◜𝟸𝟶𝟷𝟻◝ ﹒documentar o dia a dia na kappa phi soou como uma excelentíssima ideia depois da terceira xícara de café, e só se tornaria um arrependimento para lá da décima.
Hugo não era um dos universitários mais populares do campus, nem o mais inteligente, tão pouco o mais bem quisto ou sabe-se lá mais pelo que as pessoas eram reconhecidas e prestigiadas socialmente àquela altura, mas supôs que aquele compêndio de registros o ajudaria a quebrar o gelo e descobrir mais sobre seus colegas através de um contato genuíno, contrastante à privação imposta sobre sua figura esquecível, o que culminou nele sabendo do que não devia, fisgando fofocas de boca em boca por aí por passar despercebido. Além do que, seria uma outra ótima oportunidade para colocar seus dons jornalísticos a prova e confirmar se seus colegas faziam jus aos burburinhos. "Um sorrisinho pra câmera?" chamou, a esperança minguando no tom de voz que deveria soar descolado, mas ainda atinha-se aos traços de nervosismo, enquanto erguia a câmera para o rosto de (muse).
Sorte, infame sorte. Desde que suas mãos rasgaram o envelope da intimação, Hugo não conseguia conter um sorrisinho desdenhoso, que agora parece pregado a seu rosto. Ele tinha a oportunidade, os abutres sedentos por carne pútrida, e todos os holofotes sobre si, restava aguardar pelo momento certo e mexer seus pauzinhos nos bastidores, girando a cruzeta das marionetes. "Bom dia," sorriu, meneando a cabeça, quase apoiada ao batente da porta de (muse). "Já leu a correspondência ou eu terei a honra de ser o portador das más notícias?"