“Forgiveness doesn’t excuse their behaviour. Forgiveness prevents them from destroying your heart.”
— Hemant Smarty

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Consumir - 111
Me beije até meus pensamentos ruins
Virarem fumaça
Me beije até minha mão trêmula
Parar de se debater.
Me toque
Mas não me toque por que peço
E sim porque em algum lugar dentro de si mesma]
Você tem necessidade de mim.
O belo da poesia está em seus lábios
Desnudos, crus, entreabertos
Tocando nos meus.
Eu permito que você puxe meus cabelos
Faça o que for mais profano comigo
Seria um prazer para mim
Ser o seu desejo às escondidas.
O que você causa em mim é tão primitivo e animal
Que não cabe à lapiseira descrever.
Consumir - 111
Me beije até meus pensamentos ruins
Virarem fumaça
Me beije até minha mão trêmula
Parar de se debater.
Me toque
Mas não me toque por que peço
E sim porque em algum lugar dentro de si mesma]
Você tem necessidade de mim.
O belo da poesia está em seus lábios
Desnudos, crus, entreabertos
Tocando nos meus.
Eu permito que você puxe meus cabelos
Faça o que for mais profano comigo
Seria um prazer para mim
Ser o seu desejo às escondidas.
O que você causa em mim é tão primitivo e animal
Que não cabe à lapiseira descrever.
Eu já fui embora. Com o corpo quente, o prato cheio e o coração sem ninguém.
Ninguém notou. Não teve grito. Não teve cena. Só um colapso bem ensaiado, escondido entre um gole de vinho e o som do mundo passando.
Fui um acidente. Mas daqueles sem sirene, sem ferida visível, sem multidão em volta. Fui o carro amassado por dentro, que ainda liga.
Morria enquanto sorria. Enquanto respondia “tô bem” com a alma estatelada no chão e o rosto limpo, como se nada tivesse acontecido.
Me desinstalei de mim com a precisão de um corte cirúrgico. Sem mancha. Sem trauma aparente. Só a ausência — nítida pra quem souber olhar.
Não chorei. Tinha que lavar a louça. Tinha que seguir. Porque cair assusta mais do que fingir que ainda dá.
Voltei dias depois, como quem volta de um tombamento sem resgate. Cheia de estilhaços invisíveis e um cansaço que não passa com sono.
Estava aqui, mas sem mim. Respirando por impulso, só porque parar exige mais coragem do que continuar fingindo.
E é isso. Às vezes a gente morre. Sem barulho, sem corte, sem despedida. E continua de pé, porque desabar exige plateia e ninguém veio ver.
M.S.
Sexy e triste.
Estive assistindo todas as séries sobre sexo que me pareceram interessantes, e lendo Clarice Lispector. Por algum motivo, busco profundidade. Talvez de forma intelectual, talvez de forma artística ou até mesmo espiritual. Assisti Sex in the City, Sex Education, Big Mouth, e outras não tão relevantes, já que as citadas foram as que mais gostei e assisti milhares de vezes. Eu me sinto pobre, no sentido de conhecimentos gerais. Não sei nada de física, não sei tanto assim sobre sexo (apesar de ver muito sobre isso). Matemática, ai meu Deus... porém, ainda sim, sinto certa afinidade com a Língua Portuguesa. Bom, eu estou divagando e esse não é o foco. Quero dizer que estou buscando sentido nas coisas, buscando valor para agregar em mim mesma, e dizer "eu sou boa nisso!" ou "eu posso te ensinar, se quiser". Ser útil para mim mesma e para os outros. Ser talvez bonita de uma forma única e madura, mesmo com a idade que tenho. Ter traços singulares assim como uma personalidade marcante que faça com que as pessoas digam "isso me lembra ela!". Ter um corpo que não me faça chorar quando eu vê-lo no espelho com uma roupa ruim. A ambição, até onde eu sei, tem formas ambíguas de reconhecimento pelos outros. Depende do que você anseia com ela. Se quer futilidades ou utilidades. Eu quero dinheiro para não precisar ser miserável, e boa aparência para não receber olhares atravessados na rua, nem de mim mesma. Quero inteligência para não ser feita de idiota, e discernimento para estudar, e trabalhar no futuro (e lidar com as pessoas a minha volta, claro). A minha ambição é por coisas grandes e difíceis talvez, mas são coisas simples. Têm formatos simples. Quero ter uma assinatura no mundo da arte, estilos tão meus, tão íntimos que quase reflitam o meu rosto, e a minha alma. Quero não ser impotente contra as adversidades que aparecem na minha frente, e não ficar paralisada diante delas. Quero ser madura.

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Ser emocionalmente inteligente é carregar o fardo de nunca odiar plenamente; há sempre uma empatia que sussurra que todo ato humano nasce de uma história que não se vê.
Miqueias Klippel
Até quando as mulheres vão subjugar a si mesmas por uma patética validação divina, sendo colocadas em postos onde ficam completamente sobrecarregadas, tendo o dever espiritual de ser sábia e casta do lar SEMPRE, sem nem saber se realmente há uma recompensa na vida após a morte? Acho ridículo como algumas pessoas acham realmente que aquele Deus que conhecemos da Bíblia é bom e justo. O Deus de amor que eu conheço e acredito não iria jamais colocar valor em nossas vidas, ou mesmo comparar uma com a outra, como se uma vida tivesse o papel de servir e outra de mandar (esposas e maridos). O casamento, "criação de Deus", como alguns pensam, é como um contrato de venda de alma. A mulher abandona em sua maioria a própria individualidade de ser, para se tornar esposa e dona de casa, com a esperança de completar um vazio inexistente, criado muitas vezes pela própria família. Estamos em um século promissor, mas as pessoas estão se acomodando em seus direitos que nem conhecem e nem desfrutam. A vida é outra, o mundo girou! Não existe isso de abandonar tudo, amigas, festas, diversão, namoros para ser dona de casa, esposa e mãe (exclusivamente)! Cada pessoa sabe o que faz, algumas escolhem isso como um estilo de vida. E é aí que está. Elas ESCOLHERAM. E isso está completamente certo e deve ser apoiado (como qualquer outro estilo de vida), pois é um direito de todas nós escolhermos o que queremos para o nosso futuro, ao invés de ceder à pressão social. Acredito que filhos (para mim) sejam um atraso de vida, mas isto é opinião minha, não algo que quero que todas pensem. Eu não me casaria com um homem nem que me pagasse milhões, por que acho homens nojentos e repulsivos (nem todos, claro). Mas este não é o ponto. O feminismo não é e nunca foi para crescermos para cima do homem, ou para dominarmos eles como classe superior, mas para nos igualarmos. E enquanto os homens não começarem a pensar com a cabeça de cima, e largarem de ser animais, não haverá um mundo bom, onde as mulheres, inclusive eu, iremos querer colocar novas pessoas para viver. Eu não condenaria um filho meu a morar nesta Terra, nem nesse país muito menos nessa cidade, nem eu quero isso!
Revista Peônia
Escrita por uma mulher lésbica para outras mulheres lésbicas. A ideia é ser uma revista com tema central sáfico, porém terei colunas sobre arte, literatura, botânica, gastronomia, escrita e gatos, claro! Adoro animais, e como sou uma pessoa com diversos interesses (muitos sem nenhum nexo um com o outro) então pensei em criar este projeto na forma de um conjunto de textos intimistas sobre vivências e experiências sendo lésbica e acima do peso. Temas como os citados acima serão recorrentes, além de colunas sobre dismorfia corporal e problemas alimentares. Talvez, seja tanto terapêutico para mim escrever quanto para outras pessoas lerem, e também uma forma de escape de um mundo com tantos estímulos sensoriais.
Obrigada por ler até aqui!🩷🤍🧡
Se eu pudesse te arrancar do coração, nem coração eu teria mais, pois você tomou de conta dele por completo.
- Olhos Verdes.

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Esfinge Etimológica
Extorquido avisos e promessas É interpretação é uma via dúbia A boca petulante adota uma saudade E cita para si uma ilha escondida no palato
No âmago há um elixir em que Se mantém aquém do domínio público Uma essência da qual se despende Todas as cartas de amor enlutadas
O sentimentalismo usurpa a boca Digere o nome, molda a lança Escolhe qual palco vais cuspir Seu monólogo desmedido
Repetindo fala até ser tornar vício O nome agora condimentado a coroação De uma substância nociva que corrói Os sentidos justos e adornos platônicos
Com persuasão convencera a todos A empunhar línguas como se fossem adagas E nomes para embalsamar a finda memória Antes tarde que seja um preciosismo velado
Quanto pecado deve ser expurgado Para que o tato não seja mais Uma cruz infindável a pesar Sob os ombros do afeto
Há um culto velando todo o humo Que sobra dos substantivos vãos Abdicará de qualquer boda Para aplicar sobrevivência: E-s-q-u-e-c-e-r
No último reflexo muscular A língua procura mitigar O nome pela última vez A mímica vence a razão e o nome cintila
Assim como os viciados, vez ou outra tenho uma recaída e acabo escrevendo sobre você. É difícil me controlar, sabe? Principalmente porque a minha mente não para e todas às vezes me pego pensando no que poderíamos ter sido. E caramba, o nosso futuro juntos seria lindo. A dor tira muito da gente, meu bem, eu sei. Eu sinto. E a sua ausência me dói tanto, que tenho medo de nunca mais conseguir amar de novo. Me diz, como vou viver a vida sem amor? Isso parece assustador, não acha? Ando um bocado confusa, minha mente parece me sabotar a todo momento. Será que estou enlouquecendo? Louca de amor, ou nesse maldito caso, por falta dele. Tentei parar de escrever sobre você, mas tenho medo de sufocar. É muito difícil não deixar tudo ruir quando eu mesma desabei, mas quem pode me culpar por me sentir assim?
Gabriela Santos.
the bird that lives in the wall
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Eu preciso esquecer você para minha vida andar, meu coração preso num lugar que não me cabe, o pior de tudo eu sempre soube que não me cabia.
Meu coração gosta muito de coisas duvidosas, gostou tanto de você, gosta, me arranca boas gargalhadas só de pensar que o que me cativou em você foi teu jeito bandido, teu ar malandro, teu caráter duvidoso, eu amei teus defeitos, amo, não sei, tento te esquecer mas não consigo, e quando eu acho que a lembrança de você se tornou como um sonho antigo, meu coração acelera, bate mais forte, só para me lembrar que você ainda é dono do mesmo, meu pesadelo parece não ter fim.
Si pongo límites, y me reclaman a gritos, ¿eso significa que lo estoy haciendo bien?

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Me definir é como tentar contar todas as estrelas do céu, e falhar, ao perceber, que alguém igual a mim, você jamais vai conhecer.
— ecosdoinfinito