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[November, 1977] Girls night out — Marley, Flor & Doe
A recente festa de Halloween, realizada uma semana atrás, trouxera diversas surpresas para a grifana que atende pelo nome de Florence Goldstein. Se alguém tivesse perguntado a ela, minutos antes de a festa começar, quais seriam suas expectativas, definitivamente o que aconteceu não estaria entre as possibilidades listadas. Não que ela tivesse infeliz com o resultado, muito pelo contrário, não conseguira ser otimista o suficiente para acreditar que a noite teria um desfecho como aquele. Desde então, era como se a loira vivesse nas nuvens, no mundo da Lua. Por mais feliz que estivesse era impossível não notar o vazio que os olhos de Marlene McKinnon carregavam em si e, apesar de a intimidade entre as amigas ser bem extensa, Flor sabia reconhecer quando a colega de quarto precisava de espaço, e esse era um desses momentos. Ainda assim, não podia deixar de imaginar o que acontecera para que Marlene ficasse assim. Talvez não tivesse gostado da surpresa de aniversário que ela e Sirius fizeram? Ou… Sirius. Provavelmente algo envolvendo Sirius.
Deitada em sua cama no dormitório feminino das setimanistas da Gryffindor, Florence não pode deixar de dar um leve soco em seu travesseiro enquanto pensava. Boys. What on Earth have you done now, Sirius? Aparentemente, sua leve (não tão leve assim) descontada momentânea de raiva não passara desapercebida justamente pela garota em quem pensava ao fazer isso. Ela estava acordada, então. Mais um motivo para adicionar à lista de evidências que algo estava errado: Marlene costumava dormir fácil e tranquila. – Yes, I’m up. What’s wrong? – murmurou para a cama ao lado ocupada pela loira, enquanto levantava seu tronco da cama. – Yeah, me neither. Common Room and firewhiskey are possibly the three best words I’ve heard today – com um riso fraco, levantou-se da cama, sentindo o chão gelado sob seus pés assim que o fez. Hesitou em pegar um robe ou alguma coisa para esquentá-la naquela noite fria de Novembro, mas imaginou que o firewhiskey faria esse trabalho em alguns minutos.
Esperou até que McKinnon chegasse até a saída do dormitório, com a garrafa em mãos, para descerem as escadarias que davam no Salão Principal da Casa. – Is something wrong, Marley? – Não pode evitar em perguntar o óbvio, na esperança que uma semana fosse tempo suficiente para ela finalmente ter vontade de se abrir e contar sobre o ocorrido, enquanto descia um degrau de cada vez. Finalmente, seu olhar alcançou a lareira com o fogo crepitante do local e, no sofá à frente, estava Dorcas Meadowes. – Doe! Can’t sleep either? We’ve got firewhiskey – apontou para a mão em que Marley segurava a garrafa, exibindo uma animação verdadeira enquanto ocupava um dos lugares vagos do sofá ao lado de Dorcas.
Exalou a fumaça que até então esteve presa em seus lábios, deixando que a nuvem cinzenta dançasse em direção a enorme janela de vidro do salão comunal de gryffindor, que estava aberta para a noite escura e repleta de estrelas. Uma das mãos deslizou pela página amarelada de The Book of a Thousand Poems antes de passar para a seguinte enquanto a outra puxava as mangas do suéter carmesim que cobria a camisola de seda e a protegia do frio. Dorcas remexeu os dedos dos pés envoltos por grossas meias de lã na tentativa de estralá-los, tirando uma mecha de cabelos dourados do rosto e procurando uma posição mais confortável no grande sofá imediatamente a frente da lareira, que ainda crepitava em meio a madrugada. Encostou momentaneamente a cabeça no macio encosto quando ouviu passos vindos da escada em espiral que levava aos dormitórios.
A garota imediatamente fechou o livro de capa azul e apagou o cigarro em um cinzeiro que flutuava ao seu lado graças a um feitiço. Girou o corpo para conseguir enxergar quem descia os degraus de mármore, captando uma abafada voz feminina que lhe pareceu bastante familiar. Colocava-se de joelhos no estofado de veludo vermelho e apoiava os braços nos encostos almofadados quando Florence Goldstein e Marlene McKinnin surgiram no portal de pedra clara juntamente com uma garrafa de firewhiskey. Aparentemente, Dorcas não era a única aluna da casa de Godric que estava com dificuldades para dormir naquela noite de novembro. "Thank Merlin you two came up with something fun to do. I was starting to think I would have to read all of my books in one night to get through this bloody insomnia." E então um sorriso divertido rapidamente surgiu no rosto da garota de cabelos claros, que finalmente teria a companhia de alguém enquanto tentava buscar sono. Desde pequena tivera problemas com insônia, era bem verdade, mas ultimamente estava se tornando cada vez mais difícil ter horas regulares de sono com tantas preocupações, que iam desde os textos que deveria ler e os tópicos que deveria estudar para os N.I.EM.s até um certo capaz de cabelos avermelhados.
"Please, bring this bastard over here. Merlin knows how much I need some firewhiskey." O livro já havia sido esquecido na poltrona ao lado e Meadowes acenava para as duas colegas de dormitório para que ocupassem lugares vagos no sofá em que estava, afastando pergaminhos e outros títulos esquecidos por alunos para que pudessem se acomodar com mais conforto. "Ladies, how about a drinking game?" A sugestão foi feita com um empolgado sorriso. Truth or Dare era bem mais divertido quando jogados por bruxos, veja bem.
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hello, deer :3
Hey, blondie! How is your hangover after last night little reunion? Merlin, mine is terrible. Glad you are here to cheer me up.
Miss you, Doe.
Oh, soon you are going to have a Doe’s overdose, Alice, my dear. We are going to Hogsmeade together this weekend like old times and I don’t take a no for an answer.

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Dorcas Meadowes, a collection. [x]
Faith, Trust and Pixie Dust | Gideon & Dorcas [Halloween]
Repensando naqueles dois meses que se passaram desde o início de seu sétimo ano letivo em Hogwarts, Gideon Prewett não conseguiu pensar em um momento que estivesse tão animado quanto aquele. A festa de Halloween trazia consigo uma expectativa considerável acerca de uma garota que, ultimamente, ficava muito em sua mente: Dorcas Meadowes. Sendo da mesma casa e do mesmo ano, era inevitável que fossem amigos, praticamente desde o primeiro ano, mas Gid sentia que esse olhar que tinha em relação a ela havia mudado com eventos recentes. O primeiro evento fora uma conversa, uma simples conversa, que fizera ambos chegarem à conclusão que deviam se falar mais e beber uma cerveja amanteigada em Hogwarts. Não houve tempo suficiente para que o ruivo fizesse o convite, já que Fabian, conforme tinha planejado, fizera um leilão do irmão. E, para a surpresa de Gideon, Dorcas dera o maior lance. A festa do dia 31 de outubro viera em hora certa, disso ele tinha certeza.
Na semana antecedente ao evento, Gideon e Fabian gastaram algumas horas da tarde confabulando e tendo ideias sobre as fantasias que usariam. Depois de passar por Peter Pan, Homem de Lata, Superman e mais outros personagens, Gid finalmente decidiu-se por algo simples: cowboy. Com a ajuda de Molly, sua irmã, arranjou tudo que precisava, inclusive o tradicional chapéu, e estava tudo pronto para o Halloween, para Dorcas. Ficou incerto sobre o que devia fazer, esperá-la no Salão Comunal? Procurar na festa e fingir que o encontro fora casual? Tentou esperar um pouco, mas, quando vira que já passava de 22h30 e nem sinal da loira, passou pelo retrato da Mulher Gorda e juntou-se a Fabian no Salão Principal. A aglomeração de alunos no local – que fora muito bem preparado, diga-se de passagem, pelos Marotos, Fabian e ele mesmo – trouxera lembranças da última festa, a de início de ano. Junto com as memórias da festa, memórias de River Song, do beijo. Pela primeira vez em um longo tempo, Gideon percebera que não doía mais pensar na ex-namorada. Claro, estaria mentindo se dissesse que tinha esquecido a ravina de fios loiros, mas finalmente aprendera a lidar com o que sentia.
Ao contrário da última festa, não procurava cabelos loiros. Nem Dorcas, nem River. Estava com seu irmão, na mesa de comidas e bebidas que eles montaram, servindo-se de uma dose generosa de ponche que, obviamente, já havia sido batizado por outra pessoa. - Cheers to whoever did this, mate! – Brindou com o irmão, levando o copo aos lábios e sorvendo o líquido. Assim que abaixou o copo e virou o corpo para o restante do Salão, encontrou justamente quem queria. Usando um vestido que deixava boa parte das longas pernas de Dorcas para fora, estava a grifana vestida de Tinkerbell. Tinkerbell. Amaldiçoou a si mesmo por ter desistido de usar a fantasia de Peter e, levando a mão direita ao chapéu, retirou-o e fez uma reverência exagerada. – I do believe in fairies – a conhecida frase que envolvia a personagem saiu dos lábios sorridentes de Gideon, que agora mirava os olhos da loira depois de demorar-se um pouco demais na parte inferior do vestido.
"I hate these bloody..." Murmurou entredentes, apoiando-se em um tronco de árvore para dar um pouco de alívio aos pés que, mesmo em poucos minutos de festa, já reclamavam do salto alto. Acabou tirando um deles e permitiu-se fazer uma rápida massagem no peito do pé esquerdo, agradecida pelo fato de que todo o grande salão estava mal iluminado o suficiente para que ninguém realmente reparasse em uma Dorcas Meadowes recolhida a um canto e completamente concentrada em um revigorante afago nos pés. Estava pronta para repetir o processo no direito quando avistou ao longe a figura de Gideon Prewett, quase irreconhecível em sua fantasia de cowboy, e então a gryffindor recuperou a compostura antes que o colega de casa pudesse flagrá-la naquela situação.
Doe endireitou o corpo e alisou o tecido fluido da saia do vestido verde que usava, que era um pouco mais curto do que as roupas que estava acostumada. Tinkerbell era a sua fantasia. Uma fada, segundo Florence. A amiga não explicou muito a respeito da tal criatura, mas disse que fazia parte de um livro trouxa muito conhecido. Era bem verdade que preferia usar qualquer coisa confortável que pudesse ser tirado de seu guarda roupas, mas Florence não permitiu que deixasse o dormitório feminino do sétimo ano de gryffindor usando somente vestido e coturno, não. Era Halloween e todo o castelo estava decorado para a ocasião, Dorcas poderia muito bem fazer um esforço e fantasiar-se devidamente. Mesmo achando que talvez algo mais sombrio e sangrento fosse mais apropriado - afinal, era Halloween - a loira estaria mentindo se dissesse que não havia gostado do resultado final. Sentia-se mais feminina do que o normal, não podia negar. Havia até notado que um ou outro garoto direcionaram a ela olhares demorados demais para serem considerados socialmente aceitáveis e Doe considerou que isso era certamente algo positivo. Ainda que jamais fosse admitir isso em voz alta, não sabia, no entanto, se ele iria olhar para ela daquela forma. Afinal, era inegável: havia se deixado ser arrumada pelas colegas de dormitório numa tentativa de impressioná-lo, quer aceitasse aquela realidade ou não.
"Just... try to act normal." Colocou uma mecha dos cabelos dourados e ondulados atrás da orelha e voltou ao aglomerado de alunos, cumprimentando um ou outro conhecido com um sorriso até alcançar a mesa de comidas e bebidas aonde, curiosamente, Gideon estava. Apenas uma coincidência, é claro. Procurava por algum firewhiskey com toda a normalidade que conseguiu reunir até notar a aproximação do rapaz, que retirou o chapéu e a cumprimentou com... uma frase incomum. Dorcas olhou para Prewett e seus cabelos ruivos com uma expressão confusa, chegando a piscar uma ou duas vezes enquanto balançava a cabeça positivamente e bebericava um pouco de sua bebida para ganhar tempo para que seu cérebro processasse a informação recebida. "It's... good to know, Prewett. I guess." Apressou-se em dizer, tentando contornar o fato de que não fazia a mínima ideia do que ele estava falando. "Agora me diga, quantas destas você já bebeu para sair dizendo a todos que acredita em fadas?" Acrescentou logo em seguida, sorrindo de forma descontraída para o ruivo e apontando para o copo que ele ainda tinha em uma das mãos. "Por que eu irei entender se você também disser que titica de coruja é iguaria." E então tentou ser engraçada, por que esta era a sua única saída em um momento como aquele. "Merlin, please help me."
Elizabeth Olsen, photographed by Cass Bird for Interview Germany
VERITASSERUM: Se você tivesse a oportunidade de falar algo para sua mãe, o que diria?
Hi, Elle. I will not call you mom because you don’t deserve that. Oh, and fuck you.
VERITASERUM: o que sente pelo gid?
Ninguém mais faz perguntas fáceis por aqui?
Gideon é um cara incrível, e quando digo isso, quero dizer… realmente incrível. Mesmo sendo do mesmo ano e da mesma casa que ele, nunca fomos muuuito próximos e hoje me arrependo um pouco por isso. Eu estaria mentindo se dissesse que não me sinto atraída por ele. Digo, você já deu uma olhada nele? Não estou falando somente pelo fato dele ser ruivo, mas Gideon é um cara charmoso e não é todo homem que te faz se sentir tão envolvida logo de cara. Ele me faz rir, me faz admirar a pessoa que ele é, me faz querer ser mais próxima dele e… é, me faz querer fazer outras coisas também, se é que você me entende…
Ele me faz me sentir confusa também. Porque é tudo tão… novo e estranho, sabe? Quando se vive tanto tempo querendo se manter segura em assuntos do coração, desejar se arriscar desse jeito é muito diferente pra mim. Sempre fui bem realista sobre essas coisas e nunca fui o tipo de garota que fica esperando por um príncipe encantado. Pra mim, essa ideia de viveram felizes pra sempre é um monte de titica de coruja. Relacionamentos não duram pra sempre, não são um mar de rosas e você tem mais chances de se machucar do que sair ilesa de um, mas, apesar de tudo isso, Gideon me faz querer… me arriscar mais. E eu gosto disso.

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quer dizer que você dança ballet?
Sim, danço! Quer dizer, tento. Não sou tão graciosa quanto gostaria, sabe? Me colocar no ballet foi uma tentativa do meu pai de me inserir em um ambiente mais feminino, diferente daquele que estou acostumada no pub com os amigos dele.
Apesar de preferir ver meu pai e tio Neil beberem como velhos ogros e contarem as histórias mais cabeludas do mundo, nunca me arrependi de ter tido aulas de ballet. Foi lá que fiquei mais próxima da Maureen, que é como se fosse minha… mãe. Não fosse por ela, eu iria detestar essa palavra pra sempre.
BELLES FEMMES: a playlist;
“That’s the thing about girls. Every time they do something pretty, even if they’re not much to look at, or even if they’re sort of stupid, you fall in love with them, and then you never know where the hell you are. Girls. Jesus Christ. They can drive you crazy. They really can.” ― J.D. Salinger, The Catcher in the Rye
i. Tennis Court - Lorde | ii. Thirteen Thirtyfive - Dillon | iii. Wasting My Young Years - London Grammar | iv. Beast - Agnes Obel | v. Btsk - MS MR | vi. Where Is My Mind (Pixies cover) - Sunday Girl | vii. My Moon My Man - Feist | viii. I Know Places - Lykke Li | ix. That Is What Makes Us Girls - Lana Del Rey | x. Anthems For A Seventeen-Year-Old Girl - Broken Social Scene | xi. Wicked Games (The Weeknd cover) - Coeur de Pirate | xii. Under Your Spell - Desire | xiii. Pretender - Sarah Jaffe | xiv. The Love Club - Lorde
LISTEN | ©
Dorcas Meadowes' costume for the Halloween Party: Tinker Bell
Dorcas Ophelia Meadowes | Gryffindor | Halfblood | 7th year
"To be nobody-but-yourself - in a world which is doing its best, night and day, to make you everybody else - means to fight the hardest battle which any human being can fight; and never stop fighting." E.E. Cummings.
Nacionalidade: Escocesa.
Varinha: Possui trinta e um centímetros e meio e é feita de teixo, uma nobre madeira que se encontra entre os tipos mais raros para fabricação de varinhas, conhecida por possuir a fama de se doar totalmente ao seu possuidor, podendo ser boa com maldições e duelos. Varinhas de teixo nunca escolhem um dono tímido ou medíocre e seus mestres são geralmente bruxos protetores. Diz-se que onde há bruxos enterrados com varinhas de teixo, elas geralmente criam brotos para proteger seu túmulo. Com o cerne feito de pena de fênix, possui uma natureza bastante volátil. Seu punho é confortável e sua extensão é coberta de delicados floreios decorativos.
Patrono: Gazela.
Extracurricular:
Duelling Club.
History
Originários da Escócia, os Meadowes não são uma família tradicional ou de nome importante na sociedade mágica. Apesar do sobrenome ser bastante antigo e estar associado a uma ou outra personalidade que ganhou certo destaque em dias que já não existem mais, seu sangue nunca foi inteiramente puro. Depois de séculos, os repetidos casamentos com trouxas e a manifestação de um posicionamento totalmente aberto à igualdade sanguínea fez com que a família passasse a ser ignorada pelos clãs mais ilustres do Reino Unido, deixados de lado como a maçã podre que muito facilmente poderia contaminar os demais frutos da cesta. Não que isso fizesse muita diferença para eles, é claro. A movimentada vida repleta de eventos sociais dos influentes clãs que residiam na grande Londres jamais interessou os Meadowes, que desde sempre preferiam os dias pacatos da deslumbrante paisagem escocesa. O verde, o ar fresco, as florestas e o mar revolto estão diretamente ligados à história da família, veja bem.
Ramsay Meadowes era, de fato, um bruxo admirável. O Ravenclaw dedicou boa parte de sua vida ao conhecimento, realizando as mais variadas pesquisas nos campos da História da Magia e na análise de artefatos mágicos, trabalhando como inventor e construtor por anos. Casado com Fiona desde pouco tempo depois de sua formatura em Hogwarts, conseguiu construir uma família bastante numerosa com a namorada dos tempos de escola, sendo quatro os filhos do casal: Malcom, Fergus, Moira e Neil.
Fergus sempre se mostrou um jovem impulsivo e deveras irresponsável, mas foi na música que o rapaz encontrou sua verdadeira vocação. Gryffindor como a mãe, formou uma banda com os amigos enquanto ainda estudava em Hogwarts, o grupo de rock que anos mais tarde se tornaria popular em todo o Reino Unido, no universo bruxo e trouxa. Estavam no auge da carreira, adorados por uma legião de fãs e dividindo-se entre turnês, garotas e bebedeiras quando Fergus conheceu Elle Faulkner, uma espirituosa Ravenclaw que iniciava sua carreira de jornalista. A estrela do rock parecia ter encontrado um novo sentido em sua vida.
O romance foi intenso e fugaz desde o princípio, visto que Fergus e Elle simplesmente não conseguiam ficar um minuto sequer separados. Meadowes comprou um pequeno apartamento na grande Londres para que pudessem se encontrar sempre que ele arranjava um tempo livre entre as viagens e as gravações em estúdio. Era evidente o quanto Elle lhe fazia bem, provocando uma série de mudanças positivas em sua vida. Era um novo homem, estava sóbrio na maior parte do tempo e havia deixado de se comportar como uma desagradável e arrogante celebridade, focando em sua carreira e no futuro que desejava construir ao lado da namorada.
Então Elle descobriu-se grávida. Quem observasse o casal por breves segundos naquela época notaria a divergência de reações à notícia e talvez percebesse alguns sinais sutis do que viria nos anos que se seguiram. Fergus estava em êxtase. Extremamente animado com a ideia de ser pai, o músico não conseguia falar de outra coisa, imaginando como o ser que crescia no ventre de Elle seria quando viesse ao mundo, que nomes dariam a criança e o que faria caso fosse um menino e caso fosse uma menina. Elle, por sua vez, estava desesperada. Jamais imaginou que aquele namoro com uma das personalidades mais populares do Reino Unido resultaria em algo tão sério e se considerava jovem demais para ser mãe. Estava completamente assustada, mas foi o entusiasmo de Fergus que a tranquilizou. Ele havia mudado muito desde que tinham se conhecido e algo lhe dizia que Meadowes seria um bom pai. Isso lhe pareceu suficiente.
Dorcas Ophelia Meadowes nasceu no final de junho e era uma criança auspiciosa. Seu pai encontrava-se totalmente encantado por suas pequenas mãozinhas, olhos verdes e cachos loiros, mimando-a sempre que tinha a oportunidade. A mãe, por sua vez, apenas tentava ser tão boa naquele papel quanto Fergus, que parecia ter um talento natural para a paternidade. Seus avós, tios e primos a receberam calorosamente do jeito que somente uma família numerosa sabe fazer. Doe veio para unir, consolidar e mudar drasticamente a vida de seus pais, e foi exatamente isso o que fez.
Os primeiros anos da pequena família foram bastante felizes, isso é verdade. Ainda vivendo no apartamento em Londres, Elle havia conquistado um enorme destaque na revista que escrevia, ao mesmo tempo em que Fergus caminhava para uma trajetória musical mais madura, produzindo o primeiro álbum de sua carreira solo, aquele que anos depois diversos críticos musicais apontariam como sendo o momento mais inspirador de sua carreira. Havia dado as costas para as guitarras ensurdecedoras, os shows zangados e as noites de bebedeira e aprendera a apreciar sua própria música e a sentir-se realmente orgulhoso do que fazia.
Dorcas tinha três anos de idade quando Elle deixou o marido e a filha para trás. Havia começado a se envolver com o editor chefe da revista em que trabalhava, apaixonando-se como nunca antes pelo homem culto, educado e importante que era Lars Thibault. Para Fergus, deixou apenas um bilhete dentro do guarda-roupa completamente vazio.
Pai e filha regressaram a Escócia para a pequena cidade litorânea em que Fergus havia crescido, onde os dois passaram a viver no charmoso sobrado ao lado da espaçosa casa dos Meadowes. Ramsay e Fiona receberam o filho e a neta de braços abertos e ajudaram o homem a não somente cuidar da pequena, mas a reconstruir-se. Talvez fosse exatamente aquilo de que precisava: a família e os amigos. Voltar a suas origens ajudara bastante, é claro, mas foi sua devoção a filha que o impediu de desistir frente a primeira dificuldade.
Passou a administrar um pub com um amigo de infância, afastando-se dos holofotes, dedicando-se a paternidade e relembrando sua paixão pela música quando realizava alguns pequenos shows na cidade ou ensinava Doe a tocar algum instrumento. Desde muito nova a menina e vivos olhos verdes mostrava-se extremamente parecida com o pai nos gostos e na forma de se comportar e ambos viviam uma admirável parceria que comovia quem parasse para observá-los. Fergus e Dorcas cuidavam um do outro, entenda.
A pequena Meadowes cresceu em meio ao caloroso ambiente familiar, tendo a avó e uma amiga de infância de seu pai como figuras maternas. Elle jamais fez falta. Fergus nunca realmente falou da mãe da garota e Doe demonstrou pouco interesse em saber a respeito. Não fosse por Fiona e Maureen, Dorcas provavelmente teria adquirido os modos brutos de Fergus e seus amigos e não teria ideia do que significava ser uma garota.
Ao longo de sua infância, a Doe aprendeu a observar os outros a seu redor e a aproveitar ao máximo aquilo que as pessoas tinham para lhe ensinar. De Maureen, aprendeu a ser mulher; do avô, encontrou o interesse em animais; do pai, compartilhou de sua paixão pela música e do tio Neil aprendeu que para sobreviver, era necessário que soubesse lutar pelo que acreditava e o que achava certo. Talvez a única coisa que tenha aprendido por si só seja, de fato, uma das partes mais importantes de sua vida: a poesia. Desde a infância tinha um grande interesse por literatura, tendo vovó Fiona e sua extensa biblioteca como incentivo. Romances a encantavam mas foi a poesia que despertou em Dorcas uma crescente paixão ao ponto de fazê-la fundar um pequeno clube de poesia que se reunia no pub de seu pai nas noites de sexta, onde recitava e sentia-se imensamente feliz apenas em ser ouvida. Ela gostava daquilo, do palco, do nervosismo, de atuar e recitar e de saber que poderia inspirar e ser inspirada. Keats, Byron, Bukowski, Whitman e Dickinson, estes eram seus heróis, os quais a garota fez questão de homenagear colocando seus nomes em animais. Mesmo que o cão de nome Bukowski tivesse de ficar na casa de seu pai na Escócia, Dorcas levou o gato chamado Keats consigo logo em seu primeiro ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e nos seis que vieram depois.
Gryffindor foi a casa para onde foi selecionada, exatamente como seu pai e sua avó, e desde então a garota jamais se imaginou em um lugar diferente. Logo nas primeiras semanas de aula, fez tanto amizades quanto inimizades, porque a menina de cabelos castanhos claros era simplesmente impaciente demais para lidar com pessoas dotadas de um errôneo complexo de superioridade. Mesmo que se interesse por quadribol e achesse o esporte bastante interessante, jamais tentou uma vaga no time de sua casa por conta de um trauma adquirido depois de ter quebrado a perna nas aulas de voo do primeiro ano. Destacou-se em matérias como Trato das Criaturas Mágicas e Feitiços, mostrando-se uma talentosa duelista depois de ingressar o Duelling Club. Seu tio Neil – um auror – constantemente lhe dava aulas no verão com o intuito de ensiná-la a melhorar seus reflexos e hoje Dorcas sente-se orgulhosa por sua admirável evolução. Pensa em trabalhar com arte e música assim que se formar, mas acredita que terá de adiar seus planos por conta do conflito que cresce a cada dia na sociedade mágica. Os últimos ataques a fizeram perceber que ninguém realmente está a salvo e Doe nunca temeu tanto pela segurança de seus familiares do que agora, afastada de todos e reclusa no castelo de Hogwarts. Deseja lutar, mas tem medo de perder os que ama caso resolva tomar um lado.
Personality
Apesar dos cabelos claros e dos enormes olhos verdes passarem uma imagem ingênua e doce, Dorcas Meadowes não é realmente aquilo que aparenta. A gryffindor é dona de um espírito livre difícil de ser controlado, sendo extremamente semelhante ao pai quando diz respeito a seu desejo de correr atrás de seus sonhos e desejos com uma determinação sem igual. É, de fato, uma lionheart, mas talvez sua característica mais marcante seja a teimosia. O fato de ter crescido sem alguém para chamar de mãe não a tornou menos feminina ou provocou lacunas em sua educação, afinal, tinha a avó e Maureen, os melhores exemplos que alguém poderia ter. Mesmo que demonstre total indiferença a respeito de sua mãe e ao fato de Elle ter deixado a ela e ao pai quando Doe tinha apenas três anos de idade, a garota é extremamente ressentida com isso. Nunca realmente falou a respeito, mas guarda uma enorme mágoa da mãe e evita suas tentativas de aproximação a todo custo. Chegou inclusive a queimar suas cartas no jardim quando sua tia insistiu para que Fergus entregasse a filha as corujas enviadas por Elle naquele verão, assustando a todos quando repetiu com uma expressão zangada quer jamais queria ouvir o nome daquela mulher novamente. É evidente como esse delicado assunto deixou nela feridas incuráveis, tornando-a cética demais para alguém tão jovem. Procura manter uma postura de alguém que não se importa muito com assuntos do coração, mas na verdade tem medo de qualquer um que se aproxime demais e a faça se apegar mais do que poderia ser considerado natural. Esconde-se em uma armadura de indiferença exatamente porque tem medo do que é capaz de sentir. Comporta-se como mãe ao invés de filha, sempre cuidadosa com Fergus e tomando conta do pai como se fosse seu próprio filho, o que a torna alguém deveras responsável para a sua idade. Extremamente unidos, compartilham do fascínio pela música e foi com o pai que Doe aprendeu a tocar diversos instrumentos, desde o violão até a rabeca, o piano e a flauta, seu preferido. Tem a literatura e a poesia como sua verdadeira paixão e, mesmo que não tenha pelo conhecimento dos títulos trouxas, é bastante interessada no assunto.
Player: Nanda.

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Relacionamento complicado com a mãe também serve. Parabéns, pelos poderes investidos em mim, eu lhe nomeio queen of the broken-heart-land. Não diga que ele é um gênio perto dele, Dorcas! Pelo amor de Merlin! Estou quase convencendo-o a acabar com essa ideia. Quase lá. Você não precisa de um leilão pra me ter, Mrs. Meadowes… Kidding.
Imagina juntar os Meadowes e os Prewetts um dia. Diversão garantida para todos, sem dúvida alguma. William, Charlie e Percy são todos ruivos, e Molly está grávida de novo. Coloco minha mão no fogo apostando que serão ruivos. E podiam ser gêmeos, ia ser divertido.
It’s pretty awesome! I think we never really talked like this, and I’m glad we did. Oh, my royal queen, I would never forget our duty with our people. It’s your kingdom now too, don’t forget.
Não, não peça pra Fabian acabar com o leilão, seria divertido! Gostaria de ver como iriam fazer propagandas a seu respeito. Vocês, Prewetts, tem uma lábia de outro mundo, estou curiosa a respeito de como irão vender o seu peixe.
Sua irmã está grávida novamente? Que boa notícia! Tomara que sejam gêmeos então, e que Merlin ajude Molly e o marido dela. Já acho difícil ter que bancar a mãe do meu próprio pai, não quero imaginar como deve ser cuidar de três crianças com mais uma (ou seriam duas?) a caminho.
I totally agree. You are a fun person to talk to, Gid, and we should do this more often, you know? I mean, hang and... talk. Maybe we should grab a butterbeer sometime...I don't know.