╷ Ꮺ⃟❏ ⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸𝐂𝐋𝐎𝐒𝐄𝐃 𝐒𝐓𝐀𝐑𝐓𝐄𝐑.
╷ Ꮺ⃟❏ ⃪࣭۪۪⃗࣪୭▸ @mvyashvstri
As íris, de um singular anil, elevaram-se das páginas em uma tonalidade sépia, cujo haviam de pertencer ao seu exemplar demasiadamente gasto de Otelo, o Mouro de Veneza. O mancebo atentara-se ao vozear feminino e melodioso, sendo este o principal fator distrativo para a conclusão do capítulo que encontrava-se por findar, buscara em meio a aglomeração que formava-se frente ao balcão da cafeteria do Heaven’s pela dona do vozear, logo deparando-se com a epiderme bronzeada e as madeixas de ébano da senhorita Shastri. Projetara o tronco para frente, de modo a erguer-se mediante o ato de fechar o livro, sendo este posicionado entre o braço e as costelas destras do jovial à medida que transpassava a alça de sua bolsa por seus ombros logo, aproximando-se da figura feminina.
“𝑵𝒂̃𝒐 𝒑𝒐𝒅𝒆𝒓𝒊𝒂 𝒆𝒏𝒄𝒐𝒏𝒕𝒓𝒂𝒓-𝒎𝒆 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒆𝒔𝒕𝒖𝒑𝒆𝒇𝒂𝒕𝒐 𝒔𝒆𝒏𝒂̃𝒐 𝒏𝒐 𝒅𝒊𝒕𝒐 𝒎𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐, 𝒕𝒂𝒍𝒗𝒆𝒛, 𝒊𝒔𝒕𝒐 𝒔𝒆𝒋𝒂 𝒐 𝒅𝒆𝒔𝒕𝒊𝒏𝒐 𝒐𝒇𝒆𝒓𝒕𝒂𝒏𝒅𝒐-𝒎𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒏𝒐𝒗𝒂 𝒐𝒑𝒐𝒓𝒕𝒖𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒅𝒆𝒍𝒆𝒊𝒕𝒂𝒓-𝒎𝒆 𝒄𝒐𝒎 𝒂 𝒊𝒍𝒖𝒔𝒂̃𝒐 𝒅𝒆 𝒕𝒆̂-𝒍𝒂 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒆𝒔𝒑𝒐𝒔𝒂”, comentara o britânico, mantendo o timbre usual de seu vozear, ao passo que as orações eram embebidas por uma prazerosa rouquidão. Este direcionara-lhe um sorriso ladino, ao deslizar o livro para o interior da bolsa entreaberta, seu olhar buscara por Nana, a propietária do estabelecimento, “𝑫𝒐𝒊𝒔 𝒄𝒂𝒑𝒑𝒖𝒄𝒄𝒊𝒏𝒐𝒔, 𝒑𝒐𝒓 𝒇𝒂𝒗𝒐𝒓, 𝒑𝒐𝒅𝒆 𝒂𝒅𝒊𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒓 𝒂̀ 𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒂 𝒆 𝒖𝒎 𝒑𝒆𝒅𝒂𝒄̧𝒐 𝒅𝒆 𝒔𝒆𝒖 𝒎𝒆𝒍𝒉𝒐𝒓 𝒃𝒐𝒍𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒂 𝒅𝒂𝒎𝒂”, indicara com um leviano maneio de sua cabeça para a moçoila de traços árabes a acompanhar-lhe. Voltara-se para a Shastri, não contendo o guiar de sua canhota às costas dela, a fim de conduzi-la à mesa cujo encontrava-se anteriormente, “𝑷𝒆𝒓𝒎𝒊𝒕𝒂-𝒎𝒆 𝒂 𝒉𝒐𝒏𝒓𝒂𝒓𝒊𝒂 𝒅𝒆 𝒅𝒆𝒔𝒑𝒐𝒔𝒂𝒓 𝒅𝒆 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒂𝒏𝒉𝒊𝒂 𝒑𝒐𝒓 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒖𝒎𝒂 𝒗𝒆𝒛, 𝒂𝒄𝒓𝒆𝒅𝒊𝒕𝒐 𝒏𝒂̃𝒐 𝒕𝒆𝒓𝒎𝒐𝒔 𝒇𝒊𝒏𝒅𝒂𝒅𝒐 𝒏𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒑𝒓𝒐𝒔𝒂 𝒏𝒂𝒒𝒖𝒆𝒍𝒂 𝒏𝒐𝒊𝒕𝒆, 𝒑𝒆𝒍𝒐 𝒎𝒆𝒏𝒐𝒔, 𝒏𝒂̃𝒐 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂 𝒄𝒖𝒋𝒐 𝒂𝒑𝒆𝒕𝒆𝒄𝒆𝒓-𝒎𝒆-𝒊𝒂”, o aloirado não proferira com segundas intenções, tampouco que houvera inclinações duvidosas em meio ao timbre utilizado, este mantivera-se com a feição inexpressiva, mas um sorriso de contentamento aos lábios róseos, “𝑬𝒔𝒑𝒆𝒓𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒆𝒋𝒂 𝒄𝒐𝒎 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒅𝒂𝒓 𝒂𝒕𝒆𝒏𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒂𝒐 𝒔𝒆𝒖, 𝒃𝒆𝒎, 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒂𝒖𝒕𝒐 𝒊𝒏𝒕𝒊𝒕𝒖𝒍𝒂𝒓-𝒎𝒆 𝒅𝒆 𝒆𝒙-𝒎𝒂𝒓𝒊𝒅𝒐?”, um riso ressoara do tal, ao passo que este direcionava uma piscadela à mais velha, frisando que não havia motivos para haver um clima desconfortável entre ambos.
⤐ Maya não gostava muito de ir até aquela cafeteria, preferia ela mesma fazer seu próprio café porque eles sempre conseguiam errar seu pedido e naquele dia não fora nem um pouco diferente. Havia pedido um cappuccino, mas alguém lhe dera um expresso e quando foi pedir para trocar pelo certo, a atendente decidira que não iria fazer aquilo e que a indiana simplesmente deveria tomar seu café e não lhe encher a paciência. As feições que na maior parte do tempo exibiam serenidade e gentileza, agora não tinha mais aquilo, estava irritada e a ponto de virar o copo de café na atendente — mesmo não sendo de seu feitio, mas sua paciência estava por um fio — e antes que pudesse novamente abrir a boca para pedir para chamarem o gerente, uma voz conhecida a fez ficar em silêncio e virar a cabeça em busca do dono da mesma, vendo-o ali ao seu lado. Era o rapaz que lhe ajudara no dia do baile de primavera e aparentemente estava pronto para lhe ajudar de novo… é, ficaria devendo mais uma vez ao rapaz de cabelos loiros.
O riso baixo escapou por entre os lábios femininos, sentindo o rosto queimar — socando-se mentalmente, por que sempre tinha de ficar envergonhada diante dos elogios que lhe eram dirigidos? Precisaria trabalhar com aquela falta de segurança que tinha, além de sempre acreditar que estavam lhe dizendo coisas como aquela por educação — e a destra ergueu-se para colocar uma mecha do cabelo liso atrás da orelha — Bom, acredito que seja realmente coisa do destino já que aparentemente o senhor sempre acaba encontrando-me em uma situação um tanto irritante… é quase como um príncipe encantado — a última parte saiu acompanhada de uma risada divertida, evidenciando que aquilo era apenas uma brincadeira que jamais deveria ser levada a sério, afinal, aquelas coisas de contos de fadas não passavam nem perto do que seria esperado da vida real. É claro que o tom de voz masculino acabou por fazer o corpo se arrepiar completamente, era algo bem… sexy, ela teria que admitir. — Ah, bom, obrigada então… espero que não errem o meu pedido dessa vez. — comentou em um tom de voz um tanto insatisfeito, sendo este acompanhado de uma careta, já lembrando-se de minutos atrás quando lhe deram um expresso. Com um sorriso simpático, Maya deu as costas para a balconista de modo a acompanhar o maior em direção a mesa que o mesmo ocupava antes de levantar-se para ir até ela.
Não sabia os motivos exatos, mas alguma coisa no mais jovem a deixava bastante confortável, provavelmente sendo o modo como ele lhe tratava, livre de qualquer tipo de segundas intenções ou interesses que pudessem ser inconvenientes para uma mulher e o outro simplesmente era amigável e educado, algo que gostava imensamente. — Sou obrigada a concordar com o senhor, não terminamos mesmo. Acabamos por ser interrompidos pelo término da festa — comentou em um tom de voz baixo, dando uma risada baixa no exato momento em que sentou-se na cadeira vazia em frente ao outro, acabando por dar uma risada divertida com o comentário dele, balançando a cabeça negativamente sem desmanchar o sorriso — Estou com tempo sim, minhas aulas de dança já terminaram, então poderia lhe dar atenção como ex-esposa. Só espero que tenha tempo também para que não sejamos interrompidos de maneira repentina como da última vez.
















