Ei, você viu quem voltou para mais um ano? Por um momento pensei ter visto SOPHIE THATCHER mas é melhor, é HARRIET LANGLEY! Soube que ela está cursando ARTES PLÁSTICAS aos 24 ANOS e é uma LEGADO da Saint Benedict Hall. Todas às vezes que encontrei com ela eu podia jurar que ela estava ouvindo DIE, ELLISE. Isso até combina muito com o quanto ela me lembra de THE MOON. Eu só acho que algo está diferente esse ano, melhor ficar de olho nela!
identity.
nome: harriet langley. apelido: hattie. idade: 12 de janeiro de 2001, 24 anos. muse: the moon. curso: artes plásticas. extracurriculares: atelier de pintura e desenho, história da arte. altura: 1,65. cabelo: preto. olhos: verdes.
personality.
Observadora, quieta e solitária. Harriet tem todas as características de alguém que passaria despercebida na multidão. Mas a garota silenciosa esconde uma mente bastante barulhenta. O lado obsessivo e egoísta é o que motiva as suas piores decisões. Ela está disposta a cruzar a linha da moral para conseguir ter o que precisa. E mesmo que pareça se bastar nas suas sombras, Harriet sempre precisou de atenção. Há um lado carente e invejoso na garota que fora cultivado por muitos anos de negligência parental. Mais do que isso, ela sempre acreditou ser sim mais especial do que muitos podiam ver. Ainda que seja covarde demais para gritar ao mundo que também merece ser notada, há certa confiança dentro de si.
background.
Tão notável quanto um fantasma, tão barulhenta como um sussurro. Harriet Langley sempre foi invisível. Ainda que por trás das sombras existisse uma garota intrigante, ninguém era capaz de enxergá-la. Ninguém, menos ele.
Tudo começou ainda na infância. Seu nascimento não foi exatamente comemorado, já que os Langley já tinham uma primogênita e estavam em busca de um herdeiro dessa vez. Mas Harriet veio ao mundo da sua maneira: desajeitada e um tanto esquisita. A verdade era que a garota nunca brilhou aos olhos dos pais, pois a irmã mais velha tinha toda a atenção. Heidi era bonita, elegante e tocava piano como ninguém. Mesmo que fossem uma família de artistas, parecia que aquela casa só tinha espaço para uma estrela.
Os adultos diziam que a arte de Harriet era melancólica e perturbadora. Os quadros da menina causavam tamanho desconforto, que nunca chegaram a serem expostos na galeria da família. Então, ela preferiu se esconder. Percebeu que a própria companhia era melhor do que ouvir palavras que podiam machucar. Passava boa parte do tempo perdida entre pincéis e tintas, se tornando cada vez mais esquecível.
Quando entrou para universidade não foi diferente. Harriet se concentrava na sua arte enquanto todos exploravam a vida universitária ao máximo. Nem mesmo a excentricidade de suas pinturas eram questionadas… até que um dia alguém se interessou. O comentário que passaria batido por qualquer um tinha mudado o percurso de toda sua vida. “Seus quadros são tão profundos”, foram as palavras de Owen que nunca deixaram a mente de Harriet. Finalmente alguém era capaz de entendê-la.
O que na sua mente começou como um interesse recíproco, logo se tornou um vício. Harriet seguia os passos de Owen pela universidade em busca de um momento que mudaria tudo entre eles, mas ele nunca percebia a sua presença. Era um pouco decepcionante, mas ainda assim, a garota tinha certeza que ele a entendia como ninguém. Ele passou a ser a luz de seus dias escuros, a inspiração de suas pinturas e a sua doce obsessão. Harriet sabia que era errado o que estava fazendo, porém sempre encontrava um jeito de justificar suas ações. No fundo, ela só queria se aproximar dele ou ter uma chance de agradecer pelo elogio.
Foi por Owen que ela se convenceu a ir na festa daquela noite. Ainda que não se lembrasse muito bem do que tinha acontecido, ela sentia que aquele tinha sido um momento crucial entre os dois. Tudo para perdê-lo dias depois, para sempre. O luto a destruiu por completo. O mundo de Harriet não fazia mais sentido sem Owen. Ele era tudo que ela era capaz de enxergar e ela só era vista por ele.
Mas o destino tinha um jeito engraçado de fazer as coisas. Com um pouco mais de atenção, ela percebeu que o irmão gêmeo era quase uma cópia idêntica de Owen, não só na aparência, mas também no comportamento. Tão iguais que até mesmo ela poderia ter confundido os dois. E se naquele dia não tivesse sido Owen a notá-la, mas sim o seu irmão? E se no final das contas, Owen tivesse sido tirado dela porque ela estava errada esse tempo todo? Ela precisava descobrir.













