- Você é muito pessimista, Emms. Digo, por que não chamar de coisas normais que as pessoas fazem quando se importam? – Respondeu, dando de ombros. Por mais ranzinza e crítica gratuitamente e sem ser perguntada sobre que Emily fosse, não chegava a ter um sentimento ruim em relação a ela, pelo contrário… EJ sentia que tinha algo acontecendo e aquilo era usado como um mecanismo de fuga, assim como foi com seu irmão mais velho antes de se afundar. Ele não queria vê-la afundar ou coisa do tipo, definitivamente não. Os lábios se prensaram… Bem, ela tinha um ponto. Ultimamente, na realidade, parecia que toda a implicância da garota com seu relacionamento tinha um ponto, já que Mary parecia cada vez mais distante. Repetindo o movimento dela, acabou dando de ombros em um suspiro. – Deve ter tido um imprevisto… – Disse e então o celular alarmou, anunciando mensagem de Mary avisando que havia se sentido mal, voltado para casa e estava indo dormir. Parou por um segundo para responder a garota e então voltou sua atencao a Emily novamente. – Ela se sentiu mal… Céus, eu deveria ter pensado nisso. C`mon, você adorou? Dá para ver. Eu sou como… Seu Bob, por mais que você deseje que eu suma da sua vida e da sua irmã, eu acho que sentiria minha falta. Quer ir? – Disse, apontando para a montanha russa ao perceber que era para onde a atencao da garota estava. – Eu espero que sim. Digo… eu tenho uma chance em Princeton talvez, o que é bom mas, se acabar entrando em alguma das que apliquei fora, seria ridicularmente caro manter as despesas e a faculdade então, uma bolsa definitivamente ajudaria. E você? Já pensou sobre… Os proximos anos na faculdade? No caso sobre suas, não sobre o relacionamento falido que você acha que eu vou ter sendo miserável num sofrimento de solidão sem fim. – A última parte saiu em tom de brincadeira, referindo-se a como ela sempre acabava lhe praguejando o futuro quando se encontravam.
“Você é muito pessimista, Emms” ela repetiu em um tom debochado, pronta pra revirar os olhos de forma exagerada. A implicância era uma forma de afasta-lo, mas aparentemente só servia para que ele se aproximasse mais. Não entendia porque. Não fazia sentido. Queria afasta-lo, pois não queria ver de perto aquele romance todo que tinha com Mary, ela nunca tivera nada do tipo. Na verdade, ela havia tido dois beijos em sua vida e nunca mais conseguiu nada. Fosse sua insegurança, sua falta de paciencia: era mais fácil falar por ai que havia feito do que fazer de fato. Seu celular notificou e ela respondeu sua irmã, sem dizer nada em voz alta. Apenas respondeu discretamente e deu de ombros. “Passou mal de quê?” perguntou antes de pegar o cigarro e, ao inves de acendê-lo, guardou de volta no maço. “Meu Bob? Acho que você tá bem louco. Você é bem mais o Patrick, irritante pra cacete” falou com as sobrancelhas arqueadas “Na montanha russa?” ela perguntou, voltando a encarar. Tinha medo de altura. Muito medo de altura. “Já fui umas três vezes, não tô afim não” mentiu, porque era isso que ela fazia sempre. “E você parece do tipo que ficaria gritando demais, chato. Pior companhia possível” falou comprimindo os lábios e - de fato - ouvindo o que ele tinha a dizer. “Espero que dê certo. Pra você vazar logo daqui.” dessa vez a provocaçção veio acompanhada de um sorrisinho de lado “Você se daria bem em Princeton, nerd.” ela olhou pra ele “Já. Festas universitárias, ir pra aula de ressaca, conhecer gente nova, mais velha? Nunca estive tão pronta. Quero ir pra qualquer uma, quanto mais longe melhor” ela admitiu, com os olhos nele “E diferente de você, vou curtir minha vida universitária. Solteira e feliz. Não solteiro e miserável.”