Ela é diferente. Ela é a contradição de si mesma. Ela acha que todos os problemas do mundo podem se resolver no punho, odeia abraços porque honestamente nunca sentiu o meu. É toda valentona por fora, mas por dentro… Ela chora como uma criança vendo “Marley e eu”, dorme com um bichinho de pelúcia porque segundo ela, ele trás segurança. Ama cantar, mas não gosta o fato de que fiquem pedindo isso à ela toda hora. É tão teimosa e tão mimada quanto uma criança de seis anos de idade, mas não suporta que eu digo isso. Ela ama perturbar os outros, mas odeia ser perturbada. Tem a paciência do tamanho de um palito de fósforo, é ciumenta e sempre quando está irritada ela se despede com “tchau” e não “até”. Ela tem um baita de um sorriso, mas o esconde, porque ela se sente vulnerável com ele. Não suporta injustiça e odeia ver pessoas valentonas menosprezando alguém menor ou um pouco mais frágil. Ela ama o irmão dela acima de todos os seres humanos existentes na Terra. Ela prefere ver filmes de desenhos porque neles a felicidade é permitida e não se perde alguém especial. Ama que as pessoas a cuidem, mas jamais ela vai admitir isso. Ela ama que a façam cafuné, mas não espere que ela admita, ela vai negar até a morte. Ela pode ser tão fria quanto um iceberg, mas ela também pode ser tão doce quanto o açúcar, apenas quando quer. Nunca vi alguém tão preguiçosa quanto ela, na verdade, está para existir. Ela odeia demonstrar os seus sentimentos, expor o que sente, mas ela tem um coração tão vivo e tão cheio quanto o meu. Ela me perturba demais por causa da minha voz rouca e embargada, mas no fundo sei que ela ama ouvi-la. Ela tem seus problemas, muitos… Mas sempre tenta escondê-los. Ela é um misto de guerra e paz, de calmaria e de tempestade… Ela é uma inconstância.