Erick não costumava ficar nervoso ou demonstrar nervosismo mas ao ouvir as palavras a enfermeira seu coração acelerou muito em questão de segundos. Tinha medo que desse tudo errado. Ele a observou ir fechar a porta e afastou um pouco para dar espaço a ela. Colocou os braços envolta dela. Aquela pergunta o deixou com medo. “Volta pra mim” A frase continha certo sentimento de posse que até então Erick não havia notado a existência. Se assustava com isso pois era um sinal de comprometimento, mas apesar de assustar-se não achava ruim. Com certeza queria que a cirurgia desse certo, tanto por causa da sua propria vida e de tanto que ainda queria fazer, quanto poque queria ter a chance de estar mais com Aly. Era diferente o que sentia com ela e não queria morrer sem experimentar mais um pouco disso. –Pouco? Eu estou com muito. Mas eles sabem o que estão fazendo, eu vou voltar otimo aquela sala de cirurgia e vou ter muito mais tempo com você. Ou acha que eu morreria sem ter ido pra cama com você? De forma alguma– Ele riu com isso, não podia perder a oportunidade da brincadeira –To brincando tá?– falou ainda rindo um pouco, não que não quisesse aquilo mas com certeza não era o momento de falar disso –Também não quero perder você Aly, por enquanto, eu não me importo em definir ou saber o que vai acontecer entre a gente, eu só quero que dure porque…me sinto bem com você. Eu vou voltar, prometo– Ao falar isso Erick ouviu algumas batidas na porta. Tomou os lábios dela a beijando intensamente, tendo em mente de que aquele poderia ser um ultimo beijo. –EU vou falar uma coisa e não quero que se assuste com isso, mas se eu não voltar, eu não quero ir tem ter dito, porque é com certeza algo que eu gostaria de falar um dia. Eu te ama Aly– e nisso, ele a soltou para deixar que abrisse a porta, onde certamente a enfermeira esperava para leva-lo.