( aubri ibrag, 25, ela/dela )Β Era Uma Vezβ¦ Uma pessoa comum, de um lugar sem graΓ§a nenhuma! HΓ, sim, estou falando de vocΓͺ πππππ πππππ πππππππππ. VocΓͺ veio de Gori, Georgia, e costumava ser PRESIDIΓRIA por lΓ‘ antes de ser enviado para o Mundo das HistΓ³rias. Se eu fosse vocΓͺ, teria vergonha de contar isso por aΓ, porque enquanto vocΓͺ estava APROVEITANDO O HORΓRIO DO BANHO DE SOL, tem gente aqui que estava salvando princesas das garras malignas de uma bruxa mΓ‘! Tem gente aqui que estava montando em dragΓ΅es. TΓ‘ vendo sΓ³? VocΓͺ pode atΓ© ser πππππππ, mas vocΓͺ nΓ£o deixa de ser uma baita de uma ππππππππβ¦ Se, infelizmente, vocΓͺ tiver que ficar por aqui para estragar tudo, e acabar assumindo mesmo o papel de ππΌπ
π΄ππ΄ πΆπ΄ππΏπ»π na histΓ³ria πππππ πππβ¦ Bom, eu desejo boa sorte. Porque vocΓͺ VAI precisar!
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nome: irina sopio vardanyan
data de nascimento: dezoito de junho
local de nascimento: gori, georgia
alinhamento: chaotic neutral
orientaΓ§Γ£o sexual: bissexual
ππππππ: six merry murderers cell block tango (chicago), orange is the new black, john murphy (the 100), loki (mitologia nΓ³rdica), petyr baelish (game of thrones), bronn (game of thrones), maven calore (red queen saga), draco malfoy (harry potter saga)
quando apareceu no mundo dos perdidos, trajando o macacΓ£o laranja com seu sobrenome etiquetado no peito, sua βprofissΓ£oβ e seu passado ficaram marcados. como ferro em brasa na pele. uma presidiΓ‘ria. perigosa. Γ© possΓvel atΓ© que tenha matado alguΓ©m. ninguΓ©m sabe, e ela com certeza nΓ£o fala. seu passado Γ© isso. passado. algo que ela faria qualquer coisa para nΓ£o voltar. absolutamente qualquer coisa, e talvez sim, isso lhe torne perigosa.
πππππππππππππ
Γ calada, nΓ£o que ela precise dizer qualquer coisa com seu sotaque do leste europeu para que formem qualquer opiniΓ£o ao seu respeito. seu macacΓ£o laranja deixa bem claro que estava cumprindo pena em alguma prisΓ£o esquecida por deus. e a palavra βdetentaβ parecia lhe definir por completo. ela, no entanto, se consideraria outras palavras para descrever a si mesma: uma garota com um passado. uma pessoa que jΓ‘ esteve no inferno mais de uma vez. com certeza uma sobrevivente, que Γ© uma lutadora isso ninguΓ©m duvida. apesar de nΓ£o ser necessariamente mΓ‘, nΓ£o fazendo qualquer coisa apenas por maldade gratuita, o mundo lΓ‘ fora lhe ensinara que ela precisa cuidar de si mesma e se tornou individualista por necessidade, a crueldade veio como o preΓ§o a se pagar, embora ela tenha pouca ou nenhuma satisfaΓ§Γ£o nisso. pode ser divertida quando quer, embora nΓ£o se lembre da ΓΊltima vez que aproveitou algo sem o medo sufocante de algo fosse dar errado a seguir. possui algum senso de lealdade, embora a sua maior lealdade seja sempre com ela mesma.
πππππππ
ππ
ππ : πππΓ§Γ£π π ππππΓͺππππ πππΓ©πππππ, πππππππππππ
O uniforme laranja com o sobrenome escrito no peito, deixava claro que seja lΓ‘ o que Vardanyan era no passado, ela com certeza nΓ£o era flor que se cheirasse. A presidiΓ‘ria que se viu livre graΓ§as a magia que a trouxe para o mundo dos perdidos era magra e atΓ© bonita demais para ser considerada de maior periculosidade, mas as aparΓͺncias enganam, e isso era algo que ela tinha demorado demais para aprender.
Nascida e criada em Gori, no Georgia, Nina nΓ£o era uma crianΓ§a muito diferente das suas duas irmΓ£s e duas primas de idades e aparΓͺncia tΓ£o semelhantes que podiam ser consideradas como um caso bizarro de quΓntuplos que deixou de ser noticiado. Claro, se elas fossem quΓntuplas, e recebessem todo o alvoroΓ§o da mΓdia, junto com presentes e atΓ© um auxΓlio, talvez a famΓlia nΓ£o passasse por tantos apertos. Quando pequena, as cinco meninas quase nΓ£o notavam, desde que pudessem brincar nada realmente importava. Foi sΓ³ quando se aproximaram da adolescΓͺncia que elas comeΓ§aram a notar a misΓ©ria e as preocupaΓ§Γ΅es que atordoavam seus pais, seus tios e sua babushka. Foi assim que, perto do seu aniversΓ‘rio de quinze anos, ela e suas primas foram abordadas por um grupo que vendia a ideia de dinheiro fΓ‘cil: as condiΓ§Γ΅es eram simples, elas viajariam pelos lugares mais badalados do globo como Cairo, Dubai, Saint-Tropez, Santorini, encheriam o instagram de fotos divertidas, duma vida luxuosas pela europa, e seriam muito bem pagas por isso, desde que suas malas de grife contivesse uma quantidade indecente de intorpecentes na costura.
Agora as cinco meninas haviam virado traficantes, recrutando meninas bonitas e sequestrando passaportes enquanto aproveitavam uma vida de excessos que atΓ© entΓ£o elas sΓ³ haviam visto no cinema. As meninas falavam pouco, ou quase nada de inglΓͺs mas sorriam eram adaptΓ‘veis o suficiente para se livrar da imigraΓ§Γ£o e das policiais nos aeroportosβ¦ Bem, atΓ© nΓ£o conseguirem mais e entΓ£o pararam na prisΓ£o pela primeira vez. Por sorte, ela ainda era de menor e a primeira prisΓ£o das Vardanyan nΓ£o passou de um susto, foi entΓ£o que em uma das festas dado por amigos que gostavam das drogas vendidas pelos empregadores da morena que ela o conheceu. bom, nΓ£o podiam julgΓ‘-la, um rapaz bonito, herdeiro de um fundo fiduciΓ‘rio de dar inveja, mais de um metro e noventa de altura distribuΓdos em muscΓΊlos que com certeza conheciam o interior de uma academia e atΓ© um (e por que nΓ£o dois?) personal trainers, alΓ©m de olhos azuΓs que colocavam as Γ‘guas lΓmpidas da costa amalfitana no chinelo. ele sorria e ela sorria de volta, e eles gostavam das mesmas coisas, das festas, da diversΓ£o, do dinheiro e um do outro, o que poderia dar errado?
O casamento aconteceu menos de um ano depois, as agressΓ΅es, no entanto, nΓ£o demoraram tanto tempo. A violΓͺncia domΓ©stica era um capΓtulo que ela nΓ£o gostava de lembrar, e com certeza nΓ£o era algo que ela deixava com que os outros soubessem, mesmo que tenha sido ela a responsΓ‘vel por ser quem ela era hoje. Se a sua primeira condenaΓ§Γ£o tinha tido a ver com ingenuidade, um tiro que colocou fim a todo o horror que ela vinha vivendo nos ΓΊltimos dois anos assim como as outras condenaΓ§Γ΅es foram sΓ³ um reflexo do fato de que o sistema carcerΓ‘rio nΓ£o oferecia qualquer perspectiva alΓ©m dos muros do presΓdio. Para manter o mΓnimo da sua dignidade ela teve que fazer favores dentro da cadeia, para sobreviver do lado de fora ela tinha que aceitar o fato de que nenhum lugar contrataria uma ex-detenta, o crime era sua ΓΊnica soluΓ§Γ£o, e ao longo do tempo ela tinha se tornado boa nisso.
Estava na sua terceira passagem pelo centro de detenΓ§Γ£o, jΓ‘ conhecia a rotina, os rostos eram familiares, as facΓ§Γ΅es e divisΓ΅es eram bem vindas, ela aprendeu a sobreviver. Quando foi parar em Mundo dos Perdidos ela tinha uma chance. Uma chance de sobreviver do jeito certo. NΓ£o importava que havia perdido a visΓ£o do olho direito, que agora esbanjava uma cor cinza pΓ‘lida e brilhante, completamente diferente do olho castanho escuro e cheio de mistΓ©rio do lado esquerdo. Ela havia ganhado algo ainda mais precioso: Liberdade. E diferente de todos ali, ela nΓ£o tinha sequer um motivo para querer voltar para casa. Seja lΓ‘ o que acontecesse, ela tinha a erteza de que nΓ£o voltaria para a cadeia uma quarta vez.