Eu amo a calmaria rotineira de sentir seu cheiro quando me refugio no vão do seu pescoço. E de pensar que tudo bem as horas correrem enquanto nós desejamos pausar o relógio, contanto que você ainda faça meu peito aquietar num abraço. Deixo para paixões passageiras as explosões de adrenalina, gosto do nosso sossego de quem tem a vida toda para desatinar pelo mundo e, por isso, não há pressa senão a de se encontrar a cada fim de dia.
Minha ansiedade se desfaz com tuas mãos espalmadas no peito, então percebo que o mundo não vai se romper na próxima taquicardia. O calendário não vai me engolir e as semanas não são o último ato do roteiro.
Pensar no teu nome não me traz o desalento de quem feriu por egoísmo mal calculado. Você me olha como quem decora cada detalhe e penso que é bonito ser amado por quem também quer ouvir sua voz cansada antes de adormecer.
É bonito ser amado de volta.
G.





















