guerra mais do que nunca. Nathan não concordava com a guerra, alegando que isso dificultaria mais a vida de todos, mas Thomas nem dava ouvidos.
Nathan só mudou de opinião quando viu Lena, sua irmã mais nova, ser raptada pelos Humans Crew. Imediatamente, mudou todo o seu pensamento e assim como Thomas a única coisa que quer no momento é salvar a irmã, nem que tenha que matar pessoas para isso.
‒ Depois da Escuridão
Depois de resgatarem Lena das mãos de Kyle e o restante da Humans Crew, vários outros problemas foram acontecendo, conforme Nathan tentava se adequar aos momentos, sem sucesso. Foi quando houve um acidente inesperado com Thomas no Grand Station, onde tinham ido para fazer a entrega - falsa, claro - de Natalie Stryder, que tinha sido raptada por Dimitri, e seu meio-irmão acabou levando tiros no braço e perdendo, temporariamente, o movimento destes.
Passaram-se algumas semanas, e Nathan estava mudando drasticamente, ficando mais destemido do que antes e menos anti-social, até que Dana foi sequestrada por Matthew O’Hara, e sem demora ele e todos os outros foram atrás da menina. Mas algo mais inesperado do que isso aconteceu: Lena desobedecera Thomas, e por causa disso, seu meio-irmão acabou decretando que não tinha mais ligação com ela e que a queria longe dele, deixando-a magoada e fugindo, o que fez Nathan ir atrás dela, pois não a deixaria se arriscar em Staten Island, no território inimigo, sozinha. Foi quando foi surpreendido por dois garotos e acabou entrando em coma por três dias.
Quando acordou, não se lembrava mais de seu nome, não se lembrava mais do dia anterior, não se lembrava mais de quem era, não se lembrava de nada, absolutamente nada, e foi quando as explicações (falsas) de Matthew O’Hara lhe foram ditas, e agora Jason Stark queria vingar os irmãos mortos - como Matt o levou a crer de tudo, até do “novo" nome -, querendo a todo custo acabar com Thomas Mason pessoalmente.
‒ Personalidade:
Decidido, sério, centrado e nunca está muito para piadas. Está sempre pensando no futuro e no presente, não admitindo nunca errar tanto ele mesmo quanto as pessoas a sua volta. É perfeccionista e inteligente, podendo também ser um bom estrategista.
‒ Relações:
‒ Meio-irmão de Thomas Mason, Andrew e Sophie Schwartz, e irmão de Lena Mason, mas não faz ideia de quem eles são e o parentesco com ele, mas deseja a morte de Thomas pelo que ele fez aos irmãos (fictícios) dele, sem saber que era mentira da parte de Matthew O’Hara para usá-lo contra o próprio irmão verdadeiro.
‒ Membro da Humans Crew, sendo o único entre eles que possui poderes, portanto a arma surpresa do grupo.
- Melhor amigo de Donatella Snow (Eden Pettyfer).
Nathan e Diana, tempos antes da morte dela.
The Unforgiving // POV, parte um.
Não tinha porquê deixá-la se aventurar no território inimigo, com as forças quase que esgotadas, machucada e obviamente magoada com as palavras de Thomas para ela. Aquilo doera até mesmo em Nathan. Mandar a própria irmã sumir da frente dele, da vida dele, ainda mais dizendo que não a considerava mais sua irmã. Nathan na pele da caçula não teria outra reação a não ser aquela. E agora lá estava ele, pensando em tudo mas se focando em uma única coisa: alcançar Lena.
- LENA! - Gritou o mais alto que conseguiu, ainda correndo, com a garganta começando a secar, mas ele lutando contra si mesmo para não perder as forças. Não agora. - LENA, PARA! - Gritava novamente, e suas pernas já começavam a doer, talvez tivesse até mesmo perdendo os sentidos destas, mas que tipo de irmão mais velho seria ele se deixasse-a ali para servir de lanche fácil aos lobos? Pois apesar de Nathan não rebaixar a si mesmo ou à ela, eles estavam em outro local, num local mais tenso, mais lotado de perigos, e ali estavam eles. Uma correndo de alguém, tentando fugir, tentando dispersar os maus pensamentos do local em que antes estava, tentando negar o que havia acontecido. Enquanto o outro corria trás dela, na intenção de salvá-la do pior, porque se havia algo pior do que ser desconsiderada irmã de alguém era morrer em vão por causa disso. Nathan não cederia tão fácil assim.
Naquela hora uma fraqueza percorreu por todo o seu corpo, atravessando principalmente para as pernas, que agora ele obrigava-as a continuar, mesmo que contra a vontade destas. Os lábios dele estavam secos, ele podia sentir. E também sentia a visão embaçar aos poucos, mas com algumas piscadas fortes tentou retomar a velocidade. Puxava ar agora de um lugar que nem ao menos sabia que existia, pois seus pulmões àquela altura já não estavam mais computando se era ou não para continuar dando-lhe fôlego.
Ele teve vontade de xingar a irmã, externa e internamente, mas não adiantaria de nada assustá-la ainda mais. Ele a alcançaria, a traria de volta para casa escondido, mantendo-a a salvo em outro canto, pois na casa onde eles viveram desde que a barreira surgiu não era uma opção. Thomas com certeza a expulsaria, e Nathan já estava cansado de forçar uma "família feliz e unida", pois tudo o que lhe vinha na cabeça agora era como tudo estava arruinado.
Lena desceu o alto e ele já não conseguia mais enxergá-la. Teve de parar, apoiando suas mãos de uma vez nos joelhos, com a boca aberta para inalar todo o ar que conseguisse. A visão de repente ficou mais embaçada que antes. Ele esfregou com força e várias vezes os olhos para voltar ao normal, mas sem sucesso. Ficou um tempo de olhos fechados, respirando tão fundo que quase podia sentir seu coração em sua garganta, pronto para pular e desistir de tudo agora. - Não ainda... Eu... tenho que t-... trazer ela a salvo. - Forçou-se a dizer, como se fosse um incentivo para si mesmo, para que continuasse, para que não parasse e não deixasse Lena na mão.
Mas uma dor forte, tão forte quando as palavras de Thomas, percorreu toda a cabeça de Nathan, que agora se via no chão, de barriga para baixo, lutando para se levantar, já sentindo sua visão embaçar de novo, só que dessa vez com uma escuridão tomando seus olhos, como se estivesse querendo o consumir por inteiro. E quando ele conseguiu olhar para cima, vendo dois garotos rindo dele, enquanto um segurava uma pá suja de sangue - claro que era o seu, já que ele sentia um vento tocar sua nuca, sentindo tudo frio e molhado ali - não teve tempo de reagir nem para usar os poderes, pois o garoto com a pá já forçava o braço para trás, descendo-o de uma vez com força na cabeça de Nathan novamente.
E então tudo se apagou. As últimas coisas que Nathan teve tempo de lembrar foram os rostos de seus irmãos. Ele nem ao menos teve tempo de dizer o seu real sentimento por eles. O quanto ele era grato por tê-los perto. O quanto ele implorou para que Thomas voltasse a ver as coisas mais nitidamente. Lena agora estava sozinha pelas ruas de Staten Island, correndo o risco de ser machucada, talvez até morta.
Nathan Mason, que era o mais inteligente deles e não admitia uma falha própria, agora tinha concretizado seu pior medo.

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Ready Aim Fire || Lena x Nathan x Diana x Thomas.
d-maddox:
Antes mesmo de Diana olhar para onde Lena estava tentando indicar, ouviu a voz de um outro garoto se aproximando deles. Virou a cabeça e o corpo rapidamente, olhando para onde ele estava e logo depois para Thomas que tinha começado a usar seu poder nele, já vendo o garoto sangrando no chão no outro segundo. Um meio sorriso se abriu no rosto da morena ao ver o corpo dele ali.
Logo viu Thomas se dirigindo ao carro mais a frente, e deu o primeiro passo, logo sentindo Nathan a guiando pelo ombro. A arma ainda estava em sua mão direita, pronta para ser usada caso precisasse, pois agora Diana já não se importava com mais ninguém além de Dana, e mataria quantas pessoas fossem necessárias para achar a garota. Entrou no carro quando Nathan abriu a porta para ela, dando um meio sorriso para ele em forma de gratidão, pois ela sinceramente não estava nem um pouco a fim de falar muito naquele momento.
Sentou ali e logo viu Thomas dar a partida. Olhava para os lados atentamente procurando qualquer sinal de outros humanos ali. Até que mais a frente viu um reflexo na escuridão de um dos becos de Staten Island. Nem mesmo se importou com aquilo, afinal não deveria ser nada. — Nathan — chamou rapidamente com a voz um pouco rouca, quando viu alguns carros do lado direito da estrada, algumas sombras perto dos postes. Nem pode acreditar que eram burros o bastante para não saber se esconder completamente. Indicou com a cabeça o lado que estava vendo as sombras e esperou que não fosse a única a perceber aquilo.
Thomas já estava preocupado com Nathan, pelos irmãos ter usado seu poder assim. Ele sabia que o irmão era cuidadoso e nunca realmente se excedia, só que, ainda assim, ele se preocupava. Na verdade, eram poucas as pessoas que despertavam esse sentimento de vontade de ajudar, de proteção no garoto, mas, quando o despertavam, eram intensos. Ele não suportava a ideia d Nathan ou Lena machucados. Dana, Daniel e até mesmo Diana também, cada um em seu lugar.
Ficou em silencio, dirigindo, ouvindo o irmão responder Lena, quando Diana chamou a atenção de Nathan, e, sem pensar, simplesmente freou o carro, o fazendo derrapar um pouco.
- Vamos acabar com isso então. Nathan, fica dentro do carro, mas presta atenção nas balas. Lena, ajude também. Ninguém se move daqui de dentro. – E era uma ordem geral.
Um segundo depois ele abriu a porta, esperando que Nathan entendesse que ele pediu para desviar as balas desativando a gravidade, se fossem atirar nele, e que Lena usasse o poder dela para errarem os tiros, se fosse o caso. Thomas não tinha medo de realmente morrer, e estava ali para resolver algo, e se ele queira resolver algo, ele iria.
- Eu sou Thomas Mason, e todos vocês já devem saber. Eu vim aqui porque eu quero falar com Matthew O’Hara. E eu quero falar agora, então alguém me diga onde ele está. – Falou em um tom alto para as sombras, porque ele sabia que alguém iria falar ou, pelo menos, atirar.
A porta do carro ainda estava aberta, e ele estava ali em pé, sem sua arma, mas tentando concentrar nas sombras, porque claro que ele não tinha a menor pretensão de morrer.
- Eu fiz uma pergunta e eu estou esperando.
Isso poderia até mesmo ser considerado burro, porque eles estavam em território inimigo, mas tirando as armas daqueles garotos, Thomas não achava que nenhum fosse realmente uma ameaça real.
Lena assentiu ao que Thomas dizia abrindo a porta e saindo do carro logo depois dele. Olhou diretamente para aqueles que os ameaçavam alguns de armas apontadas e outros mais relaxados, não eram muitos, não de tanta ameaça. Thomas dirigiu a palavra a eles, mas os mesmos apontaram as armas em direção a Lena em primeiro lugar, o que era extremamente previsível. — Ridículos. — Lena resmungou consigo, ainda esperando alguma resposta deles sobre a pergunta do irmão. " Claro que sabemos que vocês são, e bem, Matthew não vai falar com vocês, estejam certos disso. " Respondeu um deles, um de arma engatilhada em direção a Thomas.
Lena fixou os olhos neste, esperando por uma reação de qualquer outro, ou até mesmo do irmão, mas iria se adiantar perguntando de Dana, pois se estavam a postos, sabiam onde ela estava. Mas antes que pudesse dizer algo, um garoto do canto da barreira de pessoas que se encontrava ali, exclamou o nome dela com um leve tom de deboche : " Lena ! Veio aqui pra gente terminar o serviço que o Stryder não teve coragem de fazer e te matar de vez ?" Perguntava arqueando uma sobrancelha sugestivamente sobre o que havia dito complementando o deboche. — Se você não nos responderem, ou ao meu irmão quem morre hoje é um de vocês. — Respondeu de voz firme, deixando claro que não se dirigia somente ao garoto que havia dirigido suas palavras a ela mas sim a todos, deixando a ameaça clara.
— Acreditem, posso parecer inofensiva mas não vão gostar muito de me ver sem paciência, e eu não estou com nenhum pouco hoje pra lidar com vocês já que esgotaram a que tinha a muito tempo. — Fez uma pausa para dirigir um rápido olhar para o garoto que havia a debochado mas voltou a observar de modo que observava a todos. — Então nos façam um favor, poupem a minha paciência, e a do meu irmão e abram suas bocas imundas e digam logo onde o Matthew mandou leva-la ? — Perguntou, mas os outros continuavam com a mira pronta, enquanto Lena respirava fundo e tentava manter a calma sobre as reações idiotas que os outros tinham. — Vamos logo ! Não se façam de tontos ! — Levantou o tom da voz levemente mas nenhuma resposta vinha.
Ao meio do silêncio pela falta de resposta, Lena ouviu o barulho do gatilho ser apertado em uma arma em sua proximidade, fazendo seu coração saltar e fechar os olhos com força e a respiração acelerar usando as probabilidades para deter a bala para qualquer que fosse o lado que ela havia ido. Segundos depois abriu os olhos novamente, olhando para Thomas, para Diana e Nathan dentro do carro mas todos pareciam bem. Sentiu uma queimação no ombro direito, como se algo tivesse passado por ali rapidamente arranhando com força, e logo a sensação do mesmo local úmido. Tocou o braço, passando os dedos levemente e vendo seu sangue entre eles, rangeu os dentes de dor mas voltou o olhar para eles. — Só, isso ? — Arqueou as sobrancelhas, nunca havia levado um tiro, nem mesmo de raspão como havia acabado de levar mas imaginava que a dor era realmente ruim.
— Ta bem… certo, esgotaram minha paciência… — Fez uma pausa respirando fundo pela dificuldade que a dor causava. Suspirou mais algumas vezes ganhando calma pelo fato de seu corpo todo pedir para se descontrolar e estancar com algo certo para aquele lugar que o fazia perder sangue, mas mesmo assim, olhos direta e fixamente para aquele que havia atirado, tentando controlar a raiva dentro de si, e as probabilidades. — Você vai me dizer aonde levaram ela. — Falou num tom seco e firme, como uma ordem direta. — Me diz onde levaram ela agora ! — Exclamou, perdendo um tanto do controle, sabendo que os outros não iriam atirar pelo fato de serem ameaçados pelo restante que a acompanhava. Aquele que havia atirado ainda parecia resistente entre as probabilidades, fazendo Lena usa-las com mais raiva ainda. " E-Eu não devo falar… é… o… eu não…" ele dizia, agora de arma abaixada, e de cenho franzido, ainda confuso. — Você vai me dizer, agora. — Mandou novamente, procurando olhar diretamente para o garoto. " O… galpão" ele disse de forma devagar como se tentasse se lembrar " Frances, Anthony… eles disseram que o galpão era um bom lugar. Ele fica… ali ? É, ali, na parte mais abandonada." Ele disse apontando para a direção direta de onde estavam indo, logo atrás dele, enquanto os outros olhavam confusos para o garoto.
Suspirou, aliviada por ter conseguido feito dizer. Mas ainda tinha uma coisa em mente. Nunca havia imaginado pensar em fazer algo assim, de verdade, mas sentia tanta raiva do que estavam fazendo, e agora ainda mais com o machucado ardendo e desorientando-a. — Atire neles. — Disse, sem ao menos pensar mais algumas vezes antes de mandar, se referindo aqueles que eram os colegas do garoto. Meio relutante, o menino virou-se, mirando nos outros, que tentaram se salvar mas eram lerdos demais e acabaram morrendo. Lena não fez questão de observar a cena, porque abaixou a cabeça de cansaço, mas iria terminar com aquilo, porque a raiva a deixava louca para terminar com aquilo. Encarando o chão com a respiração pesada, dirigiu as ultimas ordens forçando as palavras. — Atire em si mesmo. — Disse quase com um sussurro, fechando os olhos, e ouvindo o barulho do tiro.
Endireitou o corpo, olhando para os corpos no chão agora parando de usar as probabilidades. Olhou por mais alguns segundos, tentando entender se sentia remorso, ou ainda raiva. Mas desviou o olhar para o banco no carro, querendo simplesmente continuar, esquecer daqueles corpos e seguir em frente atrás de Dana. — Vamos. — Disse como um pedido, olhando de relance para Thomas, e voltando para seu lugar no carro. Logo depois prosseguiram para o lugar onde o garoto havia indicado, enquanto ela se encolhia pela dor que o tiro de raspão havia causado. Chegando ao lugar, estacionaram o carro, vendo duas figuras conhecidas, Eden e Daniel estavam lá, mas não pareciam já ter resolvido tudo como Nathan havia suposto.
Nathan já estava se acalmando, tentando relaxar com os olhos fechados, porém ouviu a voz de Diana ao lado dele e abriu-os repentinamente, ainda mais quando Thomas freou o carro. - O que foi? - Murmurou, se segurando no banco da frente e no de trás ao mesmo tempo, para que pudesse ficar fixo no mesmo canto. Foi quando olhou para frente, e mal teve tempo de notar certamente o que havia feito-os parar, pois seu irmão já estava o instruindo. Quando Lena saiu do carro, Nathan olhou para Diana, que também o encarava, mas depois ela abriu a porta e saiu também, enquanto ele a seguia para o lado de fora.
Estava apoiado na porta do carro, agora vendo mais claramente com o que iriam lidar. Vários outros garotos estavam apostos atrás de alguns becos, e agora batiam boca com Thomas e Lena. Nathan ficou parado ao lado de Diana, sem abrir a boca para pronunciar nada, apenas notando cada detalhe da cena que se desenvolvia á frente. Na verdade, ele só estava aposto para qualquer coisa que viesse a acontecer, mas se dependesse dele aqueles garotos já estavam flutuando para a morte, literalmente.
Foi quando as coisas entre Lena e os adversários á frente começaram a ficar tensas. A irmã os ameaçava e, em troca, eles também. Nathan trincou o maxilar fortemente, pois não sabia a hora certa de usar seus poderes e evitar machucados em qualquer um deles quatro. Poderia ser a qualquer momento, e por isso permaneceu em alerta todo o tempo em que se passou nessa discussão sem fundamento. Até que ouviu um tiro, e antes que pudesse se mover, o ombro de Lena sangrava, mas ela se reprimia em demonstrar que estava sentindo dor, continuando a afrontar os outros. Nate puxou a arma do cós da calça, lentamente, aproveitando que a irmã estava na frente dele e empatava a visão alheia. Provavelmente Diana tivesse visto, mas ele não virou a cabeça um segundo para saber se tinha. E aí que as coisas esquentaram ainda mais. Nem ao menos teve tempo de levantar a arma para atirar ou mesmo desligar a gravidade em torno daqueles outros, pois Lena já tinha feito o trabalho todo e mais: ainda conseguiu descobrir onde Dana estava.
Preocupado, passou por detrás de Diana até ir para frente da porta de trás, segurando Lena sem encostar no machucado dela. Olhou para Thomas e depois para os garotos mortos á frente, virando de novo para a irmã, agora ensanguentada. Ele estava apavorado, mas só teve tempo de ouvir o que ela falara, logo depois se soltando dele e entrando no carro, ficando encolhida ali. Nate não esperou, fechou a porta da frente do carro de uma vez, assentindo para Thomas e depois virando para Diana, fazendo menção para que ela entrasse, logo depois ele entrando também.
Assim que chegaram perto do local, para prevenir de não serem pegues por mais nenhum intrometido, Nathan abriu a porta do carro, saindo de uma vez e abrindo a porta da frente, especificamente a que Lena estava, para pegá-la no colo, segurando primeiramente nos joelhos dela e depois começando a puxá-la dali pelas costas, ajeitando-a nos braços. Viu Eden e Daniel vindo na direção contrária deles, e logo se apressou, com Lena encolhida nele, e nem ao menos se importando se estava ou não sujo de sangue - era o mesmo sangue que ele mesmo. Chegou mais perto de Daniel, e este estava furioso. Eden já tomava a frente, junto com ele, mas Nathan foi mais rápido, ficando na frente dele e alertando. - Fica calmo! Ela já tá bem ali! - E suas feições eram de desespero, pois sua irmã agora também estava machucada, e provavelmente Dana deveria estar a salvo, uma vez que foram rápidos com o resgate. - Vamos! - Com isso apenas se virou para frente, vendo o galpão que disseram que a garota estaria. Seus braços doíam pelo peso de Lena, mas era algo preciso, e ele só largaria ela quando esta estivesse bem.
Ready Aim Fire || Lena x Nathan x Diana x Thomas.
d-maddox:
Diana passou a viagem inteira em silencio, não exatamente ignorando o comentário dos outros, mas seus pensamentos estavam todos voltados para onde Dana poderia estar, e no que ela poderia ver nos olhos de Matthew quando o encontrasse.
Então eles pararam na ponte onde poderiam entrar em Staten Island, mas ela estava destruída, ao perceber isso Diana soltou uma riso fraco. O que eles estavam pensando? Agora sim ela os achavam ainda mais burros. Ouviu o pedido de Thomas, mas se manteve um pouco afastadas dos três pois sabia que isso poderia deixar Nathan bastante sobrecarregado, e eles precisariam da ajuda dele quando achassem os outros.
Observou eles chegando até o outro lado e então foi para o mesmo lugar onde estavam momentos antes quando Nathan usou seus poderes nos irmãos. Assentiu com a cabeça para ele, indicando que estava tudo bem. Logo viu o poder de Nathan novamente, e sentiu seu corpo subir levemente como se a gravidade estivesse mesmo menor.
Não demorou muito até que ela estivesse do outro lado com os outros. Ouviu Lena falar e olhou ao redor. Pegou a arma que tinha no cós da calça, e a segurou com firmeza nas mãos. Depois que começou a passar mais tempo na prefeitura, havia adquirido o costume de sempre sair armada, e realmente agradeceria por isso. Afinal seu poder não era tão rápido quando ela gostava que ele fosse. Esperou que Lena respondesse para onde eles deveriam ir para encontrar Dana e Matthew o mais rapido possivel.
A única resposta de Thomas sobre o que Lena afalou foi pegar o seu revólver e colocar um pente nele, bastante ocupado em somente fazer isso. Não estava para brincadeira, alias, nunca estava, mas naquele momento ele parecia quase que concentrado em simplesmente se preparar para matar todos que cruzassem seu caminho. E isso era a mais pura verdade.
Logo Nathan começou a usar seu poder, e Thomas se concentrou em simplesmente se deixar ir para a frente, impulsionado pela falta de gravidade. Evitou falar qualquer coisa propositadamente, ocupado em simplesmente passar para o outro lado, porque estava preocupado com Nathan. Era usar o poder demasiadamente, e como sempre, sua principal preocupação era seus irmãos.
Assim que seus pés tocaram o solo, ele olhou para Lena, depois Diana e por fim para Nathan, assegurando que o irmão estava bem. Mas, antes de conseguir falar, um garoto apareceu, apontando a arma para eles. “Parados ai mesmo!”. Thomas se virou para ele, lentamente, cada vez mais lento, até que ficou bem na direção do garoto. Pelo menos Matthew não era burro o suficiente para deixar ali desprotegido. “Quem são vocês? Como vocês passaram a ponte?”. Pelo visto o garoto era cego, mas Thomas não estava com paciência, então acionou seu poder, mas de forma moderadas, só para fazer o garoto ficar tonto. E quando ouviu um grunhido vindo dele, mostrando que o sangue estava correndo mais lento que o normal, levantou sua arma, com o braço que ele tomara o tiro de Stryder semanas atrás, mas sem tempo para o poupar, e simplesmente deu um tiro na testa do garoto, que caiu morto.
- Thomas Mason. – Falou seu nome, começando a caminhar, colocando o revólver no cós da calça, na frente mesmo. – Vamos logo. – Ele estava indo na direção de um carro largado ali e entrando. O carro tinha batido na mureta, mas ainda ligou quando ele girou a chave na ignição. Não era um carro muito bom, mas servia, e por isso só esperou os outros entrarem para continuarem o caminho, sem ao menos olhar na direção do garoto que ele havia acabado de matar.
— Hey, esta tudo bem ? — Perguntou franzino o cenho de preocupação tocando o ombro de Nathan e observando suas expressões, até ter certeza de que ele se demonstrava um tanto melhor, quando lhe fez a pergunta. — Atrás dos primeiros… — Iria terminar mas fora interrompida por uma voz desconhecida das do grupo, gritando advertência mandando que eles ficassem parados. Desviou o olhar no mesmo segundo, olhando fixamente para o garoto.— Prédios. — Completou olhando agora para o outro que mandava eles se identificarem, logo que desviou o olhar deste esperando a reação de alguém do grupo e viu Thomas concentrado no outro, sabia o que ele estava fazendo.
Ouviu o barulho de tiro e se encolheu um tanto pois ainda não estava muito acostumada com aquelas situações, e logo viu o garoto no chão, e o barulho do baque da arma sendo caída junto com o corpo. Mas ela não ligava mais para isso. Lena sempre tivera a cautela de nunca desejar a morte de ninguém, apenas em extremo caso quando sabia o que a pessoa era realmente, mesmo de um desconhecido em situações desta, ela teria apenas indiferença. Mas agora pensando em o que eles haviam feito sentia raiva, e a real vontade da morte de todos ali que participassem daquele grupo de pessoas burras e ridículas que já eram, e haviam se tornado ainda mais.
Andou atrás de Thomas quando ele pediu que fossem logo. Porém, ao relembrar que viu a Thomas e a outra garota que se não se enganava o nome era Diana armados, não havia visto nada com Nathan para qual se defender além do poder como ela, talvez ele também tivesse uma arma, mas para o caso de precaução, voltou alguns passos, tomando o revólver da mão do garoto morto, verificando se não estava suja. E logo voltando a caminhar com o grupo, parando ao lado de Nathan. — Toma, presentinho. — Falou num tom de um tanto de brincadeira, estendendo a arma para Nathan, mas não igualmente como faria em outra situação da qual não estivesse tensa.
— Não sei se você sabe exatamente usar esse troço, mas acho que sim, e se você já tiver uma, considere como reserva, eu sei lá. — Disse dando de ombros, já que acreditava que o irmão realmente soubesse como manosear a arma pelo tempo que havia passado com Thomas com, e sem ela em casa, que sabia que de alguma forma seria vital que ele soubesse pelo menos atirar. — Só não fique vulnerável no quesito armas físicas. — Disse assentindo, apesar de ela não ter nenhuma a sua disposição, também não era acostumada a manosear qualquer tipo de arma de fogo, apesar de já ter tentado treinar com estas. E também só queria ter certeza de alguma forma que o irmão estaria mais seguro assim, visto que se cansara na passagem da ponte, e com a arma ele teria algo para usar em sua defesa além dos poderes.
Entrou no carro que Thomas encontrara sem hesitar, sentando no banco da frente do carona, já que ainda pretendia usar as probabilidades caso algo aparecesse de chamativamente perigoso entre elas e lá era o lugar mais propicio de se ter um visão do local onde poderia dizer o que encontrava mais exatamente. Colocou o cinto de segurança, esperando o outro irmão e Diana entrarem. — Não atirava na cabeça dele, ombros ou pernas, ele podia ser quem indicaria o lugar. — Disse dirigindo-se a Thomas. — Quer dizer, seria mais fácil só com um idiota ali, porque eu nem preciso das probabilidades pra dizer que tem mais a frente. — Falou, pois realmente seria difícil de conseguir se concentrar em um guarda com mais outros tentando acerta-los como seria mais para frente, sem contar que estava abusando das probabilidades novamente, então usaria elas somente mais uma vez limitadamente, e não o caminho todo, porque ainda precisava delas o bastante para induzir algum deles a falar, o que acreditaria que não seria muito, claro, se ela não se tratasse com ele sozinha. Mesmo assim preferia precaver, e esperou que visse o lugar mais propicio para o ato quando eles prosseguissem o caminho.
- Sim. - Balançava a cabeça em resposta. Só sentiu uma leve tontura quando terminou de trazer Diana para o mesmo lado que eles, mas já estava normal novamente. Nathan raramente se sentia mal quando levitava ele e mais algumas pessoas, mas em casos desesperantes, o nervoso dele aumentava e só aí que ele sentia as consequências. Estava terminando de ouvir o que Lena estava falando, quando foram surpreendidos por um garoto. Nate apenas virou metade de seu corpo para ver quem era, mas mal teve tempo: o garoto começou a sangrar, e ele entendeu que Thomas já tinha cuidado deste. Sua expressão séria nem ao menos mudou, só tratou de seguir os passos do irmão, que ia até um carro, ligando-o, e foi o bastante para que Nathan apoiasse as duas mãos nas respectivas costas de sua irmã de de Diana, como se estivesse induzindo-as a andar até o carro.
Sua irmã o havia oferecido uma arma, antes disso, e ele apenas pegou das mãos dela, sorrindo de canto imperceptivelmente. - Obrigado. - Botou a arma no cós de sua calça. - Mas eu quase não tenho precisão de usar isso, Len. - Respondeu, agora sim retomando os passos para dentro do carro. Ele iria precisar, em algum momento, era fato, mas sabia como usar seu poder a favor deles, como por exemplo parar as balas no ar e jogá-las para o lado. Isso sim era favorável, mas não tão rápido quanto se esquivar e retrucar o tiro. Nathan sabia disso, e não se deixaria arriscar, só por isso aceitou a arma que a irmã lhe entregara, pois ele realmente tinha ido desprovido dessa munição.
Abriu a porta de trás do carro, esperando que Diana entrasse primeiro para que só depois se sentasse no banco e fechasse a porta. E tudo o que fez foi fechar os olhos e respirar fundo, pois eles precisariam de suas habilidades uma hora ou outra, e ele teria de estar em plena condição de ajudá-los, caso contrário seria um fracasso.
Parte cinco: Relacionamento com os outros.

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Ready Aim Fire || Lena x Nathan x Thomas.
leadermason:
Thomas freou o carro com ímpeto, provavelmente acionado pelo poder de Lena. Ele ouviu gritos e já estava pronto para reclamar com a irmã quando viu que realmente estava faltando um aparte da ponte. Quando o carro parou, ele abriu a porta e saltou de lá, se aproximando da beirada aonde faltava o pedaço de concreto, olhando para baixo e vendo o rio lá embaixo.
- Quando eu penso que O’Hara não pode ser mais burro, ele me faz uma dessas. – Havia uma clara censura no tom de voz do garoto, que estava simplesmente embasbacado com a burrice do outro. – Como diabos ele pensa que vai sair dai agora? Ele não pensa que agora a gente pode simplesmente pegar a Dana, sair de lá e destruir todo o lugar lá dentro? Não, ele não pensa que a gente pode jogar a água pra lá e matar todos? – Se virou para olhar para Nathan, completamente chocado com a falta de inteligente do povo da Human’s Crew, porque realmente eles havia se isolado de um jeito que, para quem não tinha poderes, era quase que impossível sobreviver. Haviam tantos tipos de poderes, tantas pessoas diferentes, com tantas habilidade que eles acreditavam mesmo que não podia simplesmente abrir um buraco e mandar toda a terra para baixo? – Que bando de imbecis – Completou em um tom alto, respirando fundo.
Não havia outra forma de passar para o outro lado também, mas eles tinham Nathan.
– Nathan – Chamou, olhando diretamente para o irmão. – Você consegue nos levar ao outro lado? Não é tão longe assim, e se você se concentrar o suficiente, você consegue. Tire a gravidade de nós três, e quando chegarmos do outro lado, a gente pega um carro. – Ficou esperando o irmão lhe responder.
Abriu sua porta assim que viu Thomas saindo e fora junto com ele, ficando apenas alguns passos atrás do irmão, ouvindo o que ele dizia e assentindo, até com uma pequena pontada de vontade de rir, porque além de ser verdade, Lena também tinha a estranha mania de rir em alguns momentos de nervosismo, porém se segurou mordendo os lábios e respirou fundo. — Bem, a burrice de Matthew não é nenhuma novidade pra mim, na verdade, acho que para nenhum de nós. — Disse dando de ombros, porque era verdade. E agora que o mais novo líder da “Human’s Crew" havia explodido parte de sua ponte, Lena sabia que seria tão fácil levar Dana para casa de volta até mais quanto infelizmente fora para tirarem-a do condomínio.
Ouviu a ideia de Thomas e assentiu, na verdade, depois que ele falara, era a única coisa que parecia poder resolver aquela burrada de Matthew e seu plano suicida de se tornar líder, já que do jeito que se mostrava não iria muito longe com essa ideia, nem ele, muito menos as Human’s Crew. Olhou para Nathan quando Thomas também olhava esperando a resposta, mas sabia que o irmão tentaria mesmo sem dizer palavra alguma como resposta para a sugestão.
Decidiu fazer outra coisa também, a partir dali. Apesar de Matthew ser visivelmente muito burro, com certeza teriam guardas em algum lugar ali, porque apesar de burro, devia saber que uma falta de um pedaço de ponte não os impediria, mas sim seria apenas um… atraso. Observou o lugar ao longe usando novamente as probabilidades para apontarem alguma coisa que poderia gerar algum problema para os irmãos. E encontrou, haviam guardas apenas uma rua depois dos primeiros prédios. Aproximou-se mais de Thomas ficando a seu lado para que não pudesse falar em tom como ainda falavam pois a cidade se encontrava silenciosa demais para que eles não os ouvissem. — Fique atento, tem pessoas na rua de trás, eles parecem… — Hesitou por um tempo tentando ainda identificar porque as pessoas estavam ali. — Bem, eles devem estar esperando nos identificar.
Afastou-se um pouco após terminar de falar com o tom baixo com Thomas e virou-se para Nathan do voltando alguns passos para trás fazendo o gesto para que ele olhasse, prestasse atenção, porque tinham pessoas ali, porém ainda desnorteadas de quem eles eram. — E parece que a burrice não é só do Matthew, deve ter contaminado o grupo inteiro porque… não é ? — Arqueou as sobrancelhas falando para os dois irmãos que estavam próximos dela o bastante para poder pronunciar os para os dois num tom baixo o bastante. Continuou usando as probabilidades para verificar sobre as pessoas atrás dos prédios mas pelo que as probabilidades apontavam continuavam estranhamente sem reação sobre o barulho que causaram.
Assim que os dois irmãos saíram do carro, Nathan se afastou para mais perto da porta, abrindo-a em seguida. Foi até a frente do carro, vendo o estrago que os imbecis da Humans Crew haviam feito. "Filhos da..." pensou, passando a mão no cabelo, de leve, para trás. - Tsc... Eu faço isso de boa, Thomas. Se eles pensaram que essa besteirinha nos empataria, estão muito enganados. - Respondeu, sem olhar para o irmão, ainda voltado para a ponte. Tinha de se concentrar no perímetro para conseguir levar os irmãos até o outro lado. Se aproximou um pouco mais da beirada destruída da ponte, olhando para baixo e depois voltando á posição de antes, dando passos para trás, ainda virado para a frente.
E assim foi tudo o que precisou dizer, ficando entre os irmãos e passando a mão na cabeça de Lena, que ainda usava seu poder para detectar alguma coisa, na intenção de dizer que ela parasse por enquanto.
Fixou seu olhar na ponte quebrada, e depois neles três, fazendo uma massa de ar implodir abaixo deles, assim levantando-os no ar. Nathan estava com as mãos fechadas em punhos, a esquerda apontada para o lado de Thomas, enquanto a direta estava para Lena. Ele girou os pulsos, parando numa posição que deixava as costas das mãos para cima, e a partir daí não viu ou prestou atenção em mais nada que não fosse aquela ponte. A altura na qual já estavam era significativa, e Nathan foi aos poucos chegando mais para a beirada da ponte, conseguindo passar desta e já, praticamente, flutuando por sobre a parte destruída. Nathan se inclinou um pouco mais para frente, já pegando velocidade e conseguindo chegar na outra parte, mesmo com os músculos começando a doer significativamente, as veias provavelmente aparentes na pele, pelo tanto de força que ele estava tendo de empregar ali. Carregava o irmão, a irmã, e a si mesmo. Não era pra menos que ele tivesse adquirido tanta força, comparada ao que tinha antes, que era quase nada.
Assim que conseguiu passar do buraco, já dava-se para ver o restante da estrada abaixo deles, mas Nate só parou quando pode botá-los bem mais á frente, sem perigo de algum dos três cair para trás. Foi descendo aos poucos, e quando notou que já tinham capacidade de tocar o chão, dispersou a massa de ar abaixo deles de uma vez, fazendo-os ficar em pé em meio a um monte de carros imprensados uns nos outros.
Depois disso, respirou fundo, tentando retomar a consciência, pois sua cabeça doía pela força que empregara, mas já era algo familiar, ele já havia acostumado. - Aonde eles estão, exatamente, Len? - Murmurou, inclinando a cabeça para o lado da irmã.