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There's Something Disturbing Your Sleep? @Selina Montague | Flashback
 Ainda parecia engraçado a forma de reagir, mas após sentir um arrepio percorrer a extensão da espinha ao ouvir a nota do ravino mais novo. Claro que ela ainda se sentia muito tola, ainda mais agora com o questionamento do rapaz. — É besteira, você só me… assustou. Pensei que fosse um monitor, ou algum fantasma. — Ok, a explicação não parecia muito convincente apesar da expressão séria delineada no rosto da morena. E o sinal mais claro de que estava falhando miseravelmente em esquivar de futuros ou já decorrentes questionamentos era ter mencionado fantasmas ao final da frase. Certamente ela não tinha medo daquilo, embora ao refletir de forma melhor o que dissera acabara dando uma risada fraca, um tanto nervosa. — Bom, um fantasma na verdade não… — Começou novamente a se explicar, ainda que fosse de alguma forma em vão. — …afinal eles já andam pelos corredores que eu mal os noto. Fico com a primeira opção de antes. — Acenou afirmativamente a cabeça, como se quisesse também se convencer sobre o que dizia.
Tivera a mesma resposta, sĂł que bem menos detalhada e mais evasiva em quase par com os gestos de Montague. NĂŁo fora necessário se replicar, quando anteriormente tivera uma explicação sobre estar perambulando pelo corredor, e de certo verdade ou nĂŁo era a primeira coisa a se pensada quando se Ă© pego de surpresa. Contudo, a morena já nĂŁo analisava maiores questões. Ele nĂŁo entendia o motivo das desculpas excessivas e nem ela mesma ao certo sabia, o que fora mais sensato externar um pensamento mais do que lĂłgico par ela. — Bom, Ă© que obviamente ao nĂŁo esperar me encontrar… bem. NĂŁo Ă© realmente necessário uma conversa, se nĂŁo quiser. Estava apenas me antecipando por um possĂvel incĂ´modo. — Continuou em sinceridade, sabia muito bem que nem ela ou o garoto que tinha uma expressĂŁo mais quieta gostaria de tal afobação em forma de palavras.
Ao anunciar a saĂda nĂŁo demorou muito que ele tambĂ©m se pronunciasse, declarando que ainda seria a companhia dela atĂ© a caminhada ao SalĂŁo Comunal. Aos passos vagarosos e um tanto hesitantes sem motivo, ela continuou escutando a voz do ravino a fundo, mirando o chĂŁo como se fosse um ponto muito interessante. — De forma alguma. — Anunciou de forma ainda baixa, continuando o caminho. — De certa forma, vamos dizer que foi bastante sorte de ambos. VocĂŞ sĂł, deveria ter falado ou se revelado antes. Por Merlin, eu quase o azarei. Mas, apenas porque pensei que fosse algum sonserino idiota. Antes que pense que eu saio atacando qualquer um. — Sacolejou os ombros de forma displicente quando elevou uma das mĂŁos para ajeitar uma mecha de cabelo. Esqueceu-se por hora que ainda estava com a varinha em punho e a guardou dentro do roupĂŁo fino que usava sobre as vestes de dormir. Escutou a mais nova pergunta do moreno, e por uma fração de segundos franziu o cenho devido a aleatoriedade desta. Ponderou por um curto tempo, já sabendo o que responder. — Ora, se existem lobisomens, fantasmas e tantas outras criaturas. Vampiros definitivamente nĂŁo seria muito difĂcil de existirem. Claro que, eu nunca tenha cruzado com atĂ© entĂŁo. Apenas sei sobre algumas teorias acerca deles. — Explicou brevemente, nĂŁo deixando a curiosidade morrer dentro de si. — Por quĂŞ? VocĂŞ tambĂ©m acredita que eles existam? … No castelo? — Direcionou o olhar ao rapaz ao lado, quando diminuĂra o ritmo para ele se aproximar.
NĂŁo pode evitar um breve sorriso que exibiu os dentes ao final da frase de Selina justamente pela ironia que continha-se nela – lá estava a ravina, frente a frente com um vampiro (apesar de nĂŁo saber disso), afirmando que tinha medo de fantasmas, uma das criaturas mais pacĂficas do castelo. Bem, exceto pelo Peeves. – NĂŁo, nĂŁo, eu entendo. O Peeves pode ser bem assustador quando quer – arqueou as sobrancelhas, tentando fazer com que a morena ficasse mais confortável, enquanto lembrava-se de quando Peeves descobriu que ele era um vampiro. NĂŁo foi engraçado, nem um pouco. O episĂłdio atĂ© requereu a presença imediata de Dumbledore – e tambĂ©m do Bloody Baron – para evitar que Peeves espalhasse aquilo pelos quatro ventos. – Digo isso por experiĂŞncia prĂłpria, mas nĂŁo pergunte – apesar de ter suavizado a expressĂŁo, realmente nĂŁo queria que ela perguntasse. NĂŁo queria inventar mais uma mentira.
Para o hĂbrido, era claro que Selina estava desconfortável Ă sua presença. Os sentidos aguçados por ser parcialmente vampiro conseguiam captar os mais diversos sinais que evidenciavam o pensamento anterior, algo que era perceptĂvel atĂ© mesmo para um humano mortal. Primeiro, o batimento cardĂaco dela estava acelerado – nĂŁo muito, mas o suficiente para denunciar um nervosismo. Segundo, quando começava a falar, gesticulava com as mĂŁos e atrapalhava-se com as prĂłprias falas, por vezes se contradizendo e exagerando em explicações. Terceiro, ela nĂŁo o olhara nos olhos nenhuma vez desde que se viram. Isso era novidade para Lorcan. Talvez nem tanto, já que nĂŁo era incomum as pessoas sentirem-se desconfortáveis ao seu lado, mas nĂŁo era nada como aquilo, nada que beirasse o medo. Ele entendia, parcialmente, como seu pai gastara mais de metade da vida conquistando garotas e mordendo pescoços. Aquele sentimento de causar medo trazia uma adrenalina em suas veias e ele viu-se falando e agindo de uma maneira que jamais faria. – NĂŁo queria ser visto, tinha esperanças que vocĂŞ desse meia volta e evitarĂamos esse momento estranho – deu de ombros, sendo sincero quanto a como se sentia com aquilo. Mas, ainda assim, qualquer conversa com outra pessoa era considerada estranha por ele, exceto com Dirk.
O novo assunto, vampiros, fez com que Lorcan se soltasse mais, ao contrário do que ele imaginava que aconteceria. Sentia-se um predador. – Eu acredito, de fato. E nĂŁo me surpreenderia se encontrasse com um em um corredor deserto de madrugada. Como vocĂŞ disse, existem lobisomens e fantasmas aqui, por que nĂŁo vampiros? – Notou que ela diminui o ritmo e, inconscientemente, aproximou-se dele. Como seria fácil. NĂŁo havia ninguĂ©m ali por perto, como ele constatava pelo silĂŞncio absoluto que envolvia os dois ravinos. NinguĂ©m para ver, ninguĂ©m para denunciar, ninguĂ©m de quem se esconder. E Selina ali, vulnerável, agindo como uma presa e fazendo exatamente o que ele esperava. NĂŁo pensou nas consequĂŞncias, nem que provavelmente seria expulso se Dumbledore ou qualquer outra pessoa descobrisse, sĂł pensou no momento e no sangue que pulsava suavemente na veia visĂvel no pescoço de pele clara de Montague. – NĂŁo grite – disse com o olhar incisivo, logo antes de alongar suas presas.
Foi Ă festa?
De Halloween? NĂŁo, fiquei no SalĂŁo Comunal mesmo.
[Flashback] She found the lonely sound — Alana & Lorcan
“Alana Ledoyen.”
Merda.
Professor Slugorn ainda aguardava aquela que havia chamado com um pergaminho onde lia os nomes dos alunos que precisariam de tutoria até os NOMs em mãos. Alana não precisava de tutor nenhum. O último “A” que recebera em seu dever, abaixo do “E” que recebera anterior a este não era um “T” para tanto alarde. Mas mesmo assim, seu nome estava na terceira posição da lista do diretor de sua casa, que estendeu um envelope pequeno quando por fim se aproximara da mesa. Embora o professor exibisse um pequeno sorriso compreensivo, a francesa limitou-se a abaixar a cabeça e virar-se a fim de voltar para seu lugar. Suas bochechas estavam quentes, assim como o pescoço e as pontas de suas orelhas. Sentara ao lado de uma menina de pele morena e fitas coloridas nos cabelos, mas não a conhecia. As aulas de poções do quinto ano da Slytherin eram divididas com os estudantes da Ravenclaw. Algo realmente bom, ela pensava, considerando que a casa azul era a mais próxima da sua.
“Srta Ledoyen,
Devido seu baixo aproveitamento nas aulas de Poções em relação às outras matérias, a senhorita está convocada a comparecer as reuniões de tutoria com o senhor Lorcan d’Eath todas as sextas-feiras após sua última aula do dia na biblioteca.
Professor Horace Slughorn.”
Era quinta feira e se Alana acreditasse em qualquer coisa, pediria para essa coisa que a semana terminasse logo. Pediria para que seu professor reconhecesse que aquilo era totalmente desnecessário. Olhou para o outro extremo da sala onde o supradito no pergaminho lia um pergaminho que provavelmente anunciava a mesma coisa que o seu. Ele tinha os cabelos negros e olhos fundos, como se nunca dormisse direito. Era pálido e nunca o vira sorrir. Respirou profundamente e deixou que o ar escapasse por entre os lábios sentindo a cabeça começar a pesar. Teria que falar com ele. Combinar onde se encontrariam, qual ponto seria estudado e mais um monte de besteiras que até então foram ignoradas pela garota.
A aula estava terminando, e nĂŁo teriam mais nenhuma naquele dia. O professor tirava as dĂşvidas de alguns alunos que formavam um meio cĂrculo em volta dele e a slytherin sabia que faziam aquilo apenas por causa da grande influĂŞncia que poderiam ter no futuro caso o professor simpatizasse com eles. Lana já separava seus materiais guardando todos na mochila grande demais e pesada demais para alguĂ©m de seu tamanho, para que pudesse sair o mais rápido dali. Talvez fosse melhor deixar para falar com o ravenclaw pálido quando fosse realmente necessário. Sinceramente, ela nĂŁo tinha vontade alguma de puxar qualquer conversa depois de saber que precisava de tutor para aumentar suas notas.
No entanto, quando colocou a bolsa pendurada em seu ombro direito pensando em alguma maneira de fazer com que aquilo ficasse mais leve, seu caminho fora bloqueado por alguĂ©m centĂmetros mais alto que ela. Levantou a cabeça para que pudesse mirar o rosto de Lorcan d’Eath que ao contrário de sua conclusĂŁo anterior, parecia querer conversar a respeito das tais aulas que se iniciariam no dia seguinte. Colocou uma mecha do cabelo comprido para trás da orelha ainda o encarando e encostou-se em sua carteira, esperando que ele começasse a falar o que quer que fosse.
No momento, aulas eram a Ăşltima coisa na lista mental de preocupações de Lorcan, muito menos aulas de Poções, sendo essa a matĂ©ria que o hĂbrido obtinha as melhores notas. Slughorn começara a pronunciar nomes de alunos que precisariam ter tutoria especial atĂ© os NOMs e, como tinha certeza que nĂŁo estava envolvido na lista, deixou a mente divagar sobre os assuntos que mais lhe preocupavam no momento. No entanto, teve pouco tempo para isso, pois, quando menos esperava, seu nome foi chamado em voz alta pelo mestre de Poções. NĂŁo conseguiu esconder a expressĂŁo confusa instalada em seu rosto – ele realmente precisava de um tutor? SĂł pensar em ter que estudar semanalmente com a mesma pessoa já lhe dava más sensações – o ravenclaw nĂŁo era o maior fĂŁ de interações humanas e banais. NĂŁo quando podiam descobrir seu segredo.
Por respeito ao professor, levantou do lugar onde estava e foi até a mesa dele, já pensando em alguma desculpa que convencesse Slughorn que ele estava indo bem e não precisava de ninguém para ajudar. Antes que pudesse começar o discurso ensaiado em alguns segundos, abriu o pergaminho que lhe fora entregue. A situação era pior do que pensava.
 “Sr d’Eath,
Devido seu bom desempenho nas aulas de Poções, o senhor está convocado a ajudar a senhorita Alana Ledoyen a melhorar seu aproveitamento. As reuniões de tutoria serão todas as sextas-feiras após sua última aula do dia na biblioteca.
Professor Horace Slughorn.”
Todas as sextas-feiras. Lá se vai sua privacidade, suas horas sozinho que tanto prezava. Não conhecia a garota citada por Slughorn, mas apenas um olhar pela sala já o fez encontrá-la, lendo um pergaminho semelhante ao dele. Era quase tão pálida quanto ele e consideravelmente mais baixa – ou ele era alto demais -, com cabelos negros e traços indiscutivelmente franceses, assim como a mãe de Lorcan, Aine. Discutia consigo mesmo se era melhor falar sobre isso já ou deixar que o assunto fosse esquecido por ambos. Considerando que era sua reputação com Slughorn que estava em jogo, achou melhor combinar já todos os encontros – franziu o cenho novamente em pensar nas suas próximas sextas-feiras – decidiu ir atrás de Alana para adiantar os assuntos. Não queria que ela o procurasse.
Apressou os passos em direção a ela, que já estava colocando a alça da mochila no ombro, e a alcançou antes que pudesse dar o primeiro passo Ă saĂda, bloqueando o caminho. Ela nĂŁo parecia muito feliz com aquilo, talvez tivesse decidido esquecer, ao contrário de Lorcan. – Suponho que vocĂŞ seja... Alana Ledoyen, certo? – Olhou para o pergaminho, certificando-se do nome dela, enquanto o pronunciava com o sotaque levemente francĂŞs herdado pelo convĂvio com os pais. Mantinha a expressĂŁo sĂ©ria, deixando claro que aquele contato sĂł estava sendo feito a mando do professor, nada mais. NĂŁo precisava de mais amigos, nĂŁo precisava de mais uma pessoa a quem mentir sobre as vezes que sumia ou por que ninguĂ©m podia passar alguns dias das fĂ©rias em sua casa. – Achei melhor resolver isso logo, afinal, sexta-feira já Ă© amanhĂŁ – pigarreou antes de continuar a falar o que planejara. Lorcan era assim, tudo que falava e fazia era friamente pensado e calculado com alguns segundos de antecedĂŞncia, cuidado nunca era demais.
eu sei o seu segredo
Qual deles?

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Se esqueceu da Alana, foi?
Alana, well... Alana nĂŁo ia querer saber de mim nem se eu fosse o Ăşltimo bruxo vivo.
NĂŁo esqueci. She's not that easy to forget.
MEIA NOITE MEIA NOITE ME DIZ QUE CĂŠ FAZ
Saio pra andar pelo castelo. Ou beber sangue na ala hospitalar.
quais os amigos mais prĂłximos a vocĂŞ?
Dirk e River são os únicos amigos próximos. Apesar que... Morgaine está bem presente ultimamente.
se vocĂŞ morresse hoje, o que faria no seu Ăşltimo dia de vida?
I'd drink human blood directly off their veins again.
por quem vocĂŞ colocaria a mĂŁo no fogo? (metaforicamente falando rs)
Meus pais, obviamente, e pelo Dirk.

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Em quais pescoço gostaria de dar umas mordidas?
Morgaine, River, Hestia...
defina morgaine em uma palavra
Enigmática.
There's Something Disturbing Your Sleep? @Selina Montague | Flashback
Finalmente o garoto finalmente se pronunciou, mesmo nĂŁo deixando a morena completamente aliviada. Claro que nĂŁo era uma atitude muito costumeira de Selina, mas situações passadas demonstraram que nĂŁo poderia andar tĂŁo despreparada nem mesmo nos corredores do castelo. Um pequeno sobressalto fez com que Montague ficasse um pouco curiosa ao rapaz perguntar-lhe quem ela era, exatamente acertando o nome desta logo de inĂcio. Antes mesmo que ela repetisse a pergunta ao avançar um passo a frente da setimanista, ele revelou quem era. Lorcan. Aquele nome era familiar ao reconhecer e ouvir poucas vezes aquele ao SalĂŁo Comunal. Era dois anos mais novo que ela e ainda sim se tornava uma surpresa saber algo sobre a ravina. — Montague. — Completou de forma quase formal ao colega de casa, ao conseguir observar melhor as feições pálidas do rapaz. Alguns rumores cercavam ao comportamento do rapaz, mas Selina nunca dera trela a tais absurdos. Lembrou-se subitamente da posição da varinha, abaixando-a um pouco ainda mantendo-a acesa para iluminar o ambiente sombrio. NĂŁo lhe pareceu muito educado continuar em tal posição nada amistosa, o tom de voz usado por ele alertou de que ao menos ele nĂŁo queria problemas. TĂŁo pouco ela os queria pra si.
— Desculpe, Lorcan. — Respondeu em pedido de uma pequena lástima por ter se portado de maneira tão… ela não saberia definir. — Eu só fiquei… deixa pra lá. — Não complementou a frase, se sentindo muito tola em admitir que estava com receio de qualquer coisa, e soaria muito pior caso admitisse isso ao muito mais novo rapaz. Afinal, era um mero quintanista. Que mal afinal ele poderia causar-lhe? Nada além do susto óbvio que fizera a ravina pensar duas vezes antes de se aventurar outra vez nos corredores, futuramente. Era claro que a pergunta mais normal ao se formar na mente de Selina era o que diabos o rapaz estava fazendo por lá, juntamente à ela que perambulava em meio da noite. Aparentemente, sem sono. Se viu obrigada a engajar uma pequena conversa para sanar as dúvidas que pairavam na cabeça da mais velha. — Não é muito tarde para andar por a� — Questionou já prevendo que lhe viria a mesma pergunta pra ela, o que parecia irônico justamente lançar tal interrogativa para o jovem se ela mesma, já estava quebrando parte do regulamento do castelo. Ponderou por alguns minutos até quebrar o silêncio ao dizer diretamente o que fazia lá, mesmo que isso nem fosse do interesse dele ou ao menos uma justificativa. Estavam duplamente errados.
— Estava sem sono e pelo visto nĂŁo pareço ser a Ăşnica ao sofrer deste mal. Ao menos, suponho que esteja sem sono. Quer dizer… — Começou a se explicar deixando evidenciado o quanto ainda estava desconcertada com a situação. — Desculpe. — Se desculpou pela segunda vez na noite e nem sabia exatamente porque, mas imaginava que ele nĂŁo estava ou nĂŁo planejava tanta falação naquela hora da noite. Ela mesmo, nĂŁo gostava muito de sair falando desenfreadamente ainda acreditando que estivesse movida por um bobo nervosismo. — Acredito que eu vá voltar pra Torre agora. Boa noite. — Anunciou em fazer menção de sair e nem fez a mĂnima questĂŁo de convidar ou deixar que o rapaz voltasse com ela. Apenas disse, ainda que estivesse parada como se o frio que fazia no castelo tivesse a congelado por dentro. Â
Depois de alguns momentos de tensão que seguiram após a revelação de Lorcan, a ravina mais velha finalmente abaixou a varinha, antes em posição nada amistosa. Talvez fosse um bom sinal, Lorcan pensava, mesmo ela sendo extremamente formal e cordial com o companheiro de casa. Logo após pensar isso, ela pediu desculpas, algo que Lorcan com certeza não previa que aconteceria. Ela aparentava estar agitada, apreensiva e algo mais que Lorcan não sabia identificar. Medo, talvez? Não era mentira que os rumores acerca do comportamento e das atitudes inusitadas de Lorcan rondavam o castelo inteiro, principalmente a Ravenclaw. Mas, para sua sorte, só achavam que ele era esquisito, nada mais. – Ficou o quê? – Seguiu o questionamento com mais um passo para a frente, diminuindo a distância que os separava. Estava curioso com relação à Montague e aquele receio súbito pela companhia dele. Não tinha como ela saber que ele era... Tinha?
Aparentemente, a curiosidade era mĂştua, visto que agora ela indagava sobre o motivo de ele estar andando por aĂ tarde. Ah, desculpe, Selina. É que eu sou meio-vampiro e durmo muito pouco, entĂŁo quase todas as madrugadas eu passeio pelos corredores para tirar o tĂ©dio, sabe como Ă©. Respondeu-a, sinceramente, apenas em pensamento. Imaginava qual seria a reação dela caso ele dissesse o que pensava. Sairia correndo gritando? Procuraria Dumbledore? Provavelmente, para ambas perguntas. – É tarde, sim, mas eu nĂŁo conseguia dormir. E vocĂŞ? – Decidiu por responder a mentira, claro, mas replicara o questionamento para ela. NĂŁo se conheciam, mal se falavam em Hogwarts, mas o fez para continuar a conversa e pois parecia a atitude esperada no momento. Pela segunda vez na noite, ela se desculpou, depois de explicar que sofria do mesmo mal: falta de sono. Lorcan nĂŁo entendia o motivo de tantas desculpas, mas tinha certeza que nĂŁo aparentava ser tĂŁo intimidador quanto Selina imaginava. – NĂŁo precisa pedir desculpas, nem sei o motivo pelo qual o fez. De novo. – Admitiu, deixando escapar um sorriso discreto no canto dos lábios. Estava achando aquilo, no mĂnimo, divertido. Já chegara Ă conclusĂŁo que Montague estava, sim, com medo dele, e essa era uma sensação que nĂŁo havia experimentado antes.
- Eu lhe acompanho. – Anunciou, juntando-se Ă ela na caminhada de volta Ă Torre, mesmo sem ter sido convidado. – Se nĂŁo se importar, claro. – Enfiou as duas mĂŁos nos bolsos das calças, sem saber exatamente o que fazer com elas. Nem mesmo sabia como agir, aquela situação toda era novidade e a dĂşvida se ela sabia ou nĂŁo da condição especial dele, se acreditava ou nĂŁo nos rumores, era algo que nĂŁo conseguia tirar da cabeça. – Pelo menos nĂŁo fomos pegos por aĂ. Digo, por algum monitor. No mĂnimo, perderĂamos pontos para a Ravenclaw. – NĂŁo queria que se instaurasse um silĂŞncio constrangedor e ainda tinha que descobrir o que exatamente a mais velha sabia sobre ele, apenas nĂŁo sabia como abordar o assunto de uma maneira sutil, sem se denunciar. A Ăşltima coisa que queria era que soubessem que ele era um hĂbrido, pois tinha certeza que o fato nĂŁo seria encarado de boa forma. – VocĂŞ acredita que vampiros existam? – Parecia um questionamento normal e que lhe daria a resposta necessária.
Shadows and Regrets | Lorcan & Morgaine
Os raros dias de sol que eram testemunhados no Castelo de Hogwarts estavam longe de serem os favoritos de Lorcan. Felizmente, eles eram tĂŁo raros quanto desgostados pelo ravino. Infelizmente, aquele era um dos poucos. Aine e Antoine, pais de Lorcan, descobriram, quando o filho ainda era bem novo, que ao ficar longos perĂodos exposto ao sol o pequeno hĂbrido ficava fraco e levemente desnorteado. Assim, conforme ele foi crescendo, adquiriu o hábito de sempre carregar consigo uma barra de chocolate no bolso da calça caso acontecesse uma situação inesperada com raios solares. Depois de uma interminável aula de Herbologia nas estufas, tudo que Lorcan queria era ir para seu dormitĂłrio e relaxar, em paz, sem a presença de ninguĂ©m. No entanto, seu plano fora descartado quando, ao pisar fora das estufas, Lorcan sentira a conhecida fraqueza devido Ă s frestas de sol que adentravam pela superfĂcie transparente do local.
Tateou o bolso da calça em busca da conhecida barra de chocolate e, ao encontrá-la, olhou pelo gramado de Hogwarts em busca de alguma sombra. Para azar seu, todas as sombras de árvores estavam ocupadas por alunos que, ao contrário de Lorcan, apreciavam a rara presença de sol e vieram relaxar depois de um longo dia de estudo. Não conhecia nenhum deles o suficiente para aproximar-se e pedir um pedaço da sombra, por mais estranho que soasse. Mas, um pouco ao longe do seu inicial campo de visão, d’Eath avistara Morgaine Macnair. Desde o primeiro encontro dos dois, no qual Lorcan quase fora pego no flagra bebendo sangue na Ala Hospitalar, Morgaine mantinha a desconfiança com o garoto, e com razão. No entanto, Lorcan fazia de tudo para provar sua história, que ele era um garoto normal, sem obter sucesso nenhum com a sonserina. Naquele momento, ela era sua única opção.
Andou em passos largos até a árvore na qual ela estava encostada e, sem pedir permissão, sentou-se ao lado dela. Por um instante, Lorcan pensou que ela estivesse machucada, mais uma vez, pois sentiu um cheiro diferente de sangue fresco com o qual estava acostumado. Se Lorcan tivesse essa capacidade, ele com certeza ruborizaria ao constatar o motivo para o cheiro – aqueles dias do mês feminino. Quase se levantou e foi embora, mas imaginou o quão rude seria e também se teria capacidade de alcançar a porta do Salão Principal sem fraquejar no meio do caminho. – Todas as outras sombras estão ocupadas. – Deu de ombros, decidindo ficar com Macnair e afastando o pensamento anterior que tivera sobre ela. Encostou-se no mesmo tronco de árvore e alcançou o bolso da calça com a mão, retirando dele uma barra de chocolate ao leite comprada fim de semana passado na HoneyDukes. Deu uma mordida, saboreando o conhecido gosto e sentindo que ficava um pouco mais forte conforme a energia passava para seu corpo. – Você quer? – Disse, oferecendo à garota de pele alva ao seu lado. – Soube que chocolate ajuda nesses dias. – Não percebeu, nem mesmo depois de ter dito isso, que a frase denunciava que Lorcan sabia de algo que não devia saber, principalmente aquilo.

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You gotta spend some time, love. You gotta spend some time with me. And I know that you'll find love, I will possess your heart.
... possess my heart? I strongly advise you not to. Bad things happen.
How I wish you could see the potential... the potential of you and me. It's like a book elegantly bound, but in a language that you can't read.
And who exactly are you? I like books, though. Just teach me this language that I can't read.