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— mariaflcr!!
Para quem olhava de longe, talvez a cena fosse cômica. Os dois gritando em meio ao refeitório, devido ao susto que levaram. Naquele momento, Mendonça sequer parecia ser a lobisomem de reflexos surpreendentes que era. Que falta fazia poder dormir. “ — Você quase me matou de susto primeiro, ok?” Passou as mãos pela face pronta para iniciar o dia. Ao menos, o grito de Lyra servira para aquilo. “ — Mas me desculpa, não era minha intenção te assustar, apesar da sua cara hilária.” Soltou um riso baixo de canto de boca, empurrando levemente o ombro do amigo em provocação. “ — É que eu não te vi chegando mesmo...” Suspirou de forma frustada. Quem a conhecia bem, sabia o quanto a brasileira era orgulhosa e lhe incomodava estar sendo vencida por seu próprio corpo daquela forma. “ — Eu odeio ter essas aulas cedo, ainda mais começando com aquele discurso chato.” '
Seu coração se acalmava e Lyra pode soltar um suspiro de alívio. Para melhorar a situação, Maria não parecia estar realmente irritada, então sua postura perdeu a tensão, um risinho vindo escapar de seus lábios. ' —— Eu achei que você iria me sentir e me ver.' declarou, erguendo as sobrancelhas. Ao ser levemente empurrado, pendeu o corpo para o lado em exagero, o sorriso travesso habitando seus lábios rosados. ' —— Desculpe se eu quase senti meu coração querer escapar pela boca!' brincou, batendo suavemente o braço no dela ao ajustar sua posição. ' —— Nossa, então você realmente estava dormindo, hein?' surpreendeu-se. Nem estava tão cedo, mas pelo visto Maria já se encontrava esgotada. ' —— Está tudo bem. E como você não tem minhas aulas no seu seu currículo, não irei tomar isso como ofensa.' Lyra brincou. Nem sequer eram de fato suas aulas, apenas fazia anotações e auxiliava o professor; quando tinha sorte, podia assumir um dia, mas era só isso. ' —— Quando seu corpo se ajustar ao novo horário, talvez fique mais fácil. Você só precisa de tempo para se acostumar a dormir e acordar cedo, não?''
Desde o assassinato de seus pais que a brasileira não sabia mais o que era uma boa noite de sono, já que todas as vezes que fechava os olhos para dormir era tomada por pesadelos envolvendo a fatídica noite. Não foi diferente na anterior ao primeiro dia de aula e agora encontrava-se pescando durante todas as aulas, extracurriculares e, até mesmo, discurso do novo diretor. Bastava encostar-se por um segundo que seu corpo amolecia e ela despertava no susto. Precisava voltar a acostumar com a rotina de aulas, pois aquela cena não podia se repetir. “ — Cacete, que susto do caramba!” A brasileira exclamou em um susto para a pessoa responsável por lhe acordar, junto a mais alguns xingamentos em sua língua natal. “ — O que, o que foi?”
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Maria parecia estar cochilando no refeitório e aquele lhe parecia ser um péssimo lugar para isso; se a garota realmente dormisse, alguém poderia resolver ser brincalhão e pregar-lhe uma peça, ainda mais estando na primeira semana de aulas. Mas sua intenção ao sentar e cutucar levemente o braço alheio não era assustá-la daquela forma; tanto é que ele próprio se assustou. ' —— Mon Dieu! Merde, Maria!' subiu a mão ao peito, o coração batendo acelerado ali sob sua palma. ' —— Eu vim te fazer o fazer de te acordar e te proteger de alguma pegadinha e você quase me mata de susto!'
— ofsmalldeath!!
१ › : As mãos já estavam cheias das castanhas que o outro não queria, comendo-as devagar demais, mas não querendo tirar os olhos das interações alheias. A cabeça pendeu para o lado, aceitando que estava sendo estranha demais, e só então desviando a atenção para Lyra. “Eu tenho trinta e dois anos, não sei se aguento me comportar desse jeito mais.” Revelou a idade pela primeira vez, sabendo que não surpreenderia tanto assim. Já havia perdido as contas de quantas pessoas havia conhecido nos últimos dias que pareciam mais novas mas tinham o dobro da sua idade. “Desculpa! Mas olha aqui, todas essas jogadinhas de cabelo e essa forma esquisita de rir.” Imitou as meninas, acabando por gargalhar. Terminou de comer as castanhas e limpou o resto de chocolate derretido no jeans escuro. “Será que eu seria popular se fosse assim? Talvez devesse testar, mas não sei se aguento a fama.”
Lyra teve que rir. Nenhum dos dois se encaixava naquele padrão para serem populares; se estivesse ali como estudante, provavelmente seria apenas ignorado ou irrelevante. Mas algo lhe chamava atenção, quando a amiga insistia em dizer que tinha mais idade do que aparentava, arriscava consigo mesmo que não passava de vinte e cinco. Ouvir quase dez anos a mais da idade estipulada lhe fez erguer as sobrancelhas. ' —— Você é realmente mais velha do que eu?' Indagou com um sorriso sapeca. Não segurou a risada quando a viu imitar as moças, mas não podia dizer que não entendia a vampira mais velha; para algumas pessoas, ser aceitos na sociedade ou no círculo que ansiavam, era prioridade. Não importavam se pareciam ridículos. E, bem, Lyra gostava de poder ter com o que se divertir ao zombar das pessoas. ' —— Eu acho que nem minhas irmãs adolescentes se comportam assim, sabe? Essas aí me parecem tão exageradas que chega a ser falso.' disparou. ' —— A fama é o que move algumas pessoas, talvez seja o que impulsiona a agirem assim também, não? Eu não serviria para isso e tenho certeza que você também não. Nós temos o parafuso que aperta quando a coisa está começando a ficar ridícula, as outras pessoas parecem que não têm.'
🎇 Mais um semestre de aula significava que era mais um momento de ver rostos novos pelos corredores de Millard e a fae não poderia mentir, amava tudo aquilo porque a escola era praticamente — ou totalmente — sua casa e vê-la repleta de vida tornava tudo mais animador. Os saltos batiam pelo chão de madeira conforme a ruiva caminhava em direção ao refeitório para poder tomar o café da manhã e ir em seguida para a aula, os olhos violáceos observando com atenção os estudantes conversando animadamente com os amigos, além é claro, dos rostos perdidos. — Ah, eu sempre adoro voltar para esse lugar depois das férias. Nada poderia me deixar mais animada. — comentou mais consigo do que com qualquer pessoa, sem notar que estava ao lado de alguém.
A estrutura de Millard era magnífica. Lyra tinha conseguido o estágio no final do semestre passado mas tinha aproveitado tão pouco por estar ainda se adaptando ao local que agora, ao pisar ali de novo, encantava-se com os corredores, as colunas, o ambiente da mansão em si parecia incrível. O problema, porém, era aquilo ser uma escola. Não tinha boas lembranças de sua época de estudo, pelo menos não antes da universidade ao qual preferiu cursar com os mortais. Atualmente encaminhava-se para uma área que tinha paixão, a arte Élfica, e esperava assim estar mais perto do mundo sobrenatural. ' —— Voltar para a escola te anima? Uau, a situação está tão difícil assim?' brincou com a outra fae.

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१ › : Depois das primeiras horas da manhã era mais fácil retomar o humor usual, não tão irritada quanto geralmente ficava ao acordar cedo. A garrafa de café acompanhava a metamorfa como se sua vida dependesse disso, a fazendo recuperar o brilho nos olhos, assim como o interesse no que acontecia ao redor de si. Sua atenção se voltou completamente para um grupo de garotas que se abraçavam e cumprimentavam animadamente, fofocando sobre as férias de verão. A sobrancelha se ergueu e, por mais que soubesse quão estranho seria fazê-lo, continuou a observá-las pelos segundos seguintes, os olhos vidrados no grupo. “Não é tão creepy assim observar as pessoas, é? Quer dizer, é muito mais estranho uma vampira de quase cem anos se comportar como adolescente ou uma bruxa falar de compras como se isso fosse a coisa mais legal da vida dela.” Observou, tentando não parecer grossa.
❪ ou responde o post com um emoji que eu abro algo fechado pra gente! ❫
Tinha se distraído com o saquinho da barrinha de cereais, tirando as castanhas que não gostava para comer apenas a parte do chocolate. Sendo assim, mal notou de início a garota mais nova agindo de maneira indelicada. Quando ergueu os olhos para oferecer um pedacinho do lanche para a amiga, soltou uma risada com a alfinetada alheia. ' —— E você está certa. Não em encarar, claro, mas com essa história aí. É muito esquisito.' para os fae, Lyra não passava de uma criança, mas sequer conseguia agir como tal. Ter apenas vinte e quatro anos não significava nada para uma espécie que vivia milhares; todavia, estranhava quando via criaturas mais velhas ali estudando e agindo como adolescentes. ' —— Pode ser aquele negócio de querer ser aceita em um grupo? E pare de encarar, por favor! Pelo amor das petúnias, amour.'
LYRANDAR TETHIR ERTHANA
24 ANOS. Fae. Estagiário de Arte Élfica.
+ Gentil + Carinhoso + Fiel
- Teimoso - Indelicado - Inseguro
Cis-gênero masculino. Assexual; homoromantic.
→ Nasceu na França.
→ Prefere que lhe chamem de Lyra porque acha o nome muito feio.
→ Sua família é conhecida por não aceitar miscigenação; são fae puros.
→ Assim como conhecidos pela pureza na linhagem, também são conhecidos pelo fato dos machos terem no mínimo cinco esposas, eles levam a sério a questão de procriar para aumentar a população.
→ Existe uma regra na família que todo fae macho precisa ter o primeiro filho até os 25 anos. Caso isso não aconteça, ele será forçado a ter o primeiro casamento escolhido pela família.
+ headcanons e o resumo!!
someone: -doesn’t reply with as much enthusiasm as me-
me: well if you want me to die you don’t have to be so damn cryptic about it

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