Eu, Gigi, juro solenemente respeitar as regras do Levicorpus e me comprometer com meu personagem, respeitando-o acima de tudo, dando vida àquilo que J.K Rowling criou.
Evelyn Sprumey nasceu no ano de 1960 e é Sangue-Puro Mestiça. Quando em Hogwarts, pertenceu a casa de Salazar Slytherin. Tornou-se escritora d'O Profeta Diário após terminar os estudos. Durante a primeira Guerra Bruxa, não se posicionou, mas era informante da Ordem.
Face claim: Kaya Scodelario.
Pontos principais sobre a personalidade: Sprumey tem uma mania chatíssima de achar que sempre sabe das coisas. Na maioria das vezes é séria, mas quando está com os amigos e pessoa que ela tem intimidade, se solta bastante e mostra um lado seu que ninguém imagina. É bastante reservada, acima de tudo. Detesta contar sobre a própria vida, mas ama dar conselhos para a vida dos outros. Isso, entretanto, não a torna fofoqueira, pelo contrário: gosta de ouvir histórias direto da pessoa. E embora ela seja de uma família tradicional, não segue os mesmos pensamentos de seus descendentes quando estamos tratando de preconceito com nascidos-trouxas e trouxas. Evelyn também é bastante estudiosa e perfeccionista, tenta sempre dar o melhor de si em tudo.
Hobbies: A caminhada à noite é um de seus costumes mais frequentes. Mesmo pequena, gostava de andar por Hogwarts depois que os alunos iam dormir, e vivia recebendo termos por isso. Mais tarde, seus passeios noturnos se tornaram permitidos, uma vez que Eva tornou-se monitora chefe de sua casa. Ela ama piano, mas não sabe tocar. Escreve muito bem, é uma verdadeira devoradora de livros, e gosta de assistir a filmes trouxas quando quer ficar sozinha. Aliás, Eveleyn tem muito a mania de ficar sozinha.
“Be alone. Eat alone, take yourself on dates, sleep alone. In the midst of this you will learn about yourself.”
Resumindo nossa história rapidamente, Evelyn Sprumey é filha de Harriet Lestrange com René Sprumey. Ambos de famílias tradicionais e preconceituosos. Mas não se casaram por amor, e sim porque “era bom pros negócios”. E por esse e mais mil e outros motivos que são irrelevantes agora, Harriet traía René corriqueiramente.
A mulher, para ser bem sincera, era horrível, com um mau caráter dos infernos. E não era ruim porque tinha uma história triste por trás de tudo isso, não. Pelo contrário: foi bastante amada e mimada quando mais nova. Sua única raiva era ter que se comportar de maneira dócil para agradar homens. Era má porque simplesmente era. E uma das características que mais gosto dela, era sua independência. Acontece que acabou sendo prometida para René Sprumey quando nova, já que a união traria benefícios para as famílias. E durante muito tempo ela se negou, mas então acabou descobrindo que estava grávida de Edgar, um medibruxo sangue-puro que ela havia conhecido há uns meses atrás e estava apaixonada. Seu mundo mudou por completo.
Conhecem aquela frase "se você sorri para a vida, a vida vai sorrir para você"? Bullshit. Pela primeira vez que Harriet Lestrange decidiu sorrir para a vida, ela foi atacada pelas costas com uma faca que atravessou seu crânio e dividiu seu sorriso em dois.
Assim que soube sobre a gravidez, sua primeira opção foi abortar. Não sabia em si como lidar com uma criança, já que se achava imatura demais e tinha certeza que um filho só atrapalharia sua vida e sua carreira. Um homem pode muito bem ter os dois, uma mulher geralmente precisa abdicar de um, ainda mais em circunstâncias como a que ela se encontrava. Mas Harriet não achava justo - para você ver como ela estava apaixonada pelo cara - abortar e não avisar o pai. E antes que você crie dúvida na sua mente, o pai era, claramente, o Edgar. Se ele quisesse manter a criança, já estava decidido: largaria tudo e viajaria com ele para a Romênia, onde teria o bebê e daria um jeito de crescer na vida lá; de todo modo, iria se virar, como sempre fez.
Então decidiu contar! Era uma tarde radiante que, mesmo que fizesse frio, tinha um sol maravilhoso iluminando o bairro. Foi até a casa de Edgar para contar o que estava acontecendo. Antes de tudo, o avisou que estava pronta para realizar o desejo dos dois e ir embora da Inglaterra. Mas a reação do homem foi completamente diferente do que ela esperava. Por um instante, Edgar suou frio, e ela sentiu que cada gota de suor que escorria pelo rosto do moreno parecia dar-lhe um choque.
Foi então que a bomba veio e a pegou de surpresa. Edgar a sentou, e começou, de pé - indo de um lado para o outro -, se explicar. De acordo com ele, o nome de Harriet sempre foi muito conhecido nas redondezas, e todos os homens e mulheres sabiam da reputação que a loira tinha: aquela fama de mulher rica e preconceituosa tomava conta de sua aparência. Edgar, na verdade, havia mentido para Harriet esse tempo todo. Ele não tinha tanto dinheiro como dizia, não vinha de uma família pura, e muito menos tinha um vinhedo na Romênia.
Sim, Edgar era sonserino, mas não por sua linhagem pura, mas por seu orgulho. A verdade é que ele era nascido trouxa, e só havia conseguido ir para Hogwarts porque seus pais se esforçaram muito para pagar a escola. E mesmo assim ele deixou tudo de lado porque, depois que fez amizades, que se meteu na vida de gente poderosa, passou a ser a pessoa mais ingrata que já houvera conhecido. Deixou de lado as pessoas que mais o apoiaram, abandonando-os de uma maneira rude, rebelde, daquele tipo de homem pobre e miserável que conhece um pouco da vida boa e dá as costas para qualquer um só para poder provar mais uma vez um vinho mais caro.
Edgar Macedonski era uma fraude, uma mentira gritada tão alta que acordaria a vizinhança inteira.
Pela primeira vez na vida, Harriet sentiu-se sem reação, com nojo de si mesma e, principalmente, puta o suficiente para queimar o mundo e pisar em suas cinzas. Mas essa não é uma história de amor. Harriet, depois de descobrir a verdade sobre Edgar, não largou seus preconceitos e passou a viver feliz para sempre com ele. Eu bem que gostaria de dizer que sim, porque soaria mais bonito. Mas nem sempre a verdade é bonita.
Assim que Edgar se "auto-desmascarou", Harriet fez questão de fazer a vida do moreno um verdadeiro inferno. Tentou processá-lo por todos os tipos de calúnia que conseguiria. Difamou seu nome, fez com que ele perdesse sua licença para atuar como medibruxo em hospitais. Edgar ficou tão fodido devido à influência e poder que a loira e sua família tinha, que teve de voltar para a Romênia.
E agora você me pergunta: E o casamento? E a criança? Bom, depois de perceber a merda que estava fazendo, obviamente Harriet decidiu aceitar se casar. Ela poderia dar um jeito de deixar tudo mais uma vez, mas um fogo começou a arder dentro dela e a única coisa que ela queria fazer era se casar e não só ter poder sobre a própria família, mas sobre os Sprumey também. Ela não precisava ser fiel, não é mesmo? E além do mais, René não era nada ruim assim.
Ainda assim, como não havia chegado a contar para Edgar da gravidez - já que ele a interrompeu com toda aquela sua verdade sórdida -, decidiu abortar. Ninguém saberia, só ela, então não haveria problema, certo? Errado. A primeira tentativa de aborto deu completamente errado, e Harriet passou tão mal, que foi obrigada a ficar de cama alguns dias. Tiveram que adiar o casamento, e foi nesse instante, enquanto estava sem cor na boca e com os cabelos por lavar, que seus pais, René, e os pais do alemão descobriram sobre sua gravidez. Mais uma vez seus planos deram errado, porque o casamento ainda estava de pé, e agora teria que correr para poder usar um vestido sem parecer uma porca dentro dele. Vocês tinham que ver a felicidade do René quando soube que seria pai! O homem ficou tão feliz que Harriet passou a receber felicitações de alemães que nunca havia visto antes.
Não queria a criança, mas o que poderia fazer agora? Passar por outra tentativa de aborto e, desta vez, acabar morta? Veja, não é que Harriet não gostava de René. Ele era um bom homem, era inteligente, educado, mas puta que pariu, pensem em um homem burro! Ele nem chegou a duvidar se a o bebê era seu, mesmo que os dois transassem raramente, e na maioria das vezes, quando Lestrange estava bêbada.
Mesmo contra sua vontade, Harriet acabou dando à luz em Dezembro de 1960. Uma menina morena dos olhos azuis havia chegado ao mundo. René deu a ela o nome de Evelyn. Era uma das meninas mais doces que já havia conhecido, mas ainda assim, era difícil para Harriet olhá-la nos olhos que eram tão parecidos com os do pai.
Depois que Evelyn nasceu, uma sequência bastante detalhada de fatos aconteceu. A criança cresceu bastante saudável, recebendo e dando carinho por onde passava. Era adorada pelos empregados, elfos, avós e, bem... pelo pai. Harriet nunca foi muito próxima a Evelyn, e seria mentira se eu dissesse que ela se esforçava, porque a verdade é que nunca teve paciência com crianças, então imagine com adolescentes. De todo modo, quando Evelyn tinha três anos, Harriet, agora uma verdadeira Sprumey, engravidou novamente. Mas dessa vez, e por um milagre - devido a tantos amantes que ela tinha -, era de René. Diferentemente da sua primeira gravidez, a loira não fez mais tanta questão de tirar; pelo contrário, passou a gostar da ideia de ter uma bebê, e nem ela mesma sabia ao certo o porquê, mas depois que viu que conseguiu ter o poder que queria sobre ambas as famílias, Harriet não tinha mais aquele incômodo do "e se ela atrapalhar com a minha carreira?".
Nove meses se passaram, e lá está ela de novo junto ao seu pai, René e uma parteira, na cama de casa, vendo o rosto de uma menina quase tão linda como a primeira, mas desta vez, loira. Deram-lhe o nome de Violet, e essa não cresceu tão saudável quanto Evelyn, e por isso acabou morrendo aos nove anos de idade, pouco depois da irmã, que a amava incondicionalmente, entrar em Hogwarts.
Ah, sim... Evelyn em Hogwarts. Foi uma situação bastante interessante. A morena passou a maior parte de sua infância em um internato bruxo, parecido com Hogwarts, mas algo mais "infantil". Ela voltava nos finais de semana para visitar a família, e passava muito pouco tempo no meio de todo aquele preconceito que tomava conta do seu sobrenome. Por isso nunca teve problemas com nascidos-trouxas e, embora viesse de uma família rica, era bastante simples e modesta.
Em um desses anos no internato, Eva passou a receber visitas de um rapaz. Ela não sabia quem era, mas ele vivia visitando-a. Seus momentos ao lado dele eram os melhores da sua vida, porque era a única hora em que ela se sentia amada de verdade. Acontece que esse homem era Edgar, e um dia Harriet foi buscar a filha no internato e o encontrou. O resultado? Usou obliviate para apagar sua memória sobre o pai.
Depois de dois anos. Dois anos inteiros sem trocar uma palavra, dois anos imaginando como Sirius Black a odiava por saber que Evelyn tinha ficado grávida de outro homem. Dois anos inteiros se culpando por ter mentido e nunca assumido que a filha era dele. Pensava a todo instante em contar a verdade, em todo instante dizer que estava fazendo aquilo para protegê-lo e não para feri-lo, por mais que, de certa forma, sabia que estava fazendo-o sofrer. Dois anos e seis meses, sem deixar um dia sequer em pensar nele, estava agora o abraçando como se nunca tivessem se separado. Se pudesse tirar a dor do moreno e passar para ela, não pensaria duas vezes em fazê-lo. Nada dói mais do que ver uma pessoa que amamos naquele estado. Abaixou a cabeça, beijando-o várias vezes na cabeça, acariciando suas costas e seus braços, sentindo o decote completamente molhado pelo choro de Sirius.
– Eu estou aqui – tentava dizer com a voz rouca o suficiente para falhar. Às vezes a vida nos prega tanta peça, que fica difícil não acreditar que tudo se trata de um jogo. Se Deus existe, ele com certeza os devem perdão. Sua vontade era enfiar ele e Hellana dentro de um potinho e entrar lá, só os três, até a tempestade parar. Costumam-se dizer por aí que precisamos passar por algumas tempestades se quisermos ver o arco-íris, mas ninguém nunca lembra o fato de que muitas vezes não resistimos à tempestade, e acabamos caindo num buraco escuro e sem volta. Sem dia, sem pôr do Sol. Tudo vira um verdadeiro crepúsculo.
Varinha: Faia com pelo de unicórnio, 26cm, flexível.
Espelho de Ojesed: Evelyn vê a si mesma ao lado de um rapaz moreno dos cabelos escuros. Embora não saiba seu nome, tem uma vaga lembrança de seu rosto. Era Edgar, na época em que ele a visitava no internato. Mesmo que Harriet tivesse apagado suas memórias, uma parte de Eve ainda lembrava dele.
Bicho-Papão: Vê a si mesma em uma briga com Sirius Black, no diz em que mentiu sobre sua gravidez. A briga acontece várias vezes ininterruptamente.
Clubes que participou em Hogwarts: Slug Club, clube de duelos e clube de feitiços.
Aulas extracurriculares que participou em Hogwarts: Estudo dos trouxas, estudos antigos e, quando nova, Runas Antigas.