e sobre a ânsia de ter e a delícia de possuir? comentários?
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é vdd que a lily tem uma tatuagem do escudo do corinthians na coxa e vc beijar essa tatuagem na hora h?
Não falo sobre intimidades da minha namorada, for real.
No mais, digo que todo mundo tem um limite e esse é o meu.
james tu já leu smut entre o ferreirinha e o calleri papo retíssimo
Mano, vou te falar que vi isso no twitter e achei uma coisa insana.
Eu tenho TANTAS perguntas, adoraria conhecer a mente pensante por trás disso tudo. Por que Ferreirinha e Calleri? Esse ship foi baseado em que? Em qual interação? Quem é passivo e quem é ativo? Ou ambos são as duas coisas? A história é baseada apenas em relações sexuais ou há romance? Que tipo de música a pessoa ouve ao escrever uma cena de putaria entre os dois? A história é publicada no Wattpad ou no AO3?
told you I'll be here forever; marotos
@mrsiriusss @mrsremusss
A viagem de carro até a praia mais afastada de sun city achava sido silenciosa. Pela primeira vez James não havia ligado o rádio do carro, deixado só o som do mar quebrando e de pessoas vivendo ser o som ambiente do carro. Não sabia qual era o santo que havia intercedido para que os dois melhores amigos deprimidos concordassem em ir com James, mas agradeceria depois. Já sentado na areia ao lado dos amigos, observando Prince brincar na areia, James suspirou. "Alguém quer falar alguma coisa?" Ofereceu. Estavam sendo dias difíceis pós viagem e James precisava ser o suporte dos dois. Não sabia como, mas sabia que seria o melhor que pudesse.
Remus encarava o mar cinzento, sem ter muito o que oferecer. Sempre tinha achado engraçado como o tom do mar acompanhava o tom do céu, quase como Remus e Sirius sempre acompanhavam James e vice versa. O vento gélido soprava seus fios castanhos e ele deixou que a sensação tomasse conta de ti - qualquer coisa era melhor do que nada. Um latido de Prince chamou sua atenção e com um pequeno sorriso Remus jogou longe uma das milhares de bolas de tênis que James tinha trazido. "Eu acho," disse devagar, observando o desengonçado golden retriever correr atrás de seu brinquedo. "Que já está naquela época do ano de vacinar o Prince, não?"
Nos últimos dias, Sirius precisava se esforçar muito para fazer qualquer mínima ação. Sair de sua cama, colocar a comida de Prince, as vezes até falar. Lembrava apenas de ter assentido quando James falou que queria ir na praia, sabendo que não fazia sentido porque estava frio demais para que conseguissem entrar na água, mas não questionou, não disse nada. Agora olhava para a areia ao seu lado, segurando um punhado em sua mão e deixando que os grãos escapassem por entre seus dedos. “Uhum.”
O vento fazia a cena parecer muito "móvel" do que realmente era. Os últimos dias pareciam tão parados e monotomos que James tinha a impressão que vivia em looping a mágoa dos amigos. Mágoa talvez fosse um termo muito sútil para o que os dois amigos estavam vivendo. "Vocês acham que existe mais peixe ou inseto no mundo?"
A pergunta de James nem mesmo chocou Remus. Conseguia sentir um pouco o nervosismo do amigo, como se ele estivesse se segurando muito pra não coçar uma ferida por saber que demoraria mais a cicatrizar. James não conseguia ver ninguém triste, ainda mais se fosse Remus ou Sirius. Pior se fosse os dois. Remus se sentia mal, de certa forma, em deixar o melhor amigo naquela situação. E tentava se esforçar, ainda mais sabendo que Sirius parecia cada dia pior. Mas era difícil e seu coração se apertava. Por Laura, que sabia ter magoado. Por James, que tinha o maior coração do mundo e sofria em ver os amigos tristes. Por Sirius, que tinha o coração sofrido e tão machucado que não era justo. "Insetos," respondeu por fim, olhando na direção de James e lhe oferecendo um pequeno sorriso. Podia começar assim: tentando.
Sirius desejou que a areia estivesse quente, que queimasse seus dedos e deixasse a pele vermelha, seria uma distração da dor enorme que sentia no meio de seu peito. Mal estava ali, mas tentava fazer um esforço por James e por Remus, seus melhores amigos de toda uma vida. “Eu queria ser um daqueles insetos que morrem em 24 horas,” soltou a areia por fim, deitando-se sobre ela e respirou fundo. Ultimamente se sentia muito cansado.
James se questionava porque a vida não poderia ser mais simples. Ele estava vivendo um bom momento em sua vida amorosa, e se sentia um pouco menos perdido nesse assunto, então porque a vida não poderia ser mais gentil com seus amigos e deixa-los viver da mesma forma?! Em alguns momentos achava que poderia sair dançando pela casa de tanta alegria, mas não lhe parecia justo estar vivendo algo bom enquanto seus amigos não. "É, também acho." Ponderou. "Pensa que se você fosse um peixe, poderia ser tipo a Dory com perda de memória recente. Ou... Você poderia ser o Nemo, tentar de novo e pá... Continue a nadar."
Remus olhou pro céu novamente, se perguntando quando aquele frio terrível terminaria. Não só na cidade, mas nele também. Entendia que o tempo curava as coisas, mas se perguntava quanto tempo levaria dessa vez. "Não sei se ser um peixe é tão bacana assim," ponderou, sorrindo um pouco com a referência cinematográfica do melhor amigo. "Se eu pudesse escolher ser algum animal acho que gostaria de voar. Mas não tipo um inseto, mas sim uma ave. Quem sabe uma ave marinha, um albatroz talvez."
Sirius olhou de soslaio para James e sentiu o canto de sua boca se erguer por breves segundos antes do peso que agora vivia constantemente em seu peito o puxar para baixo. “De todos os bichos um albatroz? Ninguém nem sabe o que é um albatroz.” Não tinha certeza nem se ele próprio sabia o que era um. “O James seria um golden retriever igual o Prince.” Se forçou a continuar a conversa.
"Cansado de inventar bandas, agora Remus Lupin inventa animais." Anunciou de forma calma, com uma certeza que apenas James Potter tinha ao afirmar qualquer argumento que se formava em seus pensamentos. "Seria uma honra ser igual ao Prince." Deu os ombros, jogando a bolinha para o animal. "Você seria um gato. Infelizmente não existem gatos verdes, mas você seria um gato preto. Acho meio sexy, mano." Fez carinho no cachorro que trouxe a bolinha aos seus pés mais uma vez. "Mas sabem o que é mais sexy ainda? Viver o luto da perda e pensar em como ir atrás, se for algo que querem." Olhou para os amigos. "Gostaram da frase de efeito? Vi no tik tok."
whatever is on tonight i just wanna party with you | jily
@mrsjamesss
A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
"A ânsia de ter e o tédio de possuir." Aquilo não era nenhum absurdo e James não era alheio ao conhecimento filosófico. Sabia que aquilo era natural da vida e poderia listar muitas coisas que em sua própria vida que entravam nessa mérito. No entando, sabia muito bem de outra que jamais faria parte dessa ideia; não quando muitas vezes pensava que se um dia tivesse a chance de namorar com Lily, faria de tudo e mais um pouco para fazê-la feliz e mante-la consigo. "Talvez." Riu pensando de que talvez fosse um bom mentiroso quando muitas vezes agia mentindo sobre seus sentimentos sobre Lily. "Acho que bom omissor é mais adequado." Concluiu dando os ombros. "Passo a frente?" A olhou com atenção, franzindo um pouco o cenho enquanto a conversa se desenrolava para um caminho que James não poderia prever. "Lils," Inclinou a cabeça ainda a olhando, com um sorriso tranquilo no rosto. "Não estava no meu bingo de virada do ano uma conversa dessas com você." Seus olhos brilharam, seu peito subindo e descendo devagar. "Não precisa me agradecer por nada. Eu faço o que eu posso pelos meus... Só tento ser o melhor amigo que eu posso ser." A luz ali era um pouco baixa, contornando o rosto de Lily delicadamente. Era tão bonita que James precisava pensar um pouco antes de falar, se não acaba de perdendo no próprio raciocínio.
Se fosse um dia normal em que Lily não estivesse tão pensativa, teria rido da fala de James. Um bom omissor, isso com toda certeza ele era. Há quantos anos ele guardava aquele ex-segredo? O sentimento do qual a ruiva não fazia a menor ideia de que existia até poucos dias atrás? James era um ótimo omissor. “É,” respirou fundo, “agir sobre qualquer coisa, caminhar até onde eu preciso chegar… não sei.” Quando você pensa demais sobre tudo às vezes acaba não pensando o suficiente sobre o que deveria. “Nem no meu.” Admitiu, rindo um pouco enquanto ainda mantinha seu olhar sobre James. Ficava feliz de vê-lo usar um casaco adequado para a neve que caía, nem precisou convencê-lo dessa vez; quando voltasse para Sun City compraria uma touca para ele também. Sempre gostaria de estar lá para cuidar dele.
Lily balançou sua cabeça em um ‘não’ silencioso. James era muito mais que apenas seu amigo, todo mundo ali sabia inclusive ela mesma. “Você é bem mais do que isso.” Ele era seu namorado (falso), o primeiro amigo que ela tinha feito, a pessoa que mais a fazia rir, era James e era muito, muito mais. “Eu vejo tudo o que você faz, Jay, e como você sempre esteve comigo, mas acho que falhei em deixar você saber que eu sei.” Lily podia não saber muitas outras coisas, porém sempre teve consciência da presença de James. Talvez essa fosse a resposta do porquê tinha escolhido ele para o concurso, porque seus pensamentos sempre voltavam à figura de James. “I see you and I’m so so thankful to have you.” Ao contrário do que tinha dito a pouco, sem pensar muito abraçou o outro.
James nunca havia se preparado para nada na vida. De alguma forma, sempre dava um jeito e vivia conforme a vida passava por si, de uma maneira muito leve e sem quaisquer preocupações. James não conseguia ver propósito em se preocupar por algo que ainda não tinha acontecido, e muitas vezes não tinha se quer a chance de acontecer. Achava, em um resumo simples, uma grande bobagem e perca de tempo. Mas ali, parado de frente para Lily, ouvindo aquelas palavras, James desejou que, ainda que muito pouco, tivesse se preparado para o que estava ouvindo. "O que é bem mais que um grande amigo?" Arriscou, sem saber exatamente onde aquilo o levaria. De toda forma, era tarde demais. James estava envolvido de uma forma que não havia qualquer salvação para si caso o barco afundasse. "Você não me deve nada, Lily." Nada mais importava, já nada mais existia além dos dois naquele momento. Tudo era tão palpável e delicado que James tinha a certeza que em algum momento tudo desaparecia. "E um bom mágico nunca revela seus segredos de verdade." Brincou, ainda que sua voz saísse um pouco mais rouca que o normal. Culparia o frio. "I’m so thankful to have you too, Lily." Sorriu antes de pousar as mãos uma de cada lado do rosto da ruiva, depositando um beijo terno sobre seus cabelos.
O que era James realmente? Lily saberia dizer? Quando olhava para trás o via por toda parte e se pensasse no futuro também o observaria em todas as coisas. Isso poderia significar diversas coisas. O que Lily sabia é que toda vez que James chegava perto a felicidade o seguia; mesmo naquele momento em que o ar faltava em seus pulmões e seu coração batia apressado, ter ele do seu lado acalmava a maior de suas crises, era melhor que respirar fundo e focar no que podia ver, escutar e sentir. Até porque via, escutava e sentia James mais do que via a neve que caía ou escutava o som de dentro da casa ou sentia o peso de seu casaco. Mais, bem mais. Mais do quê? Tudo? Como explicaria isso? Você é mais do que tudo, não era algo que fazia sentido para ser dito.
“Não sei.” Respondeu sinceramente, levantando seus ombros ao perceber o quão confusa soava. “Desculpa.” Riu sem humor algum. Aquela era para ser uma conversa para tentar diminuir o peso dos ombros de James e não para adicionar mais à carga. “Não sei se isso é verdade,” sentia que devia muito e não sabia como começar a pagar ou ainda de algum dia sequer conseguiria. “You’re the best thing in this city, you know that, right?” Sorriu de volta para James pois era sempre o que acontecia. “And you were definitely the best thing about my year too.”
A verdade era que LIly estava certa. O que eles eram poderia ser definido, unicamente, por um grande e sincero "não sei". Eram amigos? Sim. Namorados? Em tese. Era claro que uma coisa não anulava outra na maioria dos casos, mas ambos ainda pareciam habitar em uma terceira zona que não era ainda possível denominar. James riu, meio aflito, meio cômico. "We're something, don't you think so?" Sorriu. "Well, I'm glad to be something you don't know... for you and with you." Apoiou a testa sobre a dela, olhando de perto os olhos amendoados. "Nah, we both know that's you. There is no Sun City without you. You are the hole sun and I just another planet spinning around you." Seu peito se encheu daquele sentimento que o acompanhava a tanto tempo. Se encheu tanto que sentia que sem que percebesse, deixava escapar, enrolado em suas palavras, no brilho que seus olhos exigiam, na sua respiração um pouco mais densa. "Not surprise I guess."
Lily conhecia James quase que por toda sua vida, ela sabia quem ele era, do que ele gostava, do que não gostava, de como seu cabelo ficava de manhã e depois de um dia inteiro. Tudo sobre ele era familiar. E ela sempre tivera tantos sentimentos bons relacionados a ele, os melhores e talvez agora que sabia a extensão dos sentimentos dele se sentia um pouco idiota por não notar. Ter alguém citando sua cantora favorita para si há algumas horas do ano acabar não era um sonho? Ou alguém embarcar numa competição sem noção só para vê-la feliz? Como podia não ter percebido? Lily fechou os olhos e respirou fundo desejando que as palavras certas viessem a sua mente. “What if you let me be the one spinning around you for once? I mean, my name is moon after all.” Sorriu, seu peito cheio de coisas que não sabia nomear. “É tão difícil pensar em mim sem pensar em você e eu quero fazer todas essas coisas boas pra você também.” Voltou a olhar para James e pensou que gostava muito dos olhos dele, eles eram uma imensidão que ela adoraria conhecer. “Let me.” Sua voz saiu mais baixa, seus dedos sobre a bochecha dele, tantas coisas e nada fazendo sentido ao mesmo tempo.
Quando se deseja muito uma coisa, é normal que vários momentos você se pegue pensando a respeito do momento em que o seu desejo se realiza. James, por muitos dias e noites, pensava em ouvir aquelas palavras de Lily, talvez em termos diferentes, mas o significado estava ali e era aquilo que lhe importava. Nem em seus sonhos mais otimistas, imaginava que ao fechara porta de vidro atrás de si, isolando-os do restante da casa, estaria o colocando em uma realidade a qual James sonhava. Seu sorriso era largo, leve e relaxado. Segurou a mão de Lily com uma delicadeza que James só tinha com ela, e assim fez o que ela lhe pediu: deixou que ela desse uma volta em torno de si. Com os flocos de neve fazendo a vez das estrelas para aquele pequeno universo que ambos construíam, James sentia seu coração bater com tanta força contra seu peito que achava que Lily poderia ouvi-lo. Quando a volta se deu por completa, levou suas mãos para as bochechas de Lily, deixando um carinho terno sob sua pele macia. "You know..." Encostou sua testa na dela, fechando os olhos devagar. "I don’t think there’s a single thing you could ask me that I wouldn’t say yes to, Lily.”
Lily fechou os olhos por um momento e poderia jurar que deu mesmo uma volta completa em torno de James durante esse tempo. Relembrou de como tudo aquilo havia começado, da festa da casa de praia, a foro que tirou dele distraído, o beijo que dividiram porque ela precisava ficar calada e os outros que compartilharam porque nada mais importava além deles mesmos. Sentia que ainda tinha muita coisa a descobrir sobre James e sobre si mesma e tinha muito interesse na versão de si que já sabia o que aquela última noite do ano significava. Agora, se limitaria a aproveitar aquela pequena grande coisa que começava a surgir entre eles dois. O primeiro passo em direção a algo muito maior. “I’m really lucky to have you.” Sorriu, seus dedos encontrando os cachos macios de James e seu coração se aquecendo de um jeito que fogueira alguma conseguiria aquecer. “Happy new year, James.” Não precisava que o relógio chegasse à meia noite, eles já tinham algo novo ali na palma de suas mãos.
Seu sorriso se alargou tomando conta de todos o seu rosto, na mesma proporção que o amor tomava conta de todo o seu corpo. No final das contas, era disso que James era feito por inteiro; alegria e amor. "We might just be each other’s lucky charm." Sentia o coração na palma na mão enquanto a tocava na cintura. "We can be something special, for real." Deixou que as palavras que saíssem de seu coração como um pedido sútil, uma sugestão do que poderiam ser. Naquela altura, não havia mais qualquer motivo para guardar para siç não quando dividiam um momento tão bonito e intimo. "Happy new year, Lils." Depositou um beijo terno sobre a testa da ruiva. "Never been so happy."

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A viagem de carro até a praia mais afastada de sun city achava sido silenciosa. Pela primeira vez James não havia ligado o rádio do carro, deixado só o som do mar quebrando e de pessoas vivendo ser o som ambiente do carro. Não sabia qual era o santo que havia intercedido para que os dois melhores amigos deprimidos concordassem em ir com James, mas agradeceria depois. Já sentado na areia ao lado dos amigos, observando Prince brincar na areia, James suspirou. "Alguém quer falar alguma coisa?" Ofereceu. Estavam sendo dias difíceis pós viagem e James precisava ser o suporte dos dois. Não sabia como, mas sabia que seria o melhor que pudesse.
Remus encarava o mar cinzento, sem ter muito o que oferecer. Sempre tinha achado engraçado como o tom do mar acompanhava o tom do céu, quase como Remus e Sirius sempre acompanhavam James e vice versa. O vento gélido soprava seus fios castanhos e ele deixou que a sensação tomasse conta de ti - qualquer coisa era melhor do que nada. Um latido de Prince chamou sua atenção e com um pequeno sorriso Remus jogou longe uma das milhares de bolas de tênis que James tinha trazido. "Eu acho," disse devagar, observando o desengonçado golden retriever correr atrás de seu brinquedo. "Que já está naquela época do ano de vacinar o Prince, não?"
Nos últimos dias, Sirius precisava se esforçar muito para fazer qualquer mínima ação. Sair de sua cama, colocar a comida de Prince, as vezes até falar. Lembrava apenas de ter assentido quando James falou que queria ir na praia, sabendo que não fazia sentido porque estava frio demais para que conseguissem entrar na água, mas não questionou, não disse nada. Agora olhava para a areia ao seu lado, segurando um punhado em sua mão e deixando que os grãos escapassem por entre seus dedos. “Uhum.”
O vento fazia a cena parecer muito "móvel" do que realmente era. Os últimos dias pareciam tão parados e monotomos que James tinha a impressão que vivia em looping a mágoa dos amigos. Mágoa talvez fosse um termo muito sútil para o que os dois amigos estavam vivendo. "Vocês acham que existe mais peixe ou inseto no mundo?"
A pergunta de James nem mesmo chocou Remus. Conseguia sentir um pouco o nervosismo do amigo, como se ele estivesse se segurando muito pra não coçar uma ferida por saber que demoraria mais a cicatrizar. James não conseguia ver ninguém triste, ainda mais se fosse Remus ou Sirius. Pior se fosse os dois. Remus se sentia mal, de certa forma, em deixar o melhor amigo naquela situação. E tentava se esforçar, ainda mais sabendo que Sirius parecia cada dia pior. Mas era difícil e seu coração se apertava. Por Laura, que sabia ter magoado. Por James, que tinha o maior coração do mundo e sofria em ver os amigos tristes. Por Sirius, que tinha o coração sofrido e tão machucado que não era justo. "Insetos," respondeu por fim, olhando na direção de James e lhe oferecendo um pequeno sorriso. Podia começar assim: tentando.
Sirius desejou que a areia estivesse quente, que queimasse seus dedos e deixasse a pele vermelha, seria uma distração da dor enorme que sentia no meio de seu peito. Mal estava ali, mas tentava fazer um esforço por James e por Remus, seus melhores amigos de toda uma vida. “Eu queria ser um daqueles insetos que morrem em 24 horas,” soltou a areia por fim, deitando-se sobre ela e respirou fundo. Ultimamente se sentia muito cansado.
James se questionava porque a vida não poderia ser mais simples. Ele estava vivendo um bom momento em sua vida amorosa, e se sentia um pouco menos perdido nesse assunto, então porque a vida não poderia ser mais gentil com seus amigos e deixa-los viver da mesma forma?! Em alguns momentos achava que poderia sair dançando pela casa de tanta alegria, mas não lhe parecia justo estar vivendo algo bom enquanto seus amigos não. "É, também acho." Ponderou. "Pensa que se você fosse um peixe, poderia ser tipo a Dory com perda de memória recente. Ou... Você poderia ser o Nemo, tentar de novo e pá... Continue a nadar."
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A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
"A ânsia de ter e o tédio de possuir." Aquilo não era nenhum absurdo e James não era alheio ao conhecimento filosófico. Sabia que aquilo era natural da vida e poderia listar muitas coisas que em sua própria vida que entravam nessa mérito. No entando, sabia muito bem de outra que jamais faria parte dessa ideia; não quando muitas vezes pensava que se um dia tivesse a chance de namorar com Lily, faria de tudo e mais um pouco para fazê-la feliz e mante-la consigo. "Talvez." Riu pensando de que talvez fosse um bom mentiroso quando muitas vezes agia mentindo sobre seus sentimentos sobre Lily. "Acho que bom omissor é mais adequado." Concluiu dando os ombros. "Passo a frente?" A olhou com atenção, franzindo um pouco o cenho enquanto a conversa se desenrolava para um caminho que James não poderia prever. "Lils," Inclinou a cabeça ainda a olhando, com um sorriso tranquilo no rosto. "Não estava no meu bingo de virada do ano uma conversa dessas com você." Seus olhos brilharam, seu peito subindo e descendo devagar. "Não precisa me agradecer por nada. Eu faço o que eu posso pelos meus... Só tento ser o melhor amigo que eu posso ser." A luz ali era um pouco baixa, contornando o rosto de Lily delicadamente. Era tão bonita que James precisava pensar um pouco antes de falar, se não acaba de perdendo no próprio raciocínio.
Se fosse um dia normal em que Lily não estivesse tão pensativa, teria rido da fala de James. Um bom omissor, isso com toda certeza ele era. Há quantos anos ele guardava aquele ex-segredo? O sentimento do qual a ruiva não fazia a menor ideia de que existia até poucos dias atrás? James era um ótimo omissor. “É,” respirou fundo, “agir sobre qualquer coisa, caminhar até onde eu preciso chegar… não sei.” Quando você pensa demais sobre tudo às vezes acaba não pensando o suficiente sobre o que deveria. “Nem no meu.” Admitiu, rindo um pouco enquanto ainda mantinha seu olhar sobre James. Ficava feliz de vê-lo usar um casaco adequado para a neve que caía, nem precisou convencê-lo dessa vez; quando voltasse para Sun City compraria uma touca para ele também. Sempre gostaria de estar lá para cuidar dele.
Lily balançou sua cabeça em um ‘não’ silencioso. James era muito mais que apenas seu amigo, todo mundo ali sabia inclusive ela mesma. “Você é bem mais do que isso.” Ele era seu namorado (falso), o primeiro amigo que ela tinha feito, a pessoa que mais a fazia rir, era James e era muito, muito mais. “Eu vejo tudo o que você faz, Jay, e como você sempre esteve comigo, mas acho que falhei em deixar você saber que eu sei.” Lily podia não saber muitas outras coisas, porém sempre teve consciência da presença de James. Talvez essa fosse a resposta do porquê tinha escolhido ele para o concurso, porque seus pensamentos sempre voltavam à figura de James. “I see you and I’m so so thankful to have you.” Ao contrário do que tinha dito a pouco, sem pensar muito abraçou o outro.
James nunca havia se preparado para nada na vida. De alguma forma, sempre dava um jeito e vivia conforme a vida passava por si, de uma maneira muito leve e sem quaisquer preocupações. James não conseguia ver propósito em se preocupar por algo que ainda não tinha acontecido, e muitas vezes não tinha se quer a chance de acontecer. Achava, em um resumo simples, uma grande bobagem e perca de tempo. Mas ali, parado de frente para Lily, ouvindo aquelas palavras, James desejou que, ainda que muito pouco, tivesse se preparado para o que estava ouvindo. "O que é bem mais que um grande amigo?" Arriscou, sem saber exatamente onde aquilo o levaria. De toda forma, era tarde demais. James estava envolvido de uma forma que não havia qualquer salvação para si caso o barco afundasse. "Você não me deve nada, Lily." Nada mais importava, já nada mais existia além dos dois naquele momento. Tudo era tão palpável e delicado que James tinha a certeza que em algum momento tudo desaparecia. "E um bom mágico nunca revela seus segredos de verdade." Brincou, ainda que sua voz saísse um pouco mais rouca que o normal. Culparia o frio. "I’m so thankful to have you too, Lily." Sorriu antes de pousar as mãos uma de cada lado do rosto da ruiva, depositando um beijo terno sobre seus cabelos.
O que era James realmente? Lily saberia dizer? Quando olhava para trás o via por toda parte e se pensasse no futuro também o observaria em todas as coisas. Isso poderia significar diversas coisas. O que Lily sabia é que toda vez que James chegava perto a felicidade o seguia; mesmo naquele momento em que o ar faltava em seus pulmões e seu coração batia apressado, ter ele do seu lado acalmava a maior de suas crises, era melhor que respirar fundo e focar no que podia ver, escutar e sentir. Até porque via, escutava e sentia James mais do que via a neve que caía ou escutava o som de dentro da casa ou sentia o peso de seu casaco. Mais, bem mais. Mais do quê? Tudo? Como explicaria isso? Você é mais do que tudo, não era algo que fazia sentido para ser dito.
“Não sei.” Respondeu sinceramente, levantando seus ombros ao perceber o quão confusa soava. “Desculpa.” Riu sem humor algum. Aquela era para ser uma conversa para tentar diminuir o peso dos ombros de James e não para adicionar mais à carga. “Não sei se isso é verdade,” sentia que devia muito e não sabia como começar a pagar ou ainda de algum dia sequer conseguiria. “You’re the best thing in this city, you know that, right?” Sorriu de volta para James pois era sempre o que acontecia. “And you were definitely the best thing about my year too.”
A verdade era que LIly estava certa. O que eles eram poderia ser definido, unicamente, por um grande e sincero "não sei". Eram amigos? Sim. Namorados? Em tese. Era claro que uma coisa não anulava outra na maioria dos casos, mas ambos ainda pareciam habitar em uma terceira zona que não era ainda possível denominar. James riu, meio aflito, meio cômico. "We're something, don't you think so?" Sorriu. "Well, I'm glad to be something you don't know... for you and with you." Apoiou a testa sobre a dela, olhando de perto os olhos amendoados. "Nah, we both know that's you. There is no Sun City without you. You are the hole sun and I just another planet spinning around you." Seu peito se encheu daquele sentimento que o acompanhava a tanto tempo. Se encheu tanto que sentia que sem que percebesse, deixava escapar, enrolado em suas palavras, no brilho que seus olhos exigiam, na sua respiração um pouco mais densa. "Not surprise I guess."
Lily conhecia James quase que por toda sua vida, ela sabia quem ele era, do que ele gostava, do que não gostava, de como seu cabelo ficava de manhã e depois de um dia inteiro. Tudo sobre ele era familiar. E ela sempre tivera tantos sentimentos bons relacionados a ele, os melhores e talvez agora que sabia a extensão dos sentimentos dele se sentia um pouco idiota por não notar. Ter alguém citando sua cantora favorita para si há algumas horas do ano acabar não era um sonho? Ou alguém embarcar numa competição sem noção só para vê-la feliz? Como podia não ter percebido? Lily fechou os olhos e respirou fundo desejando que as palavras certas viessem a sua mente. “What if you let me be the one spinning around you for once? I mean, my name is moon after all.” Sorriu, seu peito cheio de coisas que não sabia nomear. “É tão difícil pensar em mim sem pensar em você e eu quero fazer todas essas coisas boas pra você também.” Voltou a olhar para James e pensou que gostava muito dos olhos dele, eles eram uma imensidão que ela adoraria conhecer. “Let me.” Sua voz saiu mais baixa, seus dedos sobre a bochecha dele, tantas coisas e nada fazendo sentido ao mesmo tempo.
Quando se deseja muito uma coisa, é normal que vários momentos você se pegue pensando a respeito do momento em que o seu desejo se realiza. James, por muitos dias e noites, pensava em ouvir aquelas palavras de Lily, talvez em termos diferentes, mas o significado estava ali e era aquilo que lhe importava. Nem em seus sonhos mais otimistas, imaginava que ao fechara porta de vidro atrás de si, isolando-os do restante da casa, estaria o colocando em uma realidade a qual James sonhava. Seu sorriso era largo, leve e relaxado. Segurou a mão de Lily com uma delicadeza que James só tinha com ela, e assim fez o que ela lhe pediu: deixou que ela desse uma volta em torno de si. Com os flocos de neve fazendo a vez das estrelas para aquele pequeno universo que ambos construíam, James sentia seu coração bater com tanta força contra seu peito que achava que Lily poderia ouvi-lo. Quando a volta se deu por completa, levou suas mãos para as bochechas de Lily, deixando um carinho terno sob sua pele macia. "You know..." Encostou sua testa na dela, fechando os olhos devagar. "I don’t think there’s a single thing you could ask me that I wouldn’t say yes to, Lily.”
acho mt curioso que vcs só tiveram 2 filhos
cansaram?
Indo contra o que todo mundo acredita, eu e a Lily paramos no segundo bebê.
Já tínhamos criado as duas pessoas mais legais do mundo, não tinha como fazer melhor depois disso.
seja sincero meu parceiro vc achava msm que uma hora a lily ia perceber que vc era o amor da vida dela? e outra duvida: ja se perguntou pq a daisy nasceu normal e o mike não?
Cara, não. Já tinha aceitado que eu e ela seríamos só amigos e não havia nada que eu pudesse fazer a respeito e tudo bem. Mas... veja só onde chegamos. A vida é foda e aparentemente eu sou mais ainda.
Um puxou a mãe e outro o pai, genética é no mínimo curiosa. E nenhum deles é míope. Foda.
papo tu num acha mt engraçado a tua filha namorar um cara mt parecido contigo? mas ouvi dizer por aí q o thomas é mais bonito slk
Ela sendo feliz, eu sou mais feliz ainda.
Mas falar que ele é mais bonito que eu é insanidade da sua parte. Respect your elders.

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whatever is on tonight i just wanna party with you | jily
@mrsjamesss
A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
"A ânsia de ter e o tédio de possuir." Aquilo não era nenhum absurdo e James não era alheio ao conhecimento filosófico. Sabia que aquilo era natural da vida e poderia listar muitas coisas que em sua própria vida que entravam nessa mérito. No entando, sabia muito bem de outra que jamais faria parte dessa ideia; não quando muitas vezes pensava que se um dia tivesse a chance de namorar com Lily, faria de tudo e mais um pouco para fazê-la feliz e mante-la consigo. "Talvez." Riu pensando de que talvez fosse um bom mentiroso quando muitas vezes agia mentindo sobre seus sentimentos sobre Lily. "Acho que bom omissor é mais adequado." Concluiu dando os ombros. "Passo a frente?" A olhou com atenção, franzindo um pouco o cenho enquanto a conversa se desenrolava para um caminho que James não poderia prever. "Lils," Inclinou a cabeça ainda a olhando, com um sorriso tranquilo no rosto. "Não estava no meu bingo de virada do ano uma conversa dessas com você." Seus olhos brilharam, seu peito subindo e descendo devagar. "Não precisa me agradecer por nada. Eu faço o que eu posso pelos meus... Só tento ser o melhor amigo que eu posso ser." A luz ali era um pouco baixa, contornando o rosto de Lily delicadamente. Era tão bonita que James precisava pensar um pouco antes de falar, se não acaba de perdendo no próprio raciocínio.
Se fosse um dia normal em que Lily não estivesse tão pensativa, teria rido da fala de James. Um bom omissor, isso com toda certeza ele era. Há quantos anos ele guardava aquele ex-segredo? O sentimento do qual a ruiva não fazia a menor ideia de que existia até poucos dias atrás? James era um ótimo omissor. “É,” respirou fundo, “agir sobre qualquer coisa, caminhar até onde eu preciso chegar… não sei.” Quando você pensa demais sobre tudo às vezes acaba não pensando o suficiente sobre o que deveria. “Nem no meu.” Admitiu, rindo um pouco enquanto ainda mantinha seu olhar sobre James. Ficava feliz de vê-lo usar um casaco adequado para a neve que caía, nem precisou convencê-lo dessa vez; quando voltasse para Sun City compraria uma touca para ele também. Sempre gostaria de estar lá para cuidar dele.
Lily balançou sua cabeça em um ‘não’ silencioso. James era muito mais que apenas seu amigo, todo mundo ali sabia inclusive ela mesma. “Você é bem mais do que isso.” Ele era seu namorado (falso), o primeiro amigo que ela tinha feito, a pessoa que mais a fazia rir, era James e era muito, muito mais. “Eu vejo tudo o que você faz, Jay, e como você sempre esteve comigo, mas acho que falhei em deixar você saber que eu sei.” Lily podia não saber muitas outras coisas, porém sempre teve consciência da presença de James. Talvez essa fosse a resposta do porquê tinha escolhido ele para o concurso, porque seus pensamentos sempre voltavam à figura de James. “I see you and I’m so so thankful to have you.” Ao contrário do que tinha dito a pouco, sem pensar muito abraçou o outro.
James nunca havia se preparado para nada na vida. De alguma forma, sempre dava um jeito e vivia conforme a vida passava por si, de uma maneira muito leve e sem quaisquer preocupações. James não conseguia ver propósito em se preocupar por algo que ainda não tinha acontecido, e muitas vezes não tinha se quer a chance de acontecer. Achava, em um resumo simples, uma grande bobagem e perca de tempo. Mas ali, parado de frente para Lily, ouvindo aquelas palavras, James desejou que, ainda que muito pouco, tivesse se preparado para o que estava ouvindo. "O que é bem mais que um grande amigo?" Arriscou, sem saber exatamente onde aquilo o levaria. De toda forma, era tarde demais. James estava envolvido de uma forma que não havia qualquer salvação para si caso o barco afundasse. "Você não me deve nada, Lily." Nada mais importava, já nada mais existia além dos dois naquele momento. Tudo era tão palpável e delicado que James tinha a certeza que em algum momento tudo desaparecia. "E um bom mágico nunca revela seus segredos de verdade." Brincou, ainda que sua voz saísse um pouco mais rouca que o normal. Culparia o frio. "I’m so thankful to have you too, Lily." Sorriu antes de pousar as mãos uma de cada lado do rosto da ruiva, depositando um beijo terno sobre seus cabelos.
O que era James realmente? Lily saberia dizer? Quando olhava para trás o via por toda parte e se pensasse no futuro também o observaria em todas as coisas. Isso poderia significar diversas coisas. O que Lily sabia é que toda vez que James chegava perto a felicidade o seguia; mesmo naquele momento em que o ar faltava em seus pulmões e seu coração batia apressado, ter ele do seu lado acalmava a maior de suas crises, era melhor que respirar fundo e focar no que podia ver, escutar e sentir. Até porque via, escutava e sentia James mais do que via a neve que caía ou escutava o som de dentro da casa ou sentia o peso de seu casaco. Mais, bem mais. Mais do quê? Tudo? Como explicaria isso? Você é mais do que tudo, não era algo que fazia sentido para ser dito.
“Não sei.” Respondeu sinceramente, levantando seus ombros ao perceber o quão confusa soava. “Desculpa.” Riu sem humor algum. Aquela era para ser uma conversa para tentar diminuir o peso dos ombros de James e não para adicionar mais à carga. “Não sei se isso é verdade,” sentia que devia muito e não sabia como começar a pagar ou ainda de algum dia sequer conseguiria. “You’re the best thing in this city, you know that, right?” Sorriu de volta para James pois era sempre o que acontecia. “And you were definitely the best thing about my year too.”
A verdade era que LIly estava certa. O que eles eram poderia ser definido, unicamente, por um grande e sincero "não sei". Eram amigos? Sim. Namorados? Em tese. Era claro que uma coisa não anulava outra na maioria dos casos, mas ambos ainda pareciam habitar em uma terceira zona que não era ainda possível denominar. James riu, meio aflito, meio cômico. "We're something, don't you think so?" Sorriu. "Well, I'm glad to be something you don't know... for you and with you." Apoiou a testa sobre a dela, olhando de perto os olhos amendoados. "Nah, we both know that's you. There is no Sun City without you. You are the hole sun and I just another planet spinning around you." Seu peito se encheu daquele sentimento que o acompanhava a tanto tempo. Se encheu tanto que sentia que sem que percebesse, deixava escapar, enrolado em suas palavras, no brilho que seus olhos exigiam, na sua respiração um pouco mais densa. "Not surprise I guess."
told you I'll be here forever; marotos
@mrsiriusss @mrsremusss
A viagem de carro até a praia mais afastada de sun city achava sido silenciosa. Pela primeira vez James não havia ligado o rádio do carro, deixado só o som do mar quebrando e de pessoas vivendo ser o som ambiente do carro. Não sabia qual era o santo que havia intercedido para que os dois melhores amigos deprimidos concordassem em ir com James, mas agradeceria depois. Já sentado na areia ao lado dos amigos, observando Prince brincar na areia, James suspirou. "Alguém quer falar alguma coisa?" Ofereceu. Estavam sendo dias difíceis pós viagem e James precisava ser o suporte dos dois. Não sabia como, mas sabia que seria o melhor que pudesse.
Remus encarava o mar cinzento, sem ter muito o que oferecer. Sempre tinha achado engraçado como o tom do mar acompanhava o tom do céu, quase como Remus e Sirius sempre acompanhavam James e vice versa. O vento gélido soprava seus fios castanhos e ele deixou que a sensação tomasse conta de ti - qualquer coisa era melhor do que nada. Um latido de Prince chamou sua atenção e com um pequeno sorriso Remus jogou longe uma das milhares de bolas de tênis que James tinha trazido. "Eu acho," disse devagar, observando o desengonçado golden retriever correr atrás de seu brinquedo. "Que já está naquela época do ano de vacinar o Prince, não?"
Nos últimos dias, Sirius precisava se esforçar muito para fazer qualquer mínima ação. Sair de sua cama, colocar a comida de Prince, as vezes até falar. Lembrava apenas de ter assentido quando James falou que queria ir na praia, sabendo que não fazia sentido porque estava frio demais para que conseguissem entrar na água, mas não questionou, não disse nada. Agora olhava para a areia ao seu lado, segurando um punhado em sua mão e deixando que os grãos escapassem por entre seus dedos. “Uhum.”
O vento fazia a cena parecer muito "móvel" do que realmente era. Os últimos dias pareciam tão parados e monotomos que James tinha a impressão que vivia em looping a mágoa dos amigos. Mágoa talvez fosse um termo muito sútil para o que os dois amigos estavam vivendo. "Vocês acham que existe mais peixe ou inseto no mundo?"
told you I'll be here forever; marotos
@mrsiriusss @mrsremusss
A viagem de carro até a praia mais afastada de sun city achava sido silenciosa. Pela primeira vez James não havia ligado o rádio do carro, deixado só o som do mar quebrando e de pessoas vivendo ser o som ambiente do carro. Não sabia qual era o santo que havia intercedido para que os dois melhores amigos deprimidos concordassem em ir com James, mas agradeceria depois. Já sentado na areia ao lado dos amigos, observando Prince brincar na areia, James suspirou. "Alguém quer falar alguma coisa?" Ofereceu. Estavam sendo dias difíceis pós viagem e James precisava ser o suporte dos dois. Não sabia como, mas sabia que seria o melhor que pudesse.
whatever is on tonight i just wanna party with you | jily
@mrsjamesss
A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
"A ânsia de ter e o tédio de possuir." Aquilo não era nenhum absurdo e James não era alheio ao conhecimento filosófico. Sabia que aquilo era natural da vida e poderia listar muitas coisas que em sua própria vida que entravam nessa mérito. No entando, sabia muito bem de outra que jamais faria parte dessa ideia; não quando muitas vezes pensava que se um dia tivesse a chance de namorar com Lily, faria de tudo e mais um pouco para fazê-la feliz e mante-la consigo. "Talvez." Riu pensando de que talvez fosse um bom mentiroso quando muitas vezes agia mentindo sobre seus sentimentos sobre Lily. "Acho que bom omissor é mais adequado." Concluiu dando os ombros. "Passo a frente?" A olhou com atenção, franzindo um pouco o cenho enquanto a conversa se desenrolava para um caminho que James não poderia prever. "Lils," Inclinou a cabeça ainda a olhando, com um sorriso tranquilo no rosto. "Não estava no meu bingo de virada do ano uma conversa dessas com você." Seus olhos brilharam, seu peito subindo e descendo devagar. "Não precisa me agradecer por nada. Eu faço o que eu posso pelos meus... Só tento ser o melhor amigo que eu posso ser." A luz ali era um pouco baixa, contornando o rosto de Lily delicadamente. Era tão bonita que James precisava pensar um pouco antes de falar, se não acaba de perdendo no próprio raciocínio.
Se fosse um dia normal em que Lily não estivesse tão pensativa, teria rido da fala de James. Um bom omissor, isso com toda certeza ele era. Há quantos anos ele guardava aquele ex-segredo? O sentimento do qual a ruiva não fazia a menor ideia de que existia até poucos dias atrás? James era um ótimo omissor. “É,” respirou fundo, “agir sobre qualquer coisa, caminhar até onde eu preciso chegar… não sei.” Quando você pensa demais sobre tudo às vezes acaba não pensando o suficiente sobre o que deveria. “Nem no meu.” Admitiu, rindo um pouco enquanto ainda mantinha seu olhar sobre James. Ficava feliz de vê-lo usar um casaco adequado para a neve que caía, nem precisou convencê-lo dessa vez; quando voltasse para Sun City compraria uma touca para ele também. Sempre gostaria de estar lá para cuidar dele.
Lily balançou sua cabeça em um ‘não’ silencioso. James era muito mais que apenas seu amigo, todo mundo ali sabia inclusive ela mesma. “Você é bem mais do que isso.” Ele era seu namorado (falso), o primeiro amigo que ela tinha feito, a pessoa que mais a fazia rir, era James e era muito, muito mais. “Eu vejo tudo o que você faz, Jay, e como você sempre esteve comigo, mas acho que falhei em deixar você saber que eu sei.” Lily podia não saber muitas outras coisas, porém sempre teve consciência da presença de James. Talvez essa fosse a resposta do porquê tinha escolhido ele para o concurso, porque seus pensamentos sempre voltavam à figura de James. “I see you and I’m so so thankful to have you.” Ao contrário do que tinha dito a pouco, sem pensar muito abraçou o outro.
James nunca havia se preparado para nada na vida. De alguma forma, sempre dava um jeito e vivia conforme a vida passava por si, de uma maneira muito leve e sem quaisquer preocupações. James não conseguia ver propósito em se preocupar por algo que ainda não tinha acontecido, e muitas vezes não tinha se quer a chance de acontecer. Achava, em um resumo simples, uma grande bobagem e perca de tempo. Mas ali, parado de frente para Lily, ouvindo aquelas palavras, James desejou que, ainda que muito pouco, tivesse se preparado para o que estava ouvindo. "O que é bem mais que um grande amigo?" Arriscou, sem saber exatamente onde aquilo o levaria. De toda forma, era tarde demais. James estava envolvido de uma forma que não havia qualquer salvação para si caso o barco afundasse. "Você não me deve nada, Lily." Nada mais importava, já nada mais existia além dos dois naquele momento. Tudo era tão palpável e delicado que James tinha a certeza que em algum momento tudo desaparecia. "E um bom mágico nunca revela seus segredos de verdade." Brincou, ainda que sua voz saísse um pouco mais rouca que o normal. Culparia o frio. "I’m so thankful to have you too, Lily." Sorriu antes de pousar as mãos uma de cada lado do rosto da ruiva, depositando um beijo terno sobre seus cabelos.
whatever is on tonight i just wanna party with you | jily
@mrsjamesss
A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
“Não dizem que a gente só dá valor ao que não tem?” Talvez Lily gostasse da neve justamente por isso, por não tê-la o tempo inteiro, por sempre ser surpreendida por sua beleza. “Você tá se chamando de mentiroso?” Riu um pouco, empurrando James com um de seus ombros. “Eu não faço isso!” Reclamou, mas percebeu que sua voz tinha sim ficado mais grave. Se perguntava quantas outras coisas James sabia sobre Lily e ela não fazia ideia e algo em seu peito murchou mais uma vez. “Não sei o que é, acho que me preocupo demais com tudo.” Seu tom voltou a ser sério e ela encarou a imensidão branca a frente deles. “Os anos vão passando e parece que eu sempre estou com medo de dar um passo para frente.” Se encolheu dentro de seu casaco e levou uma de suas mãos ao peito como se pudesse aliviar a tensão que sentia. “E você…” Ousou encarar James com um sorriso um tanto triste. “Eu tenho tanta coisa que eu precisava te dizer,” não sabia nem nomear todas elas, “mas acho que posso começar com um obrigada.” Por tanto, por ter topado guardar o coração nas próprias mãos só para que Lily tivesse a chance de ganhar um cruzeiro, por sempre estar lá, por ser quem é. “A festa… a viagem inteira tem sido perfeita. O que você faz por todo mundo, por mim, é demais”
"A ânsia de ter e o tédio de possuir." Aquilo não era nenhum absurdo e James não era alheio ao conhecimento filosófico. Sabia que aquilo era natural da vida e poderia listar muitas coisas que em sua própria vida que entravam nessa mérito. No entando, sabia muito bem de outra que jamais faria parte dessa ideia; não quando muitas vezes pensava que se um dia tivesse a chance de namorar com Lily, faria de tudo e mais um pouco para fazê-la feliz e mante-la consigo. "Talvez." Riu pensando de que talvez fosse um bom mentiroso quando muitas vezes agia mentindo sobre seus sentimentos sobre Lily. "Acho que bom omissor é mais adequado." Concluiu dando os ombros. "Passo a frente?" A olhou com atenção, franzindo um pouco o cenho enquanto a conversa se desenrolava para um caminho que James não poderia prever. "Lils," Inclinou a cabeça ainda a olhando, com um sorriso tranquilo no rosto. "Não estava no meu bingo de virada do ano uma conversa dessas com você." Seus olhos brilharam, seu peito subindo e descendo devagar. "Não precisa me agradecer por nada. Eu faço o que eu posso pelos meus... Só tento ser o melhor amigo que eu posso ser." A luz ali era um pouco baixa, contornando o rosto de Lily delicadamente. Era tão bonita que James precisava pensar um pouco antes de falar, se não acaba de perdendo no próprio raciocínio.

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A festa estava linda, a atmosfera da virada já envolvia todos os seus amigos e Lily aproveitava para sorrir atrás de sua câmera e capturar mais um de tantos momentos felizes que todos eles já tinham compartilhado. Ela estava feliz, repetia isso para si mesma, era um dia bom e estava tudo bem. Ok, talvez seus dedos tremiam um pouco. Conforme os dias iam passando, as palavras de Remus retornavam com uma frequência maior a sua mente e, especialmente quando passava muito tempo com James, Lily não conseguia escapar de seus pensamentos. Decidiu dar um tempo para si mesma e com cuidado saiu para a varanda da casa alugada, não se importando com o frio que fazia. A verdade era que não sabia o que fazer, o que falar ou o que sentir e acabava fazendo, falando e sentindo tantas coisas que não entendia. Mas ela iria dar um jeito, precisava dar um jeito.
Haviam poucas coisas que James gostasse mais do que proporcionar algo bom para aqueles que ele se importava. Era claro que o próprio aproveitava toda a festa e viagem que realizava, mas muito mais que isso, era prazeroso e gratificante poder proporcionar e compartilhar momentos tão bons com todos seus amigos. Aquela viagem parecia ganhar uma aura mais especial do que qualquer outra, e James sabia dar nome e sobrenome para o motivo. Ter Lily ali, na proximidade que agora ambos tinham adquirido na proposta de ajuda para o concurso, fazia com que tudo ganhasse um ar mais mágico, como se a todo tempo ganhasse um novo motivo para sorrir. Havia glitter esparramado pelo chão enquanto James sorria ao ver Quentin e Bert conversando do outro lado do ambiente, até ver os cabelos ruivos de Lily indo para outro cômodo: e como se pudesse pressentir, sentiu algo se apertar em seu peito ao ver os ombros tensos da outra. “Ei, tá tudo bem?” Disse ao fechar a porta da varanda atrás de si, querendo trazer um pouco mais de privacidade naquele momento. “Aconteceu alguma coisa?”
“Ei,” virou-se em direção a James, sem o mínimo de surpresa por ele estar ali. Sempre foi assim, James sempre estava ao lado de Lily, ela nunca precisou buscar por ele e agora entendia o porquê. “Não, não. Eu gosto de ver a neve caindo, acho relaxante.” Seu peito se apertou ao olhar para ele, tinha tanto medo de machuca-lo e principalmente de já estar fazendo isso há muito, muito tempo. “Acho que o fim do ano me deixa nostálgica.” Tentou simplificar a montanha de coisas que sentia, voltando a encarar os flocos de neve que caiam. De alguma forma conseguiu sorrir, se era por causa de James ou da neve não saberia dizer. “E você? A festa ficou como você imaginou?”
"Engraçado alguém de Sun City dizer isso." Brincou parando ao lado dela, puxando o zíper do casaco que usava por muito custo. "Mas realmente é bonito." Os flocos caíam de forma delicada e sútil sobre os montes brancos onde a neve se acumulavam e James pensava quão frágil tudo aquilo era; os flocos de neve e seu relacionamento falso com data de válidade. "Nunca saí como eu imaginava e acho que a graça é essa." Riu balancando a cabeça. "E você? Acha que consegue mentir pra mentiroso?" Brincou, voltando a olhar para a ruiva do seu lado, "Você sempre faz isso quando tá escondendo alguma coisa, sabia? Você enruga o nariz e sua voz fica mais grave."
como vc se sente sabendo que não só o amos mas agr o gio te bateu na corrida de pais hein
Terrível.
Mas tudo bem, tudo no tempo certo.