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We have 24 hours to do whatever you want. || Carlwyn [FLASHBACK]
Dentre todos os momentos em que Carrow imaginou que teria com Maeve, aquele em particular não estava em sua lista. Provavelmente nenhum estaria, desde que fora anunciado o compromisso entre eles, os dois vinham se alfinetando como podiam. Na verdade, Amycus apenas respondia as afrontas de Maeve. Achou, erroneamente, que ela era uma sonserina igual a todas as outras. Mimada, birrenta e de nariz arrebitado. Deveria mostrá-la quem daria as ordens daquele momento, até o fim de suas vidas. Acreditou tanto nisso, que passou a viver tal coisa quando a retrucava, ou simplesmente ignorava, fingindo que não estavam no mesmo ambiente. Mas naquele dia, naquele simples e único dia, tudo que tivera pensado ou construído sobre a Selwyn, derretera como gelo em pleno verão. Sua postura de rapaz duro, de quem não dava a mínima para nada, sua postura de Carrow acabara destruída. Ele só conseguia pensar no quanto deveria estar sendo devastador para ela, pois só isso justificaria o fato de tê-lo chamado até ali, quando poderia convocar qualquer outra pessoa, ou simplesmente ficar sozinha. Amycus buscava em sua mente maneiras de prender a atenção dela em qualquer outra coisa, por mais fútil que fosse, ele buscava. Pois vê-la sofrer daquela maneira, só o fez concluir que Maeve era tão humana quanto ele.
Os olhos fixos aos dela, podia ver o brilho que tipicamente existia neles, durante suas brigas, apagado. Por mais que ela tentasse ser forte, e não transparecer ao sonserino na sua frente, a sua fraqueza. Amycus podia ver o quanto estava sofrendo, e o quanto ele se sentia inútil por não poder remover aquilo de uma maneira saudável. Existiam tantos feitiços da memória, e todos eles vagavam pela sua mente, mas quem seria ele para fazer tal coisa? Não, ele não destruiria algo tão importante, ou precioso assim, apenas por sua incapacidade de vê-la sofrer. Respirou fundo, ouvindo atentamente as primeiras palavras que saíram da boca dela. Foi de certa forma um alivio sentir o seu costumeiro tom de voz, mas de quê adiantava apenas ouvir, quando ele sabia que não era real? Amycus suspirou, os olhos se desviaram dos dela por alguns segundos. – Não honrada Maeve. Você não é um premio, eu não sou um lorde, ou cavalheiro, ou seja lá o que tem de ser para merecer um premio. Eu me expresso mal, eu sei disto. Mas eu não quis tratá-la como um objeto. Perdoe-me se ofendi.
De fato Maeve não era um premio para Amycus. Não que ele pensasse merecer mais, na verdade acreditava no extremo oposto, nenhuma garota merecia ter um Carrow ao seu lado. Era um peso muito grande para se carregar, e talvez por isso fossem conhecidos por casamentos consanguíneos. Apenas um Carrow entenderia o outro. Mas tal coisa não era natural na cabeça de Amycus. Pensou bastante antes de respondê-la sobre Liam, sobre não poder ser como ele. E não se tratava de sobrenome, como ela havia entendido. Era algo mais profundo. Amycus admirou o pai dela no segundo em que se conheceram, um homem de boa índole que só queria casar sua filha com alguém que a merecesse. E agora, olhando para aquela frágil Maeve, o jovem pode entender os anseios de Liam Selwyn. Maeve não era nenhuma garotinha indefessa, mas ela precisava de segurança e estabilidade, alguém que não a deixasse afundar, ou decair nas garras daqueles que estavam a poucos metros deles dois. – É justamente por isso que eu não posso ser igual a ele. Eu sou um Carrow, e junto com o sobrenome vem a responsabilidade. Eu conheci tão pouco dele, e o invejei tanto. Invejei o modo como vivia, como podia evitar certas coisas, como era feliz sem precisar causar dor alheia. Você sabe o que vai acontecer casando comigo. Mas pela promessa que fiz a ele, tentarei deixá-la o mais distante disso possível.
Verdade seja dita, Amycus gostava de manter sua palavra. Principalmente sobre tais assuntos. Anos atrás havia prometido ao pai que sua simpatia pelos trouxas, mestiços, e afins iria acabar. E acredita que o deixou bastante convencido que havia acabado. Esperava não ter que mentir assim para Maeve também, mas se fosse necessário ele abaixaria a cabeça diante dela, e a faria acreditar naquilo que quisesse acreditar. Se fosse da vontade dela ir aos jantares, eles iriam; se preferisse viver fora daquele mundo, eles viveriam. Estava determinado o suficiente para sacrificar tudo, apenas para cumprir a promessa que havia feito ao pai dela naquele dia. Amycus tornou a suspirar, conversa havia se desprendido da tragédia que acometera a família de Maeve, para se prender na provável tragédia que seria o casamento deles. Amycus não esperava amor vindo dela, apenas cumplicidade, mas sabia que aquele não era o momento para se discutir o que viria no futuro. Se ele queria conquistar a feição de Maeve, teria que fazer sozinho, e não por meio de um acordo, ou de um contrato. Como era com os outros casamentos arranjados que soube.
– Bem. Se serve de conforto, eu também não esperava casar. Mas aqui estamos, e o mínimo que eu posso fazer, é tornar isso menos difícil ou doloroso, Maeve. Poderíamos começar com você me conhecendo. Isso é, se quiser conhecer. – calou-se apenas quando a sentiu outra vez. Pousando a cabeça sobre seu ombro. Era mais contato do que ele esperava em um dia. Tornou a passar os braços envolta de seu frágil corpo, apenas para provar que estava ali, e que continuaria. – Sempre Maeve.
Maeve não esperava que Amycus Carrow pudesse ser alguém com sensibilidade e bom senso. Podia ter o chamado até ali por impulso, por força do momento, mas pelo menos até então não se arrependia. Pelo contrário. A cada segundo a sua surpresa se tornava algo mais positivo. Lembrava sem esforço das vezes em que trocaram comentários ácidos, ou que fora apenas ignorada pelo outro. E sabia que naquele momento o relacionamento indesejado deles estava atingindo outro nível. Um que a assustava, mas ao mesmo tempo a deixava frustrada. O fato de não saber o que ia acontecer, quando Amycus a decepcionaria, era o catalisador de toda sua frustração. Respirou profundamente, observando uma rosa que estava bem atrás dele. Não tinha certeza de como agir, sua hesitação era regida pelo medo de piscar e ver tudo desmoronar. Maeve não queria que aquele garoto frio, arrogante que via andar pelos corredores voltasse.
Estava cansada, sentia um peso puxando-a para baixo cada vez que respirava. O luto estava cobrando o seu preço, era nítido para ela naquele momento. – Está tudo bem. Sabe, você não seria o primeiro a me ver como um objeto. Não me surpreenderia. – Ela não conseguiu evitar a amargura na voz. Liam desde a sua primeira lembrança, a protegera. Mas às vezes em que na ausência desse tinha escutado comentários ácidos, eram incontáveis. Quando queria, Benjamin se tornava um opressor feroz. E o problema é que ele sempre queria. E Bridgite nada fazia para amenizar a fúria infundada do outro. Pelo contrário, a mulher parecia se deliciar a cada confronto. – Você apenas não tem prática. Ainda. – Ela bufou, encarando-o novamente. – Comigo você vai precisar se expressar. – Por mais que soubesse as regras da sociedade em que vivam, o machismo iminente, sentia uma necessidade gritante de deixar claro para o outro que não era como as garotas que conhecia. Precisava fazer jus ao amor que Liam lhe dedicava, sem restrições, e mostrar que conseguia enxergar além. Mesmo que isso aos olhos dele não fosse uma boa coisa, e lhe causasse problemas. Ela não se importava e duvidava que um dia viesse a se importar.
A Selwyn do meio não entendeu de imediato a hesitação dele. Mas respeitou, o olhar atento em um Amycus que por alguns segundos pareceu muito distante. – Eu não quero ficar distante. – Ela voltou a se aproximar dele, sua mão voltando ao rosto que tinha tocado momentos antes. – Se vamos fazer isso, eu quero fazer direito. Eu vou me esforçar. – Verdade seja dita, Maeve era completamente leal a Liam. E se esforçar para cumprir o que o homem queria era algo que sempre fizera. Era a sua forma de agradecer, de provar para ele e para os outros que merecia o lugar que tinha. – E eu aprendi que uma esposa fica perto do marido. Gostando ou não. – Ela abaixou o olhar, involuntariamente, mas o suficiente para que o medo voltasse a tomar conta de si. Porque ela? A morena conseguia entender o amor paternal. Mas não tinha conseguido entender o que levara Amycus a concordar com aquele absurdo. Mesmo com a explicação dele. Faltava algo, e isso a incomodava. – Se você perguntar ao Benjamin, ele vai dizer que esse Liam nunca existiu. Que era uma farsa. – Ela revirou os olhos. – Eu prefiro acreditar que cada um conhece a pessoa que merece. Mas...Você pode evitar tudo isso. Você não precisa disso, Amycus. Pelo que eu saiba Alecto não tem um noivo, tem? – Falou tudo rapidamente, sem respirar direito, e só então se deu conta do que estava acontecendo do lado de fora. A chuva tinha intensificado e o barulho das árvores que antes era tranquilizador, tinha mudado para algo parecido com a trilha sonora de um assassinato. O que não deixava de ser irônico.
- Você parece o tipo de cara que morre virgem e tem um anfíbio de estimação. – Ela deu de ombros levemente, esperando que ele conseguisse identificar a brincadeira. Maeve estava focada em se distrair, e estava grata por Amycus não tentar mudar o rumo da conversa que estavam tendo ou interrompê-la, ignorando-a ou trocando palavras monossilábicas. – Isso vai ser doloroso de qualquer jeito, Carrow. – Ela afastou-se alguns centímetros dele antes de erguer o olhar um pouco. – Eu... Você acha que vão se importar com a minha ausência? – Ela não queria voltar. Não queria ver a falsa dor de Benjamin ou o luto de Bridgite. Sabia que era o certo, mas não conseguia. Algo mais forte a puxava para ficar ali, e gastar os segundos de sanidade que lhe restavam conhecendo melhor aquele com quem ia dividir o resto dos seus dias. – Você podia começar me dizendo quem são seus melhores amigos. Ou sua flor preferida.
[PT, Part Two] The loyalty is still a commendable quality when misdirected? | Ben & Maeve
Havia deixado o Banquete em homenagem a Salazar Slytherin mais cedo com a intenção de se preparar para o que estava por vir. Não era a primeira vez que participava de eventos importantes para as causas puristas, mas desta vez seria algo grande, e que exigia sua total atenção e esforço. E, aliás, havia algo que precisava fazer antes que os fogos de artifício começassem a iluminar o céu sobre Hogsmeade. Não dissera a mais ninguém que estaria ali, apenas a Maeve, pois sua intenção era confrontá-la, e colocar de uma vez por todas as cartas na mesa. Era uma questão de provar a todos que ela não pertencia a família Selwyn, que ela não merecia um lugar ao lado deles, e Ben não desistiria até conseguir aquilo.
Dali onde estava ele conseguia ver Maeve se aproximando ao longe. O cabelo escuro e um pouco rebelde da garota era inconfundível, assim como o andar arrogante que ela insistia em manter, talvez apenas para demonstrar que não era aquela peça inútil do jogo de Benjamin, embora para o garoto ela continuasse sendo. Mas iria prova-la hoje. Iria tirá-la da sua zona de conforto e coloca-la no mundo real. Estava mais do que na hora de Maeve aprender que não era tão simples arrancar-lhe um lugar que era seu por direito e achar que tudo ficaria bem. Benjamin não a deixaria se safar daquela forma. Tirando o cigarro da boca e mantendo-o seguro entre as pontas de seus dedos, ele afastou-se da cerca de madeira onde estivera recostado e se aproximou da irmã. Havia combinado com ela de se encontrarem ali, em frente ao terreno de uma casa abandonada — vulgarmente chamada de “A Casa dos Gritos” pelos moradores locais — porque os estudantes de Hogwarts normalmente evitavam passar por ali. Corriam boatos de que o local era assombrado, mas nada daquilo provocava receio em Benjamin. Era isolado, quieto e tranquilo. O lugar ideal para fazer á sua irmã a proposta que ecoava em sua mente. — Ei, irmãzinha. — Sua voz soou irônica e ele jogou o toco do cigarro no chão, pisando sobre ele com a ponta de seu sapato para apaga-lo por completo. — Espero que tenha vindo pronta para se divertir hoje. Eu tenho uma proposta para lhe fazer… Quer ouvir?
Entretanto, Ben não esperou a resposta de Maeve e, enquanto cruzava seus braços em frente ao corpo, ele logo emendou: — Hoje é o dia certo para você provar que é merecedora de ser uma Selwyn. Provar que Liam não gastou tempo a toa com uma criança que nem tem o mesmo sangue que ele. — Sua intenção era mesmo ser maldoso, e não existia arrependimento em seu coração. Havia guardado aquele rancor por muito tempo para fingir ser bom agora. Se Edith estivesse ali, provavelmente o repreenderia, mas naquele momento ele estava evitando pensar no que sua irmã mais velha pensaria, ou então jamais seguiria em frente com o que precisava fazer. — Ou você precisa chamar o Carrow para lhe proteger do seu irmão malvado que quer corromper a sua alma pura e bondosa?
Maeve estava farta. Colocou o casaco de pele assim que se viu a parte do Banquete em homagem a Salazar Slytherin. A discussão com o Carrow tinha sido a ultima gota d’água a cair em um balde que a muito já estava lotado. Tinha hesitado, mesmo sem querer, quando ouviu o chamado do seu irmão. Mas no momento atual a morena não tinha dúvidas do que precisava fazer. Ela não tinha escolha, voltar para a festa e procurar por Melanie ou até mesmo por Elen não era uma opção. Conforme o tempo foi passando ela aumentava a velocidade dos seus passos, não via ninguém por perto. Mas sabia o que ia acontecer. Sabia que o perigo sempre estava a espreita, sua intenção era chegar no lugar antes que os fogos de artifício tomassem conta. Ela não ia deixar Benjamin pensando que ela era uma covarde, que não honrava o lugar que tinha. Ele podia dizer que não, mas Maeve se esforçara muito para fazer tudo ao agrado de Liam. Para ser a Selwyn que ele queria. Se tinha uma coisa que a garota tinha certeza, era de seu merecimento.
Conseguia reconhecer a pose do outro a metros de distância. A arrogância que era acusada de ter, sendo a característica mais marcante do outro. Ela respirou fundo, tentando se lembrar de cada grito. De cada ofensa. Ela não podia se permitir agir como a irmã boa, não dessa vez. Ela estava exausta das brigas, e sabia que essa era a única alternativa que tinham para acabar com isso. Ela revirou os olhos quando estava próxima o suficiente para ver o cigarro na mão dele. – Oi irmãozinho. – Ela entendia o ódio dele. Não era estúpida de achar que era algo infundado. Mas não concordava. Não compreendia. Maeve podia ser muitas coisas, mas nunca tinha dado motivos reais para Benjamin questionar a lealdade dela. Ou dado motivos para dizer que ela almejava o lugar dele. Ela nunca quis que as fichas fossem apostadas nela. Mas quando isso aconteceu, não podia dar para trás. – Sem enrolações, Benjy. Viemos aqui para isso, uh? – Ela deu uma olhada ao seu redor, mesmo sem querer, concordando com ele mentalmente de que aquele era o lugar perfeito: quieto e reservado. Maeve não tinha ido muitas vezes ali, mas sabia a fama que tinha. Sabia que era essa fama que proporcionava a descrição que precisavam.
-Esse seu papo é repetitivo. – Deu de ombros, se aproximando, até que pudesse ver com clareza os traços dele. – Não é você que decide isso, nunca vai ser. Mas se isso te faz feliz? É, eu posso agradar você essa noite. O que quer? – Quando as palavras dele a atingiram, teve que se controlar. Crispou os lábios, cruzando os braços na frente do corpo enquanto por alguns segundos considerava apenas ignorar a ultima pergunta. – Isso tudo é ciúme? Ou inveja? Ah, já sei. Os dois. Você precisa aceitar que algumas pessoas nascem com sorte, outras não. Que a sua vida miserável não é minha culpa, Benjamin. Que o fato de eu ter quem me defenda mesmo depois de Liam ter morrido te afetar, não me diz nada. – Ela bufou, indo em direção à cerca que o outro se encostara antes. Era a primeira vez em muito tempo que ela reagia de forma agressiva aos comentários maldosos dele, não tinha certeza se tinha sido uma boa ideia. Mas de fato, não estava arrependida. – Você devia saber que em uma família como a nossa, não existe espaço para uma alma pura e bondosa. Isso tá longe de ser o que eu sou. Terminou com os comentários? Vamos logo com isso, não quero gastar a noite toda aqui.
De qualquer forma, é você quem decide. Se está disposta a manter isso, eu entendo e tentarei de ajudar no que puder. Mas sabia também que assim que quiser desistir disso é só me falar que eu dou um jeito, ok?
Não me preocupo mais que sua mãe, me preocupo como sua irmã mais velha, que é o que sou. Um cavalheiro improvável? Bem, talvez isso não seja tão impossível assim… Claro que te acompanho, a Sra. Carrow pode ser um pouco inconveniente pro vezes, não deixarei com que ela te perturbe muito.
Eu prometi. Ainda não cheguei no nível de desespero de quebrar uma promessa. E espero realmente não chegar.
E mesmo se ele se mostrar um verdadeiro ogro, acho que consigo lidar. Fui tola de achar que conseguiria escapar desse destino, não é? Me sinto uma criança de novo, frustrada porque não conseguiu ganhar o que queria. Se eu conseguir lidar com isso tudo tão bem como você lidou já vou estar ganhando, eu acho.
Sou uma comerciante, Maeve. Se tem algo que sei fazer é negociar, isso bastaria para conseguir anular o contrato que Liam fez com o Carrow.
Melhorando? Oh, minha querida. Tem certeza? Não quero que você se encha de esperanças achando que isso pode acabar maravilhosamente bem e depois isso não acontecer.
Me perdoe, não quis supor que não conseguisse. Mas Edith, de qualquer forma eu prometi pro papai. Não posso voltar atrás agora que dei a minha palavra.
Tenho a impressão de que você se preocupa mais comigo do que minha própria mãe. É bom saber que pelo menos alguém se preocupa comigo. Mas Amycus tem se mostrado um cavalheiro improvável, acho que posso colocar dessa forma. Não acho que vá piorar mais a situação do que já está. O que me preocupa é a família dele. Você poderia me fazer um favor e me acompanhar na escolha do vestido. Não acho uma boa ideia ir sozinha com a Sra. Carrow.

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“It’s 4 in the morning, is everything ok?”
Melanie... Eu não sei. Eu não consigo deixar de pensar, é tão complicado. Eu só queria por um momento conseguir esquecer.
“Can you tell me what it is you’re afraid of?”
Only the truth, Edith. Truth hurts. Torture. Be it in any scope. The truth about my story and what i feel. And I don’t know if I’m already prepared for it.
Então você está dizendo que não quer que eu interfira nisso?
Posso conseguir fazer com que você se livre desse compromisso sem pé nem cabeça, Maeve. Pense mais um pouco, ao menos…
É complicado, Edith... Como você faria isso? Não é como se eu pudesse apagar qualquer vestígio disso depois, e... Pode ser que as coisas estejam melhorando agora. Ele não é como eu pensava, e isso é algo bom.
“It’s 4 in the morning, is everything ok?” “Some days I think I’m dying, but I’m really only trying to get through.” “I think the house is spinning.” “So, we’ll try again and eventually we’ll get it right.” “Not a very exact science, is it?” “I’m trying to tell you I love you.” “I can be perfect for you.” “I miss the pain.” “Nothing’s real.” “I didn’t know you had a brother.” “He’s been dead 16 years.” “This is fucked.” “I know you’re hurting. I am, too.” “Can you tell me what it is you’re afraid of?” “Can I touch you?” “Are you wanting all that she can’t give?” “I am the one who won’t walk away.” “I wish I could fly, I’d fly far away from here.” “I love you as much as I can.” “I’m your worst fear, you’ll find it in me.” “I need you to need me.” “It’s not going to get better, is it?” “Are you nervous?” “What’s your story?” “Did you see my parents out there?” “How could she leave me on my own?” “Why didn’t you take me with you?” “You’re kidding, right? That’s bullshit.” “What makes you think I’d lose my mind for you?” “Tell me why I wait through the night.” “I can’t get through this alone.” “Am I feeling what I think I’m feeling?” “I’m good as gone.” “You don’t remember any of this?” “I thought you might call.” “Don’t say that we’re over.” “I couldn’t give a flying fuck what’s normal.” “Your life has kind of sucked, I think.” “Won’t anything be better than before?” “Your son is gone forever though.” “There’s something missing.” “Let me know you again.” “Why do I get denied?” “Where’d you get that?” “How could I ever forget?” Why would you want to remember the things that hurt you?” “Please, tell me his name.” “Why stay?” “Something next to normal would be okay.” “You look like a star.” “Can you leave it behind?” “I might end up crazy.” “So anyway I’m leaving.” “It’s time for me to go.” “I am the one who saved you.” “I know you know who I am.” “We need some light.” “It’s the price we pay to feel.”
Ainda antes de tudo Maeve, antes de noivado. Não vou dizer que nunca reparei, mas somos da mesma casa, já nos esbarramos uma vez ou outra, e ainda assim nunca te vi sorrir. Enfim… Espero que tenhamos tempo para isso, realmente espero. E não sou bom ator, eu só quero ficar vivo. Existe motivação maior do que esta? Acredito que não. Eu nunca imaginei que as coisas seriam fáceis, não tenho como imaginar. Um histórico como o meu, onde não existe nenhum momento feliz. Imaginar tal coisa é impossível. Mas, eu tenho que concordar. Uma criança com seu nariz seria adorável. Eu nunca imaginei como meus filhos seriam, eu nunca quis ter. Pois bem, vamos encerrar certos assuntos, e aproveitar o fato de não ter uma catástrofe em nossas costas.
Quanto mais você precisa conhecer, para se dar conta que não sou como todos? Acha que eu não sei do que houve entre você e Damon? Que eu não vi os olhares no nosso jantar de noivado? Eu respeitei seu espaço naquele dia Maeve, pois eu sabia que não desejava estar ali. Ou que não desejava que eu fosse o noivo. Mas não me compare com aquele projeto quebrado, tudo bem? Existe diferenças gritantes entre Avery e eu. E não me refiro ao segredo que já conhece. E eu prefiro acreditar que nosso casamento não vai se desfazer, afinal olhe para nós agora. Parecemos pessoas que se dão bem desde o inicio. Pode dizer isso sobre outros casamentos arranjados por aqui? Não, acho que não. Pena esta longe de ser o que sinto por você, Maeve.
Não. Acho que me expressei mal sofre isso, mas é que nós, sonserinos, somos mais atados a coisas que levam a dor e sofrimento. Não que seja o nosso caso em particular, mas eu simplesmente não subestimaria. E eu aprendi que devo fazer o que for melhor para minha família. E no momento em que me casar com você, todos os outros Carrow vão ser parentes, e você vai ser a minha família. Então, me desculpe se eu não concordar com isso. Mas eu sinceramente não vejo como posso lutar, me preocupando em como vocês vão estar, se estarão seguros. Acredite, eu quero estar presente em cada segundo da vida deles.
Eu... só não sou tão sorridente. Eu nunca achei que tivesse reparado em mim. Pelo que diz, eu não sou do tipo que chama a sua atenção. Já que chamei a de seus pais. E eu duvido, Amy. Nem na sua infância? Deve ter tido algum momento em que você se esqueceu de quem era. Que nada importou. Bem, não seria nada mal se o próximo Carrow tivesse os seus olhos. Seria a combinação perfeita.
Você é um sonserino. Por mais que tenha diferenças, os resquícios desa casa você tem. O que houve entre mim e o Damon é passado, e nunca foi escondido. Ele é apenas um amigo agora e me fez um favor. Eu não conseguiria ir para aquele jantar sozinha. Sinto muito se isso te ofendeu. Não tô comparando ninguém, Carrow. Eu só precisava de alguém que me conhecesse. Que conhecesse mais faces minha do que a dama que seus pais vêem. Vocês são completamente diferentes, com você eu tenho duvidas de que vai querer ficar casado comigo. Com ele, eu teria certeza. Mas enfim. Graças a Merlim meu pai escolheu você. Queria que sua família não vinhesse inclusa no pacote.
O que você sente por mim, Amycus? Eu preciso saber, por favor. Você não pode ficar preocupado e eu posso? A primeira coisa que vou ensinar para eles é o quanto você é bobão. Lembra da parte que eu disse que não estava em discussão? Há não ser que pretenda me amarrar com cordas em alguma masmorra. Quer dizer, nem assim. Eu consigo ser bem habilidosa quando quero. E te seguir não vai ser a tarefa mais difícil do mundo. Eu deveria voltar para o meu dormitório, está tarde já. Não posso ganhar uma detenção. Conversamos mais depois, está bem?

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Olha só, você consegue sorrir. Eu acho que em todos esses meses, do nosso longo noivado, eu nunca vi você sorrir. Ou pelo menos não para mim. É bom Maeve, muito. E sim, vamos deixar minha adorada irmã longe de nossas conversas. Talvez se falarmos demais o nome dela, ela acaba se materializando aqui, e não vai ser agradável.
Você e todo o castelo. Acho que ando fazendo meu dever de casa muito bem então. Verdade seja dita, eu nunca me imaginei casando antes, independente da vontade dos meus pais. Eu jamais amaria a garota perfeita aos olhos deles. Mas… acho que isso é passado agora. Enfim, seu nariz é bastante em pé. Literalmente, chega até a ser engraçado, de um jeito bom.
Dizem que temos que acreditar na mentira, que só assim ela se torna real. Talvez eu esteja errado, mas eu acho que se fizesse diferente, não teria durado tanto. Ou sei lá, enfim, não vamos falar disto. As paredes tem ouvidos, não é mesmo? Por que espera tanto que eu me arrependa, Maeve? É tão difícil imaginar que alguém além dele pode gostar de você? Ou querer cuidar de você? Ninguém vai se arrepender, ao menos não pelo lado de cá. E eu não seria tolo de subestimar você, quem subestimaria um sonserino? Só os loucos, eu acho. Enfim, não acho que seu querido marido vai estar incluso no pacote. Ele precisa continuar a atuação, eu imagino.
Com tudo que aconteceu não considerava que tinha muitos motivos para sorrir. E de qualquer forma, guardo para os momentos especiais. Acho que vai ter tempo para confirmar isso por si só. Você é um bom ator, Amycus. Eu...acho que isso é bom. Seus pais poderiam ter te escolhido uma noiva pior. Ou então meu pai ter escolhido um noivo pior. Eu não sei. Eu tô me esforçando para não me iludir, para não achar que porque as coisas estão mais amenas vão se tornar mais fáceis. Você deveria fazer o mesmo. Eu sempre imaginei que se eu tivesse um filho um dia já seria bem mais velha, sabe? E que ele teria o mesmo nariz que o meu. Não sei porque. Sim, tem certas coisas que é melhor não conversarmos aqui. Na verdade, essa é a primeira vez que conversamos sem nenhum cenário trágico de fundo. Digo, sem brigar.
Porquê todos se arrependem. É triste, mas uma verdade que eu aprendi a lidar há muito tempo. Olha para Benjamin e me diz. Você acha que ele gostava de mim porque? Era apenas por isso, Amycus. E mesmo que não fosse, ele era meu pai. Casamentos se desfazem, se o nosso se desfazer seria loucura acreditar que você continuaria querendo cuidar de mim. Seria apenas para você manter sua palavra, e eu não preciso de pena ou nada disso.
Seu eu fosse de outra casa você me subestimaria? Eu aprendi que uma mulher deve estar perto do seu esposo. Goste ela ou não. Isso não está em discussão, não me peça isso. Eu já abri mão de muita coisa, não acha? Se tiver que manter a atuação, vai ser algo conjunto. Até porque se eu tenho que ter filhos, eles não vão ser criados longe do pai.
Isso é bom, não é? Ver o quanto conseguimos progredir. Provavelmente não seria assim com qualquer outra. Acredite, minha confiança é algo difícil de se conquistar Maeve, e você fez isso naquele dia. Ainda sinto por ter sido num momento como aquele, mas você fez, é o que vale… Bem, Alecto mataria a todos nós se pudesse. Ao menos eu prefiro acreditar nisso, não carrego a ilusão de que ela seria capaz de poupar alguém, independente do motivo. Edith ficara feliz com o convite, ela provavelmente vai aceitar, e ir contra tudo que minha mãe sugerir. Pode ser divertido. Alecto por outro lado, caso seja convidada, caso decida ir… Digamos que não vai ser tão divertido. Imagine uma nuvem negra seguindo vocês, seria bem assim.
Eu sei que você queria casar por amor, Maeve. Acha que eu também não? Não é por que sou um garoto, que não acredito nessas coisas. Mas isso não vem ao caso. Toda vez que eu penso nisso, eu apenas me prendo ao fato de que poderia ser pior. Você poderia ser nariz em pé, poderia ter fingido gostar de mim, apenas para ser a pretendente perfeita. E não foi assim. Sinceridade é importante pra mim, conta muito. E acho que pode nos ajudar nessa questão em particular.
Não poderia existir jeito pior de te mostrar quem eu sou, não é mesmo? Mas eu provavelmente não teria feito em outras circunstâncias. Aquela palavra com C que você me disse para não repetir, é o que me define muito bem. Não precisa de gratidão Maeve. Apenas mantenha em mente que eu sempre vou estar lá por você, independente de casamento ou não. Você é exatamente o tipo de pessoa que eu gosto de ter por perto. E eu não me arrependi de prometer, e não irei. Quanto a você se cuidar, eu carrego algumas duvidas, você sempre falta as aulas de duelos. Mas vamos fingir que eu acredito, e quando a gente precisar te esconder, você finge que estamos saindo de ferias.
Agora eu devo me sentir honrada... Amycus Carrow está dizendo que confia na noiva dele. Eu também sinto, mas é melhor nos focarmos na parte boa da situação. E você, me prometa que não vamos voltar a falar de Alecto. Acho que temos mais assuntos, além de quê o mal humor dela me dá rugas.
Eu nunca achei que você se importasse com coisas tolas como amor, pois é. Por isso foi tão difícil aceitar tudo. Normalmente eu fazia tudo o que Liam queria, sem hesitar. Mas isso... é algo permanente demais. Não tem como não hesitar. E eu sou nariz em pé. Não está vendo? Sou a garota mais nariz em pé desse castelo. Ou uma das mais. Se não, nem teria sobrevivido todo esse tempo aqui.
Eu prefiro acreditar que você não se enxerga como realmente é, e sim como queriam que se enxergassem. Não acho que meu pai confiaria em alguém assim. E convenhamos, ele confiou em você. Se no fim das contas eu tiver que me envolver nisso tudo realmente, estaremos muito perto. Olhe o lado bom. Ou pelo menos acho que é bom. Eu tenho certeza de que vai se arrepender, e quando isso acontecer você pode quebrar a sua promessa. Porque eu... Não vou te forçar, Amycus. Eu já fui a uma aula esse ano, está bem? E te garanto que conheço mais feitiços do que você. Eu não passei todos esses anos na frente do espelho. Não me subestime, porquê eu ainda posso te surpreender. Além de que, não sairia de férias sem meu querido marido. Se vamos fazer isso, vamos fazer direito.
É, talvez não seja realmente. Mas eu não reclamei disto, reclamei? Na verdade, lembro-me vagamente de ter apreciado. Enfim, pode não ser absurdo de fato, mas para mim parece como a morte certa. E eu não gastei todos esses anos da minha vida, sendo algo para morrer tão facilmente. Se fosse assim, teria morrido aos sete? Acho que é isso. Bem… Edith não ficaria contente em acompanhar? Acredito que prefira a companhia dela, no lugar de nossas mães. Mas posso estar errado também. Se eu pudesse, iria Maeve, saiba disto.
Infelizmente, eu acho que não. Também pensei nisso, mas acredito que a opção seja inexistente, ou nula. Por que acha que levei tanto tempo para aceitar isso? Nenhuma garota merece tal destino, Maeve. E com isso não quero dizer que você mereça, eu apenas me comprometi a cuidar de você, antes mesmo de conhecê-la realmente. Acredite, minha promessa só ficou mais firme.
Maeve, esses parênteses nunca vão alcançar você. Os meus sacrifícios vão valer por nós dois. Tem de valer. E se não acontecer, eu vou levá-la parra o mais distante possível. Você fazer parte disto, não é algo que eu vá negociar.
Me surpreende saber disso. Na verdade a cada vez que conversamos você me surpreende de alguma forma. É, eu tenho a leve impressão de que se ela pudesse me mataria também. Mas fazer o quê né? Mas Amycus, sua mãe não iria abrir mão assim. E ela não ficaria feliz de ter você como companhia. Acho que vou chamar minha irmã mesmo, antes de que ela resolva convidar Alecto para completar o grupo.
Acho que eu preferi levar a culpa. Não pode ser pior de lidar do que isso. O problema não é você ou sua família, a questão continuaria de pé mesmo que fosse com outra como as nossas.
Eu tenho que te agradecer, nunca fiz isso como deveria. Por aquele dia, e por tudo que tem feito. Você tem se mostrado bem diferente de tudo que eu esperava. Espero que não se arrependa de ter prometido isso. Isso é se não já aconteceu. Mas você precisa saber... eu não vou deixar ficar se arriscando sem necessidade por minha causa. Eu sei me cuidar, acredite. Se tiver que me envolver no fim das contas para o bem maior, eu vou me sair bem. Ir para o mais longe possível apenas de férias, Amy.
Obrigado, eu acho. E eu não chamaria de louca, não mesmo. Acho que nossas diferenças ficaram resolvidas, ao menos eu espero que sim. E eu jamais faria isso Maeve, primeiro por ser minha noiva, segundo por que eu não sou esse tipo de covarde. Ainda é uma dama, mesmo que tenha esquecido disto um pouco, depois de tudo. E não estou lhe culpando, mas não esqueça, eu jamais encostaria desta maneira em uma dama. Casar-me com Alecto? Não vou dizer o quanto absurdo isso me parece. Ela é minha irmã, e se não fosse, eu tenho todos os motivos para acreditar que ela me despreze. Se eu, apesar de tudo que aconteceu entre nós, ainda acho que pode me matar durante o sono. Imagine sobre Alecto. Ela me mataria segundos após a cerimônia. Ninguém vai sufocar você, prometo. Só não digo que iria junto, por que não acho que vou ser útil.
Sinceramente? Não imagino, não. Nem o vestido, nem os mini Carrow, até por que sobre esse ultimo ponto, nós dois concordamos. Não é preciso muitos, eu não quero muitos. Na verdade, se pudéssemos não tê-los seria ótimo. Mas meus pais iriam culpar você por isso, e não vou deixar que aconteça. Enfim… Ultimamente as paredes me ouvirem esta sendo o menor dos meus problemas, Mae.
Na verdade, nunca chegamos a ter realmente diferenças. Prefiro acreditar que talvez eu apenas não seja o tipo de dama que está acostumado. Eu sempre tive vontade própria, sabe? Isso não vai mudar. De qualquer forma, casamentos entre irmãos para alguns não é um hábito absurdo. Mas nisso estamos iguais, não acredito que Benjamin sinta algo por mim além de desprezo. Amy, acabou de dizer que sou uma dama e acha que vou te matar? Uma dama não suja suas próprias mãos, não se envolve nesse tipo de tarefa. Não sei se isso se refere a Alecto. Acho que você ir apenas serviria para criar mais problemas, no fim das contas. Se bem que eu queria ter alguém nesse momento.
Tem a opção de não tê-los? Isso seria tão bom. Eu não sei qual seria o pior: os minis Carrow ou a festa. Espero que depois seus pais não estejam tão animados assim também para decidir sobre mais nada. Mas se tudo der errado, acho que um tá bom. Eles vão ficar satisfeitos, é. Ser culpada por isso é algo que me preocupa desde que eu soube, mesmo sendo um dos menores dos meus problemas. Tem outros parênteses da sua família que me assustam mais.
Eu sei que não. Alguns de nós são simplesmente mais fúteis do que os outros, e pelos céus, não repita isso em lugar algum, por favor… Mae, eu não quis dizer isso. Só é complicado. Digamos apenas que eu tive menos sorte do que você, eu sempre fui uma aposta pros meus pais, e nenhum deles me amou de fato. Não como o Liam fez com você. Então, não vem querendo que eu simplesmente dê na cara dela. Não vai acontecer. Mas eu arrumo a desculpa, ela vai ficar calma por um tempo. Mas quando se mover de novo, pode não me usar como coruja pessoal.
Maeve, respire. O que de mau pode acontecer? Já não lhe fiz promessas o bastante? Já não cumpri com boa parte delas? Apenas confie em mim, se fosse lhe fazer algum mal, já teria feito a esta altura. Meus pais já teriam feito. Acredite, eles só estavam felizes por eu finalmente ter aceitado o plano deles. O plano de continuar com essa doença chamada Carrow.
Seu segredo está guardado, não se preocupe. Afinal, um a mais ou a menos não faz mais tanta diferença. Complicado demais para mim, Amy. Acho que depois de tudo isso você pode mesmo me chamar de louca, porque sinto que é o que vai acontecer. Você não dá na cara dela, mas se ela quiser você vai dar na minha? É isso? Você se esquece que eu não sou um projeto. Se fosse, seria mais fácil casar você com a Alecto. Mais simples. Eu não tenho medo dela, não se preocupe. Não ache que eu sou tão ingênua. O máximo que pode acontecer é me sufocar com alguns panos. Apenas preferia evitar alguns desentendimentos, mas acho que será inevitável.
Eu não tenho medo de você também, Amycus. Por Merlin! Não é disso.... Eu só...Isso não é para mim. Você me imagina com um vestido rendado, cheio de perólas e sabe se lá mais o quê sua mãe quer? Ou com quantos minis Carrow ela quiser? Eu não funciono assim. Eu te disse que era complicado. Não fala assim! Você está cansado de saber que as paredes daqui tem ouvidos.

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Bem, depois do que aconteceu com o Sr. Selwyn. Meus pais, na verdade minha mãe em particular, tenta desviar a atenção dos fatos, se prendendo ao nosso casamento. É absurdo e estúpido. Eu sei. Ela acha que você poderia fazer o mesmo, e… É a minha mãe, eu não tenho coragem o suficiente para chama-la de maluca, tenho? Enfim, concordo que seja melhor. Mas não ache que ela vá desistir, ok? Quando se trata de rendas e enfeites, ela pode ser bastante insistente.
Não é como se esse fosse um fato que pudesse se desviar a atenção. Pelo menos, não para isso. Então quer dizer que você tem coragem de me chamar de maluca? Tem? Porque eu não pretendo escolher nada agora. Acho que daqui uns meses esta bom. Pode ir pensando no que vai dizer para ela, porque eu tenho minhas dúvidas sobre a nossa capacidade de entrar em acordo.
Acho que preciso ir para a enfermaria. Amycus, nem a minha mãe está tão animada assim. Essa história toda está me dando vertigens. E eu ainda preciso estudar.
Aaah. Mae… Eu não queria incomodar, mas, bem você pode recusar tá bem? Afinal de contas a sua mãe pode muito bem dar conta disto, mas a minha é um tanto paranoica e não para de falar sobre isso. Então… O que eu quero dizer é, ela gostaria de acompanhá-la na escolha do vestido. Tudo bem por você?
Acho que não, ela perderia qualquer simpatia por mim se eu recusasse... Eu tenho que escolher isso agora? Não me entenda mal, mas eu pretendia me formar para começar a pensar em qual renda eu vou querer. De qualquer forma, obrigada pelo recado. Tenho certeza de que será melhor do que ir com Bridgite.