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@morethanaprincess-rose

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Erick estava se aproximando de Rose quando um outro rapaz o fez e a chamou para dançar. Ele apressou o passo e pigarreou ao chegar perto –Sinto muito mas a dama já está acompanhada– se colocou a frente do rapaz que, de cara feia, se retirou. –Acabei de te livrar de um idiota– Erick falou, virando-se para Rose com um sorriso satisfeito.
Ao se deparar com Erick, a loira franziu o cenho. “O que ele estava fazendo?” - perguntou-se, fitando-o a procura de respostas. Ao ver o rapaz que a chamara para dançar se afastar, Rose ainda tinha uma expressão confusa em suas feições. — Ah, foi? E como eu posso ter certeza disso? - indagou, arqueando as sobrancelhas. — Era só uma dança, Erick. E você me custou isso. - reclamou, dando-lhe um cutucão. — Sabe, eu gosto muito dessa música. E não me importaria de dançá-la com um “idiota”. Então, se me der licença, acho que vou atrás dele.
Assim que a música começou a tocar, Rose sorriu. Era uma de suas preferidas. A loira balançava o corpo de um lado para o outro, no entanto, logo foi pega de surpresa por um convite para dançar. — Sim, eu adoraria. - respondeu aceitando sua mão.
chace e evan estão em um barco que vai afundar. Você pode salvar apenas um deles, quem você salva?
A loira arregalou os olhos diante da pergunta. Como poderia escolher entre seus melhores amigos? Pessoas tão essenciais em sua vida. — Eu… Eu vou manter os dois longe de barcos por um bom tempo. - respondeu de forma evasiva. No entanto, se realmente estivesse naquela situação, Rose tentaria salvar os dois, mesmo que a ideia parecesse absurda.

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“Se você parasse de gritar comigo seria mais fácil!” murmurou, ainda mexendo na bolsa. Já havia existido uma época em que a bolsa da loira era organizada e encontrar qualquer coisa ali dentro, um trabalho fácil, mas o fato já não acontecia há tanto tempo que acabara por se acostumar muito bem com a bagunça. Quando finalmente encontrou o molho de chaves, encarou Natalie com seu melhor sorriso de ‘viu? eu te avisei que elas estavam aqui em algum lugar’ e deu meia volta, dando as costas à porta do hospital. Já havia dado alguns passos em direção ao estacionamento quando escutou a fala seguinte de Nat. Olhou para dentro do hospital e quase que imediatamente seus olhos encontraram os de Chace, mas não foi nele que se concentrou. Ao lado do amigo, Rose caminhava do jeito angelical de sempre, mais delicada do que qualquer outra pessoa no hospital “Eu não consigo imaginar alguém que combine mais com ele” um breve sorriso surgiu nos lábios da residente, mas então ela voltou a apontar para a porta “Acho melhor irmos. Você sabe que o Chace vai ficar envergonhado se ficarmos aqui encarando os dois.” Era bom ver que o moreno estava conseguindo se aproximar de Rose e espantar a timidez habitual, mas ter as duas ali provavelmente apenas dificultaria o processo.
Margot estava prestes a arrastar Natalie dali, quando percebeu que o casal agora caminhavam na direção delas. Tentou enviar um sorriso encorajador para Chace, mas não sabia se o havia conseguido ou apenas feito uma careta sem querer. A verdade é que não conhecia Rose tão bem quanto gostaria, apenas o que já havia escutado inúmeras vezes vindo de Chace, portanto não tinha ideia do que esperar dela. Ao menos, Griffin tinha certeza de que não esperava o que aconteceu em seguida.
Os lábios da loira entreabriram-se, pronta para discutir com o amigo - algo não muito incomum na relação deles, levando em conta que ela possuía o péssimo hábito de ser extremamente teimosa, levando sua opinião até o final -, no entanto, algo chamou sua atenção antes que pudesse o fazer. Alguns metros a frente, na entrada do hospital, estava Natalie, a tal futura esposa mencionada pela Beauregard. Um pouco mais atrás, Rose pôde avistar também Margot, outra grande amiga de Chace. Imediatamente uma ideia iluminou suas feições, tornando seu sorriso ainda mais doce ao voltar-se para ele mais uma vez. — Elas poderiam ir conosco! - sugeriu. — Quer dizer, não há ninguém que não goste de 007. Só o sotaque britânico do Bond já faz o filme valer a pena. - disse em um tom meloso, quase apaixonado e começou a rir. Para uma francesa, o sotaque do ator não deveria parecer algo tão atraente assim - afinal, chegava a ser algo comum na Europa - mas ela tinha que concordar com a maioria das americanas, os ingleses tinham seu charme.
Após uma breve troca de olhares, Claire não hesitou em pegar a mão do amigo, puxando-o pelo hall de entrada para alcançar as duas mulheres antes que fossem embora. — Como estão? - perguntou com um sorriso ao pararem na entrada do hospital. — Bom, eu e Chace estávamos indo assistir um filme agora... E ele me assegurou que teria muita pipoca, ursinhos gelatinosos, chocolate e refrigerante. - ela pendeu a cabeça para o lado, dando um sorriso sincero. A verdade era que muitas vezes Rose se assemelhava a uma criança, fosse por seu jeito doce ou pela inocência e pureza em seu olhar. E aquele era um desses momentos, no qual a ideia de um filme em boa companhia - somado a algumas guloseimas - poderia afastar toda a tristeza. A Beauregard retinha dentro de si a esperança inabalável de uma criança e era provavelmente isso o que a fazia continuar com seu jeito otimista e alegre de sempre. — Vocês gostariam de vir junto? - perguntou, por fim.
That’s the real me | Erick and Claire
Ele ouviu tudo o que ela disse mas nada realmente entrava na cabeça. Os ouvidos estavam abertos para ouvir mas o cérebro não captava. No entanto, conseguiu prestar atenção na ultima frase. Se segurar nas esperanças…era algo que não sabia fazer. Desistiu muito fácil, afinal depois de perceber que realmente não tinha ninguem que lhe amasse de verdade, nenhum amigo verdadeiro, depois de perceber que seu dinheiro era a unica coisa boa que tinha, alem dos musculos e dos olhos verdes, qual era o sentido da esperança? Ficar bom para que? Já estava morto a tempo, só não havia percebido. Agora que caia a ficha.
Erick olhou para ela, não queria ficar sozinho mas ao mesmo tempo seu orgulho pedia para que ela fosse embora. Desviou o olhar, voltando a respirar pesadamente na tentativa de conter as lágrimas. Não conseguiu. A forteleza foi bombardeada demais e um dia teria de desabar. As lágrimas desceram pelo rosto de Erick e ele olhou para o lado oposto ao rosto de Claire na intenção de esconder. Sabia que ela já tinha visto, era uma ação involuntária. –Desculpe…– falou sobre o cigarro, sobre não ligar. Ela estava se esforçando e se preocupando para ajuda-lo. Erick soluçou baixo e levou as mãos a cabeça, desta vez não por causa da dor fisica, mas da dor e da confusão psicológica
No mesmo instante que viu as lágrimas escorrerem pelo rosto de Erick, Rose escutou o despedaçar de seu coração. A dor e tristeza presente em suas feições remexiam o interior da garota, a qual só queria poder fazer aquilo cessar. Mais uma vez, a loira encostou a mão em seu queixo com cuidado, voltando a fazê-lo encontrar seu olhar. Ela passou os polegares por suas feições, limpando os rastros molhados em sua pele clara. — Está tudo bem... Vai ficar tudo bem, a Super Rose está aqui. - falou em um tom de voz baixo, porém, ainda assim, brincalhão. Afinal, a maior arma da loira era a risada.
Claire tocou nas mãos dele, desformando o casulo que Erick parecia ter formado para se proteger. Ela deixou a sua mão sobre a dele por um instante, antes de entrelaçar seus dedos e repousá-las em seu colo, como se disse: eu estou aqui. — Você pode me prometer que não vai voltar a fumar? Por favor. Eu te peço não mais como sua médica, mas como sua amiga, como essa pessoa que se importa. Por favor, faça isso por mim. - seu tom era quase de súplica enquanto ela apertava ligeiramente as suas mãos.
That’s the real me | Erick and Claire
Erick estava distraído, relaxado e por isso assustou-se com a presença de Claire. Não era dificil perceber a fúria na postura e no olhar. Quando a garota pronunciou seu nome, a raiva tornou-se indubitável. Não protestou pelo que ela fez, apesar de ter ficado irritado. Não estava em um bom momento para escutar reclamações, para restrições ou coisas do tipo. Estava no limite de seu estresse, de seu medo, de sua solidão. Erick levantou-se, olhando para a loira –Eu sei Claire, eu sei de tudo isso. Acontece que com o cigarro ou não eu já corro risco de morrer. Saindo do hospital ou não eu já corro risco de morrer. E vou passar os dias finais dentro de um quarto assistindo series? Não ligo mais para o que devo ou o que não devo. E aliás, eu já fumei várias vezes por aqui e não piorou em nada.– Era um pensamento extremamente pessimista, mas não tinha como ser positivo. A situação só piorava, a doença que antes era quase imperceptível( a não ser durante as crises), já o deixava cansado e fraco. Os médicos não tinham nenhuma pista acerca do que poderia ser. Seus amigos não ligavam, estavam se divertindo em algum lugar do mundo.
Prendia dentro de si todo esse sentimento, que uma hora iria explodir, mas não seria agora, não na frente de Claire. O rapaz deu alguns passos a frente e parecia estar indo na direção dela, mas passou direto e sentou um pouco mais a frente, na grama. Gostava de Claire e da companhia dela mas não suportaria que alguem o visse em tal estado de fraqueza, era demais para seu ego elevado. Abaixou um pouco a cabeça e respirou fundo, impedindo as lagrimas de descerem. Tirou do bolso a carteira de cigarros e o isqueiro, acendendo outro.
— Mas, com o cigarro, as suas chances de morrer são maiores. Se é imprudente a esse ponto, então por que se deu ao trabalho de vir para Seattle hein? Se não valoriza a sua vida a ponto de restringir alguns malditos hábitos pelo bem da sua saúde, então por que veio procurar ajuda?! E você não teria como saber. Se não deixou de fumar, não deu tempo para que seu corpo desse sinais de sua melhora. - retrucou, com uma irritação ainda presente em sua voz. Rose gostaria de jogar um balde de água fria no rapaz, queria que ele percebesse que ela estava ali e que continuaria ao seu lado. Não havia porque ser tão pessimista, mesmo naquele quadro tão crítico.
— Eu sei disso. Você realmente acha que eu não sei dos seus riscos? - sua voz inicialmente era potente, mostrando sua imposição, todavia, sua segunda frase já soou sem vida, demonstrando a intensidade de sua preocupação para com ele. Naquele instante, seus olhos perderam um pouco da vida, as palavras já não tinham mais um tom duro, mas intenso, quase doloroso. — A diferença é que eu prefiro me segurar nas esperanças.
Ao vê-lo se afastar, toda a raiva da garota deu lugar a uma preocupação profunda. A expressão de irritação se desfez de suas feições e ela dirigiu-lhe um olhar curioso. Naquele instante, sentiu-se boba por ter agido daquela forma. Costumava dizer que o melhor tipo de abordagem era através de palavras doces, mas não fora isso que fizera. Aparentemente, Erick continuava tendo a péssima habilidade de despertar sentimentos conflituosos na garota, sendo ele um dos únicos capazes de realmente tirá-la do sério.
Rose se aproximou com cuidado, até ajoelhar-se ao seu lado na grama. Ela tocou seu rosto com delicadeza, obrigando-o a fitar seus olhos. Imediatamente voltou a tirar o cigarro de sua boca, dando um pequeno sorriso travesso. Ao notar seus olhos marejados, a loira sentiu seu coração apertar-se dentro do peito. Nunca havia o visto daquela forma, tão...vulnerável. Na verdade, por muito tempo achara que Erick fosse apenas o playboyzinho que aparecia nas capas de revistas. Tal conceito vinha mudando aos poucos, a ponto de permitir que uma amizade aflorasse entre eles, no entanto, ainda assim, havia muito que ela não conhecia daqueles olhos azuis profundos.
That’s the real me | Erick and Claire
Erick estava em seu nono ou talvez décimo dia ali no hospital. Eram poucas as pessoas que sabiam que ele estava em um hospital e não viajando pelo undo como disse a imprensa. Porem, não ligaram, não mandaram mensagens, não visitaram. Isso deixou Erick profundamente magoado. Era sempre brincalhão e parecia não se importar com nada, mas tinha um coração. Perceber que aqueles que considerava amigos queriam na verdade se aproveitar de seu dinheiro e fama, machucava. Erick não estava mais olhando o celular, havia desistido de esperar. Por sorte tinha Margot, a secretária amiga e que agora era enfermeira, ela sempre o acompanhava independente da situação. Também tinham as pessoas que conheceu ou reencontrou no hospital, pessoas que o fizeram lembrar da época em que tinha uma vida. pegou no bolso a carteira de cigarros e acendeu um, sentado no banco do jardim do hospital. Sabia que não deveria, afinal estava doente, mas não se importava. Era viciado na verdade, só não admitia. Aqueles poucos dias de isolamento estavam mexendo muito com sua cabeça, o fazendo enxergar o mundo de plástico ao qual pertencia e o fazendo lembrar dá época quando ainda tinha seus pais ao seu lado, ainda tinha sonhos além de aproveitar enquanto pode.
A surpresa de Rose ao reencontrar só teria sido mais agradável se não significasse que Erick estava doente. A loira, que normalmente já se preocupava excessivamente com as pessoas ao seu redor, agora mal conseguia pregar os olhos. Vez ou outra se pegava aparecendo no quarto do amigo mais vezes do que deveria, alegando checar como ele estava, mesmo que não fosse a pessoa designada a isso. Uma noite, sua inquietação era tamanha que só foi capaz de acalmar o coração acelerado ao vê-lo dormir, observando-o pela fresta da porta. O cansaço da garota já começava a se mostrar presente nas bolsas escuras abaixo dos olhos que ela tanto tentava esconder com corretivo, no entanto, Claire obrigava-se a manter o sorriso em suas feições e sempre ser otimista. Afinal, os melhores médicos trabalhavam naquele lugar, eles encontrariam e resolveriam o que quer que estivesse prejudicando Erick.
Com alguns minutos de folga após terminar suas responsabilidades, Rose decidiu dar uma volta, esperando que a brisa e o brilho da noite pudesse acalmar uma mente turbulenta. Ela passou a mão pelos cabelos, soltando um suspiro ao ultrapassar as portas do hospital. O que não esperava era encontrar, em um dos bancos um pouco a frente, Erick fumando. Fumando. Naquele instante, a personalidade normalmente alegre e doce deu espaço para um andar duro e um olhar fulminante. Ao parar na frente dele, sabia que não precisava de palavras, sua postura corporal já dizia tudo. No entanto, a imprudência do rapaz a fez explodir. — Erick?! O que você pensa que está fazendo?! - tirou o cigarro da boca dele e jogou-o no chão, pisoteando-o até que ele apagasse. — Será que não percebeu que está com problemas de saúde? E que não sabemos ainda o que você tem?! Poderia muito bem ser algo em seus pulmões e se cérebro reagindo a fim de poupá-lo de algo pior, alertando-o de quem tem algo errado. Ou então o cigarro poderia terminar por agravar seu quadro e... e... - ela não conseguiu terminar sua frase, mas ficara implícito o que ela quisera dizer.
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- Correção: nenhuma foto sua com você nela sai horrível, porém, eu era o modelo no caso, então tenho minhas dúvidas. E por favor, nem pense em mostrar essa foto para alguém aqui do hospital, nem pra Nat e muito menos pra Margot, ou elas vão me zoar pelo resto da vida. - ele praticamente implorou, sentindo suas bochechas queimarem mais uma vez. “Droga! Eu só posso ter algum problema, quem fica corando tanto assim?” pensou virando o rosto para o lado, não queria que Rose visse. Mas não aguentou e caiu na gargalhada com o discurso da loira.
- Olha, em primeiro lugar, você não vai mostrar essa foto pra ninguém, muito menos para os meus netos hipotéticos. E em segundo lugar, acho que a minha futura família hipotética vai preferir fotos de outros pessoas do que minhas. - ele sorriu timidamente, colocando a mão na cabeça da garota e bagunçando seus fios loiros. - Você não existe, Rose, só você mesmo para pensar em algo do tipo. - ainda ria da alegação dela. Porém seu riso foi apagado pela expressão dela, por um momento pensou que ela fosse recusar o convite, aquilo seria muito humilhante, por isso suspirou aliviado com a resposta. - Claro que vai ter, com direito ao maior refrigerante e uma enorme barra de chocolate, depois disso entramos no livro de records como os primeiros médicos com a pior saúde possível.
Rose cruzou os braços a frente do corpo, pendendo a cabeça para o lado e arqueando as sobrancelhas, ela parecia perguntar: é sério? — Pois eu não tenho minhas dúvidas. E continuo a me magoar com suas dúvidas a respeito de minhas habilidades. Eu conseguiria fotografar um... Uma coisa feia e deixá-la bonita, ta? - enrolou-se um pouco ao tentar em algo que poderia ser considerado horrível, já que costumava encontrar beleza em tudo ao seu redor. Afinal, como ela sempre dizia, cada um é belo a sua maneira. — Mas por que elas te zoariam? A foto ficou ótima. Eu acho que você deveria considerar colocá-la como perfil no Facebook.
— Não vou? E quem vai me impedir, posso saber? - indagou em tom desafiador, dando um sorrisinho de lado. — Porque eu não acho que você vai conseguir... - provocou, batendo com seu quadril no dele e soltando uma risadinha. — Além do mais, eu discordo. Acho que a sua futura família, nada hipotética, adorará ver algumas fotos suas quando mais novo. Especialmente da fase em que o amor entre vocês dois começou a aflorar! Garanto que a Nat concorda comigo e adoraria passar algumas dessas fotos no casamento de vocês. - Rose estava certa de que Chace gostava de Natalie, especialmente por já tê-los encontrado sozinhos em algumas ocasiões. Sob o olhar romântico da loira, os dois formavam um casal adorável, sendo assim, ela só aguardava para que admitissem logo o que sentiam um pelo outro.
— Ursinhos gelatinosos, pipoca, refrigerante e chocolate? Você me ganhou. Sou sua pelas próximas horas. - disse de um jeito exagerado, rindo ao final. — Só é melhor avisar para a Nat... Não quero que ela tenha a impressão errada e termine não me convidando para ser madrinha de vocês. - piscou para ele.

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Direi isso a ele mais tarde, quando estivermos a sós conversando sobre a vida.
É um nome muito bonito, se é que eu posso dizer. Combina com você. Rose….Nome de flor, delicado, sutil, você parece assim. Obrigado, novamente.
Por mais que desejasse manter-se séria - afinal, realmente se preocupava que o homem pudesse estar sentido dor -, foi inevitável conter a risada diante de sua resposta. Rose ainda tentou morder o lábio a fim de cessar o riso, no entanto, isso pareceu tornar a situação ainda mais cômica. — Mande lembranças a ele por mim então. E diga que quero vê-lo longe de você. Preferencialmente, longe de todos dos hospital. - falou, cruzando os braços. — Não gosto de ver as pessoas machucadas... - admitiu com sinceridade, franzindo o cenho ao se dar conta do que dissera. — Bem, obrigada. Acho que quando me nomearam Rose, essa foi a intenção. Deixar claro o que eu seria no futuro. E ai de mim se não correspondesse as expectativas... - sua voz possuía um tom divertido, mas, no fundo, a loira temia que existisse ali uma verdade maior do que gostaria de admitir.
seattlegracehospital-rp:
Rose Claire Beauregard tem 26 anos , é Residente e dizem que ela é muito parecida com Dianna Agron , mas são só rumores. Para o bem de todos do Seattle Grace Hospital, ele está indisponível.
❝ “Once upon a time, happier ever after. The stories we tell are the stuff of dreams. Fairy tales don’t come true. Reality is much stormier. Much murkier. Much scarier. Reality it’s so much more interesting than living happily ever after.”
✚ We were down in the hospital ✚
Vestidos estonteantes, sapatinhos de cristal, bailes exuberantes. Que garotinha, ou mulher, nunca sonhou em ser uma princesa? O fato desconhecido por tais sonhadoras de plantão é que o castelo é na verdade uma prisão.
Fruto do casamento arranjado entre família aristocratas francesas - com importância política preservada ao longo dos séculos -, Rose nasceu em um ambiente acolhedor e estável. Como uma Beauregard, tinha etiquetas e deveres para seguir, os quais eram levados muito a sério, especialmente por sua avó materna. No entanto, logo cedo seu bom humor mostrou-se presente nos terrenos da família, fosse por meio de doces desaparecidos na cozinha, corridas nos amplos corredores ou escaladas nas mais belas árvores do jardim. A inconformação da garota com os costumes arcaicos que lhe eram impostos foi ficando clara pouco a pouco, culminando com a exigência, por meio de um discurso inspirador, de uma vida normal - tendo ela não mais do que 4 anos. Já naquela época dava sinais de sua aptidão intelectual e artística, sendo fluente em sua língua materna e inglês, bem como uma pianista promissora. Deparando-se com tanto potencial, a reação da senhora Beauregard não foi outra a não ser calar seus questionamentos ao encher sua agenda.
Assim, Rose Claire cresceu em um ambiente agitado, intercalado entre aulas de etiqueta, artes, idiomas e a escola, a qual era designada apenas para os descendentes da nobreza que costumava dominar o país no século XVII. Quando se deu conta, completava 13 anos, tendo avançado duas séries na instituição por seu desempenho brilhante. Naquele mesmo ano, recebeu o convite para passar um tempo com uma parente distante que residia nos EUA; e, enxergando a oportunidade de ouro, agarrou-a sem hesitar.
Apesar de fluente no idioma, seu sotaque carregado - bem como a aparência e pequenez em relação aos demais alunos de sua sala - chamava atenção por onde passava. Dona de uma personalidade cativante, não tardou para que sua presença se tornasse requisitada a ponto de garanti-la o título de popular, o qual foi apenas reafirmado ao conquistar o posto de chefe das líderes de torcida e namorada do capitão do time de futebol americano. O esperado para uma garota como ela era um futuro de arrependimentos e futilidades, no entanto, a Claire estava longe de ser como as demais. No último ano escolar, foi aceita no curso tão sonhado de medicina, na melhor faculdade do país. Poré, como dizem, tudo o que é bom, dura pouco; e no caso de Rose não foi diferente. A loira estava em seu 5° período quando uma ligação a obrigou a voltar para casa.
A notícia a respeito da doença repentina de uma tia querida revirou sua vida e mesmo os melhores médicos do mundo pareciam de mãos atadas diante da situação da mulher. Naquele instante, seus conhecimentos em nada eram úteis, de modo a fazê-la se questionar a respeito do tão sonhado curso. Se não seria capaz sequer de ajudar um ente querido, então de que adiantaria se graduar? Desolada e sem respostas, Rose se viu presa ao que parecia uma memória antiga, na qual comparecia a eventos chiques, recebia convidados importantes e se preparava para tomar o posto como a herdeira dos Beauregard.
Os próximos meses passaram como em um flash, as exigências do cargo ocupado eram cumpridas, mas o brilho no olhar de Rose parecia há muito perdido. Somente quando, através do que os médicos chamaram de um milagre da medicina, sua tia recuperou-se, que a chama no peito da garota voltou a acender. Diante dos sinais que a jovem demonstrava, a reação imediata da avó foi tentar mantê-la com a família, na França. No entanto, nada que a mulher dissesse a faria mudar de ideia. O espírito da garota pedia por liberdade: ela ansiava por conhecer o mundo e salvar vidas.
Ao regressar à faculdade, havia perdido um ano de aulas, não tendo outra opção a não ser se formar mais tarde do que o previsto. Em decorrência de suas notas excepcionais, conseguiu uma vaga como interna em um hospital renomado em Massachusetts; todavia, cansada da rotina moldada, optou por ser transferida para o Seattle Grace Hospital, com o intuito de recomeçar. Logo seu esforço e dedicação firmaram sua imagem como uma profissional competente, a qual busca sua especialização em neurologia.
✚ Waiting for you to get well ✚
Connections:
Ethan Vernon: Conhecido em seu período como interna no hospital, o rapaz imediatamente conquistou seu respeito e admiração. Apesar do jeito mal-humorado, o homem pareceu escolhe-la como uma das felizardas autorizadas a conhecer seu lado mais doce - fato o qual Rose valorizava muito, mesmo que desconheça o motivo de tamanha confiança.
Thomas Eschoff: Como chefe das lideres de torcida, era esperado que a garota namorasse o capitão do time de futebol americano. E assim foi feito. Os dois grandes amigos se viram diante de uma situação em que os sentimentos eram turvos e incertos, terminando por confundirem uma amizade com uma paixão. Mesmo assim, o relacionamento foi carinhoso e estável, chegando a um fim com uma discussão em que ambos concordaram que o melhor seria regressarem à amizade anterior.
Evan Dolan: Possuem uma relação amigável que perdurou durante os últimos anos. A loira tem um grande apreço pelo rapaz e seu passatempo preferido é brincar com seu mal-humor.
✚ In the ambulance, you’re laughing ✚
{+} Determinada, cativante e otimista. {-} Perfeccionista, ingênua e teimosa
Observou enquanto Micah ficava parado como uma estátua e via da porta que a loira havia tirado várias fotos, e ela parecia de fato ter um dor para isso. Eva sorriu e voltou seu olhar até o garotinho -Viu só, Micah? Nem precisei contar, ela foi tão rápida, não é? -brincou e entrou no cômodo, cutucando sua barriga por um instante -Vejo você na quinta, okay? -esperou que ele assentisse e saiu do quarto, esperando para falar com a mulher que estava tirando fotos.
Rose soltou uma risada sincera, de certa forma aliviada por conseguir as prometidas fotos. Sendo assim, as encaminharia assim que tivesse alguns minutinhos de intervalo. — Obrigada, Micah. - disse para o menininho, depositando um beijo em seu rosto antes de sair do quarto, fechando a porta atrás de si. — Eu não sei como agradecer. A mãe dele está pedindo por uma foto dele há muito tempo e toda vez ele parece dificultar meu trabalho propositalmente...
Quanto tempo de atraso?
Rose abaixou o olhar, encontrando os ponteiros de seu relógio e soltou um suspiro. — Quatro horas, no mínimo.
— Mas, se tudo correr bem, podemos fazer a cirurgia ainda hoje. Mais alguns dias em observação... E tenho certeza de que ele voltará para casa semana que vem. - disse em seu costumeiro tom otimista.
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Depois de conseguir escapar da câmera de Rose, Chace puxou a loira pela mão para leva-la até o refeitório, estava morrendo de fome e tinha certeza que viu uma pizza lá hoje mais cedo, a pizza do hospital não era a melhor do mundo, mas pelo menos dava pra matar o desejo. - Você não vai mesmo me dar essa foto horrível que tirou de mim, né? - a rapaz perguntou desconfiado a encarando com os olhos semicerrados. - Qual é, Rose? Você tem praticamente um portfolio meu. - ele riu. - Então, queria te perguntar uma coisa, eu tô louco pra assistir o novo 007, mas ninguém quer ir comigo, e como eu sei que você é uma boa amiga, tenho certeza que não vai negar o convite. - ele chamou um pouco nervoso, não queria que rose achasse que aquilo era um convite para um encontro, por mais que ele quisesse ter um encontro com ela.
Rose ainda buscava o ângulo certo para outra foto - tentando chegar em um efeito harmonioso entre luz e sombra e paisagem e modelo, ou era isso o que dizia que Chace era, com o intuito de perturba-lo - quando o amigo a arrastou até o refeitório. Soltando um ris9 doce, a loira finalmente se deu por vencida, abaixando a máquina e guardando-a. — A foto que você aparece corado? Não, não. - concordou, em meio a uma risada. — Mas, primeiramente, estou ofendida com a sua alegação. Nenhuma foto minha sai horrível, entendido doutor? - Rose tentou manter-se séria, mas seus lábios inevitavelmente se desenharam em um sorriso. — E jamais farei para você. Afinal, não sabe apreciar a minha arte. Talvez, quem sabe, num futuro longíquo, eu não a dê para um de seus netos. Preferencialmente alguém que possa concordar que você ficou adorável naquela foto. E quando você tiver tantas fotos suas para mostrar para sua família, você me agradecerá!
A loira prestou atenção no que ele dizia, transformando seu sorriso em uma expressão pensativa. A mão foi até o queixo, alisando-o suavemente, é um vinco se formou em sua testa. Na verdade, Rose já sabia a resposta para a pergunta de Chace, no entanto, queria dar um pouco de suspense e um ar divertido para descontrair - especialmente porque ela poderia jurar que ele parecia tenso, seja lá qual fosse o motivo para isso. — Depende... Essa seção de cinema incluiria ursinhos gelatinosos e pipoca? Se sim, pode contar comigo.

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Você é muito atenciosa, eu agradeço. Não foi realmente nada, mas, obrigado.
Jeffrey Shepherd, muito prazer.
Rose deu de ombros como se dissesse que não fora nada demais, o que era verdade. Afinal, ao optar por fazer medicina, a loira escolhera também ajudar as pessoas, fossem seus problemas sérios como um câncer terminal ou mais leves como um olho roxo. — Diga que não foi nada para esse hematoma no seu rosto. - caçoou do homem, rindo. — Eu sou Rose. Rose Claire Beauregard e o prazer é meu.
Realmente não é necessario, mas, se você insiste, eu agradeço.
Rose concordou com a cabeça. — Eu insisto. - assegurou, conduzindo-o até uma das poltronas. — Sente-se que eu vou buscar um pouco de gelo e já volto. - pediu antes de sair. A loira regressou logo em seguida, trazendo um embrulho em mãos. — Pronto. Não queremos que você queime a sua pele, não é mesmo? - brincou, referindo-se ao pano de tecido fino que envolvia as pedras de gelo.