아름 ⸻ a single two-syllable word meaning ❛ 𝒃𝒆𝒂𝒖𝒕𝒚 ❜
𝐊𝐈𝐌 𝑨𝑹𝑬𝑼𝑴 , clueless princess
não é surpresa contar com a presença de kim areum no instituto de rosis esse ano ! todos sabem que ela é um duquesa , vinda da coreia , porque aqui as fofocas correm rápido . ouvi dizer que apesar de seus vinte e um anos , ela pode ser bastante temperamental quando está de mau humor , mas sua determinação compensa .
matérias optativas condicionamento físico , artes visuais e cênicas .
extracurriculares desenho e pintura, gastronomia , arquearia .
⸻ two ♡
♡ areum marca o fim inesperado da linha de sucessão dos kim. um ponto de desiquilíbrio para a família supersticiosa que carregava vastas convicções sobre o simbolismo do número 3 — três filhos na predição de uma linhagem próspera e afortunada. a quarta filha chegou tal como um agouro que sondava a crendice oriental acerca do número 4, um prelúdio para a morte; seu nascimento complicado quase custou a sua vida e a da rainha.
♡ fraca sem motivo aparente, passou os primeiros meses de sua vida sob supervisão médica constante e só foi apresentada formalmente à sociedade aos dois anos de idade e, ainda assim, continuou vivendo extremamente protegida pelos monarcas em um misto deturpado que envolvia o mínimo de preocupação com a progênita quando posto em uma balança adjacente ao que ela poderia representar num futuro próximo. apesar de nunca ter dado indícios de grande inteligência ou outros fatores que podiam vir a torná-la uma boa líder, ainda era possessora de um título, podia e devia ser usada como uma vantagem um dia.
♡ mesmo criada aparada pelos mais altos padrões reais, não pôde fugir da superficialidade. não é particularmente brilhante, mas é dona de uma beleza estonteante o suficiente para cair nas graças do povo mesmo diante de seus aparentes sinais de estrelismo quando cresceu tendo tudo que queria à mão quando queria, método nada ortodoxo que os pais encontraram para não precisarem lidar mais do que o necessário com a caçula.
♡ direta ou indiretamente, foi amestrada a pensar que é superior aos venéficus, mas a verdade é que sua falta de opinião forte o suficiente e a carência por atenção a condicionaram a criar laços sem distinções entre humanos e feiticeiros depois de seu ingresso no instituto. mesmo com a aparente complacência, a kim é dona de uma personalidade um tanto complicada de domar, areum é uma pessoa muito intensa, talvez por nunca ter sido permitida sentir, ou sequer viver à sua completa capacidade, agora vive em conflito com seus sentimentos e emoções tão intensas. apesar de tudo, consegue ser bastante ingênua e foi só no instituto que aprendeu que não era tão inofensiva ou estúpida quanto imaginava.
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003. Entre a realeza, Ana sempre foge, mas depois de algumas broncas seus pais mandaram ela tentar se misturar. Vaos conversar sobre o clima? Sobre qualquer coisa que seja extremamente estranha e desconfortável?
a starter for @lyricls·
Mesmo sendo bastante insegura haviam algumas pessoas em que Ana sempre sabia que podia contar e mesmo estando afastadas durante o tempo que estavam fora do Instituto, seu coração se animava, ao saber que encontraria com alguém que ela realamente gostava. Sua colega de quarto Areum. Desde o primeiro dia havia achado engraçado a maneira como estava em um quarto com alguém do mesmo nome que o seu. Pouquissimas pessoas sabiam seu nome coreano. Ela quase nunca o útilizava. Seu pai havia deixado bem claro que ela como bastarda de seu reino deveria apenas usar seu nome brasileiro, mas quando ela encontrava sua mãe, a mulher a chamava como o nome que havia pensado para filha. Um nome de amor e carinho. Beleza. Era o que Areum significava, e mesmo que Ana Francisca não se achasse bonita, ela amava a maneira que a mãe falava e amava poder então usar esse nome para conversar com a colega de quarto,.
Procurou ela pelo Instituto e sorriu ao encontrá-la. Balançando os dois braços e acenando. “Areum. Areum.” Chamou esperando que a amiga a ouvisse.
se fosse honesta , admitiria que em um primeiro momento simplesmente odiou a ideia de que teria que dividir o seu quarto . oras , se ela dormia ali , era claro que lhe pertencia e somente à ela ! no entanto , ainda era uma criança que não sabia dividir seus brinquedos quando jurou que nunca se relacionaria com a ladra de seu espaço ! agora era crescida o suficiente para reconhecer que não era assim tão ruim , fora os problemas de privacidade para uma jovem adulta , claro . mas a companhia valia a pena e ana era um doce ! quiçá se sentisse mais próxima da duquesa brasileira do que de seus irmãos. a sutil demora para se arrumar ocasionou um leve atraso que , por sua vez , a obrigou a correr pelos corredores antes que fosse deixada para trás . a voz familiar a chamando foi o que fez a kim desacelerar seus passos e voltar-se para a colega de quarto com certo alívio . eu achei que você já tinha saído ! uma leve acusação se encontrava no tom usado pela duquesa , mas nada fervoroso . pode me ajudar ? lhe entregou o colar de pérolas que carregava e logo expôs o pescoço para que a joia fosse posta ali . precisei de você no quarto para me ajudar com isso . brincou , um leve riso escorrendo dos lábios perfeitamente tingidos pelo rosa acetinado de seu batom . queria te ajudar a se arrumar também , mas acho que fica para uma próxima .
Caminhou pelo corredor com o som dos tambores com uma certa curiosidade, ainda que tente não demonstrar isso com os passos que dava, até o momento em que os rituais se iniciam e precisaram passar por um momento de constrangimento enorme, no qual um veneficu tem uma vela e um nobre tem que acendê-la, quase como se fechassem um acordo e ciente de que não seria um dos nobres agraciados pela curiosidade daqueles seres mágicos, decidiu apenas ignorar e lançar o seu olhar para qualquer lugar que fosse, em uma rápida análise, percebeu que tudo não passava de um show em que deveria ser convencido das habilidades deles. Seria interessante se não achasse tudo aquilo humilhante demais. Após toda situação do ritual, Hyunsik se viu livre para caminhar por entre as mesas, um pouco alheio do que acontecia e pegou um copo de bebida, cheirando um pouco antes de encostar o copo nos lábios, mas não bebeu nem um gole, virando o rosto para a movimentação que acontecia, notando que alguém se aproximava e ele precisaria ser mais sociável. “Está gostando…?” Perguntou, um pouco incerto se estaria começando bem.
sabia que expressar seu descontentamento durante a noite toda se tornaria cansativo rapidamente , mas o que podia fazer quando se encontrava incrivelmente irritada ? e aparentemente sem motivo concreto ! pois se tratava de migalhas de descontentamento que ia colhendo com o passar dos minutos ali , sabia que seu humor não seria dos melhores quando aquilo tudo começou com uma caminhada longa demais para o seu gosto . queria poder pular todos os rituais possíveis , era o certo para sanar a inquietação que não a deixava . o caminhar entre as mesas era praticamente sem rumo , taças surrupiadas e abandonadas na mesma velocidade que levava para acabar com a bebida que continham , algo estúpido a se fazer , mas nunca afirmou ser a mais brilhante por ali . ah , você ! comemorou ante a face familiar , o inerente pouco respeito pelos mais velhos em seus trejeitos despojados . não ? sei lá . sua opinião , no entanto , difere quando se inclina para perto do irmão e sussurra : estou odiando . é entediante e tem gente aqui que sequer poderia ser considerada humana , que ralé . se referia , principalmente , àqueles que eram desagradáveis o suficiente para saírem esbravejando seus preconceitos por aí . já você ... bem sociável como sempre , não é , irmão .
Mesmo sem possuir pretensões de servir à um herdeiro, via-se agindo como parte daquela competição por conta de costumes enraizados em seu cerne. Precisava ser a melhor, seus país sempre a lembraram, e posterior aos elogios de Alima após sua integração aos oráculos, traços de arrogância e orgulho haviam se atribuído a Beyza ainda que não a coubessem. Desta forma, acabava por faltar empatia em determinadas ações — principalmente quando envolvendo outros veneficus. A insinuação, no entanto, de que a mais jovem choraria, foi o suficiente para trazê-la de volta, franzindo as sobrancelhas em busca de resultado quando virou os olhos em sua direção. Durante os treinamentos eram frequentemente lembrados de esconder suas fraquezas, mas ela o quanto uma ajuda teria sido bem vinda. ❛ Porque não come alguma coisa antes de continuar? ❜ Sugeriu, retornando sua atenção à humana após a aceitação da terceira, que deixou a tenda ao seu lado vaga. ❛ Ela deve aprender sozinha. Ninguém irá ajudá-la quando estiver servindo em uma cote, irá? ❜ A retórica era também uma provocação sobre a duquesa coreana não ter feito nada. Ah, ela sabia o suficiente para ter certeza de que ações como a da garotinha seriam punidas se estivesse em uma corte, e era por isso que Alima os fazia aprender sozinhos, independente do que isso custasse.❛ Você quer que eu minta, duquesa? ❜ Questionou em falsa inocência, desviando então os olhos para as linhas de suas mãos. O indicador contrário acompanhou a linha do coração, observando-a sob a cortina de cílios.❛ Vejo aqui que senhorita é uma romântica. Casamento político fora de cogitação. Seu pai sabe disso, Vossa Graça? ❜
sua cerne era egoísta o suficiente para sentir que sua boa ação diária havia sido cumprida por intermédio alheio , ninguém podia negar que ela fez o melhor que pôde ao insinuar que a outra devia ser ajudada , isso contava por algo , não ? bem , mas até lá ela não será mais tão jovem e por sorte não cometerá tantos erros , né . você aprendeu tudo que sabe sozinha ? a questão era genuína , pois ela própria , mesmo sem saber muito do que deveria , cresceu rodeada de tutores , ter que se virar soava como um conceito alienígena demais para a duquesa . depende . sussurra em confidência , um riso doce escapando dos lábios quando é vencida pela curiosidade e se aproxima o máximo que pode da venéfica para não perder uma palavra sequer que ela dizia . oh ! você parece boa . mas meu pai sabe que eu sou inútil sim . não era algo que a entristecia , ao menos não vivia com tantas expectativas em suas costas . você vê algum casamento ? nem que seja arranjado , se a pessoa for bonita ... o resto eu me viro . era crente de que o amor surgia de várias formas e , bem , era confiante ( ou estúpida ) o suficiente para acreditar que poderia facilmente fazer um futuro pretendente cair apaixonado por si . quem sabe uma paixão ... me diga algo !
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୧ “ não tem serviçais para ajuda - la nisso , duquesa ? eu posso te doar alguns dos meus . ” é calmo na fala , soprando porém a fumaça para local inverso ao dela . pelo menos alguma boa ação têm-se que fingir ser capaz de fazer . “ no meu país , existem comemorações muito mais bonitas que essa . ah , eles precisam aprender com nós , austríacos . meu pai iria se revirar na cadeiras vendo isso . ” há uma forma de se engrandecer a frente de quase qualquer coisa que acontecer . não é como se , de fato tivesse prestando atenção no que acontecia . cânticos ? ah , nenhum era sobre si , então por que prestaria atenção ? entretanto , algo que lhe puxa a se a atentar-se é o dedo indicado a si . artegant ri , como se aquilo fosse uma piada a si . os digitos seguram a mão dela , abaixando sem por força nenhuma ao toque . “ não te ensinaram nas aulas de etiqueta que isso é errado ? ah , de fato se alguém visse seria um ultraje . precisa tomar mais cuidado em como se porta . ”
deus , se você é tão inútil a ponto de precisar de serviçais para essas coisas .... agradeço a oferta , mas temo ter que recusá-la . suas babás já devem estar com as mãos cheias com você . se a hipocrisia tomasse forma ela teria a fisionomia de areum . mas não era como se o duque precisasse saber do quanto era dependente dos outros e já sentia falta de alguém ao seu lado para ordenar que lhe buscasse mais champanhe , ela quase se sentia como uma pessoa normal e o quão horripilante era aquela sensação ! cada um aqui deve pensar o mesmo de seus países natais . quão teatral tudo isso soa ? é quase ridículo . ora , se não se expressasse decerto que dormiria de mal humor , aquela festa não parecia à altura sequer da roupa que usava e isso era ultrajante . mas quem sou eu para julgar , tem pessoas que parecem estar se divertindo . deu sutilmente de ombros . mas me conte sobre as suas comemorações , porque pelo que já ouvi falar , se assemelham muito à reuniões de uma seita . mas é só o que me falaram . a cautela que circunda o assunto é no mínimo duvidosa , talvez a pouca noção que ainda cultivava de diplomacia a obrigando a soar mais educada do que gostaria . ah , se soubesse que ia me repreender assim eu teria usado uma abordagem mais brusca . o afastar pouco gentil do toque alheio é combinado com o vinco entre as sobrancelhas que aparece quando franze o cenho , único sinal da irritação que a perseguia durante aquela noite quando do rosto delicado não escapava o sorriso cortês . devia ter aproveitado que não tem ninguém olhando e da sensação que a minha palavra prevaleceria à sua caso questionado e te socado . você tem uma dessas caras , sabe ? que incita violência .
𓂅 ✰ ⋯⠀ ⠀› há poucos nobres , senão raros e seletos , que de fato cultivam o pouco de sua atenção . em partes por alimentar uma cerne narcisista e esquiva , noutra por não haver prazer maior do que desapontar a herdeira . é uma linha tenuê e volúvel em demasia: entre o flerte e a provocação . uma cólera deliciosa de sentir em sua derme , corroendo a psiquê em palavras rudes demais para proferir em público . quando eu quiser te elogiar você vai saber , princesa . não é por formalidade que articula a fala dissimulada , o apelido quase soprado na audição é carregado de outro simbolismo só delas . as írises cintilantes não peregrinam do rosto bonito , alguns poucos centímetros mais alta , ao que encara com instigação a boca carmesim . você diz como se não gostasse do que vê . não se afronta com a forma que é descrita . de certo que um pouco de selvageria em sua cerne é mero detalhe e , convenhamos , o vestido aberto quase fala por si mesma . a destra da feiticeira segura com cuidado o tecido , de modo que escorrega os dígitos do punho ao antebraço onde a arrasta com pouca fineza para perto . isso é forte demais para você , areum ? o pincelar da própria língua sob os lábios extrai ceta ganância , porém , o riso quase adocicado que dimana da garganta neutraliza parte da acidez da italiana . só cuidado para não engasgar , uh ? captura de novo a taça sem muito esmero , a canhota que descansa na curvatura da cintura da outra é impedida para segurar o punho da outra , a mão que lhe prende o rosto . não começa o que você não consegue terminar , alteza . sorriu como se estivesse lhe dando um conselho sábio , porém , a ousadia do acariciar do punho é desferida ao beber o restante do álcool .
desejava ainda ser detentora de certo asco quando ouvia aquele título da boca da venéfica , quase sentia falta de como outrora estaria à beira de tremer de raiva quando agora o que prevalece é outro tipo de expectativa . talvez fosse efeito do borbulhar oriundo das taças de champanhe , mas preferia culpar certa forma de feitiçaria pela maneira que arrepios teimosos corriam pela derme . nunca sequer deixei a entender que não me agradava , nadine . mas , ah . o riso que escorre dos lábios é doce , seguido por um suspiro lírico quando corre o polegar vagarosamente sob seu próprio lábio inferior . estava olhando tanto para minha boca que imaginei que meu batom estava borrado . a inocência no tom era forjada e a maneira que morde com cuidado o ínfero é calculada . a provocação graciosa daquela que pretendia esconder o quão afetada ficava pela presença da trevino , a proximidade instigada fazendo-a não resistir ao ímpeto de virar o rosto , a tentativa inútil de esconder o rubor que se alastrava pelas maçãs do rosto . na verdade ... o leve pigarrear mascara o desgosto momentâneo , o que resta é um gosto residual quase familiar que a faz engolir em seco , me lembra muito do seu gosto , hm ? forte e amargo , mas porra , não deixa de ser uma delícia e a torna quase febril . devia odiar como sua autopreservação dissipava-se com extrema facilidade diante da carícia efêmera , e , acima de tudo , como achava um desperdício ser a borda da taça que borrasse o batom alheio . não acaba enquanto uma de nós estivermos no chão , não foi o que me ensinou ? instiga uma naturalidade forçada para encobrir o tom desejoso .
Estendendo a mão para apanhar o frasco na palma alheia, Nequitia emitiu um pequeno som de descontentamento, estalando a língua repetidamente. ❝ Não me diga que está pensando em tomar isso! É claramente da mais baixa categoria, provavelmente vencida. Você já viu o que acontece quando come uma comida vencida? Imagine o que acontece com uma poção! ❞ Ralhou, derramando o líquido rosa claro no primeiro bueiro encontrado. Guardou o frasco, porém, pois era bonito demais para jogá-lo no lixo e ela estava precisando de mais daqueles nos últimos tempos. No mesmo movimento, retirou do outro bolso do kefta uma garrafinha de vidro pequena, adornada por serpentes de ferro escuro e contendo um efervescente conteúdo roxo claro. ❝ Aqui. Se quer experimentar algo, tome isto. Posso garantir que nunca tomou algo tão… Interessante. ❞ Sorriu. ❝ Se for muito forte, aceita um bolinho? O chocolate ajuda a mascarar o sabor! ❞ Aparentemente surgidos de lugar algum, agora Nequitia portava uma bandeja de prata com delicados muffins de chocolate.
preferia se intitular de cética do que de medrosa , mas a verdade era que sequer cogitava beber a poção que carregava com tanto esmero , em partes porque o venéfico que a presenteou não poupou elogios à sua pessoa e , quem queria enganar , areum era atraída por tudo que era bonito , rosa ou brilhante ! aquele frasco acontecia de ser um composto perfeito dos três , por isso demonstrou tamanha indignação quando este fora tomado de suas mãos e não conseguiu emitir um vocábulo sequer quando tudo que podia fazer era balbuciar desconexamente enquanto assistia com pesar o líquido bonito escorrer pelo chão . poxa , precisava ser ríspida assim ? eu só tinha gostado da cor , posso parecer idiota , mas é claro que não sairia tomando qualquer coisa por aí ! nada mais dramático do que seu choramingo , os braços cruzados em petulância quando outra poção fora lhe oferecida . a cor igualmente bonita , mas claramente não combinava com a estética da duquesa . agora acha que eu sou burra mesmo ! vai que .... vai que isso ‘tá envenenado igual naquele conto antigo da velha com a maça ! mesmo que vociferasse à sua maneira , a voz suave não era elevada o suficiente para sofrer mudanças drásticas em seu tom . esse frasco claramente não combina comigo , eu não quero essa poção . eu iria aceitar os muffins , mas agora estou chateada demais . não vai nem devolver meu vidrinho ?
Como bom seguidor do Equilíbrio, tinha de estar presente na cerimônia e acompanhar toda aquela baboseira de Crestmane. Pior que isso era ter de fingir se interessar pelas exibições venéficas. Se ele ao menos encontrasse um deles que fosse capaz de multiplicar pennies, veria alguma vantagem naqueles feiticeiros, mas até então tudo o que via nas tendas eram truques baratos. ‘ Sério? Isso é o melhor que pode fazer? E ainda esperam que coloquemos vocês pra ajudar a administrar um país… ’
pois eu achei muito interessante ! a dama replicou , sorrindo ao venéfico que assistia praticamente hipnotizada . se não fosse a reclamação alheia , decerto que passaria um bom tempo presa ali se deleitando a cada demonstração de poção diferente que fazia-a rir e se surpreender em medidas iguais . talvez ela só fosse fácil de manipular , mas isso não subtraía da intriga causada pela habilidade apresentada . não seja rude com a criança , poxa . ele parece bastante avançado para , o que ? doze , treze anos . talvez devesse tentar uma poçãozinha para os ânimos , você soa bastante cansado . e amargo . o sorriso doce não vacila do rosto por educação e , talvez , um pouco de zombaria . parecia tão século passado implicar com venéficos quando sabia bem que nenhuma linhagem ali era imaculada e ela não via ninguém julgando os humanos pelo sangue nas mãos de seus antepassados . não entendia a mentalidade de fazer aquilo com os feiticeiros .
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✧ . “Elas fazem com que nos sintamos pequenos, não acha? Coloca em perspectiva a efemeridade de nossas vidas.” Comentou ao notar uma aproximação silenciosa, porém, não se deu ao trabalho de dirigir o olhar para a outra pessoa, mantendo a atenção sobre as estrelas. “Estavam lá antes de nossa existência e estarão depois que nos formos.” Havia um quê quase melancólico nas palavras da duquesa, este misturando-se a admiração inegável que nutria pelos astros. “E chegam a ser tão numerosas que a falta de uma é suprida pelo nascimento de uma nova. Quase como nós mesmos, não? Fadados a sermos sucedidos.” Para muitos, aquela poderia ser uma conclusão deprimente, mas não para alguém como Miranda, que tinha convicção de que ainda teria o mundo a seus pés. “Até lá, acredito que só nos resta brilhar tanto quanto for possível.” Não era incomum que a Reyes proferisse frases como aquela, escondendo seus reais pensamentos por trás de um tom romântico e quase ingênuo. A realidade, no entanto, era que pretendia reluzir, de fato - com uma coroa sobre a cabeça, regendo seu país por tantos anos fosse possível.
se estivesse sendo honesta , a sensação que a possuía era de que havia se foragido da festa para cair em algo que se assemelhava em muito com um monólogo pessoal que não era suposta a ouvir ! sem contar que relativamente complexo demais para o seu intelecto , nem mesmo sua natureza romântica era capaz de fazê-la compartilhar dos sentimentos alheio sobre o céu estrelado . isso foi meio ... deprimente . concluí sob a respiração . a parte sobre brilhar falava consigo em um nível quase pessoal , mas , sinceramente , o último vocábulo que tinha o desejo de ouvir era sucessão . não existia dúvidas que ficaria estonteante com uma coroa , mas só a ideia de assumir tamanha responsabilidade lhe causava calafrios . é só poeira e energia . tudo bem que são lindas , mas estão mortas e eu odiaria pensar em mim dessa forma . como morta , eu digo , porque eu sou meio que uma estrela . modéstia a parte , claro ! mas os números não mentem e na minha casa as minhas estátuas são as que mais vendem . talvez não fosse a companhia perfeita para uma conversa profunda , mas sua falta de bom senso não a permitia que enxergasse aquilo , indo tão longe como a tomar um espaço para si ao lado da outra duquesa . difícil se sentir pequena quando elas parecem tão minúsculas olhando daqui , mas com toda certeza elas fazem com que eu me sinta solitária . são tantas ...
❛ Uh oh, eu não faria isso se fosse você. ❜ Alertou ao perceber que muse encarava a garota da tenda ao seu lado, a pobrezinha completamente perdida em ajeitar os cristais sobre o pano aveludado que havia posto sobre a mesa presente ali. Era de dar pena, e Beyza cogitou por um instante se havia sido assim em seu primeiro ano. Depositando sua atenção na recente companhia, porém, a Demir não conteve um sorriso de escapar-lhe. ❛ Curiose sobre seu futuro, não? Mas tenho que dizer… ❜ A pausa se dera enquanto tomava a liberdade de pender a cabeça em direção a figura diminuta e, aparentemente, desesperada. ❛ ela ainda está começando a desenvolver suas habilidades. Talvez eu possa te ajudar um pouco mais. ❜ E a sugestão veio acompanhada do oferecer da própria mão para que tomasse a alheia entre as suas, com confiança o suficiente para aparentar muita prática naquilo, ainda que não fosse exatamente o caso.
areum tinha sentimentos mistos sobre toda aquela exposição , entendia o conceito por trás , mas nada lhe tirava da cabeça que todo aquele circo com toda certeza tinha raízes bastante profundas em um solo condimentado em humilhação . oras , era a única palavra que conseguia usar para descrever a cena lamentável que presenciava quando resolveu vagar por ali na mais pura curiosidade . era de dar pena , de verdade ! mas quem era ela para julgar ... ela parece que vai chorar . murmurou com os olhos sutilmente arregalados , cessando imediata e nada discretamente a maneira que encarava a pobre em favor de se voltar para a fonte da voz que lhe tirou de seus pensamentos . não seria certo ajudá-la ? no caso se referia à outra oferecer ajuda , porque parecia claro que era algo que areum não faria ; e nem seria por mal ! mas de que ajuda ela poderia ser , afinal ? encarou as mãos estendidas em sua direção com um ar de dúvida , a mão pairando no ar instantes antes de entregá-la à mulher . quais são as chances de você só me dizer o que eu quero ouvir ? não que eu duvide de suas habilidade , mas ... podia ser impressionável e levemente burra , sim ! mas em todos aqueles anos de instituto ela havia aprendido uma coisa ou outra quando se tratava do interesse de algumas pessoas .
inquietação . é isso que sente ao meio daquele salão com uma diversidade tão grande de indivíduos . de onde vem , não é de se ver pluralidades como aquelas . isso o causa incômodo , certo frenesi . o cigarro é levado a boca enquanto , em seu âmago critica tudo aquilo . complexidades . aquela é a palavra que define o que acontece e o que sente . estorvo . é o sentimento que se passa ao fundo de sua cerne . “ tudo isso é … ” a boca prepara para lançar um xingamento ao notar a presença em sua volta . usualmente , artegant não se instiga a ser um merdinha perto de qualquer um . nah . ele tem que parecer decente , nem que seja o mínimo . “ interessante . não acha ? ” o sorriso é de um filho da puta dissimulado . mesmo que a falsidade tome seu corpo , tende a parecer o mais real possível . características as quais havia aprendido durante anos convivendo ali . “ essa festa é interessante para um caralho . ”
eu acho que meu cabelo vai ficar cheirando à fumaça e eu vou odiar isso . resmunga quando solta a fita de seu hanbok que enrolava no indicar por , pelo menos , uma dezena de minutos . e , sinceramente , até então parecia ser a coisa mais interessante para fazer por ali . é uma comemoração muito importante . sagrada , não percebeu isso durante os ... oito cânticos que entoaram de forma dramática ? será que era deselegante demais admitir que simplesmente não se importava com todo aquele espetáculo ? porque , pelo equilíbrio ! estava perto o bastante de quebrar ao mínimo quatro regras de etiqueta . a primeira delas , no entanto , jazia na maneira como apontou o indicador diante do rosto masculino em repreensão . linguagem , por favor . minha audição não merece essa baixaria .
Se não havia sido agraciada com poderes de fato, algo para trabalhar com Ella haveria de ter, certo? E talvez a tal magia mundana tivesse algum sentido, no final das contas. Então Gabriella ocupava seu tempo com leitura de horóscopo e óleos essenciais. No final do dia, até que funcionava — isso é, até a página dois. Agora, os dedos seguravam uma pequena haste de madeira do incenso de alfazema, que Gabriella agitava pelo ambiente. — Limpa, limpa, limpa todo o ódio coletivo e a confusão do mercúrio retrogrado. — Falava mais para si mesma, visto que não percebeu a presença alheia, até que repousasse os olhos castanhos na figura em sua frente. — Ah, oi. Agora pode usar o ambiente tranquilamente. Não tem mais energia negativa por enquanto. E cuidado quando abrir a porta, que atrás dela tem um balde de sal grosso. — Já viu as pessoas que frequentam aquele instituto? Pra tornar o lugar habitável de fato precisaria de todo o sal do mar, mas por enquanto, só aquilo já fazia o trabalho.
o que foi que mercúrio fez agora ? embora andasse sem rumo por ali em busca de um pouco de paz de espírito , era indiscutivelmente atraída por qualquer prospecto de companhia e pouco se importasse se esta fosse questionável . as pessoas culpam o planeta pelas coisas que fazem , isso sempre soou confuso demais para mim porque não faz sentido nenhum . o indicador sob o queixo evidenciava a postura pensativa . no entanto , o dígito serpentou discretamente sob o nariz para tentar evitar a inalação do cheiro do incenso que , francamente , irritava o olfato sensível . tudo isso parece uma boa forma de afastar as pessoas , colocando nome em limpar um ambiente . embora cética , não podia deixar de apreciar quem cultivava aquelas crenças .
𓂅 ✰ ⋯⠀ ⠀› curiosidade transborda em um reluzir tênue das írises escuras . primeiro observa em silêncio , quiçá um quão abstraída pela riqueza de detalhes . areum . o nome da duquesa é articulado como mel de seus lábios tingidos em rubro . há um quê de provocação implícito ali ; uma distância velada da última discussão entre ambas . é claro , porra , lenora tem orgulho e amor próprio ! mas , veja bem , perder a chance de irritá-la à bel prazer em um evento como esse ? faz tempo que eu não te vejo assim . vestida como uma princesa. a mentira implícita advém com um riso soprado , a taça com o licor questionável sequer é degustado com temor . você está quase adorável , alteza . certo escárnio e dissimulo transborda do termo que , céus , não têm um pingo de respeito genuíno . é tudo questão de cena e aparência por mera convenção ; dinâmica questionável em demasia para abstrair algum sentido . eu achei que você não fosse beber .
se fosse menos dotada de resiliência e , quiçá , detentora de um maior amor próprio já teria colocado um ponto final naquilo . os desentendimentos , a provocação , nada fazia sentido à sua cerne polida e nobre por natureza . talvez fosse obra do desiquilíbrio a maneira como cedia àquela tensão com tamanha naturalidade . o máximo que consegue demonstrar de escárnio é a maneira como franze o nariz e permite que o sorriso cortês escorregue das feições . ora que afronte implicar que ela não honrava seu futuro título de princesa em seu cotidiano . isso foi um meio elogio , lenora ? pois bem , você também está … o olhar analítico serpenteia pela figura da menor em julgamento , mas ah , quem quer enganar ! brilha nos olhos outro sentimento . como se desistisse de um elogio de verdade , abana com a mão delicadamente como se pudesse apagar o que tinha dito e então completar enquanto ostentava um sorriso de canto nos lábios rosados ; você parece menos … selvagem hoje , os ombros encolhidos indicava que ao menos havia tentado ,feiticeira . conclui em uma imitação menos ardilosa da maneira que era abordada . parece que não me conhece tão bem quanto dá a entender . a taça que segurava é deixada sobre a mesa antes de , elegantemente , se apossar do utensílio utilizado pela outra , os resvalar de seus dígitos prolongado intencionalmente antes de levar a taça alheia aos lábios . por pouco não contém o ímpeto de engasgar diante a bebida forte , tão longe do champanhe que degustava esporadicamente até ali , contudo , imagina que consegue ao menos disfarçar o desgosto . como seria capaz de perdurar mais de alguns minutos perto de você completamente sóbria ? quando a taça é devolvida à ela , aproveita da pouca distância para segurar com fineza o queixo da outra . sabe o quão difícil é para mim , jagiya ?
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