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But only if
If you're reading this
Get out of my fucking head
Especially at nights.
Sincerely,
The girl who hate the lights
one item off my list
One-Way Street
(I think taylor would be proud)
Verse 1
I’m a relentless caller
And this is a one-way street
I have no shame in saying
All I want is you with me
So pick up the goddamn phone
And put me out of my misery
Kill me gently, darling
As you bury the truth in me
Pre-Chorus
I’ll never say it out loud
Oh, I wouldn’t dare
But I still catch myself wondering
If we could’ve gone somewhere
Chorus
I wish we could work
I wish we could work it out
But every road leads nowhere
As all my poetry of you just fades out
You ripped from me the good I swore I never had
What a hurtful way to die
And while I couldn’t breathe
You kissed my face and said I’d be alright
Verse 2
This is a dead-end street
In this tired, old town
And I’m sick of coming back
To where I always let you drag me down
I was only a sad little show
Some broken act somehow
But I’m still standing
Though I don’t know how
Pre-Chorus
Somehow I’m still here
Though I know I should hate your guts
I should let it hit the wall
I should finally give it up
Chorus
I wish we could work
I wish we could work it out
But every road leads nowhere
As all my poetry of you just fades out
You ripped from me the good I swore I never had
What a hurtful way to die
And while I couldn’t breathe
You kissed my face and said I’d be alright
Bridge
My mind keeps spinning circles
Around the melancholy things
The ghost of every promise
And the deafening silence that it brings
You left without a warning
But your shadow never left
Now I’m talking to the dial tone
Trying to love what’s dead
Final Chorus
I wish we could work
God, I wish we’d worked it out
But this one-way street keeps leading me
Back to all my doubts
What a hurtful way to die
To carry someone long after they’re gone
And every night I'll hear your voice
In the echo of this song
End
I’m a relentless caller
But nobody’s on the line
Just me and all the memories
You cruelly left behind.
Sobre o que sempre fica
Escutamos desde muito cedo que nada dura para sempre. Mas e se eu te disser que algumas coisas ficam?
E elas não ficam por obrigação, por princípios ou por morais absolutas.
Algumas coisas, poucas coisas, ficam por amor.
Porque é amor quando fazemos as pazes com aquilo que parte. E é por amor que certas partes de nós nunca verdadeiramente nos abandonam.
É amor quando o quarto da infância deixa de ser paredes e concreto para se tornar um lugar de livre acesso dentro da alma.
Só o amor é capaz de revelar aquilo que sempre seremos.
Como um feitiço, sou aquilo que escrevo: aquilo que nasce na minha alma e encontra seu lugar de direito no papel.
Escrevo hoje para trazer à superfície aquilo que está enraizado na minha carne:
Eu sou. E isso não muda.
Eu sou todos os alvoroços nos horários de almoço.
Eu sou todas as discussões para decidir quem vai dar comida aos cães.
Eu sou cada madrugada cercada por essas fotos na parede.
Eu sou cada domingo com cheiro de batatas fritas.
Eu sou as verdades ditas sem pudor.
Eu sou a falha da perfeição, herdada de geração em geração, e que me cai tão bem.
Eu sou as conversas atravessadas na minha cama depois do consultório.
Eu sou os sustos, as brigas e as reconciliações que nunca exigiram esforço.
Nada muda quando amamos o simples que faz morada dentro da complexidade.
Vou ser para sempre apenas uma garota que sente demais.
Uma garota que pensa demais.
E uma garota que, talvez, escreve demais.
Enquanto eu estiver por aqui, eu sou, eu serei e eu fui.
Tudo junto e misturado.
Não preciso de linhas cronológicas que me expliquem o que é presente, futuro ou passado.
Porque eu sei que existem coisas que ficam.
Fica aquilo que é,
Sem medida.
Sem tempo.
Sem lugar.
Sem morada.
Permaneço com tudo aquilo que me fez ser.
E, no fim, continuo sendo apenas uma garota que é muito amada.

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Sobre o que se vai
Existe a primeira casa, a primeira melhor amiga, o primeiro braço quebrado. Depois vem o primeiro beijo, seguido do primeiro coração partido. Por lógica, o primeiro porre e, sem falhar, a primeira ressaca. Tem também o primeiro carro e, com ele, a sensação de finalmente descobrir todas as certezas do mundo.
No final do dia, eu sou só uma garota que sente demais.
Eu me lembro de todas as primeiras vezes, mas o grande ponto é que sempre vivi cada uma delas como se fosse a última.
Saboreei toda aquela liberdade que a gente sente quando está aprendendo a voar e rejeitei todas as tentativas de me manter com os pés no chão.
Mas o tempo é o senhor da trapaça.
Ele passa, e nada lhe escapa.
Hoje sinto que ele me passou a perna. Caí em mais um de suas famosas armadilhas. Mais uma vez, ele aconteceu.
Ainda assim, sou grata por receber, todos os dias, um pouco mais de sua graça.
Hoje deixei meu primeiro carro ir embora, mas eu não chorava pelo metal.
Chorava pela garota que, por quilômetros e quilômetros, tentou chegar ao lugar onde está agora.
Enxerguei estacionadas nele várias versões de mim mesma, construídas ao longo do caminho.
Não se engane: sou profundamente grata pela chegada.
Mas isso não torna a despedida menos dolorosa.
As lágrimas se fazem sentir porque, ao tocarem os lábios, carregam um gosto doce de saudade.
Acho que a vida é repleta dessas sutilezas cruéis, dessas miudezas que tenho a sorte de perceber.
Existe uma tristeza bonita nessas bobagens.
Eu, pelo menos, sempre fui uma grande fã delas.
Sei que a felicidade irá me encontrar em outras primeiras vezes agora.
Mas hoje, por um instante, conversei com todas as versões de mim que precisei deixar para trás para chegar até aqui. Foram horas memoráveis.
Permiti-me sentir saudade de cada uma delas.
E então me despedi, sabendo exatamente onde encontrá-las novamente.
Por mim
Por mim, por mim, por mim.
Ah, se fosse só por mim.
O que seria de mim
se fosse só por mim?
O que morreria de mim
se fosse só por mim?
O que surgiria de mim
se fosse só por mim?
Quais profecias se consolidaram,
se fosse só por mim?
Pensar que, de mim,
partiriam as coisas que eu mesma arrancaria de mim.
Que eu seria causa,
consequência
e fim.
Seria eu a autora,
a testemunha
e o acidente enfim?
E, ainda assim,
eu me pergunto:
Oque seria de mim
se, inevitavelmente
fosse só por mim?
Na ponta da língua
Eu já fiz poesia com tanto.
E eu já fiz poesia com pouco.
Já escrevi sobre dores
que nem minhas eram.
Já escrevi sobre os que aqui não estão mais.
Sobre os que aqui sempre estiveram.
E sobre os que eu jurava que ficariam.
Já escrevi sobre partir.
Mas eu nunca fui.
Porque ainda não me sei por inteira.
não de cor,
nem salteado.
Então, por enquanto,
eu escrevo.
Escrevo aquilo que me nasce na carne.
Escrevo o que não se pode possuir
Escrevo o que esqueci de dizer.
Escrevo minhas confissões à quem quiser sentir.
Eu escrevo.
Eu escrevo.
E escrevo um pouco mais.
Porque, sem isso,
eu seria apenas aquilo que esperam de mim.
E eu me recuso a caber
Naquilo que eu não escrevi
Mas, seguimos
Um monte de
Meios do caminho
Que nunca chegam
A lugar nenhum
you’ll never get away from

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Te vejo lá
No final, sobra eu.
Eu e um copo de whiskey.
Eu e um jazz antigo
chiando baixo pelas paredes.
Eu e um maço de cigarros.
Eu e os poetas
os torturados apenas.
Eu e o fogo
que se recusa a cessar.
A fumaça sobe
como quem ainda tenta ficar.
No fim,
sou sempre eu.
Somente eu.
The Archer
É muito difícil reconhecer a luz do sol
depois de anos fazendo morada
no olho da tempestade.
Perde-se a confiança naquilo que brilha
depois de tanta penumbra.
Prefere-se a desistência antecipada,
um fracasso conhecido,
à esperança
de que alguém realmente fique.
Eu vou embora
e nem olho para trás.
Porque antes o meu adeus familiar
do que a dor
de suportar a ausência
de outra presença.
Queimando viva, mas ninguém vê o fogo
Eu não posso dizer muito,
mas também não consigo dizer pouco.
Então, apenas me calo.
Moro no silêncio
daquilo que o mundo perdeu,
mas que eu ainda guardo.
Há sempre muito barulho por aqui.
Muito do pouco,
pouco de muito.
Os portões tremem como um terremoto,
um risco iminente
de ser descoberta.
Sou guardiã das tormentas
das insanidades
das impiedosas e viscerais verdades.
remember when,
the world was going to end?

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She knows, and i do too
Dear Taylor,
You'd be proud
Of the things i'm holding back to write right now
Falsas promessas
Estar vivo é um caminho só de ida; nós nos entorpecemos com a falsa perspectiva de volta. Mas ela é apenas produto de nossas fantasias mais loucas.
Meu conselho não foge muito daquilo que Bukowski disse — muito melhor do que eu, por sinal:
Deixe aquilo que te faz vivo te matar.
Deixe uma parte de você ser brutalmente violada todos os dias — pelo amor.
Pois, se a morte é certa, que possamos ao menos viver em sua espera.